domingo, 15 de março de 2026

Atafona, citada em relatório da ONU, chama a atenção quando o assunto é avanço do mar

Por Coluna do Balbi

Fotos: Arquivo Colunista/Divulgação

Em se tratando do avanço do mar sobre o litoral, o que tem acontecido em várias partes do planeta, o balneário de Atafona, em São João da Barra, passou a ser referência em todo o mundo, observando um fenômeno que já vai para 50 anos. A atenção aumentou com a praia foi citada em um relatório sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU).

CDL recebe secretário do Espírito Santo para debater fundo soberano

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) realiza nesta segunda-feira (23) sua primeira assembléia geral de 2026 discutindo o chamado Fundo Soberano. O assunto será exposto pelo Auditor de Finanças SEFAZ-ES e secretário Executivo do Conselho Gestor deste fundo, Alexandre Viana, seguido por observações dos empresários presentes. O Fundo Soberano é uma reserva estratégica de recursos de cada estado, sendo uma ferramenta importante para a saúde financeira de cada um deles. A CDL já havia abordado esse assunto sobre a ótica do Estado do Rio de Janeiro com conferência e debate com o então presidente da ALERJ, André Ceciliano.

Mais uma grande propriedade rural de Campos é arrendada para plantio de eucalipto


Muito mais do que se imagina, o plantio de eucalipto em Campos está acontecendo em larga escala. Na semana passada, mais uma grande propriedade do Norte do município foi arrendada para esse modelo de negócios, que poderá ser o embrião de algo bem maior, segundo tratativas acordadas nos bastidores.

Reforço técnico para o J3 Run Fest no próximo domingo

MIcheli & Madruga, personal traine diferenciada por anos de experiência acumulada, somando esforços com o J3 News para a terceira edição do J3 Run Fest, que acontecerá no próximo domingo (22). O evento chama a atenção pela organização e o profissionalismo, o que o faz do J3 Run Fest uma das corridas de rua mais importantes do Estado.

Acidentes com motocicletas em Campos viram problema de saúde pública

Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas e ciclistas estão sendo encarados em Campos como um grave problema de saúde pública. O setor de traumas e ortopedia do Hospital Ferreira Machado está no seu limite diante de uma demanda crescente. Esse problema se potencializa com a febre das bikes elétricas na cidade.

Campos tem 950 com doenças raras acompanhada pelo Centro de Genética

Campos tem 950 pessoas com doenças raras sendo acompanhadas pelo Centro de Genética da Prefeitura, que funciona anexo à Cidade da Criança. O número foi estimado pelo geneticista Marcelo Coutinho, que atua no Centro e é considerado um dos maiores especialistas do tema no país.

Parte das operações da Petrobras migrará para Campos em 2027

Começa a partir do segundo semestre deste ano o redesenho das atividades da Petrobras na Bacia de Campos. O projeto prevê que o município passe a concentrar, a partir de 2027/2028, uma parte expressiva destas atividades, o que significa empregabilidade e mais dinheiro circulando.

Soja, milho e agora a retomada do plantio do café


O perfil da agricultura de Campos está realmente mudando, no que se chama de uma revolução silenciosa, a partir do chamado agronegócio. A soja é um claro exemplo disso, seguida do milho, o que até pouco tempo era um cenário improvável. Vamos adicionar neste contexto, por exemplo, o aumento expressivo do plantio de abacaxi. O plantio de café está sendo retomado em média escala, principalmente no Norte do município. Na rota do café, destaque também para São Fidélis.

Barcelos Martins, a 1ª ponte a unir Campos

Inaugurada em 1873, a ponte vem passando por problemas estruturais desde 2011

Por Yan Tavares
Inaugurada em 5 de abril de 1873, Ponte Barcelos Martins sofreu grave avaria dias antes de completar 153 anos (Fotos: Acervo do Museu Histórico de Campos/André Santo

Você sabia que a Ponte Barcelos Martins foi uma virada de chave na história de Campos dos Goytacazes? Pois é, hoje interditada por conta do desnivelamento em um de seus vãos, ela protagoniza um momento marcante e histórico da cidade. Foi a primeira ponte ligando uma margem à outra do Rio Paraíba do Sul, fazendo, assim, a conexão entre a cidade de Campos e Guarus.

A inauguração aconteceu em 5 de abril de 1873, segundo análise da historiadora Rafaela Machado, diretora do Arquivo Público de Campos. Ela relembra ainda que o patrimônio público foi chamado inicialmente de “Ponte de Pau” ou “Ponte Municipal”, até receber, mais tarde, o nome atual. Rafaela conta ainda em sua análise que foram quase 40 anos de luta até a cidade ganhar uma ponte ligando Guarus ao outro lado da margem do município.

“A construção de uma ponte sobre o Rio Paraíba era discutida pela Câmara Municipal desde pelo menos 1835, ocasião da elevação de Campos à condição de cidade. Para isso, em 1838 foi constituída a firma Companhia da Ponte do Rio Paraíba, tendo sido acordado com a Câmara Municipal no ano de 1945 sua construção que, no entanto, não ocorreu. Em 1857 o deputado da Assembleia Provincial, Dr. Caldas Viana, apresentou projeto autorizando a contratação de uma ponte de cantaria sobre o Rio Paraíba a José Juliot, a qual ficaria como propriedade perpétua do concessionário. No entanto, assim como o projeto anterior, nada foi feito para a devida construção”, relata
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Em 2018|No dia 28 de fevereiro, pilares sofreram avarias e, desde então, ponte passou por diversas vistorias (Fotos: Rodrigo Silveira/Secom/Divulgação)
Historiadora|Rafaela Machado

Após projetos frustrados entre 1835 e 1837, surge então um protagonista nesta história, no ano de 1866: o Barão da Lagoa Dourada. “Em 1866, quando era presidente da Câmara Municipal, o então Comendador José Martins Pinheiro, depois Barão da Lagoa Dourada, o projeto de construção de uma ponte sobre o Rio Paraíba ganhou novo fôlego. Foi ele o responsável por dar os devidos encaminhamentos junto ao Presidente da Província, apresentando uma representação assinada por numerosos campistas em que se pedia a execução da Lei Provincial n. 1.309, de 1865. A Lei autorizava o Governo Provincial a contratar a empresa Dutton & Chandler”, comenta Rafaela Machado. E acrescenta, resgatando que foram mais quatro anos até o início das obras:

“O deputado Conselheiro Tomaz Coelho de Almeida conseguiu a autorização da contratação pelo valor de 396 contos e, finalmente, a empresa Dutton & Chandler foi contratada no ano de 1869. O orçamento elevou-se, por fim, a 500 contos, valor pago pelo Governo Provincial. As obras foram iniciadas em julho de 1870, ficando a referida ponte pronta em 1872. No entanto, a inauguração só ocorreu no dia 5 de abril de 1873”, diz

Como era antes
A chegada da Ponte Barcelos Martins foi uma “virada de chave” não por acaso. Também como consta em análise da historiadora campista Rafaela Machado, antes da obra ser inaugurada, a passagem de um lado ao outro do Rio Paraíba era feita por embarcações, como as chamadas pranchas, canoas e a famosa barca-pêndula.

Há 153 anos|Estrutura foi inaugurada em abril de 1873 e foi a primeira ponte de Campos sobre o Rio Paraíba (Fotos: Acervo João Pimentel)

Pedágio, você sabia?
Um dos relatos históricos que chama atenção sobre a história de Campos dá conta de que a primeira ponte instalada sobre o Rio Paraíba do Sul já teve cobrança de pedágio. “Depois de construída, a ponte foi arrendada a Thomaz Dutton, um dos sócios da empresa. Nos seus primeiros anos, havia pagamento de pedágio para travessia da ponte e para a cobrança, a ponte possuía portões em suas extremidades, sendo a cobrança realizada por guardas que ficavam em suas cabeceiras”, relata Rafaela Machado.

Por que Barcelos Martins?
E o nome, por que Barcelos Martins? Em sua primeira versão, a ponte tinha o seu piso em madeira. Diante do cenário de constantes acidentes, o então prefeito Barcellos Martins foi o responsável por mudar a situação.

“Nomeada oficialmente de Ponte Municipal, era também conhecida como ‘Ponte de Ferro’, devido a sua estrutura metálica, mas também como ‘Ponte de Pau’, já que o piso, ou seja, o chão, era todo em madeira, o que causava constantes acidentes, principalmente pela falta de manutenção. Barcelos Martins, quando prefeito, foi o responsável por trocar o piso da ponte, substituindo em 1958 a madeira por cimento, dando fim aos acidentes. Em sua homenagem, em 1964 passou a ser chamada de Ponte Barcelos Martins”, conta Rafaela Machado.

Histórico de interdições
Esta não é a primeira vez em que a Ponte Barcelos Martins sofre com problemas estruturais e de segurança. Entre 2011 e 2022, foram pelo menos três interdições e duas restrições de tráfego no período. Em janeiro de 2011, a prefeita Rosinha Garotinho determinou a interdição da ponte. A medida foi tomada após a Defesa Civil Estadual apontar riscos por conta do aumento do volume de água e de vegetação nos pilares. Uma semana depois, a ponte foi liberada, apenas para motos, bicicletas e pedestres.

No ano seguinte, novamente no mês de janeiro, ocorreu outra interdição. A decisão foi motivada pelo receio da restrição a carros ser desrespeitada, depois da barreira existente no local para evitar a passagem de veículos ter sido removida. À época, a Defesa Civil afirmou que a ponte não reunia condições de receber carros, motos, bicicletas, nem pedestres, por conta da correnteza do Rio Paraíba. A régua do rio marcava 10,85m naquela ocasião. A ação de interdição também contou com a presença da prefeita Rosinha, que visitou o local, acompanhada por técnicos da Defesa Civil.

Em 2014, ainda no governo Rosinha Garotinho, a Defesa Civil realizou uma restauração provisória – usando hastes de madeira e colocando fitas sinalizadoras – no guarda-corpo em passagem de pedestres no vão central da ponte Barcelos Martins. Em outubro de 2016, já no final da gestão Rosinha (2º mandato), a Prefeitura anunciou a restrição para motos na ponte, alegando questões de segurança. O espaço então tornou-se exclusivo para ciclistas e pedestres, com exceção para viaturas de emergência.

Em janeiro de 2022, já no primeiro mandato do prefeito Wladimir Garotinho, uma nova cheia de verão no Rio Paraíba gerou a interdição da Ponte Barcelos Martins. Na oportunidade, o rio atingiu a cota de 10,43 metros. Três dias depois, a ponte voltou a ser liberada, após avaliação estrutural da Defesa Civil, redução do nível do rio e diminuição da pressão exercida pela água sobre os pilares.

Em 2024, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) anunciou uma nova restrição de motos à Ponte Barcelos Martins. A finalidade alegada foi garantir mais segurança aos ciclistas. Após manifestação de motociclistas, a medida acabou suspensa.

Quando foi interditada pela última vez, no dia 28 de fevereiro de 2026, a ponte recebia pessoas utilizando motocicletas, bicicletas e pedestres – 30 mil trabalhadores por dia, segundo o prefeito Wladimir.

Panorama atual

Com a ponte interditada desde o dia 28 de fevereiro, por conta um grave dano estrutural, equipes técnicas iniciaram na última semana uma série de avaliações, visando analisar as condições estruturais e avançar no planejamento das intervenções necessárias para sua manutenção.

No último dia 9, técnicos da Secretaria de Estado das Cidades do Rio de Janeiro chegaram ao município para realizar levantamentos topográficos e monitorar possíveis recalques nos pilares da estrutura. No dia 11, uma nova equipe técnica, formada por engenheiros estruturais, fez uma avaliação detalhada dos pilares. “Os trabalhos estão concentrados principalmente no pilar que apresentou recalque, além da análise das ferragens e das condições estruturais”, explica a Prefeitura.

Ainda de acordo com o governo municipal, a previsão é que, na próxima semana, chegue ao município a equipe responsável pelas sondagens da ponte. “Esse procedimento permitirá avaliar as condições do solo e da fundação da estrutura, etapa considerada fundamental para o planejamento da construção de novos pilares de sustentação”, finaliza o município.

O que fazer agora

Para o urbanista Renato Siqueira, a situação em que a ponte chegou simboliza ausência do poder com o patrimônio local:

“A situação atual da ponte é crítica e revela problemas além dos que ocorreram e justificaram a sua interdição. Por exemplo, revela a falta de rotina de avaliação e monitoramento técnico com programa de manutenção preventivo, visto em especial ser dotada de estrutura metálica sujeita a corrosão e a outros agentes”, destaca.

Sobre as perspectivas futuras, ele comenta que não vê a possibilidade de recuperação como complexa, mas que os serviços neste sentido inspiram cuidados:

“Entendo que o evento de agora é muito assemelhado ao anterior, no ano de 2022, com afundamento dos pilares e de trecho do tabuleiro. Logo, após minuciosa e criteriosa vistoria, se confirmada a estabilização, conforme o evento anterior, é possível que o mesmo procedimento de complementos complexas estruturais sobre os pilares que cederam, dê condição para o processo planejando de liberação da ponte, que tem se mostrado um importante equipamento urbano no dia a dia das pessoas”, analisa. E acrescenta:

“Indicaria ainda o estudo para adaptação de elemento funcional na base dos pilares que possam impedir o acúmulo de material nos mesmos, o que em tese foi um importante fator para o abalo e instabilidade dos pilares. Este elemento teria a forma de cunha, tal qual existe em concreto na Ponte Leonel Brizola, porém, a ser executado com elemento metálico, a fim de manter o sistema construtivo da ponte”, complementa.

O especialista sugere ainda uma adaptação momentânea no trânsito da cidade, através da Ponte Leonel Brizola:

“Por praticamente estar no mesmo eixo de deslocamento, a Ponte Leonel Brizola poderia ser adaptada, com segurança, ao trânsito dos meios não motorizados, com o isolamento de meia pista, a pista interna, de cada um dos lados, com afastamento da mureta central e sinalização na demarcação tracejada que divide as duas faixas de rolamento, complementado pela fiscalização da GCM e o IMTT. Nas cabeceiras, de cada lado, há proximidade com ciclofaixas e calçadas, com necessidade de pequeno trecho a ser complementado e integrado”, finaliza.
J3News

Em parceria com o Cisnovo, SFI realiza mutirão no Hospital Manoel Carola

A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando, neste sábado (14/03), um mutirão para exames de eletroneuromiografia (ENMG) no Hospital Municipal Manoel Carola, até às 15h. O exame é um diagnóstico funcional que avalia a saúde dos nervos periféricos e músculos, identificando lesões, compressões ou doenças neuromusculares. Os exames estão sendo realizados pelo médico ortopedista e traumatologista Carlos Eduardo Raposo.


— A eletroneuromiografia é muito importante para diagnosticar e fazer acompanhamento de doenças dos nervos periféricos e músculos, podendo assim observar lesões de nervos, diagnosticar causas de formigamentos e dormências. É muito importante quando o paciente tem diabetes e outras doenças metabólicas — explicou o médico.

Ao todo, 24 pacientes foram previamente agendados para participar do mutirão. Eles estavam no sistema de regulação do Estado, aguardando para realizar o exame. O mutirão está sendo realizado através de uma parceria com o Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Região Norte e Noroeste Fluminense (Cisnovo).

A parceria com o Cisnovo visa à realização de exames, consultas e contratações de profissionais na área da saúde. Ele é constituído pelos municípios de Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Cardoso, Moreira, Italva, Itaperuna, Natividade, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana.


Norbano Gonçalves, morador de Santa Clara, estava aguardando há três anos para fazer o exame. "Quero agradecer à Prefeitura por eu ter conseguido fazer esse exame. Estou muito feliz", disse.
AsCom

Reformas levam mais conforto e segurança para alunos e profissionais nas escolas municipais

Priorizando o bem-estar, a comodidade e a segurança de alunos e profissionais, a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Tecnologia (SMECT), vem realizando reformas constantes nas unidades escolares da rede municipal de ensino. Serviços estão em andamento nas Escolas Municipais José Estêvão Linhares Machado, em Quatro Bocas, e Anésia Caetano Rangel, em Santa Terrinha.


Na última semana, os trabalhos foram concluídos na Escola Municipal Laudelina da Silva Moreira, na localidade de Macuco. Nessa unidade, a prefeitura realizou o trabalho de colocação de forro, pintura das áreas interna e externa e saneamento de todos os problemas de vazamento no teto. Atualmente, a escola atende cerca de 200 alunos, distribuídos em dois turnos e dez turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.


De acordo com o secretário municipal de Educação, Cultura e Tecnologia, Gustavo Terra, em Quatro Bocas estão sendo realizadas a pintura e a troca de pisos nas salas de aula, além da colocação de forro. Em Santa Terrinha, estão sendo feitos a troca de janelas, pintura, troca de piso, forro e troca de janelas. O secretário informou ainda que sete unidades já passaram por reforma e duas estão em processo de finalização.

— A SMECT mantém uma equipe de manutenção contínua para realizar intervenções como estas, que aprimoram o ambiente de aprendizagem e o local de trabalho dos nossos servidores. É um trabalho que não para. Assim que concluímos em uma escola, a equipe é encaminhada para outra. Temos visitado as unidades escolares, ouvindo os pais e mães, funcionários e realizando as reformas e adequações de acordo com as reivindicações e sugestões da comunidade escolar — destacou o secretário.

Além das reformas realizadas ou em realização, a SMECT está construindo uma quadra poliesportiva com vestiário na Escola Municipal Domingos Santos, em Ponto de Cacimbas. Segundo Gustavo Terra, essa é uma adequação necessária para as escolas em tempo integral, exigida pelo Ministério da Educação (MEC), nas quais os estudantes irão participar de atividades extra-curriculares.


Entre as escolas que passaram por reformas está a Escola Municipal Júlio Pereira de Miranda, em Bom Jardim, que passou pela última reforma há mais de cinco anos. Além de pintura, troca de telhado e restauração da quadra esportiva, a unidade está com salas climatizadas, com ar-condicionado, trazendo mais conforto para as crianças. De acordo com as diretoras Charlene da Silva Gomes e Iara Tavares dos Santos, outra grande mudança aconteceu no refeitório. O local, que antes não podia ser utilizado pelos alunos porque era cheio de goteiras, hoje é utilizado diariamente pelas crianças.


— É muito gratificante ver tantas mudanças em nossa escola. O ar-condicionado era um sonho e agora se tornou realidade. Essas mudanças refletem no ensino-aprendizagem dos nossos alunos que estudam com mais conforto, segurança e esse ambiente confortável auxilia na concentração das crianças — disse Iara.


As mudanças também são visíveis na Creche Escola Jalily Pinheiro Acruche, no Centro. A unidade recebeu pintura nas salas, reposição de grama sintética, reforma e readaptação dos banheiros. As diretoras, Sofanias Manhães Bahia Bernardes e Ezilene Carneiro Ribeiro, contam que a última reforma aconteceu em 2018.


— Toda essa mudança se reflete no conforto dos nossos alunos e na confiança dos pais em deixar seus filhos em um ambiente seguro. É muito importante que as pessoas se conscientizem que a escola pública pode ser tão boa quanto a particular — observou Ezilene.


Mãe da Luma, de 2 anos, Bianca dos Santos Moço disse que a reforma trouxe mais conforto para a filha e contribuiu para que ela gostasse de frequentar a creche. “A pintura e os banheiros adaptados transformaram o ambiente em um lugar mais acolhedor. A Luma não chora mais para ficar na creche e gosta tanto que nos finais de semana pede para vir. Aliado a tudo isso, tem o carinho e o profissionalismo das professoras, auxiliares e diretoras. É muito bom termos um espaço tão acolhedor para deixarmos nossos filhos”, disse Bianca.


Reformas concluídas - Outras unidades que já passaram por reformas são: Creche Escola Professora Marly Linhares Menezes(Gargaú), Creche Escola Floresta (Floresta), Creche Escola Jalily Pinheiro Acruche (Centro), Creche Escola Municipal Mayara Gonçalves Areas da Silva (Macuco), Escola Modelo Municipal Herval Luiz dos Santos Batista (Centro), Escola Municipal Macarino Rosa de Moraes (Volta Redonda) e Escola Municipal Manoelina de Souza Rodrigues (Travessão de Barra). Em processo de finalização, estão a Escola Municipal Manoel Gomes do Nascimento (Campo Novo) e Laudelina da Silva Moreira (Macuco).













AsCom

sábado, 14 de março de 2026

Foco, Força e Fé oremos pelo Jonathan!!

Amigos e parentes do amigo empresário Jonathan Azevedo Rangel, 28 anos, filho da Eliane e do Ronaldo ambos proprietários do Bar Tá no Grau no centro de São Francisco de Itabapoana, Ele foi vítima de um acidente entre seu veículo um BYD e um caminhão.

O acidente aconteceu na noite de quarta feira, 11, no período da noite.

Jonathan estava a caminho de um grupo de oração que ele frequenta em Campos dos Goytacazes. Ele bateu na traseira do caminhão, tendo o carro entrado embaixo da carroceria.

Nas redes sociais foi formado uma corrente de oração em São Francisco de Itabapoana e Região pela recuperação do jovem comerciante Jonathan que ficou gravemente ferido neste acidente, que aconteceu próximo ao frente ao Ciep de Travessão de Campos. Ele se encontra no CTI do Hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes.

Segundo informações familiares ele apresentou um pouco de sangue na cabeça, que pode tanto diminuir quanto evoluir. Ele tá entubado e sedado, sofreu fratura na face.

Vamos todos neste momento numa corrente de oração.

Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações

Porto do Açu / Divulgação

O Porto do Açu encerrou 2025 com 89 milhões de toneladas movimentadas, alta de 14% em relação ao ano anterior e volume recorde do complexo porto-indústria, que apresenta crescimento médio anual de 26% na última década. O desempenho foi puxado principalmente pelos segmentos de petróleo, minério de ferro e cargas gerais, reforçando a estratégia de diversificação de portfólio. O resultado mantém o Açu, instalado no Norte do Estado do Rio de Janeiro, como o segundo maior porto do país em movimentação de cargas.

O Porto do Açu respondeu por 3% do fluxo brasileiro no comércio exterior e movimentou cerca de US$ 16 bilhões em 2025. Petróleo (US$ 14,5 bilhões) e minério de ferro (US$ 2 bilhões) lideraram a pauta exportadora. O Terminal de Transbordo de Petróleo (T-Oil), operado pela Vast Infraestrutura, registrou recorde de embarques de óleo cru com destino ao exterior, com 220 milhões de barris, consolidando-se como líder de mercado nesse segmento. Já no Terminal de Minério de Ferro, da Ferroport, foram movimentadas 24 milhões de toneladas no ano.

Com a diversificação e a expansão da base de clientes, o Terminal Multicargas (T-Mult) também bateu recorde histórico, com 2,1 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 32% entre 2016 e 2025. O terminal encerrou o ano com 77 clientes ativos e 25 tipos diferentes de cargas operadas, entre elas tarugo, trigo, soja, locomotivas e milho.

Para Eugenio Figueiredo, CEO do Porto do Açu, os números refletem consistência operacional e ganho de relevância estratégica no cenário nacional. “Os resultados confirmam nossa solidez, eficiência operacional e integração logística. Ampliamos nossa relevância no cenário nacional como plataforma estratégica para o comércio exterior e como polo de suporte a diversas cadeias produtivas”, afirma.

Para 2026, o complexo inicia o ano com projetos estruturantes em fase avançada e novos investimentos já implementados. “Temos espaço para crescer de forma disciplinada e estratégica, seja em energia, mineração, agronegócio ou indústria. Nosso foco permanece na geração de valor de longo prazo para clientes, parceiros e para o país”, conclui.
Fonte: Assessoria

PreviCampos: rombo de R$ 5 bi e Siprosep prevê possível falência em três anos

Rodrigo Silveira

A prefeitura de Campos investiu R$ 500 milhões da previdência dos funcionários públicos do município (cerca de 19,5 mil) em fundos de investimento investigados por fraude, com pendências de auditoria ou baixa liquidez. Essas aplicações começaram em 2013, durante a gestão da então prefeita Rosinha Garotinho — que garante não ter participado das decisões sobre os aportes. Mais de uma década depois, o Instituto de Previdência de Campos dos Goytacazes (PreviCampos) segue com os ativos problemáticos na carteira e corre risco de falência.
As informações constam no mais recente relatório financeiro anual obrigatório do fundo, conhecido como “relatório atuarial”, divulgadas nesta sexta-feira (13), pelo Estadão. Publicado no ano passado, o relatório apontou que a previdência de Campos precisaria de mais R$ 5 bilhões para cumprir os pagamentos prometidos no futuro aos beneficiários. Procurada através da sua secretaria de Comunicação, a Prefeitura de Campos preferiu não comentar o caso. No entanto, fontes dão conta que a denúncia do jornal Estadão seria uma resposta do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, aos ataques que vem sofrendo do ex-governador Anthony Garotinho, marido da ex-prefeita Rosinha e pai do prefeito Wladimir.
A projeção é de que, se nada for feito, as contas entrem em colapso em 2029, com o esgotamento dos recursos para pagamentos. O patrimônio total do fundo hoje é de cerca de R$ 1,2 bilhão. Por conta dessa situação, a discussão sobre os investimentos feitos na última década voltou à tona.
O dinheiro enviado pelo PreviCampos a 15 fundos de investimento considerados problemáticos desaguou uma série de empresas também com problemas, como o inacabado hotel Golden Tulip, em Belo Horizonte, em nome de Henrique Vorcaro, o pai de Daniel Vorcaro — o dono do Banco Master, investigado por fraudes bilionárias e preso pela Polícia Federal. Procuradas pelo Estadão, a defesa de Daniel Vorcaro optou por não comentar e a defesa de Henrique Vorcaro não respondeu.
Outro destino desses recursos foi o Trump Hotel, no Rio, empreendimento anunciado em 2013 ligado a Donald Trump, atual presidente dos EUA, cujo capital para construção foi desviado. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), instituição que fiscaliza os fundos de investimento, multou os envolvidos em mais de R$ 100 milhões. Ao Estadão, o economista Paulo Figueiredo, afirmou não ter participado da captação de recursos para o hotel e nem sabe dos valores.
Os investimentos do PreviCampos nesses fundos hoje representam 36,75% do patrimônio disponível para pagar os beneficiários. No passado, essa fatia chegou a 82,68%.
A ex-prefeita Rosinha afirmou, na entrevista, não ter participado da decisão sobre os aportes. O Estadão também tentou contato com o ex-presidente do PreviCampos e com o ex-diretor do Conselho, Nelson Afonso e Jorge William, mas não obteve resposta.
Elaine Leão presidente do Siprosep / Foto: Rodrigo Gonçalves

Servidores de Campos estão temerosos
Se o rombo se confirmar, cerca de 19,5 mil servidores podem ser afetados, caso a previdência municipal vá à falência, disse Elaine Leão, presidente do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos dos Goytacazes RJ (Siprosep). “Se a previdência falir, a prefeitura terá de assumir os pagamentos. Entretanto, isso estourará o teto estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal e provocará o congelamento de salários e benefícios”, disse na entrevista ao Estadão.
“Essa é a nossa maior preocupação. Nós temos uma previsão de que em três anos a previdência de Campos vai colapsar e isso vai refletir nos trabalhadores”, completa Elaine.
Para onde foi o dinheiro - No total, foram 15 fundos de investimentos. O fundo Fontaine Ville Urbanismo e o Phenom Capital FIC FI direcionam a maior parte dos quase R$ 250 milhões do PreviCampos para uma empresa anônima, cujos sócios não é possível identificar, chamada Fontaine Participações S/A. Essa companhia era listada, mas teve o registro cassado pela CVM por falta de prestação de informações.

A CVM investiga a antiga administradora dos dois fundos, chamada Cedarwood, por operações fraudulentas.
De acordo com as apurações do Estadão, além de administrar os fundos, executivos da Cedarwood estavam ligados à empresa que recebia os recursos investidos, o que é irregular. Ainda não houve julgamento do caso.
O fundo Sculptor, por sua vez, funciona como uma casca que abriga pelo menos uma dezena de outros fundos de investimento, como o São Domingos FII — sócio da Caete Participações, empresa administrada pela irmã de Daniel Vorcaro. Outro empreendimento da família Vorcaro que recebeu investimentos da previdência dos servidores de Campos foi o Golden Tulip, o hotel de Henrique Vorcaro em Belo Horizonte cujas obras não foram concluídas. O ativo fica debaixo do fundo imobiliário BR Hotéis, onde o PreviCampos investiu R$ 40,3 milhões.
Em 2016, a previdência de Campos investiu R$ 40 milhões na construção do empreendimento LSH Barra, antigo “Trump Hotel Rio”, por meio de aportes no fundo LSH FIP. Inicialmente, o hotel seria operado pela Trump Collection, de Donald Trump. O projeto sofreu desvio de recursos, segundo a CVM.
CPI na Câmara gerou a Operação Rebote
O PreviCampos já foi investigado, em meados de 2020, por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) conduzida por vereadores. O relatório final da CPI apontou que a consultoria Crédito&Mercado foi a responsável por fazer a ponte entre a instituição e os fundos sob questionamento.
O ex-vereador e na ocasião presidente da CPI, Paulo César Genásio, informa que o resultado final da Comissão foi entregue a todos os órgãos possíveis de investigação. “Levamos à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado. O maior desdobramento do nosso trabalho foi uma operação da PF no PreviCampos e na casa da ex-prefeita Rosinha”, lembra.
A operação a qual Genásio se refere ocorreu em 2023. Na Operação Rebote, em Campos, a ex-prefeita Rosinha foi um dos alvos. Na ocasião, a Justiça ainda teria autorizado o sequestro de bens e veículos de todos os envolvidos até chegar no valor de R$ 383 milhões, valor do prejuízo do PreviCampos.
No dia da operação, o delegado da PF, Wesley Amato, chegou a informar: “Nós percebemos uma mudança abrupta na forma de investimento da autarquia que vinha realizando investimentos em fundos seguros, como fundos no Banco do Brasil, Caixa e Itaú. Posteriormente, a partir do segundo semestre, ela faz uma mudança radical e passa a investir nesses fundos de menor conhecimento, de pouca liquidez, de pouca garantia de que houvesse retorno para a instituição”, revelou.
Wesley contou, na ocasião, que através da CPI, realizada na Câmara, foi possível observar que os membros da comissão de investimento e deliberativa tinham pouco ou nenhum conhecimento acerca de investimentos em fundos. O delegado explicou que essas ações coincidiram com o período eleitoral.
No dia, foram cumpridos 18 mandados de busca em apreensão, sendo 12 em Campos, tendo como alvo os diretores, a ex-prefeita Rosinha e os membros dos conselhos, três em Santos no Estado de São Paulo, um na cidade de São Paulo, ligados à empresa de consultoria, e dois alvos na cidade Rio de Janeiro.
Mas foi em 2025 que ocorreu revéis na Justiça. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) que anulou mandados de busca e apreensão em endereços ligados Rosinha Garotinho, na Operação Rebote, que investigou suposta fraude na PreviCampos. A busca e apreensão foi autorizada pela Justiça Federal de primeira instância em novembro de 2023 e anulada, em junho de 2024, pelo TRF-2.
A decisão do STJ foi proferida pelo ministro Ribeiro Dantas. Ele considerou que não havia indícios razoáveis de participação da ex-governadora nos crimes investigados.
Segundo o magistrado, na decisão, a medida cautelar só se justifica quando há elementos concretos que vinculem o investigado à prática criminosa — o que, no caso, não se verificou.
Não há informações em que pé está, na Justiça, a situação dos investigados da Operação Rebote.
Condução dos recursos na atual gestão
No atual governo do prefeito Wladimir Garotinho, a situação mais recente envolvendo o PreviCampos ocorreu a véspera do Natal de 2025. Sob protestos do Siprosep e movimento político acalorado entre governistas e oposição, o Plenário da Câmara de Campos aprovou o Projeto de Lei Complementar n° 0512/2025, que autorizou o parcelamento em 60 vezes do repasse de R$ 13 milhões da Prefeitura ao PreviCampos. O projeto foi enviado pelo prefeito Wladimir Garotinho.
O clima da votação não foi nada amistoso. Assessores de vereadores e membros do Siprosep chegaram a trocarar acusações e a segurança da Câmara precisou intervir retirando duas pessoas do Plenário.
Na ocasião, o presidente da Câmara, Fred Rangel, cogitou esvaziar o espaço, mas a sessão prosseguiu com a presença do público.
Juninho Virgílio, líder do governo na Câmara, na sessão acalorada, afirmou que os repasses ao PreviCampos precisavam ser parcelados porque o município teve gastos adicionais com a saúde devido ao corte do cofinanciamento estadual - e teria sido feito por Rodrigo Bacellar, então governador, em exercício -, que aconteceu entre junho e julho de 2025.
No dia da votação, em meio a tanto tumulto, o parcelamento do repasse também foi criticado pela presidente do Siprosep, Elaine Leão.
“É importante falar que esse dinheiro já entrou na Prefeitura. Foram R$ 13 milhões que deveriam ter ido para a Previdência e não foram. E aí ele diz que foi para a saúde. Não interessa, porque nós sabemos que o dinheiro da previdência não pode ser tocado. Isso é sério, isso é grave”, falou Elaine no dia.
A partir da aprovação, esse parcelamento de 60 meses, já está correndo e o governo Wladimir estaria pagando a terceira parcela, agora, em março.
No momento, não há informações de como a atual gestão do PreviCampos vem realizando aplicações dos recursos. A Folha Manhã encaminhou demanda à Prefeitura, direcionada à presidência do PreviCampos, para saber como ocorrem essas aplicações e aguarda resposta. (D.P.P.)
Com informações do Estadão.