Data especial por pouco não passa em branco, se não fosse programação virtual promovida pelo Museu Histórico

No dia do aniversário da cidade dois eventos online foram promovidos para destacar a história do município
Sem festa, bolo, sem as músicas tocadas pela centenária Lira Guarany, sem celebrações religiosas e apresentações de entretenimento ou shows… Sem aglomeração. Em tempos de coronavírus, esta 28 de Março, data em que Campos comemorou 185 anos da elevação de vila à cidade, foi diferente de todos os outros. Desta vez não teve bolo gigante no calçadão, no mercado ou em qualquer outro ponto da cidade.
Seguindo decreto do Governo do Estado do Rio de Janeiro, publicado no dia 16 de março, a Prefeitura de Campos cancelou todos os eventos presenciais do município por 15 dias, incluindo os de comemoração da elevação de Campos à categoria de cidade. Segundo a prefeitura, somente após o período do isolamento, a realização dos eventos será reavaliada.
“É importante que, neste momento, a população respeite o isolamento social para proteção de todos. Em momento oportuno, estaremos seguindo a programação normal. O melhor que podemos fazer, neste momento, para o nosso município, é proteger a nossa população”, reforçou o prefeito Rafael Diniz.

Museu Histórico de Campos promove eventos virtuais pelo aniversário de Campos
Ainda assim, a data não passou em branco. No dia do aniversário da cidade dois eventos online foram promovidos para destacar a história do município. O Museu Histórico realizou um quiz em suas redes sociais com perguntas e respostas sobre a história da cidade. Já o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho promoveu um debate online, através de live, na página do Arquivo no Facebook com o historiador e escritor Carlos Eugênio Soares. Entre os temas, o pesquisador abordou a importância de datas como 28 de março para o município.
Além dos eventos no dia do aniversário, o Museu Histórico segue com uma série de vídeos nas redes sociais em que conta partes da história de Campos.
“Estamos preparando vários conteúdos para as redes sociais, entre elas @museuhistoricodecampos, neste período de isolamento. É uma forma de a gente continuar divulgando a história da nossa cidade e proporcionar conhecimento aos campistas também. O isolamento é muito prudente, pois é uma questão de saúde pública e a gente tem que respeitar este momento, mas isso não impede que a gente continue a falar da nossa história”, informou a historiadora e diretora do Museu Histórico de Campos, Graziela Escocard.
Para a também historiadora Sylvia Paes, este momento em que as aglomerações são evitadas não impede que a data seja celebrada.

No dia do aniversário da cidade dois eventos online foram promovidos para destacar a história do município
Sem festa, bolo, sem as músicas tocadas pela centenária Lira Guarany, sem celebrações religiosas e apresentações de entretenimento ou shows… Sem aglomeração. Em tempos de coronavírus, esta 28 de Março, data em que Campos comemorou 185 anos da elevação de vila à cidade, foi diferente de todos os outros. Desta vez não teve bolo gigante no calçadão, no mercado ou em qualquer outro ponto da cidade.
Seguindo decreto do Governo do Estado do Rio de Janeiro, publicado no dia 16 de março, a Prefeitura de Campos cancelou todos os eventos presenciais do município por 15 dias, incluindo os de comemoração da elevação de Campos à categoria de cidade. Segundo a prefeitura, somente após o período do isolamento, a realização dos eventos será reavaliada.
“É importante que, neste momento, a população respeite o isolamento social para proteção de todos. Em momento oportuno, estaremos seguindo a programação normal. O melhor que podemos fazer, neste momento, para o nosso município, é proteger a nossa população”, reforçou o prefeito Rafael Diniz.

Museu Histórico de Campos promove eventos virtuais pelo aniversário de Campos
Ainda assim, a data não passou em branco. No dia do aniversário da cidade dois eventos online foram promovidos para destacar a história do município. O Museu Histórico realizou um quiz em suas redes sociais com perguntas e respostas sobre a história da cidade. Já o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho promoveu um debate online, através de live, na página do Arquivo no Facebook com o historiador e escritor Carlos Eugênio Soares. Entre os temas, o pesquisador abordou a importância de datas como 28 de março para o município.
Além dos eventos no dia do aniversário, o Museu Histórico segue com uma série de vídeos nas redes sociais em que conta partes da história de Campos.
“Estamos preparando vários conteúdos para as redes sociais, entre elas @museuhistoricodecampos, neste período de isolamento. É uma forma de a gente continuar divulgando a história da nossa cidade e proporcionar conhecimento aos campistas também. O isolamento é muito prudente, pois é uma questão de saúde pública e a gente tem que respeitar este momento, mas isso não impede que a gente continue a falar da nossa história”, informou a historiadora e diretora do Museu Histórico de Campos, Graziela Escocard.
Para a também historiadora Sylvia Paes, este momento em que as aglomerações são evitadas não impede que a data seja celebrada.

“O fato de não termos comemoração e aglomeração não nos impede de refletir sobre quem somos e quais caminhos estamos tomando para manter nossa memória e nossa história. O fato da gente não estar comemorando com festejos não significa que a gente não possa estar refletindo sobre tanta coisa que aconteceu e que tem acontecido e também como manter a preservação da nossa história”.
E completou: “O que estamos passando é uma situação atípica. É o momento que ninguém gostaria de passar. Ninguém gosta de ter perdas, mas essas perdas provavelmente acontecerão e é preciso que estejamos preparados para elas. E uma nova geração virá, sem dúvidas, colaborando para que outras histórias sejam contadas, outras coisas sejam feitas. E nossa história continuará”, concluiu Sylvia.
Data polêmica
Segundo a diretora do Museu de Campos, Graziela Escocard, a comemoração de 28 de março não retrata o tamanho da verdadeira história do município.

E completou: “O que estamos passando é uma situação atípica. É o momento que ninguém gostaria de passar. Ninguém gosta de ter perdas, mas essas perdas provavelmente acontecerão e é preciso que estejamos preparados para elas. E uma nova geração virá, sem dúvidas, colaborando para que outras histórias sejam contadas, outras coisas sejam feitas. E nossa história continuará”, concluiu Sylvia.
Data polêmica
Segundo a diretora do Museu de Campos, Graziela Escocard, a comemoração de 28 de março não retrata o tamanho da verdadeira história do município.

“Apesar de essa ser a data mais popular, este é um assunto polêmico e Campos tem outras datas importantes. Em 28 de março 1935, para se comemorar o centenário da elevação de vila à categoria de cidade, várias obras importantes foram entregues, como o palácio Nilo Peçanha onde hoje é a Câmara de Vereadores e trechos da Avenida 28 de Março. Isso marcou a população de tal forma que cada prefeito passou comemorar com destaque a data de 28 de março nos anos seguintes. Outras cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, comemoram a data de fundação, com idade muito maior”.
Ainda de acordo com a historiadora, se Campos fosse comemorar a data de fundação, seria algo polêmico, porque há outras datas importantes e mais antigas.
“A primeira reunião da primeira Câmara Municipal ocorreu em primeiro de janeiro de 1653. A Vila de São Salvador foi fundada em 29 de maio de 1677 pelos Viscondes de Asteca, que eram os donos da Capitania de São Tomé. E aí a gente tem essas datas polêmicas. Quando a gente fala só de 28 de março, é como se a gente tivesse ignorado esse passado de Campos. A história de Campos compreende em um período enorme”, finalizou.
Ainda de acordo com a historiadora, se Campos fosse comemorar a data de fundação, seria algo polêmico, porque há outras datas importantes e mais antigas.
“A primeira reunião da primeira Câmara Municipal ocorreu em primeiro de janeiro de 1653. A Vila de São Salvador foi fundada em 29 de maio de 1677 pelos Viscondes de Asteca, que eram os donos da Capitania de São Tomé. E aí a gente tem essas datas polêmicas. Quando a gente fala só de 28 de março, é como se a gente tivesse ignorado esse passado de Campos. A história de Campos compreende em um período enorme”, finalizou.
Fonte:Terceira Via












































