Nos próximos dias, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) deve receber um volume expressivo de documentos que precisarão ser analisados em um prazo de apenas 45 dias, em meio a suspeitas sobre contrataçÔes e aumento de despesas.
O foco inicial recai sobre contratos firmados recentemente e sobre órgãos estratégicos, como o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), que concentrou uma série de licitaçÔes abertas às vésperas da mudança de governo, segundo reportagem do jornal O Globo.
Corrida por contratos e obras emergenciais Antes mesmo da formalização do decreto de auditoria, a equipe do novo governo jå havia identificado uma intensificação na publicação de editais. O DER lançou nove contrataçÔes que, somadas, chegam a R$ 418,5 milhÔes. Seis delas foram classificadas como emergenciais, incluindo intervençÔes em encostas e obras de pavimentação em diferentes regiÔes do estado.
Parte desse pacote, especialmente voltado Ă pavimentação, começou a tramitar logo apĂłs a saĂda do ex-governador ClĂĄudio Castro, em um momento em que jĂĄ havia sinais de que a nova gestĂŁo pretendia conter despesas.
As obras contemplam municĂpios estratĂ©gicos do ponto de vista polĂtico, como ItaboraĂ e SĂŁo Gonçalo, ligados a lideranças prĂłximas da base do governo anterior. Os trĂȘs lotes de pavimentação somam mais de R$ 188 milhĂ”es.
RelatĂłrios internos do prĂłprio DER apontam ressalvas do controle interno, destacando que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) exige critĂ©rios rigorosos para contrataçÔes emergenciais, justamente para evitar situaçÔes classificadas como “emergĂȘncias fabricadas”, decorrentes de falhas de planejamento ou decisĂ”es deliberadas.
Justificativa do DER e contexto polĂtico Em nota oficial, o DER afirma que as “contrataçÔes emergenciais estĂŁo relacionadas a intervençÔes necessĂĄrias para atender a demandas imprevisĂveis, especialmente apĂłs os impactos das chuvas em diversas rodovias estaduais, que comprometem a segurança dos usuĂĄrios”.
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