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segunda-feira, 8 de junho de 2015
Vistoria itinerante do Detran com serviços em SJB e São Francisco de Itabapoana RJ
Este mês, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) vai visitar diversos municípios do interior do estado do Rio de Janeiro para oferecer serviços como licenciamento anual, transferências de propriedade, de município e de jurisdição, 2ª via de CRV, inclusão e baixa de alienação, além de alteração de características.
A vistoria itinerante evita o deslocamento até cidades vizinhas para a regularização dos veículos. Para agendar o serviço, os motoristas devem ligar para 0800 020 4040 e 0800 020 4041 ou acessar o site www.detran.rj.gov.br.
Confira o calendário completo:
8 - Paraty, São José de Ubá, Porciúncula e Quissamã;
9 - Paraty, Cambuci, Laje do Muriaé e Rio das Ostras;
10 - Engenheiro Paulo de Frontim, Aperibé, Quissamã e São Fidélis;
11 - Piraí, Itaocara, Saquarema e Italva;
12 - Mendes, Itaocara, Cardoso Moreira e Saquarema;
15 - Itatiaia, Carmo, Iguaba Grande e São Francisco de Itabapoana;
16 - Quatis, Carmo, Arraial do Cabo e São João da Barra;
17 - Porto Real, Sumidouro, Arraial do Cabo e São Fidélis;
18 - Rio Claro, São João da Barra, Rio das Ostras e Sapucaia;
19 - Três Rios, São João da Barra e Rio das Ostras;
22 - São Sebastião do Alto, Cambuci, Silva Jardim e Cardoso Moreira;
23 - Santa Maria Madalena, Areal, São Francisco de Itabapoana e Conceição de Macabu;
24 - Trajano de Moraes, Pinheiral, Italva e Conceição de Macabu;
25 - Bom Jardim, Japeri, São José do Vale do Rio Preto e Tanguá;
26 - Bom Jardim, Guapimirim, São José do Vale do Rio Preto e Tanguá;
29 - Duas Barras e Silva Jardim;
30 - Cantagalo.
Show Francisco
CONVITE A POPULAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA RJ
Semana da Saúde, com o Dr. José Ferrer
Dia 10/06/15(Quarta-feira) às 19:30 Hs.
* Macuco - Espaço Esperança próximo a Praça do Macuco.
Dia 11/06/15(Quinta-Feira) às 19:30 Hs.
* Nova Belém - Amproac sede da Associação .
Dia 12/06/15 (Sexta-Feira) manhã de 8:00 às 12:00 Hs.
*São Francisco - Igreja Adventista.
Dia 14/06/15(Domingo) manhã de 8:00 às 12:00 Hs.
*São Francisco - Igreja Adventista.
Atenciosamente:
Carlos Junior - Presidente da AMPAMAC
Dia 10/06/15(Quarta-feira) às 19:30 Hs.
* Macuco - Espaço Esperança próximo a Praça do Macuco.
Dia 11/06/15(Quinta-Feira) às 19:30 Hs.
* Nova Belém - Amproac sede da Associação .
Dia 12/06/15 (Sexta-Feira) manhã de 8:00 às 12:00 Hs.
*São Francisco - Igreja Adventista.
Dia 14/06/15(Domingo) manhã de 8:00 às 12:00 Hs.
*São Francisco - Igreja Adventista.
Atenciosamente:
Carlos Junior - Presidente da AMPAMAC
PM injustiçado protocola provas
Keylla Thederick
O sargento da Polícia Militar (PM), Wellington Luiz Ferreira Cruz, um dos 19 policiais do Posto 12 do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), na RJ-216 (Campos-Farol), investigados pela 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJN) da Corregedoria da PM em Campos, por omissão na aplicação de multa, protocolou no início da semana, no Ministério Público Federal (MPF), uma apresentação de provas de inocência. Se sentindo injustiçado, ele, que está afastado das funções, entrará com ação pedindo indenizações.
Wellington, policial militar há 25 anos, com 22 anos no patrulhamento rodoviário no BPRv, disse que irá até as últimas consequências para reparar a injustiça. Lotado no 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o sargento está afastado das ruas por problemas psiquiátricos. Wellington ainda sente a perda da mãe, que ao ver o nome do filho associado a crimes em matérias publicadas por pelo menos dois veículos de comunicação, sofreu um acidente vascular cerebral que provocou sua morte em 2014. "Fui injustiçado de todas as maneiras, mas minha mãe morreu por causa dessa acusação. Ela não aguentou ver meu nome envolvido na investigação. Perdi a única pessoa que eu tinha e por isso vou até o fim. Os que me acusaram injustamente vão ter que pagar", disse o sargento. Segundo os laudos médicos apresentados por ele, médicos particulares e da própria PM atestaram que ele está psicologicamente abalado.
Além da representação no MPF, ele informou que irá entrar com ações na justiça pedindo indenizações por danos morais, materiais e psicológicos contra a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e contra a 6ª DPJN da Corregedoria. A assessoria de imprensa da Corregedoria informou que "não recebeu por enquanto nenhuma notificação do MPF. Assim que receber a corregedoria irá se pronunciar".
Investigações da corregedoria duraram dois anos
Nas investigações que duraram cerca de dois anos, a corregedoria interna da Polícia Militar, após receber denúncia anônima, iniciou procedimento para expulsar 20 policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) de Campos acusados de receberem propina de empresas de transporte. No inquérito policial, os PMs foram acusados de "conduta omissiva" e enriquecimento ilícito. Contra Wellington pesou a acusação de que "na condição de componente de guarnição não fiscalizava veículos, sendo verificado, através de auditoria da Secretaria Estadual de Segurança (Seseg) o deslocamento e baseamento da viatura 50-0137, no dia 2 de fevereiro de 2011 próximo das empresas denominadas 'parceiras', da qual era patrulheiro".
Durante a investigação e em depoimento, o sargento apresentou provas de que na data referida se encontrava no batalhão de Niterói, onde participou de uma formatura, cuja apresentação foi autorizada pela própria Corregedoria e em seguida foi deslocado para prestar serviço em um jogo de futebol no Maracanã. Além disso, ele apresentou provas de que entre janeiro e dezembro de 2011, ele, assim como todos os policiais do Posto 12 do BPRv foram destinados a apoiar operações do Departamento Estadual de Trânsito na RJ-158, a Campos-São Fidélis.
Ele assim como os outros policiais foi inocentado pelo colegiado da Corregedoria. Porém, todos foram afastados das funções e tiveram o porte de arma recolhido, e atualmente estão lotados em diferentes batalhões da região. Todos aguardam homologação da decisão pelo comandante geral da Polícia Militar, para que possam retomar ao BPRv.
O Diario/Show Francisco
Cartão postal de São João da Barra em risco
Alvo de pesquisadores de Ciências das Águas e de Botânica (fauna), a Lagoa vem sendo objeto de estudos da produção e abrigo de alevinos, apesar da crescente poluição, quando a barra é aberta. No período de maré alta a água do mar invade a lagoa, aumentando seu índice de salinização e matando os peixes de água doce. No período de maré baixa a água da lagoa também invade o mar causando assim um desequilíbrio no ambiente aquático. A lagoa sofre ainda com intervenções do ser humano. Flagrantes do despejo de esgoto sem tratamento ainda são encontrados. A localidade não tem rede coletora de esgoto, mas em algumas casas têm fossas sépticas.
Um morador antigo, José Gomes, lembra os tempos de fartura quando a Lagoa de Grussaí tinha poucas casas.
— Grande parte do que hoje é área habitada, antes era somente a lagoa. Tinha muito peixe aqui, mas de 20 anos pra cá, acabou. A lagoa não tem fundo para dar peixe, está sem água. Vim pra cá com quatro anos, não tinha casa alguma aqui na beira da lagoa, meu pai fez uma casa de palha. Aqui havia muito mangue, pitangueiras, macegas, não tinha proprietários de terra; as pessoas iam chegando e apanhando as terras que queriam — contou.
O guia em Turismo Científico, André Pinto disse que a adoção de práticas sustentáveis protegeriam a lagoa. “Lembro o de promoção de passeios ecológicos de balsas chatas ou de aerobarcos, aos quais acontecem em represas e áreas alagadas pelo Brasil. A Lagoa de Grussaí sempre atraiu a curiosidade dos turistas fosse pelo seu topônimo em Tupi-Guarani de fácil dicção, fosse por sua proximidade com o mar e suas belas paisagens, cujos espelhos d`água, principalmente nas tardes de verão”, destacou.
Localidade cresceu no entorno da lagoa
De acordo com estudiosos, há muitos anos, havia, ao redor da lagoa, uma aldeia de nativos, onde se misturavam pessoas de origem cabocla com alguns estrangeiros, possivelmente náufragos na região. Os moradores Viviam da pesca, plantações e da criação de animais. No final do século XIX, as terras foram adquiridas pelo Barão de São Fidélis, Manuel Joaquim da Silva Pinto, que construiu as duas primeiras casas de veraneio na localidade.
As construções inicialmente ficavam afastadas da praia, na área de restinga hoje denominada avenida Liberdade. O acesso a Grussaí era feito por Atafona, através de trem da Leopoldina Railway. De lá para Grussaí, o transporte era feito a cavalo ou de charrete, onde se trocava o roupão por roupa de banho em cabines de madeira (caramanchões), que desapareceram em meados dos anos 40.
Com o asfaltamento da BR 356, Grussaí foi crescendo com a construção de casas de veraneio de classe média, com concentração inicial na Rua das Flores e a posterior ocupação da margem da lagoa. Dividida pela laguna, o outro lado foi se tornando um bairro populoso se estendendo até Iquipari, com loteamentos de áreas que ganharam a condição de bairro nos anos 90, e passou a ser denominado de Nossa Senhora Aparecida.
Quiosques têm que ser demolidos
Os quiosques situados a menos de 30 metros da Lagoa de Grussaí — a uma distância inferior a 300 metros da linha do preamar — que foram notificados pela prefeitura de São João da Barra, para o fechamento dos mesmos ainda não foram demolidos do local. A medida cumpre sentença proferida em primeira instância pelo Juiz da 2ª Vara Federal de Campos, Gessiel Pinheiro de Paiva, considerando que os estabelecimentos causam danos ao ambiente.
A decisão da Justiça ocorreu em face de uma Ação Civil Pública promovida pelo Ministério Público Federal resultado de um inquérito civil público instaurado em 2007 para apurar a construção de quiosques sem licença em municípios do Norte Fluminense. Segundo vistoria do Ibama, o comércio na orla de São João da Barra causa vários impactos negativos nos ecossistemas locais, como a intensificação da erosão pela destruição de dunas, o fim do manguezal de Atafona devido ao desmatamento, a destruição da flora nativa com o plantio de espécies exóticas e a mortandade dos filhotes de tartarugas marinhas que depositam ovos na região.
Também o município requisitou à concessionária Ampla a interrupção no fornecimento de energia elétrica, bem como solicitou que a Cedae cortasse o abastecimento nesses estabelecimentos. A alegação foi que o funcionamento dos estabelecimentos provocava variados impactos negativos sobre os ecossistemas regionais e que o local é uma área de preservação permanente, sendo terreno da Marinha, portanto, um bem da União.
(J.N.)
Foto: Arquivo
Folha da Manhã/Show Francisco
Dois mortos em acidente na estrada que liga Porciúncula a Natividade
Segundo policiais militares da 139ª DP, por volta de 23h20, um automóvel Chevrolet Classic e uma moto colidiram. O casal que estava na moto — um homem de 45 anos e uma mulher de 53 anos, ambos moradores de Tombos-MG — teve morte instantânea.
Atrás do Classic, seguia um Chevrolet Cruze, cujo motorista, ao visualizar o impacto do Classic com a moto, freou, fazendo com que a moto que seguia atrás dele, uma Honda Biz, se chocasse com a traseira do veículo. Os ocupantes do Classic e o condutor da Honda Biz sofreram escoriações e os ocupantes do Cruze saíram ilesos.
Folha da Manha/Show Francisco
Thaís Tostes
Fotos: Blog do Adilson Ribeiro
Sisu abre inscrições para 55,6 mil vagas
Esta edição vai oferecer 55.576 vagas em 72 instituições públicas
As inscrições no Sistema de Seleção Unificada começam nesta segunda-feiraa (8). Os interessados podem consultar as vagas disponíveis no site do sistema. Esta edição vai oferecer 55.576 vagas em 72 instituições públicas.
O Sisu é um processo seletivo que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes em cursos de graduação de universidades federais e institutos tecnológicos de ensino superior. Para participar, é preciso ter feito o Enem em 2014 e obtido nota acima de zero na redação.
Na hora da inscrição, o candidato deve escolher, por ordem de preferência, até duas opções entre as vagas ofertadas pelas instituições participantes do Sisu. Também deve definir se deseja concorrer às vagas de ampla concorrência àquelas reservadas como previsto na Lei de Cotas (Lei 12.711/2012).
As cotas são para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Nesta edição do Sisu, pelo menos 37,5% das vagas serão para cotistas.
Durante o período de inscrição, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte, que é a menor nota para ficar entre os potencialmente selecionados para cada curso, com base no número de vagas disponíveis e no total de inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência. A nota é apenas uma referência, não se trata de garantia de que o estudante será selecionado. Até o final do período de inscrição, o candidato pode mudar de opção de curso.
Algumas instituições participantes do Sisu adotam pesos diferenciados para as provas do Enem 2014. A nova nota será calculada automaticamente e informada ao candidato que se inscrever em um dos cursos.
O resultado será divulgado no dia 15 de junho em uma única chamada, e a matrícula deverá ser feita na instituição de ensino nos dias 19, 22 e 23 de junho. Quem não conseguiu uma vaga na chamada regular pode participar da lista de espera se inscrevendo na página do Sisu, na internet, entre os dias 15 e 26 de junho.
O Sisu é um processo seletivo que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes em cursos de graduação de universidades federais e institutos tecnológicos de ensino superior. Para participar, é preciso ter feito o Enem em 2014 e obtido nota acima de zero na redação.
Na hora da inscrição, o candidato deve escolher, por ordem de preferência, até duas opções entre as vagas ofertadas pelas instituições participantes do Sisu. Também deve definir se deseja concorrer às vagas de ampla concorrência àquelas reservadas como previsto na Lei de Cotas (Lei 12.711/2012).
As cotas são para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Nesta edição do Sisu, pelo menos 37,5% das vagas serão para cotistas.
Durante o período de inscrição, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte, que é a menor nota para ficar entre os potencialmente selecionados para cada curso, com base no número de vagas disponíveis e no total de inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência. A nota é apenas uma referência, não se trata de garantia de que o estudante será selecionado. Até o final do período de inscrição, o candidato pode mudar de opção de curso.
Algumas instituições participantes do Sisu adotam pesos diferenciados para as provas do Enem 2014. A nova nota será calculada automaticamente e informada ao candidato que se inscrever em um dos cursos.
O resultado será divulgado no dia 15 de junho em uma única chamada, e a matrícula deverá ser feita na instituição de ensino nos dias 19, 22 e 23 de junho. Quem não conseguiu uma vaga na chamada regular pode participar da lista de espera se inscrevendo na página do Sisu, na internet, entre os dias 15 e 26 de junho.
Foto: Divulgação/Show Francisco
Caixa eletrônico arrombado no Centro de Campos
Polícia Militar constatou que uma placa da parte superior de um dos caixas foi arrancada
Mais uma vez foi registrado, por volta das 18h deste domingo(7), um arrombamento a um caixa eletrônico do Banco Santander, no calçadão do Boulevard Francisco de Paula, no Centro de Campos.
A Polícia Militar constatou que a placa da parte superior de um dos caixas foi arrancada. Ainda não há informações sobre a quantia roubada. Nenhum suspeito foi identificado ou localizado.
Trata-se do 4º arrombamento deste caixa eletrônico. Em uma delas, foi roubada uma quantia de quase 1 milhão de reais.
A Polícia Militar constatou que a placa da parte superior de um dos caixas foi arrancada. Ainda não há informações sobre a quantia roubada. Nenhum suspeito foi identificado ou localizado.
Trata-se do 4º arrombamento deste caixa eletrônico. Em uma delas, foi roubada uma quantia de quase 1 milhão de reais.
Foto: Campos 24 Horas/Show Francisco
Bancos privados acirram disputa para compra da casa própria
Com aperto no crédito da Caixa, concorrentes já emprestam com entrada e juros menores
Com o endurecimento das condições dos empréstimos imobiliários da Caixa Econômica Federal, para muitos compradores já vale mais a pena optar por bancos privados na hora de financiar a casa própria. No fim de abril, a estatal mudou suas regras, passou a exigir entrada de 50% a 60% do valor do imóvel em algumas linhas e abriu espaço para concorrentes, que fecham negócio exigindo ao mutuário pagamento inicial de apenas 20% do preço total. A desvantagem pode custar à Caixa a perda de parte da gigantesca fatia que detém do setor, estimada hoje em 70%, sobretudo entre os compradores de classe média e média alta. O desempenho do mercado, no entanto, ainda depende do grau de confiança das famílias, indicador que anda em baixa por causa do cenário recessivo do país.
Considerando a compra de um imóvel novo de R$ 750 mil, valor máximo do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) – que permite o uso do FGTS – a diferença de condições pode significar a necessidade de desembolsar R$ 225 mil a menos para pagar a entrada. De acordo com simulações feitas pelo GLOBO nos sites dos bancos, enquanto o cliente da Caixa precisa pagar R$ 375 mil à vista e pode parcelar a outra metade em 35 anos, no Bradesco, por exemplo, é possível comprar o mesmo imóvel com entrada de R$ 150 mil, e financiamento dos R$ 600 mil restantes em 30 anos. No fim das contas, o valor total pago é menor no banco público – R$ 1,7 milhão, contra R$ 1,9 milhão no Bradesco – até porque o valor do empréstimo sobre o qual incidem juros foi bem mais baixo na Caixa. Mas para especialistas, o tamanho da entrada pesa mais na decisão de compra.
– A cota máxima de financiamento é mais importante que os juros para o consumidor. Financiar só 50% é brincadeira, é praticamente travar o mercado. No mercado internacional, financiar até 90% (com 10% de entrada) não é nada de mais. A não ser que você tenha preços em bolha, não tem nenhum problema – defende João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de real estate da USP.
Há casos, porém, em que as taxas cobradas pela Caixa são mais altas. No exemplo do imóvel de R$ 750 mil, ela cobra juros de 10,4% ao ano, enquanto a concorrência chega a cobrar 9,5% ao ano.
No caso de imóveis usados, a desvantagem da Caixa é ainda maior. O mesmo acontece com os mais caros, enquadrados no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Para comprar um usado de R$ 1,3 milhão, na Caixa a entrada exigida é de nada menos que R$ 780 mil, com parcelamento do restante em 35 anos. Já no HSBC, o desembolso inicial é de R$ 260 mil e o restante pago em até 30 anos. Procurada, a Caixa informou que as mudanças “estão relacionadas às tendências do mercado imobiliário e, também, foram impactadas pelo desempenho das captações líquidas em caderneta de poupança e da elevação da taxa Selic (a taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano)”.
Este ano os saques da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 32,2 bilhões, minguando a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário. Para amenizar o problema, o Conselho Monetário Nacional (CMN) liberou cerca de R$ 22,5 bilhões dos depósitos compulsórios para os bancos emprestarem a quem comprar a casa própria. Na mesma resolução, o governo mudou as regras de emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que terão que ser lastreados em financiamentos do SFH.
Para Hamilton Rodrigues da Silva, diretor de crédito imobiliário do Banco do Brasil, as mudanças de condições na Caixa e as novas regras do CMN geram oportunidades de mercado, mesmo em um cenário de atividade mais fraca. De acordo com estimativas do próprio banco, o BB, que atua no segmento desde 2008, tem cerca de 7,5% da participação no mercado. Nas simulações feitas pela reportagem, as taxas de juros do BB ainda são maiores que as da Caixa, mas, assim como nos bancos privados, as condições iniciais são mais facilitadas.
– A partir do momento que a Caixa tem mais dificuldade de atender (ao mercado), pelo menos os clientes do BB tendem a ficar por aqui. Claro que melhora as nossas condições – afirma o executivo.
Os bancos Itaú, Santander e HSBC não quiseram falar sobre suas estratégias para a concessão de crédito imobiliário. O Bradesco informou, por meio da assessoria, que executivos do banco já anunciaram projetos para reduzir os juros no crédito imobiliário para tentar aplicar os R$ 4 bilhões que o banco terá de folga por causa das medidas do CMN e avaliam que a concorrência fará o mesmo. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) não comenta o assunto.
Analistas alertam, no entanto, que os consumidores não devem se animar muito, porque o cenário de juros altos e crédito mais restritivo não deve mudar, pelo menos no curto prazo.
– A decisão do CMN estimula os bancos privados a emprestar mais para a compra da casa própria. E a Caixa, que está com captação negativa na poupança, se beneficia da medida. Mas que não se espere crédito abundante e juros mais baixos com a concorrência no segmento. Temos um cenário econômico de incerteza, com inflação alta e baixo crescimento da economia – diz Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da Fundação Getúlio Vargas/Ibre. – Não é interesse do Banco Central que os bancos acelerem o ritmo de concessão de crédito imobiliário, sem muito critério, sob risco de inadimplência. Do lado do consumidor, a procura está menor, já que há medo do desemprego e incertezas sobre a economia, além das taxas de juros estarem altas.
O diretor-executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, afirma que aos bancos privados interessa muito a relação de longo prazo com os clientes, já que, ao financiar um imóvel em 30 anos, é possível oferecer produtos como seguros, financiamento de veículos, previdência privada. Embora acredite no avanço das instituições no espaço aberto pela Caixa, ele não prevê aquecimento maior porque o consumidor está retraído, com renda comprometida e medo do desemprego e de dívidas de longo prazo.
– O ambiente econômico não está propício para alavancar o crédito imobiliário – diz Oliveira.
Não conseguir crédito é o maior temor do metalúrgico Eliezer Santana Rodrigues, de 46 anos. Ele já paga à construtora prestações de R$ 1,7 mil pelo loft que comprou na planta, em 2011, em São Bernardo do Campo, na região do ABCV paulista. O imóvel será entregue ano que vem, e Eliezer se preocupa com a taxa de juros que vai negociar com o banco.
– Comprei numa época em que os juros estavam mais baixos. Agora vai ficar mais difícil pagar. Ainda não comecei a pesquisar as taxas. Sou cliente do Santander – diz ele, que também entrou na composição de renda da filha, Aline Santana, de 25 anos, que comprou um imóvel semelhante ao do pai, mas que será entregue apenas em 2017.
– Meu medo é que minha renda não seja suficiente para obter o financiamento. Por isso, entrei também com o nome do meu pai na composição – diz.
Considerando a compra de um imóvel novo de R$ 750 mil, valor máximo do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) – que permite o uso do FGTS – a diferença de condições pode significar a necessidade de desembolsar R$ 225 mil a menos para pagar a entrada. De acordo com simulações feitas pelo GLOBO nos sites dos bancos, enquanto o cliente da Caixa precisa pagar R$ 375 mil à vista e pode parcelar a outra metade em 35 anos, no Bradesco, por exemplo, é possível comprar o mesmo imóvel com entrada de R$ 150 mil, e financiamento dos R$ 600 mil restantes em 30 anos. No fim das contas, o valor total pago é menor no banco público – R$ 1,7 milhão, contra R$ 1,9 milhão no Bradesco – até porque o valor do empréstimo sobre o qual incidem juros foi bem mais baixo na Caixa. Mas para especialistas, o tamanho da entrada pesa mais na decisão de compra.
– A cota máxima de financiamento é mais importante que os juros para o consumidor. Financiar só 50% é brincadeira, é praticamente travar o mercado. No mercado internacional, financiar até 90% (com 10% de entrada) não é nada de mais. A não ser que você tenha preços em bolha, não tem nenhum problema – defende João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de real estate da USP.
Há casos, porém, em que as taxas cobradas pela Caixa são mais altas. No exemplo do imóvel de R$ 750 mil, ela cobra juros de 10,4% ao ano, enquanto a concorrência chega a cobrar 9,5% ao ano.
No caso de imóveis usados, a desvantagem da Caixa é ainda maior. O mesmo acontece com os mais caros, enquadrados no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Para comprar um usado de R$ 1,3 milhão, na Caixa a entrada exigida é de nada menos que R$ 780 mil, com parcelamento do restante em 35 anos. Já no HSBC, o desembolso inicial é de R$ 260 mil e o restante pago em até 30 anos. Procurada, a Caixa informou que as mudanças “estão relacionadas às tendências do mercado imobiliário e, também, foram impactadas pelo desempenho das captações líquidas em caderneta de poupança e da elevação da taxa Selic (a taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano)”.
Este ano os saques da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 32,2 bilhões, minguando a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário. Para amenizar o problema, o Conselho Monetário Nacional (CMN) liberou cerca de R$ 22,5 bilhões dos depósitos compulsórios para os bancos emprestarem a quem comprar a casa própria. Na mesma resolução, o governo mudou as regras de emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que terão que ser lastreados em financiamentos do SFH.
Para Hamilton Rodrigues da Silva, diretor de crédito imobiliário do Banco do Brasil, as mudanças de condições na Caixa e as novas regras do CMN geram oportunidades de mercado, mesmo em um cenário de atividade mais fraca. De acordo com estimativas do próprio banco, o BB, que atua no segmento desde 2008, tem cerca de 7,5% da participação no mercado. Nas simulações feitas pela reportagem, as taxas de juros do BB ainda são maiores que as da Caixa, mas, assim como nos bancos privados, as condições iniciais são mais facilitadas.
– A partir do momento que a Caixa tem mais dificuldade de atender (ao mercado), pelo menos os clientes do BB tendem a ficar por aqui. Claro que melhora as nossas condições – afirma o executivo.
Os bancos Itaú, Santander e HSBC não quiseram falar sobre suas estratégias para a concessão de crédito imobiliário. O Bradesco informou, por meio da assessoria, que executivos do banco já anunciaram projetos para reduzir os juros no crédito imobiliário para tentar aplicar os R$ 4 bilhões que o banco terá de folga por causa das medidas do CMN e avaliam que a concorrência fará o mesmo. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) não comenta o assunto.
Analistas alertam, no entanto, que os consumidores não devem se animar muito, porque o cenário de juros altos e crédito mais restritivo não deve mudar, pelo menos no curto prazo.
– A decisão do CMN estimula os bancos privados a emprestar mais para a compra da casa própria. E a Caixa, que está com captação negativa na poupança, se beneficia da medida. Mas que não se espere crédito abundante e juros mais baixos com a concorrência no segmento. Temos um cenário econômico de incerteza, com inflação alta e baixo crescimento da economia – diz Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da Fundação Getúlio Vargas/Ibre. – Não é interesse do Banco Central que os bancos acelerem o ritmo de concessão de crédito imobiliário, sem muito critério, sob risco de inadimplência. Do lado do consumidor, a procura está menor, já que há medo do desemprego e incertezas sobre a economia, além das taxas de juros estarem altas.
O diretor-executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, afirma que aos bancos privados interessa muito a relação de longo prazo com os clientes, já que, ao financiar um imóvel em 30 anos, é possível oferecer produtos como seguros, financiamento de veículos, previdência privada. Embora acredite no avanço das instituições no espaço aberto pela Caixa, ele não prevê aquecimento maior porque o consumidor está retraído, com renda comprometida e medo do desemprego e de dívidas de longo prazo.
– O ambiente econômico não está propício para alavancar o crédito imobiliário – diz Oliveira.
Não conseguir crédito é o maior temor do metalúrgico Eliezer Santana Rodrigues, de 46 anos. Ele já paga à construtora prestações de R$ 1,7 mil pelo loft que comprou na planta, em 2011, em São Bernardo do Campo, na região do ABCV paulista. O imóvel será entregue ano que vem, e Eliezer se preocupa com a taxa de juros que vai negociar com o banco.
– Comprei numa época em que os juros estavam mais baixos. Agora vai ficar mais difícil pagar. Ainda não comecei a pesquisar as taxas. Sou cliente do Santander – diz ele, que também entrou na composição de renda da filha, Aline Santana, de 25 anos, que comprou um imóvel semelhante ao do pai, mas que será entregue apenas em 2017.
– Meu medo é que minha renda não seja suficiente para obter o financiamento. Por isso, entrei também com o nome do meu pai na composição – diz.
Foto: Divulgação/Show Francisco
Armas e roubo de veículo e a coletivo: dois presos
Confira as ocorrências registradas nas últimas horas em Campos e São João da Barra
Um jovem de 21 anos foi detido na noite deste domingo (7) na Avenida Principal da localidade de Vila Nova, em Campos.
Após informação sobre um homem armado, policiais militares realizaram buscas e localizaram o jovem. O mesmo foi abordado e após revista foi encontrado um revólver calibre 38 com cinco munições intactas.
M.O.C. foi conduzido a 134ª DP/Centro, onde permaneceu preso. A arma foi apreendida.
Na Estrada de Palacete, em São João da Barra, policiais militares apreenderam uma espingarda calibre 32 com uma munição.
Após denúncia informando que um homem estaria trafegando pelo local com uma espingarda, a PM foi ao local. Ao entrar na mata, o suspeito conseguiu fugir. Buscas foram feitas, e apenas a arma foi localizada e apreendida.
Roubo de veículo e a coletivo
Dois homens armados roubaram uma motocicleta na Avenida 28 de Março, no Parque Tamandaré, em Campos.
A vítima de iniciais N.R.F., de 24 anos, informou a polícia que trafegava pelo local com sua motocicleta KNL 5433/RJ, quando foi abordado pela dupla armada. Os mesmos estavam em um moto Biz azul, sem placa. O carona desceu com uma pistola em mãos e anunciou o roubo. Em seguida, os criminosos fugiram.
Buscas foram realizadas, mas nenhum suspeito foi identificado ou localizado. O caso foi registrado na 134ª DP/Centro.
Ainda neste domingo, um roubo a coletivo foi registrado na delegacia de Campos. O crime aconteceu na Rua João Martins, no bairro Jóquei II.
Após informações de que um homem teria efetuado um roubo a coletivo, policiais militares realizaram patrulhamento para tentar identificar o mesmo. Porém, populares informaram a polícia, que o suspeito teria adentrado a mata. Foi feito o cerco, mas nenhum suspeito foi localizado. Posteriormente, a PM recebeu a informação de que o autor do roubo teria comprado droga e se deslocado para sua residência. Ao ser abordado e revistado, nada ilícito foi encontrado com o mesmo, mas apresentava um cheiro forte de maconha. O suspeito informou que teria feito uso da droga.
Levado para a delegacia, o homem foi reconhecido pelo motorista do ônibus, como sendo o autor do roubo. Segundo o motorista, ele teria roubado R$ 65 em dinheiro. Relatou ainda que o homem estaria armado no momento do roubo.
O suspeito foi ouvido e permaneceu preso. O caso foi registrado na 134ª DP/Centro.
Após informação sobre um homem armado, policiais militares realizaram buscas e localizaram o jovem. O mesmo foi abordado e após revista foi encontrado um revólver calibre 38 com cinco munições intactas.
M.O.C. foi conduzido a 134ª DP/Centro, onde permaneceu preso. A arma foi apreendida.
Na Estrada de Palacete, em São João da Barra, policiais militares apreenderam uma espingarda calibre 32 com uma munição.
Após denúncia informando que um homem estaria trafegando pelo local com uma espingarda, a PM foi ao local. Ao entrar na mata, o suspeito conseguiu fugir. Buscas foram feitas, e apenas a arma foi localizada e apreendida.
Roubo de veículo e a coletivo
Dois homens armados roubaram uma motocicleta na Avenida 28 de Março, no Parque Tamandaré, em Campos.
A vítima de iniciais N.R.F., de 24 anos, informou a polícia que trafegava pelo local com sua motocicleta KNL 5433/RJ, quando foi abordado pela dupla armada. Os mesmos estavam em um moto Biz azul, sem placa. O carona desceu com uma pistola em mãos e anunciou o roubo. Em seguida, os criminosos fugiram.
Buscas foram realizadas, mas nenhum suspeito foi identificado ou localizado. O caso foi registrado na 134ª DP/Centro.
Ainda neste domingo, um roubo a coletivo foi registrado na delegacia de Campos. O crime aconteceu na Rua João Martins, no bairro Jóquei II.
Após informações de que um homem teria efetuado um roubo a coletivo, policiais militares realizaram patrulhamento para tentar identificar o mesmo. Porém, populares informaram a polícia, que o suspeito teria adentrado a mata. Foi feito o cerco, mas nenhum suspeito foi localizado. Posteriormente, a PM recebeu a informação de que o autor do roubo teria comprado droga e se deslocado para sua residência. Ao ser abordado e revistado, nada ilícito foi encontrado com o mesmo, mas apresentava um cheiro forte de maconha. O suspeito informou que teria feito uso da droga.
Levado para a delegacia, o homem foi reconhecido pelo motorista do ônibus, como sendo o autor do roubo. Segundo o motorista, ele teria roubado R$ 65 em dinheiro. Relatou ainda que o homem estaria armado no momento do roubo.
O suspeito foi ouvido e permaneceu preso. O caso foi registrado na 134ª DP/Centro.
Foto: Campos 24 Horas/Show Francisco
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