Município quer incentivar outros produtores máquinas e tratores

Uma terra que promete fartura para quem deseja investir na produção agrícola. Assim fez Manoel Francisco Barreto, popularmente conhecido como Chico da Quixaba, que acreditou no potencial das terras quissamaenses e investiu na produção do abacaxi com o apoio da Prefeitura de Quissamã.
Além dos seus cinco hectares de terra na localidade de Machado, Chico arrendou mais 12 hectares de outras propriedades com o objetivo de multiplicar sua produção. “No primeiro plantio, foram 340 mudas de abacaxi. Gostei tanto que decidi dobrar a produção”, disse o produtor, que com apenas dois anos no município comemora o sucesso com a colheita de 200 mil frutos, vendidos ao mercado por R$ 3, a unidade.
Ele explica que o ciclo de produção do abacaxi é de dois anos, porém, por conta das vantagens das terras do município, conseguiu colher em apenas 11 meses. “As terras de Quissamã são de excelente qualidade, fora a fartura de água que temos”, garante Chico.
Segundo o produtor rural, as terras quissamaenses são ótimas para o plantio dessa fruta, porém, outras espécies também garantem uma safra considerável. Ele aproveitou algumas áreas para plantar quatro hectares de melancia, 150 mudas de limão Taiti, 70 mudas manga Tomy, 350 covas de várias espécies de banana e pés de aipim.
A secretaria de Agricultura e Meio Ambiente quer aproveitar a larga experiência do produtor agrícola de Chico da Quixaba para incentivar produtores locais a tocarem suas terras, investindo no plantio e gerando mais emprego.
Segundo o secretário José Ricardo Pedruzzi, a prefeitura apoiou o produtor com os serviços da Patrulha Agrícola – emprestando máquinas e tratores – e assistência técnica. “Para nós vale a pena, porque, além do conhecimento que ele possui em relação à produção, tem uma larga experiência em comercialização”, disse.
A experiência do plantio do abacaxi em Quissamã não é pioneira, conforme disse Pedruzzi. Muitos produtores já tentaram investir na produção desse fruto, porém com o objetivo de industrializá-los. Não houve sucesso na produção devido a questões de doenças e dificuldade de comercialização. “O abacaxi que Chico planta é o chamado “de mesa”, que é mais macio, doce, com características brasileiras, de maior aceitação, o que abre mercado”, esclarece Pedruzzi.
A secretaria pretende promover “O dia no campo”, uma ação que tem por objetivo levar produtores interessados no negócio para ir às plantações do empreendedor para acompanhar a evolução de sua lavoura. “Para quem se interessar no negócio, a prefeitura vai apoiar com a Patrulha Agrícola e Assistência Técnica”, adianta o secretário.