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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Último envolvido nas mortes do menino Gabriel e do avô é preso em Guarapari


Segundo Polícia Civil homem preso no Espírito Santo seria mandante do crime

Biraldo foi transferido para Campos na manhã desta quarta (Foto: Divulgação)

Um homem identificado pelas iniciais E.S.L., de apelido Biraldo, foi preso, no fim da tarde dessa terça-feira (19), por suspeita de participação nos assassinatos do vigilante Eucilenio Pinheiro, de 38 anos, e do neto dele, o menino Gabriel, de apenas cinco anos, ocorridos no dia 7 de novembro, no bairro Nova Canaã, em Campos dos Goytacazes. Biraldo foi localizado em Guarapari, no Espírito Santo, por agentes da 146ª Delegacia de Polícia (Guarus). Ele é o sexto e último suspeito de envolvimento no crime a ser detido e, segundo a Polícia Civil, seria o mentor intelectual do atentado.

Segundo o delegado titular da 145ª DP, Pedro Emílio Braga, o investigado é apontado como mentor intelectual de uma chacina que chocou a região. Na ocasião, indivíduos armados invadiram a residência e abriram fogo contra familiares de um desafeto, quando a criança e o avô foram assassinados. A avó do menino também ficou ferida.

Em nota, a Polícia Civil informou que “conforme apurado, a chacina é resultado de uma represália, fruto do conflito entre facções narcotraficantes rivais naquela localidade. Após menos de 10 dias do crime, o fato se encontra cabalmente elucidado, em todas suas circunstâncias, além de qualificados e presos todos os seis envolvidos neste crime de rara barbaridade”.

Biraldo foi transferido para Campos na manhã desta quarta-feira.


Avô e neto foram mortos (Foto: Divulgação)

Em coletiva de imprensa, realizada nesta quarta, Pedro Emílio Braga explicou que as mortes de neto e avô foram motivadas por um conflito anterior ocorrido na comunidade de Pernambuca, onde Biraldo seria o chefe do tráfico local. Biraldo comandaria de Guarapari a atividade ilícita naquela região, que também incluiu o tráfico em Ururaí.

Segundo o delegado, o pai no menino tentou separar uma briga entre um amigo e integrantes da facção comandada por Biraldo. O delegado explicou que o pai da criança, que mora em Pernambuca, teria sido jurado de morte ainda durante o conflito que envolvia a disputa por um cavalo. Temendo por sua vida, ele saiu de Pernambuca e se mudou para a casa dos pais, em Nova Canaã.

“Esse indivíduo que jurou o pai na criança de morte, nesse contexto da rivalidade entre o tráfico, acabou sendo morto após esse desentendimento. Seus comparsas de suspeitaram de que o autor do crime seria o pai do menino. Por isso, foram até Nova Canaã para se vingar”, disso o delegado, destacando que não há elementos que liguem o pai da criança à autoria do crime ou ao tráfico de drogas.

A prisão de Biraldo foi efetuada em diligência com a participação da Polícia Civil de Guarapari. Segundo o delegado na 146ª, ele não quis prestar depoimento. Optou por falar apenas em juízo.

O degelado da 146ª DP informou, ainda, que quaisquer informações sobre de crimes ou paradeiro de criminosos podem ser passadas pelo Disque-denúncia: (22) 99701 3300.
Fonte Terceira Via

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