terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Defesa Civil alerta para previsão de 100mm de chuva até sexta e elevação do Paraíba em Campos

O volume esperado para os quatro dias é referente ao acumulado de todo o mês


(Foto: Arquivo/Silvana Rust)

Entre a tarde desta terça-feira (8) e a próxima sexta-feira (11) são esperados cerca de 100mm de chuva em Campos dos Goytacazes, volume referente a um acumulado de 30 dias neste período. Também há previsão de chuvas fortes nas regiões de influência hídrica do Paraíba, situação que, somada ao aumento da vazão dos reservatórios, provocará a elevação significativa do nível do rio Paraíba do Sul em Campos.

“Começamos a notar, desde hoje, uma elevação lenta no Paraíba: 8,26 metros às 8h, e 8,28 metros às 14h. Com o aumento da vazão nos reservatórios e o registro de chuvas intensas nas regiões a montante (acima), é possível sinalizar que a chegada destes volumes irá provocar a elevação significativa do nível do Paraíba. Estamos atentos ao cenário, acompanhando toda a situação e iremos orientar a população sobre o que fazer em cada momento, além de dar todo o apoio necessário para que possíveis impactos sejam minimizados”, adiantou o secretário de Defesa Civil, coronel Alcemir Pascoutto.

De acordo com o Setor de Monitoramento da Secretaria de Defesa Civil, a previsão de chuvas intensas, com possibilidade de pancadas de chuvas fortes a muito fortes, se dá a partir da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul na região Sudeste do Brasil. O órgão orienta atenção e precaução, principalmente moradores de áreas suscetíveis a riscos. Em caso de emergência a Defesa Civil deve ser acionado pelos telefones 199 ou (22) 98175-2512.

Na semana passada, a cidade foi atingida por fortes chuvas que também ultrapassaram o volume esperado para todo o mês de fevereiro (veja aqui). O volume de água, acima do esperado para o período, causou transtornos em vários pontos do município (veja aqui e aqui).
Nova elevação

Como anunciado pelo Setor de Monitoramento no último dia 1º, o Paraíba registrou aumento de seu nível na última semana, alcançando a cota de 9,02 metros às 23h30 da última sexta-feira. O nível começou a baixar no sábado, chegando a cota de 8,25 metros na manhã desta segunda-feira (07). Na semana passada, a elevação foi motivada pelo acumulado de chuva na região Noroeste, parte da região Norte e em Minas Gerais. Desta vez, a elevação se dará em razão do aumento da vazão nos reservatórios e a previsão de chuva nas regiões a montante.
Terceira Via/Show Francisco

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Verão da Família: Feira Itinerante Agrocultura começa em Manguinhos

Mais uma novidade na programação do Verão da Família de São Francisco de Itabapoana (SFI): Feira Itinerante Agrocultura, uma realização da prefeitura, por meio de parceria entre as secretarias municipais de Agricultura e de Educação e Cultura (Smec) e a Assessoria de Comunicação (AsCom).

Na sexta-feira (4) e no sábado (5), as atividades aconteceram em Manguinhos. De acordo com o subsecretário municipal de Agricultura, Daniel Abílio, foram 17 expositores, com produtos alimentícios, sobretudo agrícolas. Em paralelo, os artesãos do município também expuseram os seus trabalhos para a venda.

Moradores e turistas participaram ainda de apresentações culturais, como animação circense, aerografia e voz e violão.

O secretário municipal de Agricultura, Enaldo Barreto, lembrou o cronograma da feira. “Nos dias 11 e 12, estaremos em Barra do Itabapoana. Já nos dias 18 e 19, em Guaxindiba, e encerraremos em Santa Clara, nos dias 25 e 26. Contamos com a participação de todos, valorizando as potencialidades são franciscanas”, afirmou.






Lontra atropelada e morta entre Manguinhos e Barrinha

A Guarda Ambiental (GAM) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) de São Francisco de Itabapoana (SFI), após ser acionada por moradores, encontrou uma lontra (Lontra longicaudis) morta por atropelamento. O fato aconteceu nesta segunda-feira (7), na rodovia estadual RJ-196, entre as localidades de Manguinhos e Barrinha.

“Infelizmente, o mamífero já estava sem vida. Apesar de a Sema ter instalado placas sinalizadoras para que os motoristas tenham mais cautela devido à presença de animais silvestres atravessando as estradas do município, vez por outra, ocorre um atropelamento”, informou a secretária da pasta, Luciana Soffiati, acrescentando:

“Vale lembrar que condutores e passageiros também correm risco, já que dependendo do porte do animal, as consequências do atropelamento podem ser graves. Além de respeitar velocidade máxima e dirigir com atenção, o motorista, ao atropelar algum animal, deve parar no acostamento da pista, ligar o pisca-alerta para avisar aos demais condutores que vem atrás e acionar a GAM, por intermédio do telefone (22) 9.8161-6713, serviço que está disponível 24h durante todos os dias da semana”.

Segundo especialistas em trânsito, para evitar atropelamentos, os motoristas não devem emitir sons altos, como o da buzina, por exemplo, e nem direcionar o farol alto em direção ao animal, que pode se sentir ameaçado e por instinto, atacar o veículo.
AsCom

Balcão de Emprego com vagas para salgadeira e auxiliar de serviços gerais

 

O Balcão de Emprego de São Francisco de Itabapoana (SFI), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH), está com duas vagas disponíveis: salgadeira e auxiliar de serviços gerais. As oportunidades são para trabalhar na área central do município.

As pessoas interessadas devem enviar currículo para o e-mail balcaodeemprego@pmsfi.rj.gov.br ou entregá-lo na sede da SMTDH, situada na Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, nº 87, no Centro da cidade, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

“A equipe da SMTDH se encarrega de divulgar as vagas e ainda recolhe os currículos dos candidatos. Os empresários que tiverem oportunidades de emprego e quiserem participar da parceria podem procurar o nosso Balcão”, orientou o secretário da pasta, Fagner Azeredo.
Fonte:AsCom

Verão da Família: torneio de futevôlei é destaque na programação esportiva do final de semana

A programação esportiva do Verão da Família de São Francisco de Itabapoana prosseguiu com diversas atividades no último final de semana. O destaque foi para o primeiro torneio de futevôlei, realizado na Arena Gargaú.

A competição contou com 16 duplas, sendo que a campeã é de Campos dos Goytacazes. Participaram também jogadores são franciscanos, de São João da Barra e São Fidélis.

“Tivemos ainda programações em Guaxindiba, como oficinas esportivas e funcional. Seguindo orientação da prefeita Francimara Barbosa Lemos, estamos valorizando ações voltadas para a família e destacando o poder social do esporte”, afirmou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Domires Júnior.

Ele lembrou que, a partir desta terça-feira (8), acontecem os jogos da quarta semana da Copa Verão de Futebol de 7, realizada no Estádio Nélson Silva (Fiinho), em Guaxindiba. São 10 equipes pela categoria principal e sete pela master. As partidas começam às 19h45, entre terça e sexta-feira.
Fonte AsCom

Ações de manutenção em vias públicas de várias localidades

Por intermédio da Secretaria de Obras, Serviços Públicos e Urbanismo, a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) realizou diversas intervenções durante a semana. Nesta sexta-feira (4), os trabalhos estiveram concentrados em três localidades com o serviço de manutenção em vias públicas.

“Em Praça João Pessoa, concluímos o recapeamento asfáltico num trecho de 100 metros de uma rua, na saída para São Paulinho. Na localidade de Praça Imaculada, parte de um barranco deslizou e tivemos que retirar o material que caiu na pista. Já em Deserto Feliz, realizamos reparos após o manilhamento da estrada apresentar problemas”, informou o secretário da pasta, Luiz Gonzaga da Silva (Luiz da Fazenda).

Na quarta-feira (2), a secretaria concluiu o recapeamento asfáltico na Rua Joaquim Gomes Crespo, em Praça João Pessoa, recuperando um trecho de aproximadamente 600 metros da via pública, utilizando material da Usina de Asfalto do município.

Ações no litoral - Nesta semana, também houve a conclusão da instalação de escadarias de madeira para facilitar o acesso à areia dos frequentadores das praias de Guaxindiba e Manguinhos. A Secretaria de Obras finalizou ainda a pintura de quatro postos de vigilância de salva-vidas em Guaxindiba.

A prefeita Francimara Barbosa Lemos revelou que, sempre quando há possibilidade, acompanha de perto as intervenções. “Gosto de sair um pouco do gabinete para verificar o andamento dos serviços e saber a opinião da população a respeito dos trabalhos executados e de ouvir sugestões”, ressaltou a prefeita.








AsCom

RIOCAP: FAZ SORTUDO TODA SEMANA EM SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA!


Um ganhador do Giro da sorte é de Campos, comprou o título aqui na praia dos Sonhos.
 
...E para o próximo sorteio no domingo, 13, um show de prêmios em dinheiro.

NOTA DE FALECIMENTO: SALACIER MANHÃES NASSER


Faleceu neste sábado, 05, o Senhor SALACIER MANHÃES NASSER, homem bom, trabalhador era proprietário de uma loja de artes em gesso próximo ao trevo das praias de São Francisco de Itabapoana.

Ex professor da UFIS.

Tio do nosso amigo e cliente Carlos A. Rezende.
Ele foi sepultado neste domingo às 16 horas no cemitério de São Francisco de Itabapoana.
A família e os amigos enlutados os pêsames da equipe Show Francisco.

NOTA DE FALECIMENTO: NÉLIO SANTOS AMARAL.


 Faleceu no hospital da Santa Casa de Misericórdia de Campos no sábado, 05, o Senhor NÉLIO SANTOS AMARAL, o extinto vem a ser irmão do nosso amigo Perneta morador da praia de Gargaú em São Francisco de Itabapoana.

Por ter nascido em Gargaú, seu corpo será sepultado nesta segunda feira, 07, no cemitério de Gargaú.

Pêsames a família e os amigos do extinto.

NOTA DE FALECIMENTO: DURVAL PEREIRA CAMPOS (BABAU)


Passou por aqui por este mundo maravilhoso esse moço!
Que ainda moço escreveu sua linda história, no lugar onde nasceu Gargaú, construiu uma linda família no amor de sua esposa Jandira, onde Deus nosso pai lhe deu de presente lindos e sadios filhos Fabiano, André, Wallace e Vanessa, no decorrer de sua plenitude de vida, onde também se criou muitas amizades boas.

Descanse amigo DURVAL PEREIRA CAMPOS, mais conhecido por 'BABAU'.

 Domingo, 06/02, foi de muita tristeza para sua família e seus amigos, ele foi sepultado às 16 horas no cemitério de Gargaú em São Francisco de Itabapoana. 

Já estamos com saudades de você companheiro.

Pêsames família e amigos, a sua história BABAU? vai continuar nas boas lembranças e em nossos corações.

 

Mudanças sobre prova de vida do INSS ganham destaque

Comprovação deixa de ser presencial e baseia-se em cruzamento de dados

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – Ilustração

Uma das obrigações mais recorrentes para aposentados e pensionistas mudou neste mês. Desde a última quarta-feira (2), a prova de vida para os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixou de ser presencial e passou a basear-se no cruzamento de outras bases de dados do governo.

As regras foram alteradas por portaria publicada no Diário Oficial da União. A principal novidade foi a inversão da lógica de comprovação. Em vez de o aposentado ou pensionista provar que está vivo, caberá ao INSS certificar-se de que o segurado não morreu.

Antes, o segurado precisava ir a uma agência bancária. Segurados com biometria facial registrada no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podiam fazer a prova de vida digital no aplicativo Meu INSS. Idosos a partir de 80 anos ou pessoas com dificuldade de locomoção podiam pedir visita em domicílio, agendando horário pelo telefone 135 ou pelo app Meu INSS.

Agora, a ida ao banco será opcional e usada apenas como último recurso. O INSS terá acesso a dados como votação em eleições; registro de transferências de bens; vacinação; consultas pelo Sistema Único de Saúde; ou renovação de documentos como RG, carteira de motorista ou passaporte. Se alguma movimentação tiver acontecido nos dez meses posteriores ao aniversário do segurado, o INSS considerará o beneficiário vivo.

Caso não haja registro de movimento nesse período, o próprio órgão fará outras formas de comprovação de vida, a serem definidas no futuro. Ao anunciar as novas regras, o INSS informou que estuda soluções como a generalização da prova de vida digital, com um sistema de envio de fotos por aplicativo a partir de 2023, ou a manutenção do envio de servidores públicos para a coleta de dados biométricos na casa do aposentado ou pensionista. Segundo o INSS, o novo processo será implementado gradualmente até 31 de dezembro.

O mês de aniversário do segurado como data para a prova de vida não mudou. As novas regras já valem para todos que fazem aniversário após 2 de fevereiro, data de publicação da portaria. Se o segurado quiser regularizar pendências de anos anteriores, poderá ir ao banco fazer a prova de vida presencial, se quiser. A portaria estabelece apenas que ele não pode ser obrigado pela instituição financeira a procurar uma agência bancária.

Atualmente, cerca de 35 milhões de aposentados e pensionistas precisam provar, todos os anos, que estão vivos, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência. De acordo com o INSS, as mudanças ocorreram para evitar ao máximo que idosos precisem sair de casa e reduzir dificuldades para segurados com problemas de saúde.

Fonte: Agência Brasil

RJ: 74% de escolas municipais vivenciaram tiroteio no entorno em 2019

Dados são da pesquisa Tiros no Futuro, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes
Foto Ilustrativa/Arquivo

A pesquisa “Tiros no Futuro: impactos da guerra às drogas na rede municipal de educação do Rio de Janeiro” mostrou que 74% das escolas da cidade vivenciaram pelo menos um tiroteio em seu entorno em 2019. Dados indicam que, entre elas, cinco unidades concentram 20 ou mais operações policiais no período. O perfil dos alunos, em grande parte (77%), é de negros nas escolas mais expostas à violência.

A pesquisa inédita foi lançada hoje (7) pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), fundado em 2000 na Universidade Cândido Mendes. O centro desenvolve estudos e outros projetos nas áreas de segurança pública, justiça e política de drogas. Seu compromisso é a promoção dos direitos humanos e a luta contra o racismo no sistema de Justiça Criminal.

O estudo avaliou a relação entre confrontos da polícia com grupos que controlam venda de drogas em áreas pobres da cidade, principalmente nas comunidades, e o impacto dessa política na renda futura do estudante. Também analisou os efeitos da guerra às drogas nos resultados escolares dos alunos do 5º ano do ensino fundamental da rede pública da capital.

Perdas
Os pesquisadores concluíram que estudantes de unidades instaladas em áreas violentas, que registraram seis ou mais operações policiais, têm redução média de 7,2 pontos no desempenho em língua portuguesa e 9,2 em matemática. “Considerando o ganho médio anual de proficiência, a exposição à violência resulta em perda de 64% do aprendizado esperado em língua portuguesa e em matemática”, informa o estudo.

Na comparação das médias de reprovação e de abandono das unidades de ensino, a conclusão é que a exposição frequente a tiroteios, com a presença de agentes de segurança, pode gerar aumento de 2,09% na taxa de reprovação e de 46,4% na probabilidade de pelo menos um aluno abandonar a escola.

Efeito financeiro
O déficit de aprendizagem no 5º ano provocou perda financeira na vida produtiva dos estudantes, segundo a pesquisa, de até R$ 24.698,00, valor correspondente a 48 cestas básicas ou 377 botijões de gás ou 13 anos de passagens de ônibus, duas vezes por dia.

“Esse jovem, ao concorrer a uma vaga no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), já está em desvantagem em relação a outros alunos também do ensino público, pelo fato de ter a aprendizagem comprometida pela guerra às drogas desde a infância. Essa diferença se perpetua na vida produtiva do cidadão, reduzindo a oportunidade de geração de renda. Estamos falando da manutenção da desigualdade e estagnação de mobilidade social como reflexos diretos da ação do Estado”, comentou a socióloga e coordenadora do CESeC, Julita Lemgruber.

Projeto
Tiros no Futuro é a segunda etapa do projeto Drogas: quanto custa proibir, elaborado com a intenção de acrescentar ao debate público reflexão sobre os impactos econômicos e orçamentários da legislação proibicionista nas áreas específicas de segurança e justiça, de educação, saúde e do território. A primeira fase foi marcada pelo lançamento, em março de 2021, do relatório Um Tiro no Pé: impactos da proibição das drogas no orçamento do sistema de Justiça Criminal do Rio de Janeiro e São Paulo. O trabalho teve custo de R$ 5,2 bilhões para manter a política proibicionista em um ano nos dois estados.

Convênio
A pesquisa foi realizada a partir de convênio com a Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro. Foram avaliados dados das 1.577 unidades de ensino da rede pública carioca, alcançando 641.534 alunos matriculados em 2019. O ano é referência para os levantamentos apontados por anteceder a pandemia de covid-19, que alterou a dinâmica escolar. O fato de focar os estudos nos dados da capital fluminense é decorrente do cenário único no país pela frequência de operações policiais, tiroteios e disparos de armas de fogo no cotidiano de certos territórios, até nos próximos às escolas.

Rotina
A análise foi baseada em informações obtidas com a SME sobre operações policiais que interferiram na rotina das escolas, como a suspensão das aulas ou o fechamento da unidade. Também foram avaliados dados da plataforma Fogo Cruzado, que registra ocorrências de tiroteios na região metropolitana do Rio. Com a combinação, segundo os pesquisadores, foi possível georreferenciar e comparar 32 escolas com pelo menos seis operações policiais em 2019 e 37 que não tiveram essas ocorrências naquele ano.

“Foi considerada a similaridade entre os dois grupos em: indicador de complexidade da gestão; perfil socioeconômico das famílias; proporção de pais com alta escolaridade; proporção de alunos não brancos e proporção de educandos do sexo masculino. A única diferença entre os grupos foi a exposição a eventos violentos, como as operações policiais”, revelou o CESeC.

Para os pesquisadores, a pesquisa Tiros no Futuro demonstra que o efeito da guerra às drogas na educação é apenas uma das faces dessa política, que expõe determinado setor da população, de maioria negra e pobre, a um cenário bélico cujos “únicos resultados têm sido desperdício de dinheiro público, que poderia ser investido em políticas de promoção à vida”.

Segundo Julita Lemgruber, a consequência da guerra às drogas na vida de uma pessoa é incalculável. Ela afirmou que o propósito do projeto é mostrar que, além do custo orçamentário para o Estado, há o efeito na vida do cidadão. “O quanto sua capacidade futura de geração de renda e sua mobilidade social podem ser comprometidas como consequência dessa opção política racista e classista operada pelo Estado. Esse prejuízo afeta o futuro do indivíduo e a sociedade como um todo. E todos perdemos nessa guerra”, afirmou.

Pandemia
A diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas, professora Claudia Costin, lembrou que além dos tiroteios, esses alunos sofreram impactos no aprendizado causados pela pandemia de covid-19. “É terrível não só para a aprendizagem mas para o bem-estar pessoal desses alunos e a possibilidade de um desenvolvimento harmônico e equilibrado de crianças e jovens, por isso a escola tem papel tão importante, principalmente nas crianças expostas a violência grande, inclusive com o fechamento de escolas”, disse.

A professora destacou que essas crianças que moram e estudam em áreas de conflito não têm as mesmas condições para acompanhar as aulas no sistema remoto que um aluno da classe média. “Para quem mora em comunidade não é só a questão da violência, a casa é inapropriada para o processo de aprender a distância. Essas crianças acabam ficando nas ruas, expostas ao vírus e ainda à violência”. Ela lembrou ainda que durante a pandemia aumentou também o recrutamento de crianças e jovens por traficantes e milicianos.

Claudia Costin, que foi ministra da Administração Federal e Reforma do Estado entre 1985 e 1989 e secretária municipal de Educação do Rio no período de 2009 a 2014, defendeu a adoção de políticas públicas nas regiões conflagradas. “É fundamental que, neste momento, as políticas públicas estaduais e municipais olhem com ações afirmativas para essas áreas. Toda a melhoria de escolas em tempo integral deveria olhar primeiro para essas comunidades”.

Polícia Militar
Em nota à Agência Brasil, a Secretaria de Estado de Polícia Militar disse que a corporação tem missão central e permanente de defesa da sociedade do Rio. Garantiu que as ações policiais seguem protocolos rígidos de atuação e preceitos técnicos de treinamento e orientação.

“Um dos objetivos exponenciais da Polícia Militar é a preservação de vidas, sejam elas as da população em geral ou as dos policiais envolvidos nas ações. Ressaltamos ainda que a opção pelo confronto é sempre uma decisão dos criminosos que, munidos de armamento de guerra e conduta extremamente inconsequente, atentam contra a vida dos policiais e não levam em conta o extremo perigo que proporcionam às populações locais”, afirmou.

Polícia Civil
Também em resposta à Agência Brasil, a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio informou que todas as operações da atual gestão são baseadas nos pilares de inteligência, investigação e ação. “Têm alcançado redução constante nos índices de violência registrados pelo Instituto de Segurança Pública, com resultados, em alguns setores, que são os melhores desde o início da série histórica”.

SME
A Secretaria Municipal de Educação informou que trata como prioridade a segurança de alunos e dos profissionais e que, em agosto do ano passado, foi renovado o acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para incorporar o programa Acesso Mais Seguro às escolas. “O programa tem como objetivos mitigar riscos, orientar professores e alunos; planejar ações em conjunto nas unidades escolares e nos territórios; prevenir a evasão escolar, entre outras ações”. Acrescentou que “o reforço escolar existe para todas as escolas da rede, com maior ênfase para as que ficam em regiões conflagradas”.

Fonte: Agência Brasil

Pandemia, endemia e surto

Termos voltam à pauta com o aumento de casos de Covid, gripe e resfriado



O aumento de casos de Covid-19, com a difusão da variante Ômicron, de influenza, com a descoberta da cepa H3N2, e de resfriados provocou uma onda de sintomas gripais e respiratórios e trouxe de volta ao noticiário palavras como pandemia, epidemia, surto e endemia. Embora esses doenças e termos tenham passado a frequentar as conversas diárias, a médica Laura Haddad afirma que é importante que a população saiba exatamente o que significam, até para buscar atendimento adequado, já que eles identificam situações e problemas diferentes.

De acordo com a médica, os termos pandemia, epidemia, surto e endemia são usados por organizações de saúde para classificar a ocorrência de doenças conforme sua escala e/ou frequência.

“Uma enfermidade se torna uma pandemia quando atinge níveis mundiais, ou seja, quando determinado agente se dissemina em diversos países ou continentes, usualmente afetando um grande número de pessoas. Quem define quando uma doença se torna esse tipo de ameaça global é a Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma pandemia pode começar como um surto ou epidemia; ou seja, surtos, pandemias e epidemias têm a mesma origem – o que muda é a escala da disseminação da doença. Um surto ocorre quando há aumento localizado do número de casos de uma doença. Uma epidemia, por sua vez, se dá quando ocorre um aumento no número de casos de uma doença em diversas regiões, estados ou cidades, porém sem atingir níveis globais. Já uma endemia ocorre quando a doença é recorrente na região, mas não há um aumento significativo no número de casos e a população convive com ela”, explica.

Embora o uso desses termos tenha se tornado mais recorrente com a proliferação do novo coronavírus, a partir de dezembro de 2019, a história registra a ocorrência de diversas pandemias, epidemias, surtos e endemias. Em 2009, a gripe A (ou gripe suína) foi declarada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Cinco anos mais tarde, a difusão do ebola em países da África foi qualificada como uma epidemia. Municípios lutam todos os anos contra surtos de arboviroses, como a dengue, em seus bairros. E o Norte do Brasil é considerado uma região endêmica da infecção por febre amarela.

A médica afirma que cada um desses problemas exigem das autoridades sanitárias e de saúde esforços distintos para serem contidos, mas que no caso de uma pandemia, como a atualmente vivida por todo o mundo, é difícil falar em prazo de duração.

“Existem algumas dificuldades que podem influenciar na duração de uma pandemia. Estratégias de contenção da contaminação, adesão às medidas de proteção e intervenções por parte do Estado são apenas alguns desses aspectos. Mas, historicamente, é possível afirmar que os números de contágio raramente cessam ou diminuem em menos de 1 ano. Na ocasião da gripe espanhola (1918-1920), por exemplo, foram dois anos de casos identificados em 3 ondas de contaminação”, afirma.

Ela diz, no entanto, que a vacinação possibilita, hoje, um cenário melhor do que o do passado recente. “As vacinas claramente foram parte da melhora da pandemia. Mesmo com a Ômicron a situação é muito melhor do que ano passado, é uma variante muito contagiosa, mas graças à vacinação temos uma situação pandêmica melhor. Tenho percebido uma diminuição no número de casos mais graves”, avalia.
Sintomas são parecidos (Foto: divulgação

Covid, gripe ou resfriado?
A médica Laura Haddad afirma, ainda, que é necessário estar atento aos sintomas para diferenciar e tratar de maneira eficiente a Covid-19, a gripe ou o resfriado. Ela explica que essas doenças são causadas por vírus diferentes: SARS-CoV-2,cepas da família influenza e agentes infecciosos como Rinovírus, Adenovírus e Parainfluenza, respectivamente. A transmissão ocorre da mesma maneira, por meio de gotículas de secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Os sintomas, porém, são diferentes.

Segundo a especialista, a gripe é aguda, surge de um dia para outro com sintomas fortes, como febre alta e intenso mal-estar. Já o resfriado tem evolução lenta e os sintomas são mais leves, como uma febre baixa por exemplo. Costuma melhorar em poucos dias. Por fim, a Covid-19 evolui gradualmente, com quadro agravado após o 8º dia, quando há complicações. Outro diferencial importante é a falta de paladar, muito comum em pessoas com a doença, mas rara nos demais casos.

Disseminação de enfermidades na História
Além da atual pandemia do novo coronavírus e da pandemia de Gripe A, a humanidade já vivenciou outras enfermidades que se disseminaram por grandes extensões territoriais. O professor de História Rodrigo Rosselini lembra algumas dessas graves doenças do passado.

“A ocorrência de enfermidades em grandes escalas é algo que acompanha a história da humanidade, desde as primeiras civilizações, como se pode notar nas narrativas religiosas em livros sagrados sobre ‘pragas’ interpretadas como castigos divinos, a exemplo das que assolaram o Egito Antigo”, contextualiza.

Ele ressalta que a ideia de pandemia como uma doença em escala mundial talvez não fosse possível em um período em que a comunicação entre os continentes não acontecia de forma consistente, mas recorda a expansão da peste bubônica pela Europa, responsável por dizimar cerca de 1/3 de toda a população do continente.

“Os interesses econômicos e político-religiosos da Europa cristã no contexto das Cruzadas criaram as conexões que resultaram na chegada da peste bubônica aos portos do norte da península itálica, que recebiam embarcações trazendo valiosas mercadorias orientais e também a bactéria yersinia pestis, hospedada nos ratos que habitavam os navios, cujas pulgas eram os agentes transmissores para os seres humanos”, explica o professor.

Rosselini cita, ainda, a Gripe Espanhola. Provavelmente surgida nos Estados Unidos e levada para a Europa durante a Primeira Guerra Mundial, a doença foi noticiada pela primeira vez no País Basco, mas se espalhou rapidamente entre 1918 e 1919 e fez de 50 a 100 milhões vítimas, inclusive no Brasil.

“A insalubridade, sobretudo nas áreas urbanas, era uma característica do país. Tuberculose, varíola, tifo, malária, febre amarela, estavam entre as doenças que mais matavam no país. Foi esse o ambiente encontrado pela ‘espanhola’, que dizimou milhares de brasileiros, sobretudo das camadas mais pobres, que não recebiam assistência das autoridades”, pontua.
Fonte:Terceira Via

Secretaria Estadual de Educação atualiza protocolos sanitários para a volta às aulas 100% presenciais nesta segunda

POR THIAGO GOMES

Liceu de Humanidades de Campos (Foto: Carlos Grevi/Arquivo)

O ano letivo 2022 começa na rede estadual de ensino público do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (7) com retorno 100% presencial dos alunos. Para isso, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) fez atualizações nos protocolos visando garantir a segurança dos alunos e profissionais. A resolução 1604 foi publicada em edição extra do Diário Oficial de sexta-feira (4), em conjunto com as secretarias de Saúde e Ciência, Tecnologia e Inovação. Em Campos há 47 unidades escolares estaduais, de acordo a Seeduc.

Os protocolos sanitários das unidades escolares foram atualizados da seguinte forma:

– Disponibilização de totens para higienizar as mãos com álcool em gel 70% em locais de circulação e na entrada de ambientes administrativos;

– Limpeza dos dutos e filtros dos aparelhos de ares condicionados;

– Higienização com álcool 70% ou hipoclorito de sódio 0,1% (água sanitária), dos pisos e paredes, das superfícies de toque e dos mobiliários e equipamentos das unidades escolares, diariamente;

– Os bebedouros serão lacrados, sem permitir que os alunos levem a boca diretamente para beber água. Bebedouros com torneiras serão permitidos, caso os alunos estejam fazendo uso de suas próprias garrafas ou copos, de uso individual;

– Todos os presentes na escola devem estar utilizando máscara de maneira correta: alunos, servidores e colaboradores. Além disso, escola deverá manter estoque suficiente de máscaras para disponibilização a alunos, servidores em casos emergenciais;

– A unidade escolar terá um espaço reservado – área de isolamento – para quem apresentar sintomas, onde o mesmo deverá permanecer até ser conduzido pelo responsável a uma unidade de saúde;

– As unidades escolares deverão ter afixados os cartazes informativos. A conscientização da comunidade escolar é primordial na volta às aulas.
Secretaria Municipal de Educação de Campos (Fotos: Carlos Grevi)
Aulas na rede municipal


O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anulou a liminar impetrada pelo Ministério Público que garantia o retorno presencial de todos os alunos nesta segunda-feira (7). Com isso, fica impedida a volta dos estudantes do primeiro segmento do ensino fundamental, bem os da educação infantil, ou seja, todos aqueles na faixa etária dos 5 aos 11 anos. A decisão foi do desembargador da 10ª Câmara Cível, Celso Luiz de Matos Peres, que acatou o agravo de instrumento impetrado pela Procuradoria-Geral do Município de Campos (veja aqui).

Em relação aos demais alunos, a Prefeitura postergou as aulas presenciais para o dia 7 de março de 2022.
Fonte:Terceira Via