terça-feira, 8 de setembro de 2026

BARBOSA LEMOS É INTERNADO NA UTI APÓS PASSAR MAL


Ex-prefeito e ex-deputado estadual realizará novos exames nesta terça (. O ex-prefeito e ex-deputado estadual Barbosa Lemos, de 76 anos, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dr. Beda, em Campos dos Goytacazes, após passar mal no domingo (6), depois do almoço. 

Exames preliminares apontaram alteração nas enzimas cardíacas, e os médicos decidiram mantê-lo na UTI por precaução. Segundo a família, ele está medicado, ativo, com sinais vitais estáveis e conversando normalmente. Novos exames estão previstos para esta terça-feira com o objetivo de chegar a um diagnóstico mais conclusivo e descartar qualquer problema de maior gravidade. 

Barbosa já foi submetido a uma angioplastia há cerca de 30 anos (procedimento para desobstruir uma artéria do coração e melhorar a circulação do sangue). A família informou que seguirá atualizando o estado de saúde dele pelas redes sociais. Em mensagem publicada nas redes, familiares agradeceram pelas orações e manifestações de carinho. 

A expectativa é de recuperação e retorno às atividades. “Deus é bom o tempo todo e logo, em breve, ele estará de volta acelerado a 200 km por hora”, afirmou a família, destacando o conhecido ritmo de Barbosa. 

Por Alexandre Paiva

ACIC vai sediar encontro para discutir o uso do Gás Natural Veicular no transporte público e de cargas

O SINERGÁS, o Grupo Líder Norte Fluminense e o Instituto BR+ estarão promovendo, na próxima quinta-feira (10) a partir das 9h no auditório da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC), um encontro para discutir sobre o uso do Gás Natural Veicular (GNV) e do biometano como alternativa viável para o transporte público e de cargas. O evento vai reunir os principais atores públicos e privados da região Norte e Noroeste Fluminense. 

O presidente da ACIC, Maurício Cabral, foi responsável por esta articulação para discutir o uso do Gás Natural Veicular como alternativa viável sobre a questão do transporte público no município campista, que vem sofrendo há anos. Essa deficiência do transporte público acaba refletindo na circulação da população no centro e contribuindo para queda econômica no comércio do centro antigo, como também em todo o município. Sem transporte público fica difícil para os colaboradores irem trabalhar, concluiu. 

Os convidados defendem o uso do Gás Natural Veicular como solução para a questão da mobilidade urbana por meio do gás. Essa solução será apresentada às prefeituras, aos respectivos secretários e ao setor produtivo da região através do Grupo Líder Norte Fluminense. 

O evento reunirá gestores públicos, empresas do setor de gás e fabricantes de veículos para discutir as alternativas técnicas e econômicas de conversão das frotas de transporte público e de cargas para o gás natural veicular e o biometano. 

Data: 10/09, das 9h às 12h30 Local: ACIC Campos - Praça São Salvador, 41, 16º andar, Centro, Campos dos Goytacazes-RJ.

Fonte:Jô Siqueira


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Feriado com chuvas fracas a moderadas no Estado do Rio de Janeiro

Comunicado do Alerta SJB tem como base a previsão meteorológica do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ)

Foto: Ascom .
O feriado de 7 de Setembro deverá ser de céu encoberto, com chuvas fracas a moderadas a qualquer hora em todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro. Os ventos estarão fracos a moderados, com rajadas moderadas durante a madrugada e manhã nas regiões do litoral.


O Alerta SJB tem como referência a previsão meteorológica do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), que prevê também temperatura máxima de 18° e mínima de 14° para a região Norte Fluminense.

A Secretaria Municipal de Segurança Pública coloca à disposição para emergência os seguintes números da Defesa Civil: (22) 2741-1190, (22) 2741-8370, 199 e (22) 99915-3153 (ligações e whatsApp).
Campos 24horas

Caminhão tomba após colisão com carro na BR-356

A ocorrência foi acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal

Foto: Divulgação .
Um caminhão tombou após se envolver em um acidente com um carro na manhã deste domingo (6), na BR-356, após Martins Lage, no trecho entre Campos e São João da Barra.


De acordo com informações da polícia, o carro bateu no caminhão, que acabou tombando na pista. O motorista do caminhão foi atendido no local.
Campos24horas

‘Faraó dos bitcoins’: 5 anos após prisão, destino de fortuna ainda é mistério

Depoimento de Glaidson Acácio, Faraó dos Bitcoins

Cinco anos depois da prisão do “Faraó dos Bitcoins”, uma pergunta ainda intriga milhares de investidores enganados: onde foi parar o dinheiro? O Fantástico teve acesso, com exclusividade, aos depoimentos de Glaidson Acácio dos Santos e da mulher e sócia dele, Mirelis Diaz Zerpa.

Diante da Justiça, os dois contaram como funcionava o negócio fraudulento que movimentou bilhões de reais. E uma dúvida continua no centro da investigação: o que vai acontecer com a fortuna ainda guardada em criptomoedas?

Um dispositivo do tamanho de um pen drive guarda um dos maiores mistérios financeiros do país. Dentro dele estão as chaves digitais de uma fortuna ainda cercada de dúvidas. O aparelho está trancado em um cofre da Polícia Federal. E só um homem sabe a senha para acessá-lo: Glaidson Acácio dos Santos.

Preso na Operação Kryptos, em 2021, o “Faraó dos Bitcoins” responde na Justiça Federal por organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro, entre eles, oferta irregular de investimentos, operar instituição financeira sem autorização e gestão fraudulenta.

Os depoimentos colocam lado a lado as versões de Glaidson e de Mirelis Diaz Zerpa, mulher e sócia do empresário. Uma história de ascensão, poder e ruína.

Juíza: “Poderia declarar o montante?”

Glaidson: “Não, Vossa Excelência, por…”

Juíza: “Tá, o senhor vai usar o direito ao silêncio? Não vai declarar?”

Glaidson: “Minha integridade… minha integridade física.”

Foi em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, que Glaidson fundou a G.A.S. Consultoria e Tecnologia Ltda., uma empresa que atraiu milhares de pessoas em busca de grandes lucros com criptomoedas. A oferta era sedutora: 10% de rendimento todos os meses.

Juíza: “Como é que o senhor fazia essa operação de pagar 10%?”

Glaidson: “Como eu captava esse recurso de várias pessoas, Vossa Excelência, eu me transformo numa ‘baleia’.”

No mercado de moedas digitais, “baleia” é quem tem uma quantidade muito grande de uma determinada criptomoeda, suficiente para influenciar o preço.

Glaidson explica: “Então, como ‘baleia’, eu consigo manipular outras criptomoedas. E entro em contato com outras ‘baleias’ e vamos falar o seguinte: ‘Ó, você aposta na queda, alavanca 10 vezes que nós vamos derreter o preço. Vamos despencar o preço de uma determinada criptomoeda’.”

Juíza: “Mercado, né? O mercado…”

Glaidson: “É, mas assim, o mercado… O mundo é capitalista, Vossa Excelência.”

Juíza: “É.”

Glaidson: “No mercado, uns riem, outros vendem lenços. Então…”

Juíza: “Tem quem ganhe e tem quem perca, né?”

Glaidson: “Tem uns que ganham, mas nem todo mundo vai ganhar.”

Em outro momento do depoimento, Glaidon afirma: “Não são 10 milhões, nem 50 milhões. São 200, 300 milhões de dólar numa…”

O Ministério Público Federal questiona: “Mas não tem uma ilegalidade nisso, né?” E ele responde :”Não, não é ilegalidade, né? É falta de ética.”

Os recursos eram captados a partir de milhares de contratos. Alguns de pequeno valor.

Glaidson afirma: “Era contrato ‘individual’. Como diz aquele velho ditado, não sei se o senhor já ouviu: ‘De grão em grão, a galinha enche o papo’.”

Dinheiro que circulava sem controle das autoridades. Segundo o especialista Flávio D’Urso:

“O mercado cripto ficou desregulado por um grande período de tempo. No início do Bitcoin em 2008 até 2022, nós não tínhamos uma regra específica pra esse mercado.”

Glaidson relata: “Os meus funcionários iam, através de helicóptero, até São Paulo, levavam o recurso em espécie dos clientes, e as pessoas lá de São Paulo transferiam pra minha carteira da G.A.S.”

Segundo a Polícia Federal, a rede informal de investimentos movimentou R$ 38.223.489.348,97.

No tribunal, o Faraó dos Bitcoins confirmou seu poder na G.A.S. “Idealizador da empresa, fundador da empresa, presidente da empresa, gestor da empresa, responsável da empresa.”

A investigação aponta que ele não agiu sozinho. Em 2024, quando era considerada foragida pela Justiça brasileira, Mirelis Diaz foi presa em Chicago. Um ano depois, deportada para o Brasil.

Ela afirmou: “Meu trabalho sempre foi estudar criptomoedas, multiplicar o dinheiro em criptomoedas e fazer trading de criptomoedas.”

Trade é a compra e venda de moedas digitais para lucrar com a variação de preços.

Mirelis também declara: “Ele era quem sempre se comunicava com os clientes.”

Para o Ministério Público Federal, Mirelis Zerpa integrava o comando do esquema junto com o marido. Ela também responde por crimes contra o sistema financeiro e organização criminosa.

Ao depor, a venezuelana negou as acusações.

O Ministério Público Federal pergunta: “Então a senhora agia como se fosse uma empregada do Glaidson, não é isso?””

Mirelis responde: “Exatamente.” E acrescenta: “O que ele fazia comigo? ‘Mirelis, você multiplica esse dinheiro e me paga uma porcentagem desse dinheiro’.”

Quando questionada sobre o controle das entradas de clientes e investidores, respondeu: “Nunca cuidei da administração disso.” Sobre o processo, afirmou: “Com todo respeito, para mim foi como ler um livro de ficção científica.”

Um dos capítulos dessa suposta ficção tem data, hora e endereço. Agosto de 2021. Glaidson estava preso no Brasil e teve as contas bancárias bloqueadas. Mesmo assim, os negócios da G.A.S. não pararam. O Ministério Público Federal identificou o acesso a um computador em Kissimmee, na Flórida, exatamente onde Mirelis Zerpa estava. Segundo o MPF, 4,5 mil bitcoins deixaram a conta. Na época, o equivalente a mais de R$ 1,06 bilhão.

Questionada se havia feito algum resgate de criptomoedas após a operação, Mirelis respondeu: “Com meu dinheiro, sim.” Ao ser perguntada se incluía dinheiro da empresa, respondeu: “Não, da empresa não. Eu nunca retirei dinheiro da empresa.”

A lista de credores de Glaidson Acácio dos Santos, elaborada pelos administradores judiciais da massa falida da G.A.S. Consultoria, passa de 77 mil empresas e pessoas. Para se ter uma ideia, mais de cinco mil municípios brasileiros não têm uma população desse porte.

A dívida também tem dimensões faraônicas: chega a quase R$ 3 bilhões.

Uma das vítimas contou que confiou suas economias ao grupo chefiado por Glaidson. Por segurança, prefere não se identificar.

“Tinha vários amigos que faziam esse investimento. E eu vi que estava dando certo, o pessoal recebendo em dia…”

Ele acreditou nas promessas do Faraó.

“Vendi carro, vendi moto, peguei dinheiro emprestado, tanto empréstimo consignado quanto pessoal. Foram mais de 500 mil reais. Mais de meio milhão. Sei que foi um dinheiro muito alto para o valor que eu recebo.”

Mesmo antes da prisão de Glaidson, o Fantástico acompanhava o caso.

Após as denúncias reveladas em 2021, o Faraó dos Bitcoins usou as redes sociais para tentar tranquilizar os investidores. “Nós temos mais de 200 CNPJs. Não afeta em nada! Então, por que o espetáculo? Por que o desespero?” “Porque eles falam assim: ‘Todo contrato é pra quebrar, pra quebrar, pra quebrar’. Não, o da G.A.S. não é pra quebrar.” “O recurso mesmo está fora do Brasil.”

Quatro anos depois…

Juíza: “Então, existe esse dinheiro, sim…”

Glaidson: “Tá lá. Tá tudo lá.”

Nas alegações finais, depois de quase cinco anos de processo, o Ministério Público Federal pediu a condenação de Glaidson, Mirelis e de outras 15 pessoas acusadas de integrar o grupo. Se condenados, eles podem pegar mais de 37 anos de prisão.

“Essas acusações são inverdades ao meu respeito. Eu não cometi crime algum. No meu ponto de vista foi algo muito precipitado da parte da paralisação da atividade da minha empresa”, diz Glaidson.

Glaidson Acácio dos Santos também é réu em outros processos, entre eles um por homicídio e outro por tentativa de homicídio.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, ele teria participado dos crimes ocorridos em 2021 contra concorrentes da G.A.S. Consultoria. Wesley Pessano foi a vítima do homicídio. Cinco anos depois, a família aguarda o julgamento de Glaidson. Os casos ainda vão a júri popular.

Glaidson segue preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Mirelis Zerpa está presa preventivamente no Rio de Janeiro.

Em nota, a defesa de Glaidson Acácio dos Santos afirma que ele “é inocente das acusações feitas pelo Ministério Público Federal” e que “as atividades da G.A.S. não configuravam crime contra o sistema financeiro nacional”.

Os advogados do empresário sustentam que a interrupção dos pagamentos aos clientes “ocorreu em cumprimento a uma ordem judicial”. E afirmam ainda que o edital com a lista de credores da empresa “contém equívocos e está sendo contestado na Justiça”.

Sobre os processos por homicídio e tentativa de homicídio, a defesa afirma que não há provas contra Glaidson e diz confiar na inocência dele. Os advogados explicam ainda que Mirelis não tinha atuação na G.A.S. e que “figurou como sócia por ser esposa de Glaidson”.

A defesa de Mirelis Diaz Zerpa declarou, em nota, que ela não integrava a estrutura administrativa da empresa. Também afirmou que, após a prisão de Glaidson, ela foi orientada pelos advogados da empresa a manter os pagamentos aos clientes, inclusive com a venda de bitcoins que estavam nas carteiras da G.A.S.

Sobre a movimentação de bitcoins após a prisão de Glaidson, os advogados negam que Mirelis tenha ficado com R$ 1 bilhão. E dizem que os bitcoins foram movimentados para devolver aos clientes valores que lhes pertenciam.

Em depoimento, a própria Mirelis apontou pistas para um dos enigmas desta investigação: o paradeiro do patrimônio digital do Faraó dos Bitcoins.

Ela afirmou: “Para fazer uma transação de criptomoeda, você precisa ter uma carteira de cripto. Eu não tinha acesso a absolutamente nada.”

É a chamada “cold wallet” ou, em português, carteira fria. A mesma mencionada no início desta reportagem. Ela recebe esse nome porque fica desconectada da internet. Uma das formas mais seguras de guardar ativos digitais. Segundo o especialista D’Urso:

“Para acessá-la, você tem uma senha e dentro dela pode ter inúmeras senhas armazenadas, que são as chamadas chaves privadas”, diz D’Urso.

Juíza: “A minha pergunta é: existe quantia vultosa nessa cold wallet?”

Glaidson: “Existe.”

Juíza: “Dá pra pagar todos?”

Glaidson: “Dá. Dá. Dá.”

D’Urso observa: “Ele tinha o poder sobre essas criptomoedas através dessas senhas. Então, caso venha a ocorrer qualquer coisa com ele e ele não deixe essas senhas com alguém, essas criptomoedas podem ser perdidas para sempre.”

Uma fortuna escondida como se fosse o tesouro de um verdadeiro faraó. Um desafio para as autoridades. E um tormento para as vítimas deste império que ruiu. Por fim, Glaidson afirma: “A senha, agora de cabeça, eu não sei. Mas tá lá. Tá tudo lá.”

Fonte: G1/Fantástico

Concessionária aponta risco de desabamento do pavimento na principal rodovia de acesso à Região dos Lagos

Via Lagos. CCR alega não ter autorização para obras – Foto: Divulgação/CCR

A rodovia RJ-124, conhecida como Via Lagos, apresenta risco de desabamento repentino do pavimento; é o que aponta um relatório técnico enviado em julho pela concessionária CCR ao Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-RJ). O motivo do problema seriam falhas nas estruturas de drenagem da via.

O documento aponta problemas críticos em pelo menos sete pontos situados entre os quilômetros 0 e 30, trecho que liga Rio Bonito a São Pedro da Aldeia. A concessionária cita rachaduras, trincas, infiltrações e rupturas em bueiros, com riscos de abertura de crateras, afundamento da pista e acidentes.

Concessionária diz não ter autorização para fazer obras e cita decisão do TCE-RJ

No relatório, a CCR afirma não possuir autorização para executar as intervenções necessárias para evitar o desabamento. Segundo a concessionária, as obras não constam nas obrigações originais do contrato de 1996.

Os termos aditivos que estenderam o acordo de concessão da Via Lagos até 2047 até incluem as intervenções, mas, como foram julgados ilegais pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em 2022, não podem ser executados, de acordo com a empresa.

Na época, o TCE-RJ questionou a prorrogação por entender que os aditivos repercutiriam no valor do pedágio, sem comprovação de vantagem técnica ou econômica para o poder público e os usuários. Após a suspensão temporária do processo para negociações de modernização contratual, o julgamento retomou a tramitação regular.

TCE-RJ nega que decisão tenha impedido obras na Via Lagos

Em posicionamento enviado ao jornal “O Globo”, o gabinete do conselheiro relator Rodrigo do Nascimento, autor da decisão do TCE-RJ, afirmou que nenhuma decisão da Corte impede a realização de obras de engenharia ou serviços de manutenção voltados à segurança na Via Lagos.

Por sua vez, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte (Agetransp) e o DER-RJ informam que fiscalizam a via, avaliam as intervenções necessárias e mantêm tratativas para priorizar as melhorias no sistema de drenagem.


Com informações do jornal “O Globo”.

Eleições 2026: saiba o que é permitido e proibido no dia da votação

Primeiro turno será em 4 de outubro; eventual segundo turno, dia 25

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil Versão em áudio


Com a proximidade do primeiro turno das Eleições 2026, em 4 de outubro, muitos eleitores se perguntam sobre o que podem e o que não podem fazer antes e durante a votação.

Para orientá-los, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formulou o Manual do Eleitor, que reúne em um único documento um resumo explicativo das principais normas e orientações para os cidadãos e cidadãs exercerem seu direito ao voto.

O manual é fruto da Resolução nº 23.759 que o TSE publicou em março deste ano. Dedicada exclusivamente à participação popular no processo eleitoral, a norma reúne, em 13 capítulos, o conjunto de regras que balizam as eleições.

“São orientações práticas sobre o exercício do voto, como a necessidade de apresentação de documento oficial com foto e a proibição do ingresso com aparelho celular na cabine de votação”, explicou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ao apresentar o manual, em junho.

Para Marques, a publicação facilita a consulta às informações necessárias ao exercício consciente do voto e ao fortalecimento da cidadania.

A votação ocorrerá em todo o Brasil, das 8 horas às 17 horas (horário de Brasília). O segundo turno, se houver, será realizado no dia 25 de outubro.

Cada eleitor votará em um candidato a deputado federal, estadual (distrital no caso do Distrito Federal) e em dois candidatos ao Senado, além dos votos para presidente da República e governadores, bem como seus respectivos vices.

Confira, abaixo, alguns itens obrigatórios, permitidos ou proibidos:O voto é obrigatório a partir dos 18 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos; maiores de 70 anos e analfabetos. Mas atenção: quem está com o título de eleitor cancelado não pode votar
Para votar, é obrigatório apresentar um documento oficial original, com foto (RG; CNH; passaporte etc)
O eleitor cujo título eleitoral estiver em situação regular pode votar mesmo que não tenha coletado a biometria
Pessoas transgênero têm o direito de ter sua identidade de gênero e nome social respeitados no cadastro eleitoral
É proibido colar propaganda eleitoral em veículos particulares, exceto adesivos microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro e, em outras posições, adesivos até a dimensão máxima fixada
Eleitoras e eleitores que não estiverem em seu domicílio eleitoral no dia do pleito têm direito a votar em trânsito nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a cem mil habitantes, mas o prazo obrigatório para pedir a transferência temporária terminou em 20 de agosto
No dia da eleiçãoÉ proibido ingressar na cabine de votação com aparelhos de telefone celular, que devem ser deixados em local indicado pelos mesários
O eleitor pode levar os nomes e números de registro de seus candidatos anotados em um papel e utilizá-lo na hora de votar
Todo eleitor tem direito, conforme a necessidade, a se ausentar do serviço pelo tempo necessário para votar, sem sofrer descontos salariais ou qualquer outro prejuízo
São proibidas a boca de urna e aglomerações com roupas padronizadas
O eleitor pode manifestar sua preferência política de forma individual e silenciosa por meio do uso de bandeiras, broches, adesivos e camisetas
Candidatos ou partidos políticos estão proibidos de oferecer transporte ou refeições para os eleitores em troca de votos
Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm direito a ser auxiliadas por alguém de sua escolha na hora de votar, além de poder acessar a urna na companhia de um cão-guia
O voto dos eleitores indígenas deve ser assegurado, independentemente deles falarem ou não a língua portuguesa, podendo se expressar em suas línguas maternas
Os portões dos locais de votação serão fechados às 17 horas (horário de Brasília). A partir deste momento, só quem já estiver na fila de votação poderá votar

Depois da eleição

Eleitores obrigadas a votar que não o fizeram precisam justificar a ausência até 3 de dezembro (se deixar de votar no 1º turno) e até 8 de janeiro de 2027 (caso não votem no 2º turno).

A justificativa pode ser apresentada pela Internet, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral.
Agência Brasil

Desfile cívico da Independência começa no Cepop, em Campos

Gabriel Torres 






     O tradicional desfile Cívico-Militar da Independência do Brasil começou na manhã desta segunda-feira (7) no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop), em Campos. Com o tema “Cuidar da Cidade: o papel de cada um, a responsabilidade de todos”, o evento foi aberto por volta das 8h com o hasteamento da bandeira pelo prefeito Frederico Paes.

Uma das mais tradicionais celebrações da Independência do Brasil no município, o desfile reúne forças de segurança, instituições de ensino, órgãos públicos, representantes da sociedade civil, além de bandas e fanfarras. Segundo a Prefeitura, o tema deste ano busca reforçar valores de cidadania, pertencimento e participação coletiva na construção de uma cidade melhor.



Fotos: Rodrigo Silveira


Abrindo o desfile estão o Exército, o 8º Batalhão da Polícia Militar, o 5º Grupamento de Bombeiro Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal. Em seguida, desfilarão o prefeito Frederico Paes, integrantes do gabinete, secretários, subsecretários e representantes da Câmara Municipal.



                                   Fotos: Rodrigo Silveira

Representando a rede municipal estarão a Escola Municipal Professora Wilmar Cava Barros, o Centro Escolar José do Patrocínio (Cejopa) e o Centro Educacional 29 de Maio.

A rede estadual será representada pelos colégios estaduais Francisco Salles e Benta Pereira, além do Colégio Universitário de Aplicação Antônio Sarlo, vinculado à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). O Instituto Federal Fluminense (IFF) também participará do desfile, ao lado das instituições convidadas São José Operário e Instituto Leonardo Mantena.
Fmanhã

Barcelos Martins: conclusão de obra deve ficar para 2027

O prazo para a execução do serviço é de 120 dias a contar da data de assinatura do contrato, conforme publicação no D.O. do Governo do Estado do Rio

Por Yan Tavares
Fotos: Silvana Rust

A população campista pode ter que esperar até 2027 para voltar a usar a Ponte Barcelos Martins. O contrato emergencial de empresa especializada para elaboração de projeto executivo e execução das obras de reforço da estrutura foi assinado na última segunda-feira (31) e publicado no Diário Oficial do Governo do Estado no dia 1º de setembro. O prazo para a execução do serviço é de 120 dias a contar da data de assinatura do contrato. Portanto, se começarem em setembro, as obras podem terminar em janeiro do ano que vem.

Más condições|Ponte Barcelos Martins foi interditada em 28 de fevereiro de 2026

A empresa contratada pela Secretaria de Estado das Cidades foi a Fab Mix Concretos LTDA. Em nota enviada ao J3News, a Secretaria das Cidades afirmou, na última quarta-feira (2), que a ordem de início dos trabalhos estava prevista para ser dada nos próximos dias. Até o fechamento desta reportagem, não houve nenhuma movimentação nesse sentido. A contratação foi firmada por dispensa de licitação, pelo valor de R$ 3.608.355,09.

O primeiro chamamento público, feito também no mês de agosto, com valor estimado de R$ 4.009.283,43, não teve nenhuma empresa habilitada. Já no segundo chamamento, a assessoria jurídica da Secretaria das Cidades entendeu pela viabilidade técnico-jurídica da contratação direta da empresa.



Deterioração que assusta
A equipe de reportagem do J3News foi a última a ter acesso ao percurso completo da Ponte Barcelos Martins, antes da Prefeitura concluir a instalação de chapas de ferro nos dois acessos para evitar a passagem indevida de pedestres. Mesmo com a interdição, a incidência de pessoas invadindo o local para atravessar foi se tornando mais constante, diante do passar do tempo e da falta de soluções. Na última terça-feira (1º), a equipe do J3 registrou imagens que evidenciam a precariedade em diversos pontos da ponte. No flagrante, é possível observar o piso rompido em alguns pontos, sendo possível ver o Rio Paraíba do Sul em vãos formados por esses rompimentos. Parapeito com estrutura deteriorada e rachaduras no chão são nitidamente visíveis, assim como uma considerável ondulação na pista.
Bruna Mably (Foto: Arquivo Pessoal)

Seis meses de Guarus mais longe do Centro
A Ponte Barcelos Martins é a principal ligação do subdistrito de Guarus com o Centro de Campos. Desde 28 de fevereiro, está interditada, após parte dos pilares e dos tabuleiros ceder. Assim, há mais de seis meses, a população que mora em Guarus e precisa se deslocar até o Centro no dia a dia está mais longe. Como é o caso da nutricionista Bruna Mably. Ela conta que agora gasta o dobro do tempo para fazer o deslocamento e ainda corre riscos no trajeto.

“Com a Ponte Barcelos, era bem mais prático e rápido. Eu levava de 10 a 15 minutos para chegar ao trabalho. Agora, levo uns 30 minutos, pela Ponte da Lapa. Lá, está muito perigoso. Muita moto e bike elétrica, bicicleta normal que as pessoas sobem pedalando ou empurrando próximo ao parapeito. A ponte não tem estrutura para aguentar essa demanda. Ela é estreita e também precisa de reparos na pista”, comenta.
Transtorno|Ponte da Lapa deixa caminho mais longo para muitos campistas (Foto: Josh)

Polêmicas sobre contratação de empresa
Para o arquiteto e urbanista Renato Siqueira, a empresa contratada para executar a recuperação da ponte não apresenta a habilitação adequada para o serviço. Ele aponta para a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) da empresa como justificativa.

Consta como atividade principal da Fab Mix o CNAE 4120-4/00, que refere-se à construção de edifícios residenciais, comerciais e outras estruturas, como escolas, igrejas, estádios, garagens e postos de combustível. Os serviços incluem ainda reformas, manutenções e montagem de casas pré-moldadas. Entre as várias atividades secundárias da empresa, há o CNAE 7112-0/00, por exemplo, relativo a serviços de engenharia.

De acordo com o IBGE, o CNAE específico para construção e recuperação de pontes é o 4212-0/00. Em nota ao jornal, a Secretaria de Cidades declarou que a inscrição em CNAE específico para recuperação de pontes não constitui, por si só, requisito de habilitação previsto na legislação de licitações. A pasta afirmou ainda que a empresa comprovou o atendimento às exigências de qualificação técnica estabelecidas no edital.

“O CNAE do serviço de recuperação estrutural, deve ser específico, assim como a capacitação técnica é específica. Quanto ao acervo técnico, do seu responsável técnico, é desconhecido se tem atividade técnica registrada em relação ao objeto, Ponte Barcelos Martins. São dois pontos distintos que podem ou não ter relação. Um, a capacidade tecnico-operacional da empresa; outro, a capacidade técnico-profissional do responsável técnico pela empresa”, diz Renato.

Consultado pela reportagem, o conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Gustavo Manhães, disse que não vê a questão do CNAE específico como impeditivo.

“Impeditivo é não ter qualificação técnica no quadro de profissionais. Sem conhecer o edital e o quadro técnico da empresa, não acho seguro afirmar que a empresa não é habilitada”, comenta. Por outro lado, o conselheiro do CAU/RJ questiona os valores da contratação do serviço. “Consultei dois engrenheiros e ambos afirmaram que o valor é firmado na contratação é muito baixo para fazer as intervenções necessárias”, relata.

A advogada Nadya Meira compartilha da mesma opinião. “Analisando o caso, o argumento de não poder contratar por conta do CNAE específico tem baixa solidez jurídica. O TCU não considera exclusivamente o CNAE constante do CNPJ para identificar a compatibilidade entre a atividade econômica da empresa e o objeto da contratação”, esclarece.

O J3 tentou acessar mais informações sobre a contratação, através do edital. Mas, o documento não está público. No Processo Eletrônico de Dispensa (PED) relativo à contratação emergencial para a reconstrução da ponte, consta no texto que todas as peças técnicas estariam disponibiizadas no Sistema Integrado de Gestão e Aquisições (SIGA), no Portal da Transparência da Secretaria de Cidades e no Portal Nacional de Compras Públicas (PNCP). Porém, a reportagem não conseguiu localizar as documentações nesses endereços eletrônicos.

A advogada Nadya Meira comenta que o acesso às informações seria um facilitador para analisar com mais precisão a contratação da empresa. “Nesse caso, seria muito importante analisar o contrato social e principalmente a qualificação técnica dos profissionais/os atestados de capacidade técnica quanto à realização de obras semelhantes”, pontua.

A equipe de reportagem não conseguiu contato com a empresa. O espaço segue aberto.

Carro usado em possível fuga após homicídio em Farol de São Tomé é encontrado queimado com corpo em SJB

Possível relação entre os casos está sendo investigada pela Polícia

Veículo, modelo Honda Civic, encontrado em SJB

Um caminhoneiro foi morto a tiros na madrugada de domingo (6), na Praia de Farol de São Tomé, em Campos. Horas depois, um homem foi encontrado morto e carbonizado dentro de um Honda Civic branco incendiado na Estrada da Marreca, no sentido Quixaba, em São João da Barra. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que os dois casos estejam relacionados, mas a identidade da pessoa encontrada no veículo ainda não foi confirmada oficialmente.

A vítima do homicídio foi identificada como Marcelo de Oliveira dos Santos. Ele estava em frente a um bar quando foi atingido pelos disparos. Conforme relatos, o crime teria ocorrido após uma discussão, que teria começado por causa de um esbarrão.

A PM foi acionada e encontrou Marcelo já sem vida. No local, foram recolhidas cápsulas de munição deflagradas. Uma perícia foi realizada na cena do crime. A ocorrência foi registrada na 134ª Delegacia de Polícia, no Centro de Campos.

Ainda segundo os relatos registrados pela Polícia, o possível autor dos disparos teria fugido em um Honda Civic branco, seguindo em direção ao Açu. As informações apontam que um homem teria entrado no veículo pelo banco do passageiro, enquanto outra pessoa, ainda não identificada, estaria conduzindo o carro.

Horas depois, um Honda Civic branco foi encontrado incendiado na Estrada da Marreca, com uma pessoa carbonizada no interior. O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chamas. Após o incêndio ser controlado, equipes de perícia e o rabecão foram encaminhados ao local.

Ainda não há confirmação oficial se a pessoa carbonizada seria o suspeito de matar o caminhoneiro ou o motorista do veículo. A identidade do corpo será investigada por meio de exames periciais.

Os dois casos serão apurados pelas Polícia Civil.
J3News