
Construção está em andamento sobre o rio Paraíba do Sul / Rodrigo Silveira
A novela da Ponte da Integração, que um dia vai ligar os municípios de São João da Barra a São Francisco de Itabapoana, ganhou novos capítulos durante o período eleitoral. De informações sobre um novo nome a um novo prazo de conclusão, está também em andamento a licitação para os acessos, com investimento estimado em R$ 28,8 milhões, e os projetos em fase final para pavimentação da RJ 194 e da RJ 196, da usina São João, em Campos, até Gargaú, em SFI. Nesse caso, a estimativa de investimentos é de R$ 100 milhões em cada rodovia.
O novo limite para inauguração da Ponte da Integração é 31 de maio de 2023. A data foi cravada pelo governador reeleito Cláudio Castro (PL), no debate da TV Globo com os demais candidatos, no dia 27 de setembro. Castro lembrou do Pacto RJ, elaborado pela Firjan, e disse que a intenção dessas ações de infraestrutura é aumentar o potencial da indústria. “Inclusive, a Ponte da Integração, você que é de São João da Barra, está esperando essa ponte há 40 anos. E ela vai ser entregue no dia 31 de maio do ano que vem”, afirmou.

O novo limite para inauguração da Ponte da Integração é 31 de maio de 2023. A data foi cravada pelo governador reeleito Cláudio Castro (PL), no debate da TV Globo com os demais candidatos, no dia 27 de setembro. Castro lembrou do Pacto RJ, elaborado pela Firjan, e disse que a intenção dessas ações de infraestrutura é aumentar o potencial da indústria. “Inclusive, a Ponte da Integração, você que é de São João da Barra, está esperando essa ponte há 40 anos. E ela vai ser entregue no dia 31 de maio do ano que vem”, afirmou.

Ponte que ligará SJB a SFI tem 35 pilares / Rodrigo Silveira
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), questionado, não informou sobre como estará a ponte no prazo estimado pelo governador. Mas confirmou a informação antecipada pela Folha, no dia 28 de setembro, de que está em andamento o processo de licitação para os acessos.
Desde o dia 31 de agosto, 10 empresas se credenciaram para apresentação dos envelopes com as propostas para obra, que tem o valor máximo estimado em R$ 28.843.196,50. O processo visa a escolha da melhor proposta, além da análise da documentação das empresas em relação à habilitação. “Após os recursos, concluídos nesta semana (03/10), a previsão de abertura dos envelopes tipo B será concluída até 14/10. (...) Seguindo os trâmites normais, sem intercorrências, a homologação pode ocorrer até meados de novembro”, informou, em nota, o DER.
Nomes de empresas conhecidas na região estão credenciadas na licitação dos acessos à Ponte da Integração: Ferdan Empreendimentos Construções e Serviços Eireli; Construtora Avenida Ltda; Imbeg Imbé Engenharia Ltda; Construsan Serviços Industriais Ltda; Econorte, Meio Ambiente, Infraestrutura e Serviços Ltda; Cofranza Construtora Ltda; Omega Construtora e Serviços Ltda; União Norte Fluminense Engenharia e Comércio Ltda; Construtora Lytoranea S.A; e M S Brasil Serviços Eireli.
A Folha também antecipou que o DER já tem projetos prontos para pavimentação da RJ 194 e da RJ 196. Serão duas licitações: uma para melhorias na estrada entre a Usina São João, em Campos, até o acesso à cabeceira da ponte, com cerca de 18 quilômetros; a outra, para pavimentação do trecho da cabeceira até Gargaú, em São Francisco, com cerca de 20 quilômetros.
De acordo com o DER, a pavimentação será concluída em 18 meses, após o início da obra. “Além da ponte há outros dois processos de licitação em andamento referentes à pavimentação da RJ 194 e RJ 196, que estão em fase de preparação de edital para posteriormente poderem ser publicados. Estão sendo investidos cerca de R$ 100 milhões para as obras de cada RJ, que liga Campos, próximo a usina de São João, até Gargaú”, pontuou o DER.
Espera há 40 anos e mudanças de nomes

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), questionado, não informou sobre como estará a ponte no prazo estimado pelo governador. Mas confirmou a informação antecipada pela Folha, no dia 28 de setembro, de que está em andamento o processo de licitação para os acessos.
Desde o dia 31 de agosto, 10 empresas se credenciaram para apresentação dos envelopes com as propostas para obra, que tem o valor máximo estimado em R$ 28.843.196,50. O processo visa a escolha da melhor proposta, além da análise da documentação das empresas em relação à habilitação. “Após os recursos, concluídos nesta semana (03/10), a previsão de abertura dos envelopes tipo B será concluída até 14/10. (...) Seguindo os trâmites normais, sem intercorrências, a homologação pode ocorrer até meados de novembro”, informou, em nota, o DER.
Nomes de empresas conhecidas na região estão credenciadas na licitação dos acessos à Ponte da Integração: Ferdan Empreendimentos Construções e Serviços Eireli; Construtora Avenida Ltda; Imbeg Imbé Engenharia Ltda; Construsan Serviços Industriais Ltda; Econorte, Meio Ambiente, Infraestrutura e Serviços Ltda; Cofranza Construtora Ltda; Omega Construtora e Serviços Ltda; União Norte Fluminense Engenharia e Comércio Ltda; Construtora Lytoranea S.A; e M S Brasil Serviços Eireli.
A Folha também antecipou que o DER já tem projetos prontos para pavimentação da RJ 194 e da RJ 196. Serão duas licitações: uma para melhorias na estrada entre a Usina São João, em Campos, até o acesso à cabeceira da ponte, com cerca de 18 quilômetros; a outra, para pavimentação do trecho da cabeceira até Gargaú, em São Francisco, com cerca de 20 quilômetros.
De acordo com o DER, a pavimentação será concluída em 18 meses, após o início da obra. “Além da ponte há outros dois processos de licitação em andamento referentes à pavimentação da RJ 194 e RJ 196, que estão em fase de preparação de edital para posteriormente poderem ser publicados. Estão sendo investidos cerca de R$ 100 milhões para as obras de cada RJ, que liga Campos, próximo a usina de São João, até Gargaú”, pontuou o DER.
Espera há 40 anos e mudanças de nomes

Obra é aguardada há mais de 40 anos / Rodrigo Silveira
Em julho do ano passado, a Folha mostrou que a espera pode ser mais antiga, mas a promessa oficial de uma ponte ligando SJB ao antigo sertão, hoje São Francisco de Itabapoana, completou 40 anos. Os pilares da ponte João Figueiredo, lançada em 1981, jamais receberam os tabuleiros da pista — e nem há perspectiva para que isso aconteça. Em 2014, veio a promessa de outra ponte: a nova construção, diziam, seria mais econômica e célere do que se fossem utilizados os antigos pilares. A obra tinha um ano como prazo de conclusão, mas até agora não terminou.
No ano passado, o governador Cláudio Castro afirmou que a construção da ponte seria retomada imediatamente, se não houvesse impedimento por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE). No dia 22 de setembro, durante uma sessão, o presidente da Corte de Contas, Rodrigo Melo do Nascimento, disse que nunca houve nenhum impedimento quanto à conclusão, apesar das suspeitas de superfaturamento. Somente no início deste ano a movimentação no canteiro voltou a acontecer.
A nova ponte encurta a distância entre SJB e SFI em cerca de 80 quilômetros. Além disso, facilita o acesso entre o Distrito Industrial de Guarus, pertencente à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), e o Porto do Açu. São 35 pilares, sendo 17 no trecho do rio, já concluídos.
Em julho do ano passado, a Folha mostrou que a espera pode ser mais antiga, mas a promessa oficial de uma ponte ligando SJB ao antigo sertão, hoje São Francisco de Itabapoana, completou 40 anos. Os pilares da ponte João Figueiredo, lançada em 1981, jamais receberam os tabuleiros da pista — e nem há perspectiva para que isso aconteça. Em 2014, veio a promessa de outra ponte: a nova construção, diziam, seria mais econômica e célere do que se fossem utilizados os antigos pilares. A obra tinha um ano como prazo de conclusão, mas até agora não terminou.
No ano passado, o governador Cláudio Castro afirmou que a construção da ponte seria retomada imediatamente, se não houvesse impedimento por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE). No dia 22 de setembro, durante uma sessão, o presidente da Corte de Contas, Rodrigo Melo do Nascimento, disse que nunca houve nenhum impedimento quanto à conclusão, apesar das suspeitas de superfaturamento. Somente no início deste ano a movimentação no canteiro voltou a acontecer.
A nova ponte encurta a distância entre SJB e SFI em cerca de 80 quilômetros. Além disso, facilita o acesso entre o Distrito Industrial de Guarus, pertencente à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), e o Porto do Açu. São 35 pilares, sendo 17 no trecho do rio, já concluídos.
Por iniciativa do então deputado estadual Roberto Henriques, há cerca de oito anos, foi escolhido o nome Ponte da Integração. Mesmo sem previsão real de inauguração da obra, o então deputado estadual João Peixoto, que morreu em 2020 por complicações da Covid-19, sugeriu, em 2017, que a futura estrutura passasse a ter o nome de “Ponte da Integração Dodozinho Mendonça”. Peixoto ecoou na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) uma discussão iniciada na Câmara de SJB. A ideia era homenagear o ex-prefeito de SJB Genecy Mendonça, popularmente chamado de Dodozinho, que morreu em 2014, aos 96 anos.
A lei que batizava a ponte de Dodozinho chegou a ser publicada, em 2017, mas está revogada. No mês passado, no dia 16, o governador Cláudio Castro sancionou o projeto aprovado pela Alerj, para a mudança do nome. A estrutura, com previsão de ser inaugurada em maio, está denominada “Ponte da Integração Deputado João Peixoto”.
A lei que batizava a ponte de Dodozinho chegou a ser publicada, em 2017, mas está revogada. No mês passado, no dia 16, o governador Cláudio Castro sancionou o projeto aprovado pela Alerj, para a mudança do nome. A estrutura, com previsão de ser inaugurada em maio, está denominada “Ponte da Integração Deputado João Peixoto”.
Fonte:Fmanhã

















































