domingo, 29 de março de 2020

Aniversário de Campos sem comemoração pelos 185 anos

Data especial por pouco não passa em branco, se não fosse programação virtual promovida pelo Museu Histórico


No dia do aniversário da cidade dois eventos online foram promovidos para destacar a história do município

Sem festa, bolo, sem as músicas tocadas pela centenária Lira Guarany, sem celebrações religiosas e apresentações de entretenimento ou shows… Sem aglomeração. Em tempos de coronavírus, esta 28 de Março, data em que Campos comemorou 185 anos da elevação de vila à cidade, foi diferente de todos os outros. Desta vez não teve bolo gigante no calçadão, no mercado ou em qualquer outro ponto da cidade.

Seguindo decreto do Governo do Estado do Rio de Janeiro, publicado no dia 16 de março, a Prefeitura de Campos cancelou todos os eventos presenciais do município por 15 dias, incluindo os de comemoração da elevação de Campos à categoria de cidade. Segundo a prefeitura, somente após o período do isolamento, a realização dos eventos será reavaliada.

“É importante que, neste momento, a população respeite o isolamento social para proteção de todos. Em momento oportuno, estaremos seguindo a programação normal. O melhor que podemos fazer, neste momento, para o nosso município, é proteger a nossa população”, reforçou o prefeito Rafael Diniz.


Museu Histórico de Campos promove eventos virtuais pelo aniversário de Campos

Ainda assim, a data não passou em branco. No dia do aniversário da cidade dois eventos online foram promovidos para destacar a história do município. O Museu Histórico realizou um quiz em suas redes sociais com perguntas e respostas sobre a história da cidade. Já o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho promoveu um debate online, através de live, na página do Arquivo no Facebook com o historiador e escritor Carlos Eugênio Soares. Entre os temas, o pesquisador abordou a importância de datas como 28 de março para o município.

Além dos eventos no dia do aniversário, o Museu Histórico segue com uma série de vídeos nas redes sociais em que conta partes da história de Campos.

“Estamos preparando vários conteúdos para as redes sociais, entre elas @museuhistoricodecampos, neste período de isolamento. É uma forma de a gente continuar divulgando a história da nossa cidade e proporcionar conhecimento aos campistas também. O isolamento é muito prudente, pois é uma questão de saúde pública e a gente tem que respeitar este momento, mas isso não impede que a gente continue a falar da nossa história”, informou a historiadora e diretora do Museu Histórico de Campos, Graziela Escocard.

Para a também historiadora Sylvia Paes, este momento em que as aglomerações são evitadas não impede que a data seja celebrada.


“O fato de não termos comemoração e aglomeração não nos impede de refletir sobre quem somos e quais caminhos estamos tomando para manter nossa memória e nossa história. O fato da gente não estar comemorando com festejos não significa que a gente não possa estar refletindo sobre tanta coisa que aconteceu e que tem acontecido e também como manter a preservação da nossa história”.

E completou: “O que estamos passando é uma situação atípica. É o momento que ninguém gostaria de passar. Ninguém gosta de ter perdas, mas essas perdas provavelmente acontecerão e é preciso que estejamos preparados para elas. E uma nova geração virá, sem dúvidas, colaborando para que outras histórias sejam contadas, outras coisas sejam feitas. E nossa história continuará”, concluiu Sylvia.

Data polêmica

Segundo a diretora do Museu de Campos, Graziela Escocard, a comemoração de 28 de março não retrata o tamanho da verdadeira história do município.


“Apesar de essa ser a data mais popular, este é um assunto polêmico e Campos tem outras datas importantes. Em 28 de março 1935, para se comemorar o centenário da elevação de vila à categoria de cidade, várias obras importantes foram entregues, como o palácio Nilo Peçanha onde hoje é a Câmara de Vereadores e trechos da Avenida 28 de Março. Isso marcou a população de tal forma que cada prefeito passou comemorar com destaque a data de 28 de março nos anos seguintes. Outras cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, comemoram a data de fundação, com idade muito maior”.

Ainda de acordo com a historiadora, se Campos fosse comemorar a data de fundação, seria algo polêmico, porque há outras datas importantes e mais antigas.

“A primeira reunião da primeira Câmara Municipal ocorreu em primeiro de janeiro de 1653. A Vila de São Salvador foi fundada em 29 de maio de 1677 pelos Viscondes de Asteca, que eram os donos da Capitania de São Tomé. E aí a gente tem essas datas polêmicas. Quando a gente fala só de 28 de março, é como se a gente tivesse ignorado esse passado de Campos. A história de Campos compreende em um período enorme”, finalizou.
Fonte:Terceira Via

Cresce pandemia de Fake News

Notícias inverídicas se propagam na mesma velocidade do coronavírus, principalmente pelas redes sociais
 
POR OCINEI TRINDADE

O mundo está perplexo com a pandemia do novo coronavírus, causador da doença Covid-19. Em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, China, o surto foi identificado pela primeira vez. No Brasil, o primeiro caso se deu no dia 25 de fevereiro. A primeira morte no país foi no dia 17 de março, em São Paulo. Em Campos, a primeira pessoa infectada foi confirmada no dia 23 de março. Impressiona a velocidade com que o vírus e a doença se espalham. Preocupam também as notícias falsas. Pelas redes sociais, são frequentes os compartilhamentos de fake news sobre a doença e supostos tratamentos. Profissionais da saúde e da comunicação buscam orientar a população com informações seguras e confiáveis.

A necessidade de informações verdadeiras sobre o novo coronavírus se estende a profissionais da saúde, trabalhadores da área de comunicação, mas, sobretudo, para a população em geral. O compromisso de autoridades da área de saúde em orientar as pessoas tem sido reproduzido na cobertura jornalística de jornais, emissoras de televisão e rádios, sites de notícias. As redes sociais digitais ajudam a replicar as informações checadas por profissionais de imprensa. Entretanto, as mesmas redes sociais difundem também notícias falsas que acabam provocando pânico, histeria e equívocos desastrosos para a saúde da população.

Em Campos, o compartilhamento de fake news por meio das redes sociais se assemelha a qualquer cidade brasileira e de qualquer país. A ferramenta WhatsApp se tornou um instrumento tão veloz quanto o contágio do novo coronavírus em se tratando de se espalhar áudios, vídeos, fotos, postagens, links com informações verdadeiras e falsas sobre a pandemia de Covid-19. Como identificar o que é fato e o que é fake. Diversos veículos de comunicação se dedicam também a desfazer informações falsas disseminadas nas redes digitais.

Coronavírus e Whastapp


Jornalista Cláudia Eleonora

O medo toma conta da população em Campos e em toda parte do mundo. Ainda não há vacina ou remédio contra o novo coronavírus. Assusta também a estrutura hospitalar do país, incapaz de suportar tantos atendimentos ao mesmo tempo. Isto também pode ser conferido em países ricos como Itália e Espanha, com milhares de casos da doença e milhares de mortos vítimas da Covid-19. Graças ao jornalismo sério e comprometido, essas informações chegam à população. Diferentemente das fake news. Para a jornalista e gerente da TV Record, Cláudia Eleonora, antes de se divulgar qualquer notícia é preciso checar com insistência as fontes de informação.

“Neste período de pandemia, informações de Whatsapp triplicam. É preciso cuidado e checar bastante. A todo momento recebemos conteúdo, mas sem fonte oficial não se deve publicar, nem repassar. Não importa se eu vou dar depois. Vale a informação de qualidade correta, não o furo de reportagem sem apuração devida”, diz.

Para a médica infectologista, Renata Artilles, as fake news prejudicam bastante a área de saúde, sobretudo neste momento que a cidade e o país atravessam. “Todos têm acesso ao mesmo tempo à informação, seja leigo ou profissional de saúde. Só não sabe quem não procura se informar. Os jornais e a televisão ajudam muito. A Internet é uma faca de dois gumes. Internet é muito rápido, as vezes eu mesma recebo mensagens absurdas em grupos. Uma delas que eu me lembro dizia que água quente com limão mata o coronavírus. Isto não existe, não é verdade”, afirma.

Informações falsas


Assunto foi discutido com profissionais no Especial Terceira Via, jornalístico da Terceira Via TV

A reportagem selecionou algumas mensagens falsas que circulam por redes sociais. Uma delas é que foi descoberta a cura para o novo coronavírus. Isto não é verdade. A própria Organização Mundial de Saúde afirma que, até este momento, não há substância, remédio, vacina ou vitamina que possa prevenir a contaminação pelo coronavírus. São falsas, por exemplo, as afirmações de que comer alho evita contaminação; consumir bastante vitamina C e ingerir minerais; usar produtos químicos para as mãos; beber água potável a cada 15 minutos ou água quente e ficar no sol: nada disso impede o coronavírus.

Disseram que produtos vindos da China poderiam conter coronavírus nas embalagens. Isto é falso. O Ministério da Saúde afirma que o vírus só é transmitido entre humanos e não sobrevive mais de 24 horas fora do organismo humano ou de algum animal.

É falsa a informação de que chás quentes previnem o novo coronavírus. Especialistas afirmam que nenhum alimento impede a infecção da doença. O novo coronavírus não causa pneumonia imediatamente. Antes disso acontecer, o infectado terá sintomas de gripe com tosse seca, febre, coriza e dificuldade de respirar.

Pelas redes sociais, circula a informação de que óleos, uísque e mel são bons para o coronavírus. Isto é falso. Como explicado antes, não há vacina ou tratamento para o vírus. Outra informação falsa é que vinagre seja melhor que álcool para evitar contaminação. É verdade que a lavagem das mãos com água e sabão é a melhor forma de reduzir os riscos de contágio, assim como o uso do álcool em gel ou líquido.


Prefeito Rafael Diniz

Na semana passada, um áudio compartilhado no WhatsApp narrou que uma jovem foi atendida em unidade de saúde de Campos, com sintomas de Covid-19, mas não havia kits para teste, nem estrutura hospitalar. O prefeito Rafael Diniz desmentiu o episódio. “Nós pudemos comprovar que o quadro clínico era uma possível septsemia por via bacteriana e não por vírus. Foi o que acabou sendo confirmado. A gente tem procurado filtrar as informações e responder imediatamente àquelas que podem causar pânico na população. A gente pede para que as pessoas tenham responsabilidade e procurem a imprensa séria para se informar”, comentou.

Orientações médicas

A médica epidemiologista, Beth Tudesco, diz que para evitar fake news é preciso confirmar as fontes. “As vezes a gente pode cair na armadilha de transmitir informações falsas ou equivocadas. Médicos e profissionais de saúde seguem normas técnicas da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde, e Secretarias de Saúde. Estamos na fase de crescimento dos casos de coronavírus. Sabemos que, para diminuir os riscos de contágio, é preciso higienizar as mãos com água e sabão, álcool, além do isolamento social”, afirma.

Beth Tudesco considera ainda que os cuidados com a limpeza dos ambientes têm que ser redobrados. “A doença é nova. Muitos estudos serão realizados, mas de janeiro para cá não deu ainda para os pesquisadores chegarem a uma conclusão definitiva. Nós temos que saber o que é um resfriado, uma gripe e o coronavírus. A suspeita pode existir, mas só o exame laboratorial pode apontar. O tratamento é convencional para isolar pacientes com suspeitas, mantê-los isolados e limpar o ambiente comum. Idosos e portadores de doenças crônicas precisam de maior atenção”, destaca.


Infectologista Dra. Elizabeth Tudesco

De acordo com a epidemiologista, qualquer caso suspeito, com sintomas de febre, falta de ar, tosse, a Vigilância em Saúde precisa receber essa notificação. “As pessoas precisam informar aos órgãos competentes qualquer sintoma”, diz.

Fontes confiáveis

Antes de compartilhar qualquer informação sobre coronavírus, usuários de redes sociais podem consultar órgãos oficiais como o Ministério da Saúde na Internet, sites dos governos estaduais de prefeituras, além de veículos de comunicação tradicionais. Dúvidas sobre a doença Covid-19 podem ser esclarecidas com informações disponíveis também pelo WhatsApp.

No site do Ministério da Saúde há uma ferramenta chamada “Saúde sem Fake News”. O órgão disponibiliza o número de telefone (61) 99289-4640, onde qualquer cidadão pode enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, ou seja: se é verdadeira ou falsa.

Por uma rede social, o Terceira Via perguntou aos leitores se eles sabem diferenciar uma notícia verdadeira de uma fake news. Gabriela Freitas disse que não costuma compartilhar notícia sem saber se é verdade. “Já recebi várias vezes. Quando sai alguma coisa e eu desconfio, procuro saber a fonte”. Já Lênin Willemen, disse ficar atento. “Atualmente me informo pela imprensa oficial e reconhecida”. Emílio Martins respondeu que basicamente se informa por sites oficiais, Ministério da Saúde e canais de notícias na televisão.


Simone Barreto fala sobre a Imprensa

Em recente pesquisa do Instituto Datafolha, mais de 1500 pessoas foram ouvidas sobre em quais veículos de comunicação confiam a respeito do coronavírus. A pesquisa apontou que 61% acreditam em programas jornalísticos de televisão; 56% em jornais impressos; 50% em programas de rádio; 38% em sites de notícias. Apenas 12% disseram confiar nas plataformas WhatsApp e Facebook. Os que não confiam em informações divulgadas nessas redes sobre a pandemia chegam a 58%(WhatsApp) e 50% (Facebook).

Para a jornalista e coordenadora do curso de jornalismo do Uniflu, Simone Barreto, é importante destacar o papel da imprensa na cobertura do coronavírus. “É feito de modo competente. Não vejo em nenhum momento a intenção de criar alarde e histeria, pelo contrário. Em todos os canais de televisão, percebo claramente, independentemente da linha editorial, a preocupação de se mostrar o número de casos, como as cidades têm tratado isso, o papel das autoridades sanitárias os serviços de saúde, e como as pessoas podem se proteger em suas casas”, avalia.

Para Simone Barreto, as redes sociais ajudam e atrapalham o tempo todo.

“Quando recebemos uma enxurrada de informação de áudio, vídeo, texto, isso nos atrapalha, nos sobrecarrega psicológica e emocionalmente, nos deixa confuso. A informação em excesso pode nos atrapalhar. O público precisa consultar as fontes para saber se é verdadeiro ou falsa uma informação. É preciso valorizar o trabalho de homens e mulheres jornalistas que têm se arriscado nesta pandemia de coronavírus; fora do isolamento social para levarem a melhor e mais completa informação ao público sobre a doença e as decisões dos governos para combatê-la”, conclui.
Fonte: Terceira Via

sábado, 28 de março de 2020

Coronavírus: prefeitura disponibiliza merenda para cerca de 700 famílias em vulnerabilidade social


Após consulta e liberação do Ministério Público (MP) e do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI)começou a disponibilizar nessa quinta-feira (26) gêneros alimentícios que seriam utilizados como merenda da rede municipal de ensino. Aproximadamente 700 famílias de alunos em vulnerabilidade social estão sendo contempladas.

 “Sabemos que muitos de nossos alunos têm na merenda escolar a única refeição diária. Desta forma, em conjunto com a Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH), estamos disponibilizando a destinação dos alimentos: arroz, feijão, macarrão, óleo de soja, farinha de trigo, ovos, frutas, legumes, verduras, alho, cebola, açúcar, entre outros”, destacou a secretária municipal de Educação e Cultura, Yara Cinthia, acrescentando:

“Estamos levando os gêneros alimentícios nas residências das famílias, sempre com o acompanhamento de assistentes sociais da SMEC ou da SMTDH, além de um representante do CAE, objetivando dar total transparência à entrega, que deve ser concluída, no máximo, até este sábado (28)”.

As unidades escolares no município estão fechadas, uma das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19).

Ascom SFI

Hospital Manoel Cartucho começa a receber abrigados neste sábado

CAMILLA SILVA


Abrigo funcionará no Hospital Manoel Cartucho
Abrigo funcionará no Hospital Manoel Cartucho
Abrigo funcionará no Hospital Manoel CartuchoAbrigo funcionará no Hospital Manoel CartuchoAbrigo funcionará no Hospital Manoel Cartucho

Abrigo funcionará no Hospital Manoel Cartucho

O Hospital Manoel Cartucho vai começar a receber moradores em situação de rua a partir deste sábado (28). Foram realizados, nesta sexta (27), reparos na área interna e externa do prédio e a montagem de móveis que serão utilizados pelos abrigados. A unidade, que terá capacidade para 50 pessoas, passou por uma vistoria do Prefeito Rafael Diniz, a secretária de Desenvolvimento Humano e Social Pryscila Marins, o secretário de Saúde Abdu Neme, o subsecretário de Governo Marcos Soares e o deputado estadual Marcão Gomes. A cidade possui outros três abrigos com capacidade total de 60 vagas, que estão ocupadas.

— Esse é o trabalho do nosso planejamento, que estamos fazendo desde a possibilidade da chegada do coronavírus no nosso município. Eu tenho falado com a nossa equipe que pode até faltar recursos, mas não vai faltar trabalho e disposição para esse enfrentamento. E um dos nossos olhares é para os moradores em situação de rua, que estão em vulnerabilidade. Eles precisam da atenção especial do poder público e nós não vamos abrir mão de prestá-la — afirmou o prefeito Rafael Diniz.

Nesta quinta, servidores de diversos órgãos municipais, como Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos, secretaria de Meio Ambiente e Centro de Controle de Zoonoses, estavam realizando os serviços de limpeza, pintura, montagem de camas, além da organização dos espaços compartilhados, como refeitório, banheiro e um local para serem mantidos os animais de estimação dos abrigados.

Anne Caroline Cardoso, responsável pela Proteção Social Especial do município, informou que equipes formadas por técnicos de enfermagem, assistente social e responsáveis pela segurança e limpeza, trabalharão 24 horas na unidade. "Nossa equipe de abordagem conta com um enfermeiro para verificar se algum dos interessados apresenta sintomas de coronavírus para que a pessoa seja encaminhado para atendimento de saúde se for o caso. Nós também temos um espaço reservado para uma situação em que o isolamento seja necessário", afirmou.

O Centro de Referência para População em Situação de Rua (Centro Pop) tem realizado conversas com a população de rua que se encontra em diversas áreas do município, mas o órgão ressalta que a participação só ocorre em caso de concordância do abrigado.

— A gente está fazendo abordagens e eles aderiram bem a proposta. Eles estão conscientes da situação atual. Muitos trabalham com vendas em sinais ou dependem da doação de pessoas e com a redução do movimento, eles acabam ficando mais expostos a necessidades. A gente tem refletido com eles como é importante ter um local para ficar e também fazer as refeições — explicou o diretor do Centro Pop Edilson manhães, Edilson Manhães.

Doação - Na tarde desta quinta, a Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic) realizou a doação de materiais de higiene e alimentos à unidade. “A iniciativa da Prefeitura de Campos de acolher as pessoas em situação de rua, levando para o Hospital Manoel Cartucho é louvável e cabe a cada uma de nós fazermos a nossa parte nesta luta. Estamos doando alimentos para ajudar neste momento de pandemia do Coronavírus”, destacou o presidente da ACIC, Leonardo Castro de Abreu, que esteve com o diretor financeiro, Gerson Gomes, na entrega do material arrecadado em eventos realizados na associação.


Abrigo funcionará no Hospital Manoel Cartucho / Rodrigo Silveira
Fonte:Fmanhã

Campos terá 28 de março diferente, com programação virtual

MATHEUS BERRIEL E ARNALDO NETO


Com recomendações de isolamento social devido à pandemia do coronavírus, atrações pelo aniversário de fundação da Vila de São Salvador serão pela internet
Devido à pandemia do novo coronavírus, não haverá em 2020 a tradicional programação celebrativa pelo aniversário da elevação da Vila de São Salvador à categoria de cidade de Campos. Mas, os 185 anos da data histórica, completados neste sábado (28), serão lembrados em dois eventos virtuais, como forma de evitar aglomerações. Das 9h às 17h, a população poderá testar seus conhecimentos sobre a história e cultura municipais com um quiz nas páginas do Museu Histórico de Campos no Facebook e Instagram. E às 10h, o historiador e escritor Eugênio Soares fará transmissão ao vivo pelo Facebook do Arquivo Público Municipal, propondo um debate sobre o real significado do dia 28 de março para Campos.

Na pauta bate-papo com Eugênio Soares, estarão transformações experimentadas pela região no século XIX. Para ele, a interação com os campistas pela live é relevante no sentido de apresentar o presente como fruto de um processo histórico, que resulta no modo como a sociedade se estrutura e explica as identidades, diferenças e desigualdades.

— A nossa discussão será sobre lutas, sonhos, esperanças e desesperanças de homens e mulheres na Vila de São Salvador de Campos dos Goytacazes Paraíba do Sul, no contexto de emancipação da América portuguesa e de sua elevação à condição de cidade (1808-1835). As disputas de sentido sobre a liberdade, ordem, tirania, cidadania e opinião pública são algumas das batalhas vividas pelos grupos sociais-políticos a partir das experiências passadas-presentes e das incertezas sobre o futuro, na complexa relação entre o local, o provincial, o imperial e o global — afirma Eugênio Soares. O bate-papo é realizado pela Prefeitura, por meio do Arquivo Público e da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima.

Na iniciativa do Museu Histórico, o quiz lançado no Instagram e no Facebook é uma adaptação do jogo de tabuleiro “Na Trilha da História”, idealizado pela própria equipe do museu. A proposta virtual.

— Essa é uma forma de interação com a população e também uma oportunidade de sabermos se os campistas conhecem realmente a história da cidade em que vivem. Campos comemora seus 185 anos como cidade, mas são mais de 367 anos de instalação da Vila de São Salvador. Então, esta brincadeira interativa possui grande importância, pois pretende também desmistificar a fama do dia 28 de março, comemorado pelos campistas como aniversário da cidade — afirma a gerente do Museu Histórico, Graziela Escocard. — Porém, desmistificar não quer dizer renegar nosso patriotismo. Ao contrário, é a maneira mais educativa de esclarecer aos campistas como se deu o processo histórico do município, além de revelar curiosidades da evolução urbana pela qual a região passou entre os séculos XVII, XVIII, XIX e XX — pontua.

As respostas do quiz poderão ser consultadas pelo público a partir das 17h, também nas redes sociais. Durante o dia, a equipe do museu dará dicas e informações através de lives. Além do jogo, será publicado às 12h um vídeo sobre o dia 28 de março, abordando a elevação de vila a cidade e o centenário deste marco, de 1835 a 1935, período em que obras importantes foram realizadas.

Folha no Ar — Entrevistada desta sexta-feira (27) na primeira edição do Folha no Ar, da Folha FM 98,3, Graziela Escocard citou o debate existente entre historiadores da região sobre a verdadeira fundação de Campos. Por muito tempo, foi perpetuada como data correta 29 de maio de 1677, com documento que comprova a criação da Vila de São Salvador e a instalação da Câmara Municipal pelo Visconde de Asseca. Mas, há outras possibilidades.
— Existe um documento no Arquivo Público, de 1653, que mostra que já havia uma Câmara Municipal. Em 1652, foi feita uma petição para instalar essa Câmara, pelos descendentes dos sete capitães (protagonistas da ocupação do atual território de Campos). Aí vem o envolvimento da família da (heroína campista) Benta Pereira. Eles tomam posse em 1º de janeiro de 1653, só que é renegada perante à Coroa Portuguesa. A gente tem que marcar esse fato histórico, ocorreu isso — disse Graziela.

Em debate realizado no ano passado, durante o Festival Doces Palavras (FDP!), o Instituto Histórico e Geográfico de Campos considerou o dia 1º de janeiro como data do aniversário, devido ao acontecimento de 1653. “Ainda não foi decidido, houve somente essa reunião, não passou pela Câmara. Mas, aproveitamos o 28 de Março para desmistificar essa questão”, enfatizou a gerente do Museu Histórico.
Fonte:Fmanhã

Lojistas fazem carreata pela reabertura de comércio em Campos

PAULA VIGNERON

Comerciantes querem reabertura de lojas / Genilson Pessanha

Cerca de 100 comerciantes realizaram, na manhã desta sexta-feira (27), o ato "Volta Campos" pela reabertura do comércio no município. Eles criticam a medida restritiva da Prefeitura, para controlar a propagação de coronavírus no município, e afirmam que é possível manter o funcionamento das lojas e os cuidados com a população e com os funcionários. Após a concentração em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário, no Parque Leopoldina, eles seguiram em carreata até a Prefeitura de Campos, passando pela avenida XV de Novembro e Mercado Municipal. Além de comerciantes, integrantes do movimento Direita Campos também participaram da manifestação. O ato terminou por volta das 12 horas, com a chegada de viaturas da Polícia Militar.

Proprietário de estabelecimentos da área da gastronomia em Campos, Paulo Victor Alves Ferreira, de 37 anos, que tem 21 funcionários diretos e 15 indiretos, contou que está há três semanas sem faturamento e há duas com as lojas fechadas. Ele relatou que as dívidas acumularam e chegaram a R$ 205 mil, entre trabalhadores, aluguel e boleto.
— A situação é crítica. Todos os funcionários estão me ligando, e eu não pude pagá-lo. Os salários venceram na semana passada. Eu fui fazer compra para todo mundo porque não tinha como pagar. Hoje, vou fazer para mais seis e para os (funcionários) extras também. Eles estão passando necessidade. Está muito difícil — lamentou, destacando que precisa voltar a abrir as lojas, com todos os cuidados de higienização e quadro reduzido de funcionários.
Comerciante do ramo de joalheria, Alan Fernandes, de 61 anos, explicou que está com o estabelecimento fechado desde o dia 19 e que o ato foi realizado para que o governo municipal mude o isolamento de horizontal para vertical (destinado apenas a idosos e grupos de risco). A partir daí, segundo ele, os comércios poderiam ser reabertos. “Campos está paralisada economicamente e, se continuar assim, vai ser o caos total. E nós não queremos isso”, declarou.
Cristiano Azeredo, de 43 anos, relatou que trabalha com caminhões e que, com a paralisação, os prejudicados não são apenas os proprietários, mas também os funcionários e seus familiares.
— Temos 15 carros parados. Então, são 15 famílias. Mas, na empresa para a qual eu estava prestando serviço, são 200 pessoas paradas e sem receber. Então, durante 15, 20 dias, essas pessoas vão conseguir sobreviver, mas e quando acabar a comida? Vai fazer como? O prejuízo vai ser muito maior porque vai começar a ter saqueamento. Vai morrer muito mais gente por causa de saqueamento do que pelo vírus — disse.
Na contramão das recomendações feitas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde (MS), e governos estadual e municipal, os manifestantes pedem que o isolamento social deixe de ser horizontal e passe a ser vertical, para que apenas as pessoas de grupos de risco, como os idosos, permaneçam com restrições estabelecidas.
Na última quinta-feira (26), o Conselho Empresarial Permanente de Desenvolvimento de Campos (Cecam), formado por entidades representativas de diferentes setores, entregaram uma carta ao prefeito Rafael. Nela pleitearam “que sejam adotadas medidas para o enfrentamento da crise em razão da Covid-19, entre elas a reabertura do comércio local a partir da próxima quarta-feira-feira (01)”.
De acordo com o pleito, a reaberturas das lojas “deve obedecer a determinação de cuidados específicos de higiene e regras para evitar a aglomeração de pessoas, de modo a permitir a continuação das atividades das empresas locais hoje e no futuro, o regular recolhimento de tributos e a manutenção de empregos”.
O Cecam é constituído por Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), Sindicato do Comércio Varejista, Fundação de Desenvolvimento do Norte Fluminense, Sindicato dos Comerciantes de Farmácias, Associação Fluminense do Comércio Farmacêutico e Sindicato Rural de Campos.
O prefeito Rafael Diniz disse vai continuar seguindo as orientações da OMS e manter a quarentena em Campos, conforme foi divulgado no blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa.
Fonte:Fmanhã

Rafael reforça importância do isolamento social

PAULA VIGNERON

Coletiva na Prefeitura de Campos / Genilson Pessanha

“Esse é o único caminho para que, lá na frente, não contemos mortos como estão fazendo na Itália”, afirmou o prefeito de Campos, Rafael Diniz, em coletiva realizada na sede da Prefeitura, no início da tarde desta sexta-feira (27). O encontro foi uma reação à manifestação, com grande aglomeração, realizada por lojistas do município, nessa manhã, pela reabertura dos estabelecimentos comerciais. A partir de agora, quaisquer descumprimentos às normas restritivas de isolamento social e fechamento dos comércios poderão resultar em prisão, conforme alertaram as autoridades. O município de Campos tem um caso confirmado de Covid-19 e 14 suspeitos. Da coletiva, participaram representantes do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), do Ministério Público e das polícias Civil e Militar. As medidas restritivas destinadas ao comércio e ao isolamento, que seguem a Organização Mundial de Saúde (OMS), serão inicialmente mantidas até o dia 5 de abril.
Rafael disse que os decretos para combate ao coronavírus são resultados de um movimento conjunto, que reúne diversas instituições e órgãos, e declarou ter preocupação com a realidade dos comerciantes e a economia do município, mas destacou que o objetivo é preservar a vida e a saúde do cidadão campista.
— É importante deixar claro que os decretos não estão sendo apenas municipais. São decretos também em nível estadual. Há, sim, por parte de nós, a preocupação com o setor econômico do nosso município, com o empregador e o trabalhador. Nada é definitivo, muito pelo contrário. Inclusive, nossos decretos estão com data de 5 de abril. Estamos trabalhando, caso as autoridades de saúde concordem, para haver mudanças, sim, mas, de momento, as nossas decisões responsáveis são essas e com base nas recomendações das autoridades de saúde municipais, estaduais, federais e, também, mundiais. E o que as autoridades nos recomendam é: isolamento social. Ficar em casa. Se assim não fizermos, pode ser que, daqui a pouco, a gente dê uma coletiva para dizer quantas pessoas estão morrendo. Estou tomando todas as providências necessárias e não vou deixar de tomá-las — assegurou.
Caso haja descumprimento das medidas e os comércios sejam reabertos, poderá haver prisão, de acordo com o delegado titular da 146ª Delegacia de Polícia (Guarus), Pedro Emílio Braga.
— Tivemos hoje uma manifestação que se iniciou com aglomeração de pessoas e utilização de um trio elétrico. Essa aglomeração vem a infringir normas do poder público, tanto na esfera federal quanto estadual e municipal, o que nos traz a possível autuação por crime de descumprimento de medida sanitária preventiva. Existe uma força-tarefa, com diversas forças de segurança, para entender o melhor caminho para lidar com a manifestação que houve. Então, estabelecemos que seria necessário, primeiro, um momento de conscientização da população, que, muitas vezes, não entende, a princípio, o caráter ilícito da conduta que foi praticada hoje — explicou o delegado.
Pedro ressaltou que as aglomerações estão proibidas por decretos municipais, estaduais e federais e, portanto, o descumprimento configura crime pelo artigo 268 do Código Penal.
— Os organizadores desse movimento podem responder ainda pelo crime de apologia, já que fazem apologia a fato definido como crime a partir do momento em que incentivam a população a descumprir esses atos normativos, colocando a vida deles e da população em risco. Então, a partir de hoje, a nossa conduta será no sentido de fazer cumprir a lei. Caso observemos, nos próximos dias, que esse comunicado não foi suficiente, não haverá outra alternativa que não seja a condução, inclusive com a participação da Polícia Militar e da Guarda Municipal, das pessoas envolvidas para possível autuação por crime de descumprimento de medida sanitária preventiva ou apologia ao crime para esses organizadores, inclusive com apreensão de materiais que tenham sido utilizados — garantiu.
O promotor Marcelo Lessa classificou como “irresponsável” o ato realizado por comerciantes e movimentos políticos nessa manhã e garantiu que, se o comércio abrir na próxima segunda-feira (30), será fechado “ainda que seja à força”. Ele se recordou de um movimento em Milão, na Itália, semelhante ao que ocorreu em Campos, antes de explodirem os casos fatais no país, que ultrapassam 8 mil.
— Eles afrouxaram essa regra de isolamento social. E tem uma entrevista, com o prefeito de Milão, em que ele diz: “Erramos. Desculpa”. Nós acordamos perplexos com esse movimento absolutamente irresponsável. E o que é pior: com as pessoas se arriscando em um trio elétrico, próximas umas das outras, e correndo o risco de disseminar (o vírus). Aí, joga fora todo o planejamento que a gente tem feito, de mobilizar atendimento. Pode gerar uma demanda que não daremos conta. Querem contar mortos depois? Que a gente procure forno crematório, que não tenha vaga em cemitério nem caixão para enterrar? É isso que esses irresponsáveis querem? Então, quem abrir (o comércio) será preso — alertou.
Riscos à população — Coordenador da Delegacia do Cremerj, Rogério Bicalho também fez alertas sobre os riscos que toda a população campista enfrenta em caso de descumprimento do isolamento social.
— Campos tem um caso confirmado. Esse caso já tem critério de cura e está sendo liberado para convívio social porque cumpriu a quarentena. São 13 casos suspeitos, (sendo) a maioria fracamente suspeita. Provavelmente, grande parte vai dar negativo (para o coronavírus). O município está se preparando, juntos aos médicos, para conseguir atender à demanda esperada a partir dessas medidas de isolamento. Porém, se essas medidas forem descumpridas, Campos não vai dar conta de todos os pacientes que precisarão ser entubados em terapia intensiva. Não saiam de casa. Respeitem o isolamento social em respeito aos profissionais da saúde, que querem ajudar a população.
Fonte:Fmanhã

Pesquisadores brasileiros avançam no sequenciamento do coronavírus


Reprodução

Vírus coletado no Brasil apresenta características próprias.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) avançaram no sequenciamento genético do covid-19 que circula no Brasil. Em tempo recorde de 48 horas, o estudo sequenciou no último fim de semana 19 amostras de pacientes do Rio, Minas, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo, ampliando a vigilância sobre as características genéticas do causador da pandemia de coronavírus.

O sequenciamento genético é importante para, entre outras respostas, identificar possíveis mutações, cadeias de transmissão e origem da chegada do vírus a uma região específica. O estudo realizado no LNCC pôde confirmar que a maioria das amostras é descendente de vírus que vieram da Europa, enquanto uma pequena parte chegou ao país diretamente da China.

A coordenadora do Laboratório de Bioinformática do LNCC, Ana Tereza Vasconcelos, explicou que a principal conclusão obtida é a confirmação da transmissão comunitária, o que se deu com a constatação de que o vírus coletado no Brasil já apresenta características próprias que o diferenciam geneticamente dos casos na Europa e Ásia.

"O vírus, por onde vai passando, vai mudando naturalmente. É normal que tenha saído da Ásia com uma característica, chegado na Europa e mudado", explica ela, que afirma que o mesmo já ocorreu no Brasil. "Não é mais um vírus que está vindo de fora. Agora é transmissão comunitária, passando de um para o outro. Por isso o isolamento social é um fator importante nesse momento. Não é mais necessário que venha alguém de fora para trazer o vírus".

A coordenadora do laboratório explica que confirmar a mutação do vírus não indica que a doença causada por ele pode ter se tornado mais ou menos perigosa. "Não há nenhuma conclusão em relação a isso. Ele está mudando como era de se esperar", diz ela, que prevê que a continuidade do trabalho de sequenciamento vai poder identificar futuramente o impacto de condições geográficas nessa mutação.

O sequenciamento contou com a capacidade de processamento do supercomputador Santos Dumont e também com a colaboração de estudantes de pós-graduação. "Muito dessa força-tarefa que está nos laboratórios trabalhando é de alunos de pós graduação e de pós-doutores. Eles são o braço da gente para dar conta de tantos projetos e tantas análises", destaca ela.

A pesquisa utilizou amostras coletadas de pacientes atendidos pela UFRJ e pelos laboratórios privados Hermes Pardini e Símile, com unidades em diferentes estados brasileiros. O trabalho se deu também com a colaboração da equipe que realizou o primeiro sequenciamento do covid-19 no país, em São Paulo. A pesquisadora Ester Sabino foi uma das coordenadoras do trabalho pioneiro no país e comemora que a pesquisa esteja se descentralizando.

"Acho que o principal avanço foi começar a já montar redes e as pessoas trabalharem em vários locais, e não ficar centralizado só em um único laboratório", disse ela, que explicou que os pesquisadores devem juntar um número maior de amostras sequenciadas para fazer uma análise mais detalhada da história genética do vírus no país.

Esse trabalho nacional de sequenciamento será articulado pela Corona-ômica BR, uma iniciativa do comitê de especialistas Rede Vírus, que foi formado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Professor da Feevale e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Fernando Spilki é coordenador da Corona-ômica BR, que já reúne 16 instituições nas cinco regiões do país.

O pesquisador explica que o sequenciamento em larga escala permitirá acompanhar a circulação do vírus e identificar se haverá mutações. "Isso tem aplicações que vão além da epidemiologia molecular, e podem auxiliar no manejo da prevenção da infecção, no diagnóstico e na terapêutica", conta ele, que acrescenta que a estruturação dessa rede deixará o país mais preparado para epidemias futuras e contribuirá com a formação de jovens pesquisadores que estarão envolvidos no projeto.

"Temos o plano de sequenciar centenas de amostras no Brasil inteiro e, mais que isso, fazer novos esforços ao longo do tempo, acompanhando se com o avançar da pandemia vamos encontrar alterações no genoma viral ou não".
Fonte: Agência Brasil

Grupamento de Ações Táticas I apreende arma e munições escondidas em campo de futebol


Ururau

A ocorrência foi registrada na 134ª Delegacia do Centro.

Arma e munições foram apreendidas pelos policiais militares do Grupamento de Ações Táticas I do 8º Batalhão de Polícia Militar, no início da noite desta sexta-feira (27/03).

Segundo a Polícia Militar, os agentes estavam em patrulhamento na área quando avistaram diversos homens em atitude suspeita, com a presença do GAT I, os suspeitos fugiram.

Após incansáveis buscas, os militares encontraram em um campo de futebol, próximo ao beco Santo Antônio, na Penha, um revólver calibre 38, quatro munições intactas e uma sacola contendo oito munições de calibre 32.

Os policiais estão fazendo buscas, mas até o momento os suspeitos não foram localizados. O caso foi registrado na 134ª Delegacia do Centro, onde a apreensão foi registrada.

O cerco contou com o apoio do serviço reservado da P2 e da supervisão de graduado. 
Fonte: Ururau

MPRJ ajuíza ação para impedir realização de carreata em meio ao cenário de emergência


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No fim da tarde desta sexta-feira (27/03), o I Juizado Especial Cível de Volta Redonda, no regime Diferenciado de Atendimento de Urgência.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Volta Redonda, ajuizou ação civil pública com pedido de tutela de urgência com objetivo de impedir a realização de carreata agendada para o fim de semana. O MPRJ ressalta que além de violar decretos estaduais e municipais, a realização do evento poderá colocar em risco a saúde das pessoas diante de um cenário de contágio pelo Covid-19 (coronavírus). No fim da tarde desta sexta-feira (27/03), o I Juizado Especial Cível de Volta Redonda, no regime Diferenciado de Atendimento de Urgência, deferiu a liminar requerida pelo MPRJ impedindo a realização da carreata.

A ação tem como réus o Estado do Rio, o Município de Volta Redonda e três pessoas que estão organizando a carreata, que tem como objetivo reivindicar a reabertura do comércio local. O MPRJ ressalta que a realização de tal manifestação descumprirá o decreto estadual nº 46.973/2020 - que reconhece a situação de emergência na saúde pública do Estado do Rio de Janeiro em razão do contágio do novo Coronavírus, determinando a proibição da “realização de eventos e atividades com a presença de público, ainda que previamente autorizadas, que envolvem aglomeração de pessoas, tais como: eventos desportivos, shows, salão de festas, casa de festa, feiras, eventos científicos, comícios, passeatas e afins” .

A ACP relata que os três homens, de forma irresponsável e em frontal violação ao Decreto Estadual nº 46. 973/2020 e Decretos Municipais nº 16.082/2020 e 16.084/2020, estão organizando ato que poderá colocar em risco a saúde de grande número de pessoas.

"Ora, não resta qualquer dúvida da possibilidade da presença de pessoas infectadas pelo COVID-19 em circulação no município de Volta Redonda, haja vista a confirmação de 18 pessoas infectadas pelo vírus até a presente data, havendo risco de proliferação generalizada e descontrolada da enfermidade, sendo necessário, ainda, que o primeiro e o segundo Réus, Estado do Rio de Janeiro e o Município de Volta Redonda, assegurem o estrito cumprimento aos Decretos acima mencionados, devendo adotar medidas que impeçam a realização do aludido evento", destaca trecho da ação.

Diante dos fatos, o MPRJ requer a concessão urgente de imediata medida liminar determinando que o Município de Volta Redonda e o Estado do Rio de Janeiro adotem as providências necessárias a fim de garantir o estrito cumprimento aos decretos mencionados, impedindo a realização da carreata, sob pena de multa. Requer, ainda, que os três homens apontado como organizadores não realizem a carreata.
Fonte: Ascom

Governador do Rio vai decretar mais 15 dias de medidas restritivas

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27/03) durante vídeo conferência

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O objetivo de combater o coronavírus.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, vai editar um decreto mantendo por mais 15 dias as medidas restritivas no estado, com objetivo de combater o coronavírus. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27), durante videoconferência com prefeitos da Região Metropolitana.

O detalhamento das medidas será anunciado na segunda-feira (30). Segundo nota no Twitter oficial do governo do estado, os prefeitos que participaram da videoconferência demonstraram apoio e reafirmaram que vão seguir as recomendações do governador.

O estado do Rio registrou, nesta sexta-feira, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 493 casos confirmados e 10 mortes por coronavírus.
Fonte: Agência Brasil

Coronavírus: Brasil tem 92 mortes e 3,4 mil casos confirmados

Hoje foi o dia com maior número de casos novos de contaminação.Reprodução

                    A taxa de letalidade chegou ao máximo da semana, ficando em 2,7%.

Em nova atualização do Ministério da Saúde, o número de mortes chegou a 92, contra 77 registradas ontem(26). O resultado significa um aumento de 18% em relação a ontem. Em comparação com o início da semana, quando eram 25 óbitos, o número multiplicou por 3,68 vezes.

A taxa de letalidade chegou ao máximo da semana, ficando em 2,7%.

O total de casos confirmados saiu de 2.915 para 3.417 hoje(27). O resultado de hoje marcou um aumento de 80% nos casos em relação ao início da semana, quando foram contabilizadas 1.891 pessoas infectadas.

O número de casos novos foi de 502, atingindo o número mais alto da série histórica. Ontem, o acréscimo foi de 482. Nos dias anteriores, o aumento havia sido menor, ficando na casa entre 232 e 345 casos.


São Paulo acumula 1.233 casos. O estado, epicentro da epidemia no país, é seguido por Rio de Janeiro (493), Ceará (282), Distrito Federal (230), Rio Grande do Sul (195) e Minas Gerais (189).

Também registram casos Santa Catarina (149), Paraná (119), Bahia (115), Amazonas (89), Pernambuco (56), Goiás (49), Espírito Santo (47), Rio Grande do Norte (28), Mato Grosso do Sul (28), Acre (25), Sergipe (16), Maranhão (13), Pará (13), Alagoas (11), Mato Grosso (11), Roraima (10), Paraíba (nove), Piauí (nove), Tocantins (oito), Rondônia (seis) e Amapá (dois).
Auxílio para pequenas e médias empresas

O governo anunciou hoje (27) uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.

A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões e vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês.

Aviões voltam a atender a capitais e 19 cidades brasileiras

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou hoje (27), em Brasília, que as companhias Gol, Azul e Latam vão garantir voos para as capitais dos 26 estados e o Distrito Federal, além de outras 19 cidades do país. Os voos terão início amanhã (28) e estão previstos até o fim de abril.

Segundo a agência reguladora, os voos, com frequências semanais, serão distribuídos assim: 723 voos no Sudeste, 153 na região Nordeste, 155 voos no Sul, 135 no Centro-oeste e 75 voos para a região Norte. Desse total, 483 voos serão operados pela Latam, 405 voos pela Azul e 353 voos pela Gol.
Um mês de coronavírus no Brasil

Em mês, o país registrou 77 mortes e 2.915 casos confirmados da covid-19. Os óbitos ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Amazonas.

Do total de mortos, 67,8% eram homens e 32,2%, mulheres. No recorte por idade, 90% das vítimas eram idosos. A faixa com maior número de óbitos até o momento foi a de 80 a 89 anos. Os pacientes apresentavam outras comorbidades. A maioria (61%) apresentava doenças cardíacas, diabetes (39%) e pneumopatia (25,4%).

A avaliação da equipe do Ministério da Saúde é que o avanço do número de casos de coronavírus tem sido abaixo da expectativa, com evolução de 33% a cada dia.

A perspectiva para próximo mês é que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha.
Internet durante o isolamento

O Comitê Gestor da Internet lançou um guia com dicas para manter um uso seguro da internet. Mensagens diversas, incluindo boatos com curas milagrosas ou novidades, podem ser uma armadilha para implantar um vírus ou um código malicioso no computador ou smartphone do usuário. Acesse aqui.

Um dos perigos são mensagens pedindo informações sobre o usuário, como dados pessoais, financeiros e bancários. Também é o caso de aplicativos e sites que prometem fazer testes online visando atestar se a pessoa está ou não infectada.
Fonte: Agência Brasil