segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Mulher suspeita de recrutar jovens para o tráfico é presa em Marataízes


Divulgação PM
Por Ana Glaucia Chuina

Policiais militares da Força Tática da 9ª Companhia Independente, em Marataízes, prenderam A.F.S de 22 anos e apreenderam um adolescente, 15, com drogas neste domingo (27). De acordo com a PM, a mulher é suspeita de recrutar jovens para comercializar drogas. A ação aconteceu por volta das 00h18, na rua José Brumana, bairro Barra de Itapemirim.

Segundo os militares, o adolescente, que já é conhecido no meio policial por diversos atos infracionais, foi visto em um bar e saiu correndo ao ver os militares. Ele jogou um cigarro de maconha no chão e tentou se esconder em uma residência.

A PM foi ao local e o jovem foi abordado. Durante buscas foram localizadas e apreendidas 20 pedras de crack e uma bucha de maconha que estavam escondidas em um buraco na parede. A dona da residência, A.F.S, também é conhecida no meio policial e suspeita de selecionar jovens para comercializar drogas na região, foi detida.

Divulgação PM

As drogas, a mulher e o adolescente foram encaminhados para a Delegacia de Itapemirim.
Fonte:Aqui

Grave acidente mata locutor e deixa cinco feridos na rodovia Cachoeiro x Marataízes


Por Rafaela Thompson

Um grave acidente envolvendo dois veículos na tarde deste domingo (27), deixou uma vítima fatal e outras cinco pessoas feridas. Segundo a PM, a colisão aconteceu no KM 2, da ES 490, no trecho da ‘Matinha’, rodovia que liga Cachoeiro de Itapemirim a Marataízes.


O locutor e radialista, Luciano Malfacine, 49 anos, que conduzia um dos carros morreu preso às ferragens. Ele era conhecido por fazer locuções em porta de lojas e já foi eleito rei momo no carnaval de Cachoeiro.

As outras vítimas, entre elas, uma criança, foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros para a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim. O corpo de Malfacine foi desencarcerado pelos bombeiros e ficou aguardando a perícia para ser removido ao Serviço Médico Legal.
Fonte:Aqui

Acidente entre veículos de passeio neste domingo em Imburi de Barra São Francisco de Itabapoana

Acidente entre dois veículos de passeio nesta tarde de domingo 27, próximo ao posto de combustível em Imburi de Barra em São Francisco de Itabapoana, deixa feridos, foram socorridos pelo resgate da saúde e estão fora de perigo.





















Fonte:Show Francisco

Prefeitura de São João da Barra abre inscrições para concurso nesta terça

Para nível médio, a taxa de inscrição é de R$ 50,00 e superior é de R$90,00.
G1

Para nível médio, a taxa de inscrição é de R$ 50,00 e superior é de R$90,00.A Prefeitura de São João da Barra publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (28/10), o edital do concurso público que vai oferecer 87 vagas, sendo oito para portadores de necessidades especiais, distribuídas em cargos de nível médio e superior. Os salários variam entre R$ 1.499,31 (Médio) e R$ 3.807,19 (Superior), e ainda, gratificação por produtividade para auditor fiscal de tributos. O Instituto Ibdo é a banca organizadora do concurso.

Segundo a Prefeitura, as inscrições iniciam nesta terça-feira (29) e seguem até o dia 28 de novembro, e devem ser feitas no site. Para nível médio, a taxa de inscrição é de R$ 50,00 e superior é de R$90,00.

“Anunciamos este concurso no Dia do Servidor Público para ratificar nosso compromisso cada vez maior em reforçar nossos quadros de funcionários efetivos, principalmente em áreas necessárias para o bom desenvolvimento do setor público”, ressaltou a prefeita Carla Machado.

Para o nível Médio, serão oferecidas vagas para Guarda Municipal (20), Agente de Tributos (6), Agente de Fiscalização de Transporte Público (6), Agente de Fiscalização de Saúde (6), Agente de Fiscalização de Postura (6), Agente de Fiscalização de Obras (4).

Já para o nível Superior as vagas são para Engenheiro Civil (1), Auditor Fiscal de Obras (6), Auditor Fiscal de Tributos (10), Auditor Fiscal de Vigilância Sanitária – Especialidade I (1), Auditor Fiscal de Vigilância Sanitária – Especialidade II (1), Auditor Fiscal de Vigilância Sanitária – Especialidade III (1), Auditor Fiscal de Vigilância Sanitária – Especialidade IV (1), Auditor Fiscal de Vigilância Sanitária – Especialidade V (1), Contador (5), Analista Fiscal de Meio Ambiente – Especialidade I (2), Analista Fiscal de Meio Ambiente – Especialidade II (1), Analista Fiscal de Meio Ambiente – Especialidade III (1), Analista Fiscal de Meio Ambiente – Especialidade IV (2), Analista Fiscal de Meio Ambiente – Especialidade V (1), Analista Fiscal de Meio Ambiente – Especialidade VI (1), Auditor Municipal de Controle Interno (2) – Auditor Fiscal de Inspeção Sanitária – Especialidade I (1) – Auditor Fiscal de Inspeção Sanitária – Especialidade II (1).

Para a secretária de Administração, Alessandra Soares, o quadro de fiscalização do município será reforçado em um momento importante.

“A principal intenção do concurso é ir na contramão da crise dos royalties, haja vista que estaremos reforçando nosso quadro de fiscais, o que vai gerar mais arrecadação de impostos, principalmente gerados pelas empresas que estão no Porto do Açu”, destacou.

Fonte: Ascom

Acidente com automóvel deixa feridos em Rio das Ostras

Segundo testemunhas, o veículo estava com superlotação; ocupantes foram socorridos por bombeiros


Acidente na Rodovia em área central de Rio das Ostras (Reprodução)

Um grave acidente foi registrado na manhã desta segunda feira (28) na Rodovia Amaral Peixoto, em Rio das Ostras, Baixada Litorânea. Um carro capotou com vários ocupantes em frente ao antigo hotel Mirante do Poeta. O Corpo de Bombeiros conseguiu agir rapidamente e socorreu as vítimas. Duas pessoas ficaram gravemente feridas e foram encaminhadas para o Pronto Socorro municipal de Rio das Ostras

De acordo informações de testemunhas que presenciaram o acidente, o veículo estaria com ocupação além da capacidade. Duas pessoas estariam transitando no porta-malas do carro
aberto. Os feridos não tiveram suas identidades reveladas. O estado de saúde das vítimas também não foi divulgado.
Fonte:Terceira Via

Morre aos 64 anos, o ator e diretor Jorge Fernando

O artista sofreu um aneurisma cerebral; muitos colegas de trabalho lamentaram seu falecimento


Jorge Fernando sofreu um aneurisma e morreu no domingo (Foto:Reprodução)

O diretor e ator Jorge Fernando morreu aos 64 anos na noite deste domingo (27), no Hospital Copa Star, em Copacabana, Rio de Janeiro. Ele foi vítima de um aneurisma, que se rompeu.

O enterro está marcado para esta terça-feira (29), no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O velório será no mesmo local, das 8h às 10h, aberto ao público.

Nascido no Rio, em 29 de março de 1955, Jorge Fernando iniciou sua carreira como ator na série da TV Globo Ciranda Cirandinha, em 1978. Já no ano seguinte, estreou em novelas ao dar vida a Cirilo, em Pai Herói, um grande sucesso da emissora carioca. Ao todo, foram 19 novelas, todas no canal.

Em 2011, Jorge Fernando estrelou o seriado Macho Man, escrito por Fernanda Young e Alexandre Machado, no qual interpretava Nelson, um cabeleireiro gay que, ao ser atingido pelo sapato de uma drag queen na cabeça, perde os sentidos e, ao acordar, descobre que passou a se interessar por mulheres.

Diretor brilhante

Contudo, foi como diretor que Jorge Fernando deixou sua marca mais forte. Entre novelas, minisséries, seriados e programas, ele comandou 34 produções. Na lista, sucessos como Guerra dos Sexos (1983), Que Rei Sou Eu? (1989), Vamp (1991), A Próxima Vítima (1995), Chocolate Com Pimenta (2003), Ti Ti Ti (2010) e Êta Mundo Bom (2016). Seu último trabalho foi dirigindo a novela Verão 90, que terminou em julho deste ano.

Jorge Fernando vinha enfrentando graves problemas de saúde desde 2016, quando teve de ser internado por causa de uma pancreatite e, algumas semanas depois, sofreu um AVC. Após travar uma luta pessoal para se recuperar, ele se dedicou de corpo de alma à direção de Verão 90.

As primeiras manifestações
Logo após a confirmação da morte de Jorge Fernando, artistas começaram a se manifestar nas redes sociais. A atriz Zezé Motta usou o Instagram para escrever: “Descanse em paz, amado @jorgefernando”.

A autora Gloria Perez também lamentou. “Mais um amigo querido indo embora tão cedo! Você vai fazer tanta falta, Jorginho, com sua alegria, seu entusiasmo, seu talento… Sem palavras aqui!”, publicou em sua conta no Instagram. A atriz Ana Beatriz Nogueira usou a mesma rede social para publicar sua homenagem. “Certamente, Jorge Fernando fará festa em outra dimensão!”, escreveu.

Fonte: Metrópoles

Morro do Itaoca finalmente em reforma

Estrada que dá acesso ao Morro do Rato e outras instalações passa por intervenções e visitas serão restringidas por três meses
POR ULLI MARQUES


(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

Em uma planície como Campos, não é de se admirar que o ponto mais alto da cidade tenha se tornado uma área de ecoturismo bastante explorada. Sobretudo nos últimos anos, o Morro do Itaoca, também conhecido como Morro do Rato, é o destino preferido de campistas praticantes de esportes e também daqueles que buscam estar em contato com a natureza. E devido ao frequente e crescente número de visitantes e da ainda precária infraestrutura que é ofertada, a Prefeitura de Campos, com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FUMMAM), iniciou na última semana as obras de restauração dessa que é uma das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do município.

O processo de revitalização da Serra do Itaoca deve durar aproximadamente três meses. Durante esse período, alguns pontos serão interditados. Por isso, os visitantes precisarão entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental para terem certeza de que poderão subir no dia previsto. A prefeitura lembra que veículos pesados estarão circulando pela Serra e, portanto, a atenção deve ser redobrada. “É de extrema importância que os visitantes tenham consciência de que outras pessoas estão trabalhando no local. Ao longo da subida, dependendo da etapa da obra, toda a pista será interditada. Quando a obra chegar ao topo, o acesso ao morro também será fechado”, orientou.

O telefone de contato da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental é (22) 98175-0207. É para esse numero que os visitantes devem ligar antes de subir a Serra durante as obras.

A bióloga e empresária Fernanda Gomes Trindade costuma subir o Morro do Itaoca com frequência e, segundo ela, essas obras podem ser benéficas para os atletas e visitantes. No entanto, ela questiona se haverá, de fato, continuidade e também fiscalização.


(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

“Tenho minhas ressalvas em relação à possibilidade de essa obra não ser concluída. Sabemos que, por se tratar de uma intervenção pública, isso pode acontecer e, nesse caso, haver um desgaste da flora e da fauna local que, no fim, não beneficiará ninguém. É importante que se tenha comprometimento para não prejudicar o meio ambiente e nem a população. Também é fundamental pensar sobre a fiscalização desse espaço após a obra. Haverá guardas florestais? Guardas noturnos? Haverá alguém para fazer a manutenção desses banheiros? Sabemos que as pessoas precisam disso para manter os bens públicos. De modo geral, não basta anunciar, é preciso fazer e supervisionar”, apontou.

O que será feito — A revitalização da APA da Serra do Itaoca começou na segunda-feira (21), com a construção do canteiro de obras e recuperação dos paralelos, e segue nos próximos dias, conforme previsto no cronograma, dependendo também das condições climáticas.

Segundo a Prefeitura de Campos, será colocado um pórtico de entrada no pé da Serra e guarita, onde o Guarda Ambiental e o Agente do Turismo ficarão. Logo após a entrada, também serão instalados banheiros com acessibilidade e, do lado esquerdo, um estacionamento com 35 vagas para carros de passeio.

Melhorias também serão feitas nas canaletas de drenagem e, na subida principal, será recuperado o pavimento da estrada, principalmente em pontos que possuem buracos. Placas de sinalização para a segurança do visitante e turísticas, voltadas para a preservação do meio ambiente, ainda serão instaladas.


(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

No topo da serra, a pista de salto norte será trocada por uma nova, decorrendo de um projeto desenvolvido em parceria Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) com a Associação de Voo Livre.

“Queremos as duas pistas de nível nacional. A pista de salto sul também passará por melhoria, como também, a trilha. A intenção é, após a reforma, atrair para a cidade de Campos etapas nacionais de voo livre”, disse, em nota, o secretário Municipal de Desenvolvimento Ambiental, Leonardo Barreto.

Essas intervenções são custeadas com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FUMMAM), que tem destinação exclusiva a ações voltadas para o meio ambiente.

Nas redes sociais do Jornal Terceira Via, leitores questionaram sobre a possibilidade de haver um “pagamento de entrada” ao espaço após as obras. Em resposta, o secretário disse que “a princípio, não foi levantada essa possibilidade, contudo, haverá restrição de veículos. Os veículos que forem levar bicicletas, asa deltas ou para manutenção de antenas de comunicação poderão subir normalmente, mas outros veículos terão horário para transitar”, afirmou.
Fonte:Terceira Via

domingo, 27 de outubro de 2019

Atafona não é mais a Foz do rio Paraíba

DANIELA ABREU



  Atafona não é mais a foz do rio Paraíba do Sul, ao menos por hora, mas, segundo as prospecções do ambientalista Aristides Soffiati, se medidas para reverter a situação não forem tomadas com urgência, a tendência é de que o local vire uma espécie de lagoa, como ocorreu em Barra do Furado e nas lagoas do Açu, Iquipari e Grussaí. O agravante é o fato dos exemplos citados não se tratarem de um rio principal e perene. Soffiati diz que, caso não se reverta, o caso será comparado ao do rio Colorado, nos Estados Unidos, que, após muitas intervenções teve a foz fechada se transformando em “uma imensa lagoa”. O avanço das areias foi mostrado em matéria publicada em agosto deste ano, quando a passagem de pescadores foi bloqueada e a solução foi a abertura de um canal. Com o fechamento, os pescadores terão acesso ao mar por São Francisco de Itabapoana, o que pode trazer reflexos para a economia local. Outra consequência da erosão em Atafona é a interdição, por tempo indeterminado, da rua Elias Gabriel Beirute, no cruzamento com a avenida Atlântica.
Sofiatti explica que já existe uma tendência de fechamento de barras na região, no entanto o que ocorre com o Paraíba não é natural:
— Barra do Furado foi aberta artificialmente há quatro séculos e ficava aberta enquanto tinha água suficiente para vazar para o mar. Quando esse nível baixava, o mar fechava a barra. A lagoa do Açu era um rio e em Grussaí, a barra fecha também. O fechamento da foz do Paraíba, no entanto, não é um processo natural porque, por mais que o rio oferecesse problemas para saída e entrada, a foz sempre esteve aberta. Era rasa, mas a água do rio fluía. Quando digo que existe uma tendência natural, estou falando de cursos pequenos.
O ambientalista recorda que se sempre houve dificuldades das embarcações entrarem ou saírem do mar para o rio. A situação foi agravada ao logo do tempo por diversos fatores que têm a ação humana como protagonista. “Antigamente, reclamavam que para entrar no Paraíba era preciso esperar a maré encher, ter ventos favoráveis. Essa dificuldade foi agravada porque desmataram e com isso temos erosão, acúmulo de areia no fundo do rio. Temos também barragens para geração de energia elétrica, o que não permite que a água chegue no volume anterior e finalmente, a transposição do rio Guandu, feita para abastecer. Com esses fatores, além da falta de chuva, o rio perdeu força”, explica.
As chuvas poderiam ser um fator amenizador para o fechamento da foz, mas, segundo o pesquisador, serão necessários grandes esforços para reverter o quadro.
— A reabertura vai precisar de volume de água, vazão. Isso se consegue primeiro reflorestando, um trabalho muito lento, assim como foi lento o trabalho até chegar a essa situação. Não digo reflorestar 100%, mas pelo menos as margens. Não cabe mais nenhuma barragem no Paraíba e, se possível, deviam tirar algumas e recriar algumas lagoas aqui na região. Algumas são cruciais para equilibrar a questão de fornecimento de água, de impedir que a língua salina penetre — pontua e ressalta que estamos entrando em estação de chuva. “Esperamos que ano que vem chova mais que em 2019 para recuperar um pouco, mas recuperar de vez, não se recupera mais, mas pelo menos a foz continua aberta e os barcos conseguirem entrar e sair”, acrescentou Sofiatti.
Ação do homem como agravante — Embora o Norte e Noroeste contabilizem a maior incidência de desmatamento no Estado, reflorestar somente a região não resolveria o grande problema de assoreamento dos rios. Soffiati aponta que as queimadas na Amazônia têm influência direta com o que está ocorrendo. “A água do Sudeste depende da evaporação da floresta Amazônica. É ali que nascem as nuvens que vão virar chuva no Sudeste, Sul e até Argentina. São os chamados rios voadores, são rios que vêm pelas nuvens, se condensam e chovem aqui na região”, explicou, lembrando como exemplo prático a chuva de cinzas em São Paulo durante o ápice da queimada na Amazônia.
O ambientalista pontua os quatro fatores que interferem diretamente no problema da foz. “Primeiro, as interferências feitas na Bacia do Paraíba, e foram muitas. Segundo, as interferências na Amazônia e terceiro as interferências no mundo inteiro e aí, aponto o aquecimento global como fator principal, porque aumenta o nível dos oceanos. Enquanto a água doce escasseia, o mar sobe de forma violenta e fecha barra de rio e produz dunas. A transposição também desvia muita água. A briga sobre isso é grande, mas tem que ser resolvido. Fica todo mundo em pânico, todo mundo reclama, mas isso não é canalizado para uma solução”, alerta o ambientalista.
Rua continua interditada na orla - Segue interditada a rua Elias Gabriel Beirute, no cruzamento com a avenida Atlântica, em Atafona, bloqueada pela Defesa Civil, há nove dias, devido à erosão costeira. Por conta do avanço do mar, parte do asfalto desmoronou. Um imóvel, na mesma rua, que era usado como comércio e moradia, também foi interditado por risco de desmoronamento. O coordenador de Defesa Civil Wellington Barreto alerta para que a população não se aproxime da área que, segundo ele, se encontra em alto nível de erosão. Até o momento, não há famílias desabrigadas e desalojadas.





A área foi isolada com manilhas e guarda corpos para impedir a passagem de carros.
— Se o tráfego for liberado naquelas vias, o asfalto vai desmoronar mais rápido devido à trepidação dos carros. Estamos informando à população por meio dos veículos de comunicação para que não se aproximem. Por enquanto, o órgão não recebeu nenhum tipo de ajuda e segue monitorando o trecho que corresponde desde a foz do Pontal até o Açu — disse e acrescentou que, atualmente, a maré está estacionada e a situação em Atafona está normal.
Quanto ao imóvel interditado, ele informou que o proprietário se comprometeu a recuar o bar 300 metros para o início de sua propriedade por entender que o ponto está sendo erodido.
A operação ocorreu no dia 16 de outubro e teve participação do setor de Postura e da Guarda Civil Municipal, que vem orientando o trânsito no local.
Fonte:Fmanhã


A defesa de um fundo soberano

PAULO RENATO PORTO

Os bons anos de estrada na vida acadêmica enriquecida por experiências e andanças pelo Brasil e outros países em seminários e debates sobre planejamento urbano, desenvolvimento regional e utilização dos royalties do petróleo credenciam o professor, sociólogo e pesquisador José Luís Vianna da Cruz a entrar neste debate no justo momento em que o Estado do Rio e os municípios produtores de petróleo vêem de perto o risco de perder os atuais repasses da indenização petrolífera. No último dia 09, o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), que integrou, na década de 1980, a equipe do projeto Cidades de Porte Médio e edita um portal (da Universidade Cândido Mendes) que esmiúça as rendas e os gastos com os royalties, participou do “Seminário Recursos do Petróleo no litoral Norte de São Paulo – reação de dependência e estratégias futuras”, em Caraguatatuba (SP), com a apresentação e análise de alguns aspectos da experiência dos municípios da Bacia de Campos. O pesquisador campista tratou do temas “Controle social do aporte de recursos da indústria de petróleo e gás no litoral norte: o que já foi feito e o que ainda deve ser realizado” e “Consequências dos aportes de recursos da cadeia do P&G e dependência do uso dos royalties e outros recursos da cadeia do Petróleo”.
Os municípios produtores deverão preparar sua musculatura nesta disputa que se configura como adversa em face da interpretação dos ministros do STF e a reação radical dos demais municípios brasileiros.
— Em nome da lógica atual, o STF já decidiu que não é inconstitucional a reivindicação dos demais municípios em relação ao direito de receber parte dos recursos dos royalties. Daí que a única defesa dos estados do Rio, S. Paulo e Espírito Santo é postergar a suspensão da liminar. O mérito já está julgado. Todos sabem que a Lei não é inconstitucional. Governadores, deputados, senadores, prefeitos e vereadores já sabem disso. Houve um erro também, no início da distribuição dos royalties, por ter concentrado demais em poucos municípios. Isso gerou uma reação radical dos demais. Agora, diante da riqueza do pré-sal isso transbordou. Estamos num impasse — disse.
No próximo dia 20, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei de Partilha dos royalties aprovada em 2013, mas sustada por uma liminar da ministra Carmem Lúcia, no STF. Se a decisão for contrária aos produtores e a lei entrar mesmo em vigor, o Rio e, particularmente os municípios da Bacia de Campos, entram em estado de anemia financeira de consequências trágicas.


A crônica da tragédia anunciada entre nós
No Painel “Apresentação e análise de alguns aspectos selecionados da experiência dos municípios da Bacia de Campos”, José Luís destacou aspectos positivos como o aumento do orçamento municipal das cidades da região e o emprego direto nas empresas e instalações petrolíferas, mas se debruçou também sobre o conjunto de mazelas que se somaram com o advento da exploração do petróleo na região como a “grande atração de trabalhadores de fora, despreparo da força de trabalho local e regional, acelerado inchamento urbano, aumento das despesas públicas com a demanda de serviços, aumento da segregação, tendência à favelização e agravamento das condições nas periferias com endividamento e o desmonte de políticas públicas”.
Parodiando o escritor Gabriel García Marquez, o pesquisador denominou o cenário como a “crônica de uma morte anunciada”, face ao somatório de desafios no enfrentamento dos problemas regionais e o declínio do ciclo produtivo da Bacia de Campos, o que reflete em sucessivas quedas nos repasses. “Apesar da recuperação parcial dos preços, a produção permanece em queda e as rendas diminuíram muito, principalmente a parcela de Participações Especiais”.
As mazelas enfraquecem o RJ na disputa
O fato de, nos últimos anos, o Rio de Janeiro ter sido quase destruído em suas finanças por administrações corruptas com governadores, deputados e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado presos, na avaliação de José Luís, pesam contra o Estado na luta política pelos royalties. “Enfraquece, sem dúvida. Nesses seminários sobre a temática das rendas petrolíferas de que tenho participado, em cidades do Rio de Janeiro, Sergipe e, agora, em São Paulo, nossa posição é indefensável. Estamos desmoralizados. Isso reforça os pleitos dos demais municípios. E, quando se reivindica a manutenção da situação atual, ninguém aborda propostas para resolver o problema. Só se fala em manter como está. Se mantiver como está, já vimos esse filme, já vivemos a crônica de uma morte anunciada. O Fundecam é o exemplo típico, as gestões municipais e do Estado também já mostraram isso. A quem queremos enganar? Ou se criam as instâncias democráticas, regionais, baseadas na solidariedade social e territorial, ou vamos no rumo de uma nova tragédia”.
Declínio de produção e ameaça de perda no STF
Ainda com relação à queda de produção nos poços descobertos nas décadas de 1970/80, o professor José Luís comparou o período de bonança com os tempos atuais, enfatizando que no período de abundância de óleo nas jazidas da região com forte impacto nas rendas petrolíferas, a Bacia de Campos chegou a contribuir com 80% da produção nacional de petróleo, mas hoje esta participação é de menos de 30%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP).
O pesquisador criticou também algumas políticas equivocadas como a canalização de rendas para favorecimento de grupos de interesse mais próximo, a criação de grupo político imbatível, além do desperdício com obras de fachada. No inventário das mazelas, houve espaço para outras experiências mal sucedidas, entre elas a criação do Fundecam (Fundo de Desenvolvimento de Campos) com aporte de financiamentos não pagos a empresas que faliram ou sequer saíram do papel, mas que deixaram um rombo de R$ 400 milhões nos cofres públicos municipais.
Exemplos que deram certo e são ignorados
José Luís defende a criação de um fundo pelos produtores de petróleo, a exemplo do que ocorre em outros países e experiências que também começam a ser testadas em alguns poucos municípios brasileiros. “Os municípios recorreriam às suas reservas, para atravessar esse ciclo e quando os preços voltassem a subir, eles voltariam a poupar uma parte para engrossar o fundo de reserva. E, assim, teriam recurso s infinitamente, pois esses fundos são investidos. Isso acontece em muitos e muitos países, desde a Noruega até os Estados Unidos. E o município de Ilhabela, que é o mais novo rico do pré-sal, em São Paulo, acabou de fazer isso. Criou um fundo soberano que estipula quanto deve ser, gradativamente sacado a cada ano, para políticas locais. Em resumo: os municípios devem separar o orçamento das rendas. Maricá e Niterói criaram fundos no espírito do fundo soberano; o Espírito Santo criou um fundo estadual; neste Seminário de São Paulo eles começaram a pensar em criar um fundo regional, que seria utilizado também para os municípios que não recebem royalties. O Orçamento é constante, as rendas são variáveis e finitas, que devem ser tratadas não como parte do orçamento, mas como um extra para complementar o orçamento e constituir um fundo de reserva que mantenha esses recursos como uma reserva infinita”.
Fonte:Fmanhã

Campos registra menos mortes


A taxa de homicídios dolosos em Campos neste ano, até este mês de outubro, é a menor dos últimos 15 anos. Em 2019, o município já registra 126 assassinatos, até o dia 25 de outubro. Enquanto em 2004, de janeiro a outubro, foram contabilizados 104 mortes no município. Os dois últimos assassinatos ocorreram na mesma rua, no Parque Santa Rosa, um na última quarta e outro ontem. Carlos Eduardo Abreu de Souza, de apenas 13 anos, foi baleado na rua Pastor Rubens Coelho e morreu no Hospital Ferreira Machado (HFM). A queda nas estatísticas foi analisada por autoridades na área da segurança pública, que atribuíram o fenômeno ao serviço de inteligência desenvolvido entre as polícias.
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), 2016 foi o ano mais violento em Campos no que diz respeito ao crime de homicídio doloso. Em abril daquele ano, chegaram a ser registradas 33 mortes e em novembro, 30. Neste ano, o mês que com mais assassinatos foi janeiro, com 23 registros. Já setembro deste ano foi o mês com o menor número de homicídios, com cinco casos registrados.
O delegado titular da 146ª Delegacia de Polícia (DP) de Guarus, Pedro Emílio Braga, atribuiu a redução dos homicídios à política de repressão em comunidades e bairros escolhidos a partir de levantamentos do serviço de inteligência. “Temos adotado a estratégia de realizar operações pontuais, e regulares, focadas em locais onde conseguimos perceber que conflitos estabelecidos entre facções rivais é a causa de pelo menos 80% dos homicídios ocorridos naquela circunscrição, e a partir desse trabalho pontual e com investigações, conseguimos chegar aos indivíduos que estão costumeiramente envolvidos em homicídios, em cada um desses bairros, nessas comunidades”, disse ao ressaltar que neste ano Guarus chegou a ficar 20 dias sem assassinatos.
Na área central, o delegado titular da 134ª DP, Bruno Cleuder, destacou que a Polícia Civil conseguiu aumentar o índice de resolução de homicídios. “Conseguimos aumentar os índices de resolução de homicídios e efetuamos várias prisões esse ano. A delegacia está em primeiro lugar em sua categoria nos índices de produtividade investigativa e em segundo lugar na produtividade operacional. Já efetuamos 79 prisões e fecharemos esse ano com 100 prisões, um resultado bastante expressivo”, declarou.
Já o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Luiz Henrique Monteiro, ressaltou que a redução de homicídios é reflexo do trabalho integrado entre as polícias Militar e Civil. “Temos trabalhado muito com análise criminal. A polícia, hoje, em especial o 8º BPM, diariamente, percorre a análise criminal, onde há foco de determinados delitos, aliado a um serviço de inteligência e de integração com a Polícia Civil. Dessa forma, nós conseguimos ter êxito na redução das letalidades violentas”, destacou.
Da mesma forma, a presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Campos, Judith Esther Farias, atribuiu a redução dos casos de homicídio às operações de inteligência traçadas na cidade. Ela destacou que o foco do conselho é receber da comunidade as denúncias e queixas do que acontece na cidade, que muitas vezes não são registradas, por isso, não entram nas estatísticas das polícias, o que, segundo ela, impediria o direcionamento de ações estratégicas.
— Os novos comandantes, que assumiram a partir desse ano, traçaram uma conduta de alinhamento de operações para que inibisse a questão do homicídio em Campos, que estava sendo considerada como a cidade mais violenta, Guarus também estava registrando mais homicídios do que outras cidades do interior do estado. A fim de facilitar o trabalho operacional e tático das polícias, o conselho promove reuniões abertas a comunidade, toda primeira quarta-feira do mês, no 8º BPM, às 9h”, pontuou.

Janeiro foi o mês mais violento em 2019 - Em Campos, segundo o ISP-RJ, o ano de 2019 começou com 23 homicídios dolosos registrados em janeiro, sendo o maior número registrado neste ano até então. O menor foi em setembro, com cinco assassinatos.
Em fevereiro foram 9 casos, março tiveram sete, abril e maio registraram 14 cada. Em junho houve um aumento para 19 mortes, julho teve queda para 11 e em agosto voltou a subir para 17 assassinatos.
Em 2018, foram registrados 228 casos, 57 a mais comparado a 2017, que teve 102 casos a menos que 2016.
No país, o número de homicídios também caiu para 22% em todo o país durante o primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018. A informação foi divulgada esse mês, em Brasília, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com base em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp).
O resultado já havia sido parcialmente antecipado pelo presidente Jair Bolsonaro, que usou sua conta no Twitter para comemorar o que classificou como um dos pontos positivos de seu governo. Segundo o presidente, no primeiro semestre deste ano foram registrados 5.423 assassinatos a menos que no mesmo período de 2018.
Dois últimos casos foram na mesma rua - Em Campos, o 126º homicídio do ano foi registrado ontem, por volta das 18h, na rua Pastor Rubens Coelho, no Parque Santa Rosa. Segundo a Polícia Militar, Carlos Eduardo Abreu de Souza, de apenas 13 anos, atingido por disparos pelas costas. Ele foi socorrido por populares e morreu logo após dar entrada no HFM. Na última quarta, Elias Maurício Monteiro de Almeida, de 20 anos, também foi morto a tiros na mesma rua. Os casos foram registrados na 146ª Delegacia de Polícia (DP/Guarus).
No dia 22, às 18h35, Rogério Gonçalves Silva, de 26 anos, morreu no HFM, após ser baleado na cabeça e no ombro, à tarde, no Parque Eldorado, em Guarus. A Polícia Civil não informou se já há indícios da motivação, nem da autoria.
No final da tarde do dia 20, o ajudante de pedreiro Marcelo Mendes, de 33 anos, foi morto a tiros em outro crime no Parque Santa Rosa. O caso ocorreu no local conhecido como “casinhas do Nolita”. Ele era morador de Ururaí e havia sido preso há três anos por envolvimento com drogas.
No dia 12, um homem foi morto na localidade de Cupim de Poço Gordo. O crime aconteceu em uma área de matagal na rua Gervásio de Vasconcelos. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado. De acordo com a Polícia Militar, havia uma perfuração por arma de fogo no crânio da vítima. O caso foi registrado na 134ª DP (Centro).
No dia 2 de outubro, um homem de 64 anos foi assassinado com cinco tiros na cabeça, por volta das 10h30, na rua principal da localidade de Campelo. Roberto Alves Viera transitava em sua bicicleta e um homem se aproximou em uma moto de trilha preta e efetuou vários disparos com um revólver calibre 38. O idoso morreu na hora. Após os disparos, o suspeito fugiu do local. Na ocasião, a delegada Poliana Henriques informou que o suspeito do crime é casado com a enteada da vítima.
Fonte:Fmanhã

Saúde prorroga prazo de inscrições de processo seletivo para contratação de médicos


Supcom

As inscrições estão sendo feitas de forma presencial no setor de Recursos Humanos

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) prorrogou o prazo de inscrições para o processo seletivo para a contratação temporária de médicos — clínico geral — até o dia 1° de novembro. As alterações foram publicadas na edição desta sexta-feira (25/10) do Diário Oficial do Município. A seleção será feita por análise de currículo. São 27 vagas — com contrato de 12 meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Também haverá formação de cadastro reserva.

As inscrições estão sendo feitas de forma presencial no setor de Recursos Humanos (RH) da FMS, no 2º andar do Hospital Ferreira Machado - Rua Rocha Leão, 02, Caju. Com a prorrogação, o resultado final está previsto para ser divulgado no dia 21 de novembro.

As oportunidades são para plantões de 24 horas semanais em Unidade Pré-Hospitalar (UPH), como Guarus, Saldanha Marinho e Ururaí. Os aprovados terão benefícios como 13º salário e férias.

Fonte: Supcom

Inscrições para a Prefeitura de Rio das Ostras terminam neste domingo


G1

As vagas estão disponíveis para a Prefeitura, Fundação de Cultura e Serviço Autônomo de Águas e Esgoto.

Terminam neste domingo (27/10), as inscrições para o concurso do município de Rio das Ostras. Ao todo estão sendo oferecidas 822 vagas distribuídas em cinco editais Para o nível fundamental serão oferecidas 51 vagas e nível médio 295, uma para o ensino técnico, 495 para graduação.

As vagas estão disponíveis para a Prefeitura, Fundação de Cultura e Serviço Autônomo de Águas e Esgoto. Os salários variam de R$ 998 a R$ 7.184,13. e as inscrições serão feitas pelo site http://www.ibam-concursos.org.br/

O candidato terá até segunda-feira (28), para o pagamento do boleto de inscrição. As taxas de inscrições variam de acordo com o cargo escolhido e seu respectivo nível de escolaridade, sendo definidas da seguinte maneira:

Nível fundamental: R$ 50,00

Nível Médio: R$ 75,00

Nível Superior: R$ 100,00

As avaliações objetivas serão realizadas em diferentes datas, dependo do edital. Para os editais da Fundação e Serviço Autônomo, por exemplo as provas serão aplicadas dia 15 de dezembro.

O concurso terá quatro etapas provas objetivas, práticas, discursivas e títulos. A primeira etapa te caráter eliminatório e classificatório.

Para os cargos de nível fundamental, a remuneração básica será de R$ 1.097,02. Já para os de nível médio, o vencimento inicial base será de R$ 1.300,14.

Os cargos de nível superior não possuem um padrão remuneratório, podendo variar de R$ 2.323,54 a R$ 7.186,73 de acordo com jornada de trabalho e a função exercida por cada cargo.

Fonte: Redação/Folha Dirigida