segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Morre aos 64 anos, o ator e diretor Jorge Fernando

O artista sofreu um aneurisma cerebral; muitos colegas de trabalho lamentaram seu falecimento


Jorge Fernando sofreu um aneurisma e morreu no domingo (Foto:Reprodução)

O diretor e ator Jorge Fernando morreu aos 64 anos na noite deste domingo (27), no Hospital Copa Star, em Copacabana, Rio de Janeiro. Ele foi vítima de um aneurisma, que se rompeu.

O enterro está marcado para esta terça-feira (29), no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O velório será no mesmo local, das 8h às 10h, aberto ao público.

Nascido no Rio, em 29 de março de 1955, Jorge Fernando iniciou sua carreira como ator na série da TV Globo Ciranda Cirandinha, em 1978. Já no ano seguinte, estreou em novelas ao dar vida a Cirilo, em Pai Herói, um grande sucesso da emissora carioca. Ao todo, foram 19 novelas, todas no canal.

Em 2011, Jorge Fernando estrelou o seriado Macho Man, escrito por Fernanda Young e Alexandre Machado, no qual interpretava Nelson, um cabeleireiro gay que, ao ser atingido pelo sapato de uma drag queen na cabeça, perde os sentidos e, ao acordar, descobre que passou a se interessar por mulheres.

Diretor brilhante

Contudo, foi como diretor que Jorge Fernando deixou sua marca mais forte. Entre novelas, minisséries, seriados e programas, ele comandou 34 produções. Na lista, sucessos como Guerra dos Sexos (1983), Que Rei Sou Eu? (1989), Vamp (1991), A Próxima Vítima (1995), Chocolate Com Pimenta (2003), Ti Ti Ti (2010) e Êta Mundo Bom (2016). Seu último trabalho foi dirigindo a novela Verão 90, que terminou em julho deste ano.

Jorge Fernando vinha enfrentando graves problemas de saúde desde 2016, quando teve de ser internado por causa de uma pancreatite e, algumas semanas depois, sofreu um AVC. Após travar uma luta pessoal para se recuperar, ele se dedicou de corpo de alma à direção de Verão 90.

As primeiras manifestações
Logo após a confirmação da morte de Jorge Fernando, artistas começaram a se manifestar nas redes sociais. A atriz Zezé Motta usou o Instagram para escrever: “Descanse em paz, amado @jorgefernando”.

A autora Gloria Perez também lamentou. “Mais um amigo querido indo embora tão cedo! Você vai fazer tanta falta, Jorginho, com sua alegria, seu entusiasmo, seu talento… Sem palavras aqui!”, publicou em sua conta no Instagram. A atriz Ana Beatriz Nogueira usou a mesma rede social para publicar sua homenagem. “Certamente, Jorge Fernando fará festa em outra dimensão!”, escreveu.

Fonte: Metrópoles

Morro do Itaoca finalmente em reforma

Estrada que dá acesso ao Morro do Rato e outras instalações passa por intervenções e visitas serão restringidas por três meses
POR ULLI MARQUES


(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

Em uma planície como Campos, não é de se admirar que o ponto mais alto da cidade tenha se tornado uma área de ecoturismo bastante explorada. Sobretudo nos últimos anos, o Morro do Itaoca, também conhecido como Morro do Rato, é o destino preferido de campistas praticantes de esportes e também daqueles que buscam estar em contato com a natureza. E devido ao frequente e crescente número de visitantes e da ainda precária infraestrutura que é ofertada, a Prefeitura de Campos, com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FUMMAM), iniciou na última semana as obras de restauração dessa que é uma das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do município.

O processo de revitalização da Serra do Itaoca deve durar aproximadamente três meses. Durante esse período, alguns pontos serão interditados. Por isso, os visitantes precisarão entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental para terem certeza de que poderão subir no dia previsto. A prefeitura lembra que veículos pesados estarão circulando pela Serra e, portanto, a atenção deve ser redobrada. “É de extrema importância que os visitantes tenham consciência de que outras pessoas estão trabalhando no local. Ao longo da subida, dependendo da etapa da obra, toda a pista será interditada. Quando a obra chegar ao topo, o acesso ao morro também será fechado”, orientou.

O telefone de contato da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental é (22) 98175-0207. É para esse numero que os visitantes devem ligar antes de subir a Serra durante as obras.

A bióloga e empresária Fernanda Gomes Trindade costuma subir o Morro do Itaoca com frequência e, segundo ela, essas obras podem ser benéficas para os atletas e visitantes. No entanto, ela questiona se haverá, de fato, continuidade e também fiscalização.


(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

“Tenho minhas ressalvas em relação à possibilidade de essa obra não ser concluída. Sabemos que, por se tratar de uma intervenção pública, isso pode acontecer e, nesse caso, haver um desgaste da flora e da fauna local que, no fim, não beneficiará ninguém. É importante que se tenha comprometimento para não prejudicar o meio ambiente e nem a população. Também é fundamental pensar sobre a fiscalização desse espaço após a obra. Haverá guardas florestais? Guardas noturnos? Haverá alguém para fazer a manutenção desses banheiros? Sabemos que as pessoas precisam disso para manter os bens públicos. De modo geral, não basta anunciar, é preciso fazer e supervisionar”, apontou.

O que será feito — A revitalização da APA da Serra do Itaoca começou na segunda-feira (21), com a construção do canteiro de obras e recuperação dos paralelos, e segue nos próximos dias, conforme previsto no cronograma, dependendo também das condições climáticas.

Segundo a Prefeitura de Campos, será colocado um pórtico de entrada no pé da Serra e guarita, onde o Guarda Ambiental e o Agente do Turismo ficarão. Logo após a entrada, também serão instalados banheiros com acessibilidade e, do lado esquerdo, um estacionamento com 35 vagas para carros de passeio.

Melhorias também serão feitas nas canaletas de drenagem e, na subida principal, será recuperado o pavimento da estrada, principalmente em pontos que possuem buracos. Placas de sinalização para a segurança do visitante e turísticas, voltadas para a preservação do meio ambiente, ainda serão instaladas.


(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

No topo da serra, a pista de salto norte será trocada por uma nova, decorrendo de um projeto desenvolvido em parceria Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) com a Associação de Voo Livre.

“Queremos as duas pistas de nível nacional. A pista de salto sul também passará por melhoria, como também, a trilha. A intenção é, após a reforma, atrair para a cidade de Campos etapas nacionais de voo livre”, disse, em nota, o secretário Municipal de Desenvolvimento Ambiental, Leonardo Barreto.

Essas intervenções são custeadas com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FUMMAM), que tem destinação exclusiva a ações voltadas para o meio ambiente.

Nas redes sociais do Jornal Terceira Via, leitores questionaram sobre a possibilidade de haver um “pagamento de entrada” ao espaço após as obras. Em resposta, o secretário disse que “a princípio, não foi levantada essa possibilidade, contudo, haverá restrição de veículos. Os veículos que forem levar bicicletas, asa deltas ou para manutenção de antenas de comunicação poderão subir normalmente, mas outros veículos terão horário para transitar”, afirmou.
Fonte:Terceira Via

domingo, 27 de outubro de 2019

Atafona não é mais a Foz do rio Paraíba

DANIELA ABREU



  Atafona não é mais a foz do rio Paraíba do Sul, ao menos por hora, mas, segundo as prospecções do ambientalista Aristides Soffiati, se medidas para reverter a situação não forem tomadas com urgência, a tendência é de que o local vire uma espécie de lagoa, como ocorreu em Barra do Furado e nas lagoas do Açu, Iquipari e Grussaí. O agravante é o fato dos exemplos citados não se tratarem de um rio principal e perene. Soffiati diz que, caso não se reverta, o caso será comparado ao do rio Colorado, nos Estados Unidos, que, após muitas intervenções teve a foz fechada se transformando em “uma imensa lagoa”. O avanço das areias foi mostrado em matéria publicada em agosto deste ano, quando a passagem de pescadores foi bloqueada e a solução foi a abertura de um canal. Com o fechamento, os pescadores terão acesso ao mar por São Francisco de Itabapoana, o que pode trazer reflexos para a economia local. Outra consequência da erosão em Atafona é a interdição, por tempo indeterminado, da rua Elias Gabriel Beirute, no cruzamento com a avenida Atlântica.
Sofiatti explica que já existe uma tendência de fechamento de barras na região, no entanto o que ocorre com o Paraíba não é natural:
— Barra do Furado foi aberta artificialmente há quatro séculos e ficava aberta enquanto tinha água suficiente para vazar para o mar. Quando esse nível baixava, o mar fechava a barra. A lagoa do Açu era um rio e em Grussaí, a barra fecha também. O fechamento da foz do Paraíba, no entanto, não é um processo natural porque, por mais que o rio oferecesse problemas para saída e entrada, a foz sempre esteve aberta. Era rasa, mas a água do rio fluía. Quando digo que existe uma tendência natural, estou falando de cursos pequenos.
O ambientalista recorda que se sempre houve dificuldades das embarcações entrarem ou saírem do mar para o rio. A situação foi agravada ao logo do tempo por diversos fatores que têm a ação humana como protagonista. “Antigamente, reclamavam que para entrar no Paraíba era preciso esperar a maré encher, ter ventos favoráveis. Essa dificuldade foi agravada porque desmataram e com isso temos erosão, acúmulo de areia no fundo do rio. Temos também barragens para geração de energia elétrica, o que não permite que a água chegue no volume anterior e finalmente, a transposição do rio Guandu, feita para abastecer. Com esses fatores, além da falta de chuva, o rio perdeu força”, explica.
As chuvas poderiam ser um fator amenizador para o fechamento da foz, mas, segundo o pesquisador, serão necessários grandes esforços para reverter o quadro.
— A reabertura vai precisar de volume de água, vazão. Isso se consegue primeiro reflorestando, um trabalho muito lento, assim como foi lento o trabalho até chegar a essa situação. Não digo reflorestar 100%, mas pelo menos as margens. Não cabe mais nenhuma barragem no Paraíba e, se possível, deviam tirar algumas e recriar algumas lagoas aqui na região. Algumas são cruciais para equilibrar a questão de fornecimento de água, de impedir que a língua salina penetre — pontua e ressalta que estamos entrando em estação de chuva. “Esperamos que ano que vem chova mais que em 2019 para recuperar um pouco, mas recuperar de vez, não se recupera mais, mas pelo menos a foz continua aberta e os barcos conseguirem entrar e sair”, acrescentou Sofiatti.
Ação do homem como agravante — Embora o Norte e Noroeste contabilizem a maior incidência de desmatamento no Estado, reflorestar somente a região não resolveria o grande problema de assoreamento dos rios. Soffiati aponta que as queimadas na Amazônia têm influência direta com o que está ocorrendo. “A água do Sudeste depende da evaporação da floresta Amazônica. É ali que nascem as nuvens que vão virar chuva no Sudeste, Sul e até Argentina. São os chamados rios voadores, são rios que vêm pelas nuvens, se condensam e chovem aqui na região”, explicou, lembrando como exemplo prático a chuva de cinzas em São Paulo durante o ápice da queimada na Amazônia.
O ambientalista pontua os quatro fatores que interferem diretamente no problema da foz. “Primeiro, as interferências feitas na Bacia do Paraíba, e foram muitas. Segundo, as interferências na Amazônia e terceiro as interferências no mundo inteiro e aí, aponto o aquecimento global como fator principal, porque aumenta o nível dos oceanos. Enquanto a água doce escasseia, o mar sobe de forma violenta e fecha barra de rio e produz dunas. A transposição também desvia muita água. A briga sobre isso é grande, mas tem que ser resolvido. Fica todo mundo em pânico, todo mundo reclama, mas isso não é canalizado para uma solução”, alerta o ambientalista.
Rua continua interditada na orla - Segue interditada a rua Elias Gabriel Beirute, no cruzamento com a avenida Atlântica, em Atafona, bloqueada pela Defesa Civil, há nove dias, devido à erosão costeira. Por conta do avanço do mar, parte do asfalto desmoronou. Um imóvel, na mesma rua, que era usado como comércio e moradia, também foi interditado por risco de desmoronamento. O coordenador de Defesa Civil Wellington Barreto alerta para que a população não se aproxime da área que, segundo ele, se encontra em alto nível de erosão. Até o momento, não há famílias desabrigadas e desalojadas.





A área foi isolada com manilhas e guarda corpos para impedir a passagem de carros.
— Se o tráfego for liberado naquelas vias, o asfalto vai desmoronar mais rápido devido à trepidação dos carros. Estamos informando à população por meio dos veículos de comunicação para que não se aproximem. Por enquanto, o órgão não recebeu nenhum tipo de ajuda e segue monitorando o trecho que corresponde desde a foz do Pontal até o Açu — disse e acrescentou que, atualmente, a maré está estacionada e a situação em Atafona está normal.
Quanto ao imóvel interditado, ele informou que o proprietário se comprometeu a recuar o bar 300 metros para o início de sua propriedade por entender que o ponto está sendo erodido.
A operação ocorreu no dia 16 de outubro e teve participação do setor de Postura e da Guarda Civil Municipal, que vem orientando o trânsito no local.
Fonte:Fmanhã


A defesa de um fundo soberano

PAULO RENATO PORTO

Os bons anos de estrada na vida acadêmica enriquecida por experiências e andanças pelo Brasil e outros países em seminários e debates sobre planejamento urbano, desenvolvimento regional e utilização dos royalties do petróleo credenciam o professor, sociólogo e pesquisador José Luís Vianna da Cruz a entrar neste debate no justo momento em que o Estado do Rio e os municípios produtores de petróleo vêem de perto o risco de perder os atuais repasses da indenização petrolífera. No último dia 09, o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), que integrou, na década de 1980, a equipe do projeto Cidades de Porte Médio e edita um portal (da Universidade Cândido Mendes) que esmiúça as rendas e os gastos com os royalties, participou do “Seminário Recursos do Petróleo no litoral Norte de São Paulo – reação de dependência e estratégias futuras”, em Caraguatatuba (SP), com a apresentação e análise de alguns aspectos da experiência dos municípios da Bacia de Campos. O pesquisador campista tratou do temas “Controle social do aporte de recursos da indústria de petróleo e gás no litoral norte: o que já foi feito e o que ainda deve ser realizado” e “Consequências dos aportes de recursos da cadeia do P&G e dependência do uso dos royalties e outros recursos da cadeia do Petróleo”.
Os municípios produtores deverão preparar sua musculatura nesta disputa que se configura como adversa em face da interpretação dos ministros do STF e a reação radical dos demais municípios brasileiros.
— Em nome da lógica atual, o STF já decidiu que não é inconstitucional a reivindicação dos demais municípios em relação ao direito de receber parte dos recursos dos royalties. Daí que a única defesa dos estados do Rio, S. Paulo e Espírito Santo é postergar a suspensão da liminar. O mérito já está julgado. Todos sabem que a Lei não é inconstitucional. Governadores, deputados, senadores, prefeitos e vereadores já sabem disso. Houve um erro também, no início da distribuição dos royalties, por ter concentrado demais em poucos municípios. Isso gerou uma reação radical dos demais. Agora, diante da riqueza do pré-sal isso transbordou. Estamos num impasse — disse.
No próximo dia 20, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei de Partilha dos royalties aprovada em 2013, mas sustada por uma liminar da ministra Carmem Lúcia, no STF. Se a decisão for contrária aos produtores e a lei entrar mesmo em vigor, o Rio e, particularmente os municípios da Bacia de Campos, entram em estado de anemia financeira de consequências trágicas.


A crônica da tragédia anunciada entre nós
No Painel “Apresentação e análise de alguns aspectos selecionados da experiência dos municípios da Bacia de Campos”, José Luís destacou aspectos positivos como o aumento do orçamento municipal das cidades da região e o emprego direto nas empresas e instalações petrolíferas, mas se debruçou também sobre o conjunto de mazelas que se somaram com o advento da exploração do petróleo na região como a “grande atração de trabalhadores de fora, despreparo da força de trabalho local e regional, acelerado inchamento urbano, aumento das despesas públicas com a demanda de serviços, aumento da segregação, tendência à favelização e agravamento das condições nas periferias com endividamento e o desmonte de políticas públicas”.
Parodiando o escritor Gabriel García Marquez, o pesquisador denominou o cenário como a “crônica de uma morte anunciada”, face ao somatório de desafios no enfrentamento dos problemas regionais e o declínio do ciclo produtivo da Bacia de Campos, o que reflete em sucessivas quedas nos repasses. “Apesar da recuperação parcial dos preços, a produção permanece em queda e as rendas diminuíram muito, principalmente a parcela de Participações Especiais”.
As mazelas enfraquecem o RJ na disputa
O fato de, nos últimos anos, o Rio de Janeiro ter sido quase destruído em suas finanças por administrações corruptas com governadores, deputados e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado presos, na avaliação de José Luís, pesam contra o Estado na luta política pelos royalties. “Enfraquece, sem dúvida. Nesses seminários sobre a temática das rendas petrolíferas de que tenho participado, em cidades do Rio de Janeiro, Sergipe e, agora, em São Paulo, nossa posição é indefensável. Estamos desmoralizados. Isso reforça os pleitos dos demais municípios. E, quando se reivindica a manutenção da situação atual, ninguém aborda propostas para resolver o problema. Só se fala em manter como está. Se mantiver como está, já vimos esse filme, já vivemos a crônica de uma morte anunciada. O Fundecam é o exemplo típico, as gestões municipais e do Estado também já mostraram isso. A quem queremos enganar? Ou se criam as instâncias democráticas, regionais, baseadas na solidariedade social e territorial, ou vamos no rumo de uma nova tragédia”.
Declínio de produção e ameaça de perda no STF
Ainda com relação à queda de produção nos poços descobertos nas décadas de 1970/80, o professor José Luís comparou o período de bonança com os tempos atuais, enfatizando que no período de abundância de óleo nas jazidas da região com forte impacto nas rendas petrolíferas, a Bacia de Campos chegou a contribuir com 80% da produção nacional de petróleo, mas hoje esta participação é de menos de 30%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP).
O pesquisador criticou também algumas políticas equivocadas como a canalização de rendas para favorecimento de grupos de interesse mais próximo, a criação de grupo político imbatível, além do desperdício com obras de fachada. No inventário das mazelas, houve espaço para outras experiências mal sucedidas, entre elas a criação do Fundecam (Fundo de Desenvolvimento de Campos) com aporte de financiamentos não pagos a empresas que faliram ou sequer saíram do papel, mas que deixaram um rombo de R$ 400 milhões nos cofres públicos municipais.
Exemplos que deram certo e são ignorados
José Luís defende a criação de um fundo pelos produtores de petróleo, a exemplo do que ocorre em outros países e experiências que também começam a ser testadas em alguns poucos municípios brasileiros. “Os municípios recorreriam às suas reservas, para atravessar esse ciclo e quando os preços voltassem a subir, eles voltariam a poupar uma parte para engrossar o fundo de reserva. E, assim, teriam recurso s infinitamente, pois esses fundos são investidos. Isso acontece em muitos e muitos países, desde a Noruega até os Estados Unidos. E o município de Ilhabela, que é o mais novo rico do pré-sal, em São Paulo, acabou de fazer isso. Criou um fundo soberano que estipula quanto deve ser, gradativamente sacado a cada ano, para políticas locais. Em resumo: os municípios devem separar o orçamento das rendas. Maricá e Niterói criaram fundos no espírito do fundo soberano; o Espírito Santo criou um fundo estadual; neste Seminário de São Paulo eles começaram a pensar em criar um fundo regional, que seria utilizado também para os municípios que não recebem royalties. O Orçamento é constante, as rendas são variáveis e finitas, que devem ser tratadas não como parte do orçamento, mas como um extra para complementar o orçamento e constituir um fundo de reserva que mantenha esses recursos como uma reserva infinita”.
Fonte:Fmanhã

Campos registra menos mortes


A taxa de homicídios dolosos em Campos neste ano, até este mês de outubro, é a menor dos últimos 15 anos. Em 2019, o município já registra 126 assassinatos, até o dia 25 de outubro. Enquanto em 2004, de janeiro a outubro, foram contabilizados 104 mortes no município. Os dois últimos assassinatos ocorreram na mesma rua, no Parque Santa Rosa, um na última quarta e outro ontem. Carlos Eduardo Abreu de Souza, de apenas 13 anos, foi baleado na rua Pastor Rubens Coelho e morreu no Hospital Ferreira Machado (HFM). A queda nas estatísticas foi analisada por autoridades na área da segurança pública, que atribuíram o fenômeno ao serviço de inteligência desenvolvido entre as polícias.
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), 2016 foi o ano mais violento em Campos no que diz respeito ao crime de homicídio doloso. Em abril daquele ano, chegaram a ser registradas 33 mortes e em novembro, 30. Neste ano, o mês que com mais assassinatos foi janeiro, com 23 registros. Já setembro deste ano foi o mês com o menor número de homicídios, com cinco casos registrados.
O delegado titular da 146ª Delegacia de Polícia (DP) de Guarus, Pedro Emílio Braga, atribuiu a redução dos homicídios à política de repressão em comunidades e bairros escolhidos a partir de levantamentos do serviço de inteligência. “Temos adotado a estratégia de realizar operações pontuais, e regulares, focadas em locais onde conseguimos perceber que conflitos estabelecidos entre facções rivais é a causa de pelo menos 80% dos homicídios ocorridos naquela circunscrição, e a partir desse trabalho pontual e com investigações, conseguimos chegar aos indivíduos que estão costumeiramente envolvidos em homicídios, em cada um desses bairros, nessas comunidades”, disse ao ressaltar que neste ano Guarus chegou a ficar 20 dias sem assassinatos.
Na área central, o delegado titular da 134ª DP, Bruno Cleuder, destacou que a Polícia Civil conseguiu aumentar o índice de resolução de homicídios. “Conseguimos aumentar os índices de resolução de homicídios e efetuamos várias prisões esse ano. A delegacia está em primeiro lugar em sua categoria nos índices de produtividade investigativa e em segundo lugar na produtividade operacional. Já efetuamos 79 prisões e fecharemos esse ano com 100 prisões, um resultado bastante expressivo”, declarou.
Já o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Luiz Henrique Monteiro, ressaltou que a redução de homicídios é reflexo do trabalho integrado entre as polícias Militar e Civil. “Temos trabalhado muito com análise criminal. A polícia, hoje, em especial o 8º BPM, diariamente, percorre a análise criminal, onde há foco de determinados delitos, aliado a um serviço de inteligência e de integração com a Polícia Civil. Dessa forma, nós conseguimos ter êxito na redução das letalidades violentas”, destacou.
Da mesma forma, a presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Campos, Judith Esther Farias, atribuiu a redução dos casos de homicídio às operações de inteligência traçadas na cidade. Ela destacou que o foco do conselho é receber da comunidade as denúncias e queixas do que acontece na cidade, que muitas vezes não são registradas, por isso, não entram nas estatísticas das polícias, o que, segundo ela, impediria o direcionamento de ações estratégicas.
— Os novos comandantes, que assumiram a partir desse ano, traçaram uma conduta de alinhamento de operações para que inibisse a questão do homicídio em Campos, que estava sendo considerada como a cidade mais violenta, Guarus também estava registrando mais homicídios do que outras cidades do interior do estado. A fim de facilitar o trabalho operacional e tático das polícias, o conselho promove reuniões abertas a comunidade, toda primeira quarta-feira do mês, no 8º BPM, às 9h”, pontuou.

Janeiro foi o mês mais violento em 2019 - Em Campos, segundo o ISP-RJ, o ano de 2019 começou com 23 homicídios dolosos registrados em janeiro, sendo o maior número registrado neste ano até então. O menor foi em setembro, com cinco assassinatos.
Em fevereiro foram 9 casos, março tiveram sete, abril e maio registraram 14 cada. Em junho houve um aumento para 19 mortes, julho teve queda para 11 e em agosto voltou a subir para 17 assassinatos.
Em 2018, foram registrados 228 casos, 57 a mais comparado a 2017, que teve 102 casos a menos que 2016.
No país, o número de homicídios também caiu para 22% em todo o país durante o primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018. A informação foi divulgada esse mês, em Brasília, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com base em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp).
O resultado já havia sido parcialmente antecipado pelo presidente Jair Bolsonaro, que usou sua conta no Twitter para comemorar o que classificou como um dos pontos positivos de seu governo. Segundo o presidente, no primeiro semestre deste ano foram registrados 5.423 assassinatos a menos que no mesmo período de 2018.
Dois últimos casos foram na mesma rua - Em Campos, o 126º homicídio do ano foi registrado ontem, por volta das 18h, na rua Pastor Rubens Coelho, no Parque Santa Rosa. Segundo a Polícia Militar, Carlos Eduardo Abreu de Souza, de apenas 13 anos, atingido por disparos pelas costas. Ele foi socorrido por populares e morreu logo após dar entrada no HFM. Na última quarta, Elias Maurício Monteiro de Almeida, de 20 anos, também foi morto a tiros na mesma rua. Os casos foram registrados na 146ª Delegacia de Polícia (DP/Guarus).
No dia 22, às 18h35, Rogério Gonçalves Silva, de 26 anos, morreu no HFM, após ser baleado na cabeça e no ombro, à tarde, no Parque Eldorado, em Guarus. A Polícia Civil não informou se já há indícios da motivação, nem da autoria.
No final da tarde do dia 20, o ajudante de pedreiro Marcelo Mendes, de 33 anos, foi morto a tiros em outro crime no Parque Santa Rosa. O caso ocorreu no local conhecido como “casinhas do Nolita”. Ele era morador de Ururaí e havia sido preso há três anos por envolvimento com drogas.
No dia 12, um homem foi morto na localidade de Cupim de Poço Gordo. O crime aconteceu em uma área de matagal na rua Gervásio de Vasconcelos. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado. De acordo com a Polícia Militar, havia uma perfuração por arma de fogo no crânio da vítima. O caso foi registrado na 134ª DP (Centro).
No dia 2 de outubro, um homem de 64 anos foi assassinado com cinco tiros na cabeça, por volta das 10h30, na rua principal da localidade de Campelo. Roberto Alves Viera transitava em sua bicicleta e um homem se aproximou em uma moto de trilha preta e efetuou vários disparos com um revólver calibre 38. O idoso morreu na hora. Após os disparos, o suspeito fugiu do local. Na ocasião, a delegada Poliana Henriques informou que o suspeito do crime é casado com a enteada da vítima.
Fonte:Fmanhã

Saúde prorroga prazo de inscrições de processo seletivo para contratação de médicos


Supcom

As inscrições estão sendo feitas de forma presencial no setor de Recursos Humanos

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) prorrogou o prazo de inscrições para o processo seletivo para a contratação temporária de médicos — clínico geral — até o dia 1° de novembro. As alterações foram publicadas na edição desta sexta-feira (25/10) do Diário Oficial do Município. A seleção será feita por análise de currículo. São 27 vagas — com contrato de 12 meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Também haverá formação de cadastro reserva.

As inscrições estão sendo feitas de forma presencial no setor de Recursos Humanos (RH) da FMS, no 2º andar do Hospital Ferreira Machado - Rua Rocha Leão, 02, Caju. Com a prorrogação, o resultado final está previsto para ser divulgado no dia 21 de novembro.

As oportunidades são para plantões de 24 horas semanais em Unidade Pré-Hospitalar (UPH), como Guarus, Saldanha Marinho e Ururaí. Os aprovados terão benefícios como 13º salário e férias.

Fonte: Supcom

Inscrições para a Prefeitura de Rio das Ostras terminam neste domingo


G1

As vagas estão disponíveis para a Prefeitura, Fundação de Cultura e Serviço Autônomo de Águas e Esgoto.

Terminam neste domingo (27/10), as inscrições para o concurso do município de Rio das Ostras. Ao todo estão sendo oferecidas 822 vagas distribuídas em cinco editais Para o nível fundamental serão oferecidas 51 vagas e nível médio 295, uma para o ensino técnico, 495 para graduação.

As vagas estão disponíveis para a Prefeitura, Fundação de Cultura e Serviço Autônomo de Águas e Esgoto. Os salários variam de R$ 998 a R$ 7.184,13. e as inscrições serão feitas pelo site http://www.ibam-concursos.org.br/

O candidato terá até segunda-feira (28), para o pagamento do boleto de inscrição. As taxas de inscrições variam de acordo com o cargo escolhido e seu respectivo nível de escolaridade, sendo definidas da seguinte maneira:

Nível fundamental: R$ 50,00

Nível Médio: R$ 75,00

Nível Superior: R$ 100,00

As avaliações objetivas serão realizadas em diferentes datas, dependo do edital. Para os editais da Fundação e Serviço Autônomo, por exemplo as provas serão aplicadas dia 15 de dezembro.

O concurso terá quatro etapas provas objetivas, práticas, discursivas e títulos. A primeira etapa te caráter eliminatório e classificatório.

Para os cargos de nível fundamental, a remuneração básica será de R$ 1.097,02. Já para os de nível médio, o vencimento inicial base será de R$ 1.300,14.

Os cargos de nível superior não possuem um padrão remuneratório, podendo variar de R$ 2.323,54 a R$ 7.186,73 de acordo com jornada de trabalho e a função exercida por cada cargo.

Fonte: Redação/Folha Dirigida

Juíza que mede saia de advogadas com régua é denunciada pela OAB-RJ

De acordo com a OAB-RJ magistrada afixou um aviso na entrada do tribunal

Reprodução

A Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ protocolou uma representação na Corregedoria do Tribunal de Justiça por entender que ?o critério não encontra amparo legalA juíza Maíra Valéria Veiga de Oliveira, diretora do Fórum de Iguaba Grande, na Região dos Lagos, foi denunciada pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) por impedir a entrada no fórum de advogadas cuja saia esteja mais de 5 centímetros acima do joelho.

A Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ protocolou uma representação na Corregedoria do Tribunal de Justiça por entender que “o critério não encontra amparo legal”.

De acordo com a OAB-RJ, para fazer valer o padrão arbitrário que instituiu, a magistrada afixou, à entrada do tribunal, um aviso com foto de referência e autorizou seguranças a medirem as roupas das advogadas com régua.

No documento, a Ordem sustenta que a magistrada, ao descumprir deliberadamente a regra do Artigo 6º da Lei Federal 8906/94, falta com seu “dever funcional de cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício na forma do Artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura”.

O ato se dá após tentativas frustradas de diálogo da seccional com a juíza. No ano passado, a presidente da OAB/Iguaba Grande, Margoth Cardoso, procurou a juíza Maíra Oliveira na tentativa de suspender a medida, considerando indigno o tratamento dispensado às advogadas. Foram apresentadas diversas queixas de advogadas que se sentiram humilhadas com a medida, como uma estagiária que precisou costurar o casaco à barra da saia para transitar no fórum e uma advogada que teve de se curvar para cobrir os joelhos e passar pela portaria, por exemplo, mas a juíza manteve a decisão.

No início deste mês, a comarca foi escolhida para a primeira blitz da Diretoria de Mulheres da OAB, que verifica o cumprimento das prerrogativas das advogadas nos fóruns do estado. Com vestidos acima dos joelhos, a diretora de Mulheres, Marisa Gaudio, e outras representantes da OAB foram ao Fórum de Iguaba Grande para testar a recepção. A vice-presidente da OAB Mulher, Rebeca Servaes, foi barrada na entrada. O grupo exigiu falar com a direção, e a juíza comprometeu-se a refletir sobre o assunto e consultar o Tribunal de Justiça sobre a viabilidade de revogar a regra, mas, segundo as representantes da OAB, resposta nunca chegou.

“Muitas advogadas têm medo de denunciar, pois precisam fazer uma confusão para conseguir entrar e quem fará a audiência delas será a própria juíza”, disse Maria Gaudio. “De acordo com a lógica da magistrada, quando uma mulher usa vestido curto, tira o foco dos homens das audiências", afirmou a representante da OAB.

A Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Rio abriu procedimento para apurar a conduta da diretora do Fórum de Iguaba Grande, Maíra de Oliveira.

Fonte: Agência Brasil

Segurança do tráfico é preso no conjunto habitacional popular do Parque Esplanada

Ação foi resultado de informações obtidas pelo Serviço Reservado do 6º Comando de Policiamento de Área


(Foto: Divulgação/PM)

Um homem de 23 anos foi preso na madrugada deste sábado (26) no conjunto habitacional popular do Parque Esplanada, em Campos. Uma arma foi apreendida.

Segundo a Polícia Militar (PM), um grupo de pessoas fugiu em direção a uma área de matagal próximo à rua 1, assim que percebeu a chegada da viatura, por volta da 1h30.

Um dos homens, porém, foi detido. Com ele, foi encontrada uma pistola 9mm e 15 munições do mesmo calibre. De acordo com a PM, ele seria segurança do tráfico no local.

A ação foi resultado de informações obtidas pelo Serviço Reservado (P2) do 6º Comando de Policiamento de Área (6º CPA).

O homem foi levado para 134ª Delegacia Policial (Centro), onde o caso foi registrado.

Fonte:Terceira Via

Barulho e indignação na noite campista

Bares e boates atraem milhares de pessoas todas as semanas, mas sucesso comercial está custando a paz de moradores


Boate Luxx Club foi multada. Advogado afirma que espaço atende às exigências da Postura. (Foto: Carlos Grevi)

Entre casarios de arquitetura eclética e residenciais modernos, a Pelinca se firmou, ao longo dos anos, como endereço disputado por famílias tradicionais e uma classe média alta emergente no município de Campos. A vocação eminentemente residencial, porém, ficou no passado e o bairro vem observando o desenvolvimento de um forte potencial comercial nas últimas duas décadas. Dono de uma vida noturna badalada, é destino semanal de milhares de pessoas, que competem por mesas de bares e pistas de dança de boates, onde os ritmos do momento dão o tom da noite. Muitas delas, por lotação ou opção, acabam nas ruas, que se transformam em ponto de encontro informal de grupos dispostos a se divertir com o que têm à mão. O resultado, contam os moradores, é um caldeirão sonoro que envolve estabelecimentos e carros de som, trânsito lento, gritaria e brigas. Tudo sem hora para acabar.

“Está insuportável”, afirma uma idosa que reside em uma casa na rua Rodrigues Peixoto, próximo à boate Luxx Club, que aceitou falar ao Jornal Terceira Via em condição de anonimato. “Não tem dia para acontecer. Eles vão até de madrugada. Estão começando a fazer shows na noite de domingo. O som é alto e o povo fica gritando e brigando. Isso agita os animais da vizinhança. Aí, cachorros começam a latir, arara começa a gritar”.

Segundo a moradora, a situação atrapalha a rotina e o descanso de quem reside no local.

“Meu marido vai fazer 85 anos e trabalha no comércio. Ele fica revoltado, pois não dorme à noite e amanhece cansado. A Prefeitura abriu um abrigo aqui perto. As criancinhas querem dormir e não podem. É uma coisa horrível”, descreve.


O Caipira reúne clientela na rua e tem até frequentador a cavalo, conta moradora que prefere não se identificar. (Foto: Carlos Grevi)

Trenzinho da “alegria”

Outra moradora do bairro, que também prefere não se identificar, relata problemas semelhantes na rua Formosa, próximo à Praça do Sossego, onde reside.

“Vivo com o ar condicionado ligado e as cortinas fechadas, para abafar o barulho, mas não é suficiente. E o problema não é só o som mecânico, feito pelas bandas ou caixas de som dos bares. O Caipira, por exemplo, é um bar de fim de noite. Eles vão até às 8h de sábado e de domingo. Os frequentadores ficam do lado de fora com som do carro ligado, gritando, brigando. Tem dia em que tem gente a cavalo, pessoas jogando garrafas de cerveja no chão”, descreve. Outro dia, precisei ir para a janela e gritar, para dizer que tinha criança em casa e que precisava descansar”, recorda.

A situação, segundo a moradora, é agravada pela presença de um “trenzinho da alegria” que vem circulando pelo bairro. “Eles pegam as pessoas, já bêbadas, e ficam buzinando. Chamamos a Polícia Militar, eles param e depois recomeçam tudo depois que a viatura vai embora”.

Histórico de problemas

As reclamações de quem vive na Pelinca não são recentes. Em dezembro de 2018, moradores afirmaram que as imediações da antiga Estação Ferroviária de Campos se transformaram em uma “sucursal do inferno” desde a instalação da boate Luxx Club. O local é frequentado por jovens que têm o hábito de exibirem a potência dos motores e dos sistemas de som de seus carros.

Na época, um morador denunciou a situação ao Jornal Terceira Via e enviou um vídeo em que usa um decibelímetro digital para medir a pressão sonora gerada pelos automóveis. A medição foi feita de um andar elevado e o aparelho marcou 90 decibéis. O limite para o período noturno é de 55 decibéis, segundo a NBR 10.151, norma técnica empregada pela superintendência de Postura em sua fiscalização.

Em abril do mesmo ano, o restaurante Parente Botequim, que também ficava localizado na Pelinca, foi fechado por ordem judicial. A interdição foi pedida pelo promotor da 1ª Promotoria de Investigação Penal de Campos, Fabiano Rangel Moreira, a partir de uma reclamação coletiva apresentada em outubro de 2017, na forma de um abaixo-assinado.


Victor Montalvão afirma que Postura fiscaliza bares e boates do bairro. (Foto: Silvana Rust)

Fiscalização

De acordo com a superintendência de Postura, a boate Luxx Club vem sendo monitorada há 40 dias e recebeu uma multa no último fim de semana. Já o bar O Caipira recebeu 13 visitas de fiscais do órgão. No dia 21 de julho, foi multado. Em ambos os casos, o motivo da penalidade foi a manutenção de som em altura incompatível com os limites estabelecidos pela NBR 10.151.

O advogado da Luxx Club, Amaro Galaxe, garante que “todas as exigências feitas pela Postura foram atendidas pela boate, como projeto acústico e antecâmara, para melhorar o isolamento e não atrapalhar os moradores do entorno”.

Ainda segundo o advogado, a casa de shows passou por uma obra de readequação em dezembro do ano passado, e foi reinaugurada no último mês de maio “com tudo dentro da lei, como os 55 decibéis exigidos”.

Por fim, Galaxe afirma que os sons dos quais os moradores reclamam “são provenientes de carros e motos que passam em torno do estabelecimento com música alta”. Ele diz que a Postura tem monitorado a boate “que permanece aberta ao diálogo”.

Proprietário do bar O Caipira, Luis Geraldo Buchaul Vieira afirmou que o estabelecimento “não temos reclamações de vizinhos e é sempre fiscalizados”. Segundo ele a fiscalização é feita sem aviso prévio e “as medições do barulho são satisfatórias”.

“Nosso trabalho maior é com veículos que param nas proximidades do bar e ligam seu som. Existe o argumento de que eles não estão em frente ao bar. Tentamos fazer parceria com outros comerciantes para coibir esse tipo de coisa, mas eles parecem não se incomodar com a atuação da fiscalização e nem com a presença da Polícia Militar, que é acionada com frequência, inclusive por mim mesmo”, diz Luis Geraldo.

Responsabilidades

Os atos atribuídos por moradores da Pelinca a frequentadores de bares e boates do bairro incluem contravenções, infrações administrativas e de trânsito, cuja fiscalização é de responsabilidade de diferentes órgãos da administração municipal e estadual.

O superintendente de Postura de Campos, Victor Montalvão, falou ao Jornal Terceira Via sobre as atribuições da pasta que, geralmente, é o primeiro órgão a ser acionado nos casos descritos.

“Na Pelinca, há tanto o ruído interno, dos estabelecimentos, quanto o externo, na rua, que é uma área pública. O primeiro caso, é de nossa responsabilidade. O segundo, é da Polícia Militar, caso envolva contravenção de perturbação do trabalho ou do sossego, ou da Guarda Civil Municipal, caso haja violação do Código de Trânsito Brasileiro ou de resoluções do Conselho Nacional de Trânsito, como no caso de uso de som automotivo”, explica.

Segundo Montalvão, a Postura atua de forma “justificada e progressiva”, privilegiando o diálogo com os proprietários dos estabelecimentos, mas cumpre um protocolo de ação que pode resultar em multas e até bloqueio do alvará de funcionamento, em caso de reincidência.

“Qualquer secretaria ou superintendência envolvida na concessão do alvará pode pedir seu bloqueio. Mas, esta é uma medida extrema, cujos efeitos são a paralisação do negócio, já que ele é como o nosso CPF: é necessário para tudo. Se o estabelecimento precisar, por exemplo, de uma permissão do Corpo de Bombeiros para fazer alguma coisa, ele não consegue sem o alvará”, exemplifica.

De acordo com Montalvão, a Postura já aplicou 80 multas em 2019. O órgão mantém uma Ouvidoria, que recebe denúncias anônimas durante o horário do expediente público, das 9h às 17h. O número de telefone é o (22) 98168-3645.

Respostas oficiais

A Polícia Militar afirmou, em nota, que “em solicitações para ocorrências de perturbação do trabalho e sossego, o denunciante deve se identificar e aguardar a patrulha, que irá encaminhar as duas partes à delegacia de polícia (PCERJ) para registro da ocorrência, uma vez que se trata de uma contravenção penal condicionada à representação do ofendido, ou seja, a lei exige a presença do acusado e da vítima para registro da queixa”. O telefone da PM é o 190.

A Guarda Civil Municipal (GCM) emitiu nota, afirmando que “faz fiscalização nas imediações de bares e boates principalmente nos finais de semana. Porém, a ação é voltada para orientação e educação de trânsito, com aplicação de multas em casos específicos”. Caso presencie irregularidades, a população pode entrar em contato com a corporação pelos telefones 153 ou (22) 98175-0785.

A reportagem do Jornal Terceira Via entrou em contato com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e pediu um levantamento do número de inquéritos instaurados para investigar denúncias envolvendo bares e boates da Pelinca, mas foi informada de que não haveria tempo hábil para uma resposta até o fechamento desta edição.


(Foto: Registro do leitor)

Bairro sofre, também, com sujeira em dias de jogos de futebol

Apesar do grande número de problemas listados pelas pessoas ouvidas pela reportagem do Jornal Terceira Via, eles não são os únicos. Além dos bares e boates, os jogos de futebol também são fontes de dor de cabeça para quem mora na Pelinca.

Na noite da última quarta-feira (23), o Flamengo derrotou o Grêmio por 5 a 0 e garantiu presença na final da Libertadores da América deste ano. Muitos torcedores escolheram estabelecimentos da Avenida Pelinca para assistir ao jogo e, no caso dos flamenguistas, comemorar a vitória.

O que se viu, na manhã de quinta (24) foi um atestado da falta de educação dos frequentadores dos bares e restaurantes. Quem acordou cedo, encontrou garrafas, latas e embalagens de cerveja jogadas pelo chão, ao longo da via.
Fonte:Terceira Via

sábado, 26 de outubro de 2019

NOTA DE FALECIMENTO:


    Faleceu nesta sexta feira, Maria das Graças Cordeiro, a extinta residia em Campos mas, tinha casa de veraneio na praia de Manguinhos em São Francisco de Itabapoana há mais de 40 anos.

Era esposa do Marquinho Cordeiro.

Seu corpo está sendo velado na Capela da Santa Casa no bairro do Cajú em Campos dos Goytacazes, de onde sairá às 14 horas para ser sepultado no Cemitério do Cajú.

Pêsames a família.

Participe você também, venha conhecer o nosso Ateliê centro de São Francisco de Itabapoana RJ


Prefeita Francimara de São Francisco de Itabapoana, decreta ponto facultativo em SFI nesta segunda (28), Dia do Servidor Público

Foto:Arquivo

No Dia do Servidor Público, comemorado em 28 de outubro, segunda-feira, a prefeita de São Francisco de Itabapoana (SFI) decretou ponto facultativo nas repartições públicas municipais.
No decreto nº 153, publicado no Diário Oficial do Município, levou-se em consideração que a data é considerada facultativa em diversas cidades do país, além de integrar o calendário nacional. Destacou-se ainda que será uma maneira dos “servidores públicos, nossos munícipes e devidos interessados” poderem “celebrar com seus familiares, sem prejuízo ao serviço público”.
Ainda de acordo com a publicação, setores da prefeitura considerados essenciais, como os serviços de Saúde e limpeza urbana, funcionarão normalmente. Sendo assim, os responsáveis pelas secretarias municipais de Obras, Urbanismo e Serviços Públicos, Transporte e Saúde “ficarão encarregados de organizar os seus setores para o funcionamento na data”.

Ascom SFI

Homem é preso por policiais civis com armas e drogas no Parque Rosário

O suspeito estava sendo monitorado por agentes da Polícia Civil há vários meses

Na manhã desta sexta feira,(25) policiais civis da Delegacia do Centro, coordenados pelo delegado titular Bruno Cleuder, prenderam em flagrante José Augusto Manhães Ferreira Junior, vulgo “Chumbinho” ou “Juninho”, por tráfico de drogas e venda de armas. Os agentes monitoravam o suspeito há meses, assim como monitoravam também suas redes sociais, onde ele ostentava fotos de armas e drogas. Denúncias anônimas davam conta também de que José Augusto era o responsável por um depósito de materiais bélicos, na comunidade da Portelinha.



Diante das informações recebidas e de todo o trabalho de monitoramento e investigação, os agentes procederam até o local onde José Augusto trabalha , no Parque Rosário, onde o encontraram. Extremamente nervoso José Augusto confessou os crimes, levando os policiais até sua casa.

No local, foram encontrados revolveres, uma pistola calibre 9mm glock, 16 munições calibre 38, sacolés pequenos de cocaína, 3 buchas grandes de maconha, um cachimbo, triturador, duas balanças de precisão, diversos pinos vazios, caderno de anotações do tráfico e cartelas de adesivos com siglas de facções e um celular.
Fonte:Terceira Via