sábado, 13 de fevereiro de 2021

Festas e viagens no carnaval podem agravar pandemia, que ainda sofre o efeito das aglomerações do período natalino

Aglomeração na Praia de Ipanema em dezembro: época de Natal e de férias levou a relaxamento Foto: Márcia Foletto / 21.12.2020 / Agência O Globo

Johanns Eller, Raphaela Ramos, Rafael Garcia e Ana Beatriz Moda*

O Brasil vive, em fevereiro, reflexos epidemiológicos das aglomerações no período de Natal e réveillon. Na avaliação de especialistas, o intervalo entre o contágio pelo novo coronavírus e o óbito, estimado em cerca de um mês e meio, ajuda a explicar paa última quinta-feira, 1.452 mortes foram notificadas no Brasil, o pior índice de 2021 e o terceiro maior desde o início da pandemia. Com a média móvel de óbitos acima de mil desde 21 de janeiro, as estatísticas das secretarias estaduais de saúde, compiladas pelo consórcio de veículos de imprensa formado por EXTRA, O Globo, G1, Folha de S. Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, apontam para um padrão sólido acima de 1.200 vidas perdidas por dia. Para especialistas, se a “fatura” do Natal ainda não foi paga, eventuais descuidos durante o carnaval terão efeitos prolongados na epidemia brasileira.

— Temos hoje um repique relacionado aos eventos de fim de ano e suas aglomerações e podemos esperar que acontecerá de novo em função do carnaval. Não digo em relação às festas, mas ao feriado. Hotéis ocupados, pessoas viajando, um deslocamento grande — alerta a sanitarista da UFRJ Lígia Bahia.

Em dezembro, não foi a data do Natal em si que mais tirou as pessoas de casa, mas o período de compras de presentes e confraternizações de fim de ano, além das férias. No dia 25 do último mês do ano a mobilidade começou a cair e no dia 31, as pessoas se movimentaram menos, indicam dados de telefones celulares rastreados anonimamente pelo Google.

Para especialistas, na maioria dos estados, as aglomerações de dezembro têm relação direta com os atuais altos índices de mortes por Covid-19. O Rio de Janeiro sofreu essa alta antecipadamente, por ter tido grande circulação ainda em outubro, e hoje vê o número de óbitos cair um pouco.

— Na curva de óbitos e casos, o Brasil se manteve em alta o tempo todo, sem diferenças abruptas durante a pandemia, quase como se fosse um fenômeno natural. O vírus está à vontade o tempo inteiro, mesmo naquele momento em que houve uma redução — diz Bahia, que ressalta: — Nosso sistema (de saúde) não comportaria e nunca comportou a pandemia, com uma quantidade pequena de leitos. E a gente vem navegando nessa tempestade sem testes suficientes. Não temos um plano de (compra de) vacinas. As prefeituras estão politizando (a vacinação). Uma coisa é estar vacinando, outra coisa é garantir a cobertura vacinal, que é o que precisamos nesse momento e não está ocorrendo.

O epidemiologista da USP Paulo Lotufo diz que o carnaval poderá se somar a outros fatores que já exercem influência sobre o recrudescimento da pandemia, evidenciado pelo piso de mais de 50 mil casos diários e a média móvel acima de mil óbitos. E, nesse contexto, segundo ele, a pandemia deve avançar em março.

— Estamos pagando a conta do Natal, do réveillon e das férias. Após o contágio, demora 15 a 20 dias para (contabilizar) casos graves e quase um mês para a mortalidade. O carnaval vai entrar, reforçar (o cenário) e jogar (os reflexos nas estatísticas) para março — afirma Lotufo.

Somando os leitos de enfermaria e UTI, pelo menos 26,5 mil pessoas estão internadas com Covid-19 na rede pública no país. Embora o monitoramento dessas vagas seja importante para identificar eventuais deficiências na assistência médica intensiva e acompanhar o número de pacientes da Covid-19 hospitalizados, Lotufo alerta que oscilações positivas ou negativas na taxa de ocupação não significam, necessariamente, um reflexo epidemiológico da doença, porque o índice pode, por exemplo, cair mesmo quando houver um número maior de internações, caso a oferta de leitos seja ampliada.

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de infectologia, Alberto Chebabo, com os grandes desfiles cancelados, as autoridades precisam estar atentas para outros tipos de aglomeração no carnaval:

— Como é um feriado grande, mesmo com prefeitos cancelando os eventos, as pessoas viajam e fazem aglomerações em cidades menores.

*Estagiária, sob a supervisão de Eduardo Graça/Extra

Evite Agromeração, este ano todos participarão do Bloco de Samba "Todo mundo em casa", vamos recordar algumas passagens carnavaslescas em São Francisco de Itabapoana RJ

  Esse ano não será igual aquele que passou, ruas, avenidas e orla marítima, também em São Francisco de Itabapoana, estarão vazias principalmente no horário da noite sem foliões, sem mascarados, enfim sem a folia do carnaval.

Durante o dia, devido a estação do verão as praias estarão superlotadas. Cada um cuidando de si, diante da situação caótica da pandemia do Coronavírus uns usam máscaras e faz o uso do alcóol gel, outros não respeitam o momento.

Bares, restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos comerciais estarão em funcionamento durante o horário programado pelo decreto municipal.

Segurança

A vigilância da Guarda Civil, Policiais militares e Agentes de Trânsito(Emtrasfi) Empresa de Trânsito de São Francisco de Itabapoana, estarão atuantes nos 4 dias do feriado prolongado de carnaval, como também os salva vidas na beira mar dando total cobertura em caso de afogamento.

Rodovias

O acesso ao município pelas RJs 224 que liga Campos dos Goytacazes a região e 196 que liga as praias da região, continuam com muita movimentação de veículos, um alerta aos motoristas e motociclistas "devagar também se chega ao destino desejado". 

O blog Show Francisco, nessa edição traz alguns momentos fotográficos para que todos os foliões possam matar as saudades dos momentos felizes que juntos passaram, fotos dos blocos e bois pintadinhos de Gargaú a Barra do Itabapoana.

Estamos todos torcendo para que no próximo carnaval de 2022, possamos realizar uma folia mais contagiante e com saúde.

Portanto, brinque em casa com seus familiares sua saúde agradece.

Fonte Show Francisco/Fotos: Júlio César






































Campos atualiza medidas de combate à Covid-19 e proibe eventos carnavalescos

Reprodução

Outra medida adotada para evitar a aglomeração é a implantação de barreira sanitária, até o fim do Carnaval, na Lagoa de Cima

A Prefeitura de Campos publicou Decreto Municipal nº 061/2021 nesta sexta-feira (12), no Diário Oficial (DO), atualizando as medidas de prevenção e combate à Covid-19. O município permanece na fase amarela que indica situação de atenção máxima no Plano de Retomada de Atividades Econômicas e Sociais.

Consta no decreto que no período de Carnaval ficam proibidas as atividades sociais que gerem aglomerações, tais como blocos carnavalescos, desfiles de escolas de samba e congêneres, assim como outras atividades que gerem aglomeração. Também nesse período permanece mantida a proibição de estacionamento de veículos na orla da Praia de Farol de São Tomé.

Outra medida adotada para evitar a aglomeração é a implantação de barreira sanitária, até o fim do Carnaval, na Lagoa de Cima, com atuação dos agentes da Vigilância Sanitária e apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), Superintendência de Posturas e de Secretaria de Segurança Pública. O trabalho dos agentes de fiscalização também foi mantido, até o final do carnaval, na Praia do Farol de São Thomé.

O decreto mantém a liberação de entrada nos shoppings centers para idosos e crianças, bem como atividade de bares, restaurantes e congêneres até a meia noite, estando permitida a atividade de música ao vivo com 2 (dois) componentes devendo ser respeitado o distanciamento social e as regras de higiene.

O município permanece com as restrições e flexibilizações do decreto anterior. O Decreto 061 entra em vigorar entre a 0h de 13 de fevereiro de 2021 e 23h 59min de 22 de fevereiro de 2021.

Confira aqui a integra do DO.
Fonte: Subcom

Trabalhadores da saúde substituem Rei Momo e recebem chave no Rio



Abertura tradicional da folia de Carnaval foi feita em ato simbólico

Todos os anos, o carnaval é oficialmente aberto no Rio de Janeiro com a cerimônia de entrega da chave da cidade ao Rei Momo. Em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus, que levou ao cancelamento das tradicionais atrações carnavelescas na capital fluminense, a prefeitura decidiu realizar um evento para chamar atenção para o combate à covid-19. Dessa vez, a chave foi entregue a duas profissionais de saúde que atuam na linha de frente.

A cerimônia ocorreu na noite de hoje (12) no Sambódromo. O prefeito Eduardo Paes recebeu a chave das mãos do Rei Momo, Djeferson Mendes, e as transferiu para profissionais de saúde, entre elas a enfermeira Adélia Maria dos Santos. Ela é servidora vinculada à Secretaria Municipal de Saúde desde 1979 e também foi a responsável por aplicar a primeira vacina contra covid-19 na cidade.


Entrega da chave/Sambódromo - Divulgação/Prefeitura do Rio

"A gente passa por um momento difícil na história da humanidade, difícil pra todos nós brasileiros e difícil pra nós cariocas, porque não nos permite realizar essa festa, que acima de tudo celebra vida, amizade, carinho entre as pessoas e alegria", disse Paes.

O evento marcou também a inauguração da iluminação especial inatalada no Sambódromo. Ela foi planejada pela Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) e funcionará até o dia 20 de fevereiro, em homenagem às vítimas da covid-19. Ao longo desse período, as arquibancadas e a avenida onde ocorrem os desfiles estarão com as cores das escolas de samba.

A concentração e o desfile de blocos e escolas de samba estão proibidos no Rio por força de um decreto municipal. Em caso de descumprimento, poderão ser apreendidos os instrumentos musicais e os responsáveis serão multados. A possibilidade de se realizar um carnaval fora de época, no mês de julho, também já foi descartada pelo prefeito Eduardo Paes.

A medida conta com o apoio da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), entidade que representa as agremiações que se apresentam no Grupo Especial. Diversos blocos de rua tradicionais também se manifestaram favoráveis e lançaram uma campanha pelo distanciamento social. Alguns deles estão programando transmissão de apresentações online.

Chave da cidade

Na tradição carnavalesca, o Rei Momo é considerado o dono do Carnaval. É ele o responsável por comandar a folia. Djeferson Mendes foi coroado como Rei Momo do último carnaval em janeiro do ano passado, durante o Bloco da Favorita. Ele foi escolhido por uma comissão de jurados que avaliou quesitos como desembaraço, sociabilidade, simpatia, espírito carnavalesco e domínio da arte de sambar. Na ocasião, também foram eleitas Camila Silva, como Rainha do Carnaval, Deisiane Conceição de Jesus e Cinthia Aparecida Martins de Oliveira, como princesas.

Diferente do que ocorre todos os anos, não houve coroação do Rei Momo em 2021 devido à pandemia de covid-19. Por essa razão, o reinado de Djeferson foi estendido e coube a ele participar da cerimônia de entrega da chave da cidade aos trabalhadores da saúde.

A chave da cidade passa o ano sob os cuidados do Instituto Cultural Candonga, fundado no ano de 2002 em homenagem a Candonga, como era conhecido o carnavalesco José Geraldo de Jesus, falecido em 1997. Ele foi o responsável por guardar durante muitos anos a peça de 1,10 metro feita de madeira e enfeitada de lantejoulas.

Candonga também contribuiu para popularizar a cerimônia em que o prefeito da capital fluminense entrega a chave ao Rei Momo, que se torna simbolicamente o governante da cidade durante o carnaval. A experiência do Rio de Janeiro não é isolada. Em muitas outras localidades do país, a transferência da chave da cidade também foi adotada como parte do ritual carnavelesco.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira/Por Leo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro