domingo, 16 de abril de 2023

Segurança hídrica é debatida em Campos

Rio Paraíba e seus problemas mobilizaram autoridades em simpósio

Evento foi realizado entre os dias 11 e 13 de abril, no IFF campus Centro, com participação da Nasa (Imagem: Divulgação)

Campos sediou entre os dias 11 e 13 de abril o IV Simpósio de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul. O evento aconteceu no IFF campus Centro com palestrantes da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Nasa. O simpósio reuniu a comunidade acadêmica e representantes de diversas entidades para debater as soluções e projetos para a segurança hídrica da região.

O evento contou com mesas de debates, palestras, visitas técnicas e apresentação de mais de 80 trabalhos científicos, que apontaram os principais problemas da Bacia e suas possíveis soluções. “O problema mais crítico é a diminuição de vazão aqui no Baixo Paraíba. Com esse fenômeno e o abaixamento da cota, ocorrem duas coisas: O mar avança em Atafona, cada vez mais, porque o rio fica fraco, causando tanto a intrusão salina, quanto a destruição do entorno e a invasão das casas. Essa diminuição de vazão no rio impede a adução de água para os canais da Baixada Campista no período seco”, ressalta o vice-presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), João Siqueira. “O rio aqui, diferente dos outros lugares, aduz água pra fora, ele exporta água para fora da sua calha, então, com essa vazão e essa cota baixa, a Baixada sofre sem água, completa”, destaca.
Vice-presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), João Siqueira (Imagem: Divulgação)

O Simpósio contou com mais de 250 participantes, de várias partes do país, “Foi muito importante termos aqui representantes de outras partes da Bacia, pessoas de São Paulo e Minas, o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam), o Inea, Agência Nacional de Águas, isso nos dá um respaldo de quando nós solicitarmos ações de políticas públicas de gestão nesse sentido, para mitigar nossos problemas, essas pessoas vão ouvir com muito mais atenção”, diz João Siqueira.

“Esse evento serviu principalmente para dar visibilidade ao Baixo Paraíba, dos problemas que nós temos aqui referentes à Bacia do Rio Paraíba do Sul, baixa vazão de água, cheias enormes todo ano, excesso de estiagem e de cheias, e todas essas questões, nós entendemos que são causadas pelas porções acima de nós, a porção mineira e a porção paulista. Então é preciso haver integração e responsabilização de toda a Bacia, para que os problemas sejam resolvidos por todos”, ressalta o vice-presidente do Ceivap.

Durante os três dias de evento, os participantes também fizeram visitas técnicas à foz do Rio Paraíba do Sul, à Reserva Caruara, em São João da Barra, ao sistema de canais da Baixada, à Estação de tratamento de água da Coroa e ao Centro de Educação Ambiental de Campos (CEA).
Secretário de Agricultura de Campos, Almy Júnior (Imagem: Divulgação)

O secretário de Agricultura de Campos, Almy Júnior, destacou que economicamente, a insegurança hídrica impacta toda a região. “A gente poderia, por exemplo, discutir um terminal pesqueiro pra cá, mas temos a questão do avanço do mar que precisamos solucionar. Outro problema, hoje um barco não consegue entrar no Paraíba ou no Canal das Flechas para desembarcar uma pesca, então na agricultura, olha o impacto da falta de limpeza de um canal e do avanço de um lençol de água, por exemplo, no momento de uma colheita!”, explica Almy.

Ações imediatas
De acordo com o vice-presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), João Siqueira, a revitalização das comportas dos canais da Baixada, que será realizada com o apoio da Prefeitura de Campos deve ser iniciada de imediato. O projeto já está pronto e aguarda recursos para este semestre. “Nós contratamos uma empresa, que durante um ano elaborou um grande projeto de revitalização das comportas do Rio Paraíba, temos comportas no canal de Coqueiro, Cacomanga, Macaé, Cambaíba, e todas vão ser reconstruídas e terão instaladas bombas, para na época da seca, bombear água para esses canais e manter a Baixada com água o ano todo”, afirma Siqueira.

Durante o Simpósio, também foi elaborada a proposta para que os recursos oriundos da compensação da captação de água e da contrapartida ambiental, principalmente do Porto do Açu, sejam aplicados aqui na região, para revitalização dos canais e para dar segurança hídrica ao Noroeste Fluminense. “Há um estudo do Ceivap, que propõe a utilização de recursos federais para a construção de cisternas no Rio Pomba, Muriaé, e elas servirão para manter uma vazão mínima no Noroeste, impedindo as cheias e permitindo que haja um fluxo de água num todo, com isso, possibilitando desenvolvimento e atração de empresas na região”, finaliza.

Bacia do Rio Paraíba do Sul

Aproximadamente 14 milhões de pessoas, dentre elas, os 8,7 milhões de habitantes da região metropolitana do Rio de Janeiro, se abastecem das águas da Bacia do Rio Paraíba. A Bacia Hidrográfica se destaca pelos inúmeros e frequentes conflitos sobre o uso de suas águas.

O Rio Paraíba do Sul banha os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais atravessando a conhecida região sócio-econômica do Vale do Paraíba, sendo o rio mais importante do estado do Rio de Janeiro. Sua nascente está localizada na serra da Bocaina, no município de Areias.
Fonte: J3News

Indígena Goitacá: mitos e verdades sobre antigos habitantes da região

No mês em que lembramos o Dia dos Povos Indígenas, duas especialistas dão respostas fundamentais para nossa história

POR THABATA FERREIRA
Há relatos do uso de flechas utilizando as pernas, pelos indígenas Goitacá (imagem: Biblioteca Nacional)

Todo o universo que envolve os indígenas da nação Goitacá, aqueles que faziam parte dos povos pioneiros nas regiões alagadas de Campos — na época da antiga Capitania de São Tomé — sempre foi uma questão para despertar curiosidades. Principalmente a partir deste século, muito se tem questionado sobre hábitos, características e práticas destes indígenas, mas, também, o confronto dos relatos vem gerando dúvidas, desde alunos até estudiosos da área. Os indígenas Goitacá caçavam tubarões? Eles eram canibais? Foram exterminados com roupas contaminadas pelos povos europeus? Muitas destas questões ainda causam indagações no imaginário popular. Por isso, no mês em que se lembra o Dia dos Povos Indígenas (em 19 de abril), duas especialistas na área, as historiadoras Sylvia Paes e Graziela Escocard, buscaram dar respostas a estas e outras questões.
Museu Histórico de Campos está com exposição ‘Entre Ossos e Urnas’ sobre os vestígios arqueológicos do indígena Goitacá (Imagem: Carlos Grevi)

Segundo Graziela, guaiatacá, aitacaz e itacaz, são algumas das vertentes de nomes dadas nos relatos sobre o indígena Goitacá. No entanto, outras tribos também passaram pela região como os Coroados, Puris e Guarulhos. Contudo, o indígena Goitacá predominou neste território, reforça a especialista, sendo considerado por alguns viajantes como ‘o senhor absoluto das terras da Capitania de São Tomé’.

Quanto à literatura sobre o tema, a professora de História, dedicada à memória regional/local, Sylvia Paes, explica que há relatos do indígena Goitacá a partir de três perspectivas: dos viajantes, dos cronistas e dos memorialistas. “Os viajantes são aqueles que estiveram na Planície desde o século XVI e já falam do indígena Goitacá. Os cronistas chegam um pouco depois, mas eles vão olhar mais a cidade, falar do indígena, mas com traços culturais. Os memorialistas vão beber da fonte do viajante e do cronista e falar a mesma coisa com outras palavras. Ou seja, guardar a memória para que ela não se perca”, conta.

E Graziela completa: “os memorialistas, por um determinado período, distorceram as falas destes viajantes, levando muito a sério seus relatos, sendo que são falas eurocêntricas. Então a gente tem que tomar muito cuidado com a interpretação”, defende Escocard.
Historiadora Sylvia Paes conta suas perspectivas e impressões (Imagem: Arquivo)

Dentro destes relatos apresentados, segundo a professora Sylvia, um viajante descreveu essa caçada ao tubarão. “Na verdade, a gente não tem tubarão. A gente tem cação no nosso litoral. Mas como viajante também não era ‘expert’ em animais marinhos, ele registrou como tubarão. Hoje a gente sabe que não é tubarão, mas um cação”, desmistificou.

O indígena Goitacá era canibal?
Já sobre o indígena na nação Goitacá ser canibal, Sylvia Paes diferencia e defende que eles não eram canibais. “Há uma diferença entre canibalismo e antropofagia. São dois ritos ou práticas diferentes. O canibalismo é uma prática que você come a carne humana ou por fome ou por ‘maluquice’, como eu costumo dizer para a garotada. Isso existe. Há registros de alguns acidentes que já aconteceram e, para que os indígenas vivessem, em um período de escassez, eles tiveram que lançar mão de comer carne dos que morreram perto deles”, define, de forma descontraída, este primeiro.

Com relação à antropofagia, a historiadora pontua: “a prática da antropofagia, é comum em muitas tribos espalhadas no mundo inteiro, desde os tempos mais remotos até hoje. Não era uma prática só do indígena Goitacá. Quem descreve uma prática dessa foi um viajante francês que morou no Rio de Janeiro e viveu com os indígenas. Ele vai escrever uma obra na qual explica essa prática. Não era qualquer carne que se comia, era a carne daquele guerreiro que não corria do medo, que lutava uma guerra bravamente. Esse era o escolhido para ser honrado com o ritual da antropofagia. Ou seja, todos queremos ser iguais a ele: bravos, valentes, guerreiros, destemidos. E, aí sim, era praticada essa antropofagia”, finaliza.

Eles foram exterminados com roupas contaminadas pelos povos europeus?
“Quanto a esse termo: extermínio, eu particularmente sempre achei ele muito forte”, dispara a professora Sylvia. “Eles estavam desde o século XVI se misturando com o colonizador. Eles estavam se casando, se miscigenando, gerando filhos mestiços. Mas o sangue Goitacá estava ali. Também com negros houve essa miscigenação. Muito provavelmente, quando começaram os massacres e a morte por doenças, eles fugiram”, comenta.

Para reforçar sua teoria, a historiadora lembra que, “hoje, encontram-se muitos grupos da mesma linhagem linguística do indígena Goitacá, que é o macro-jê. Um deles é o grupo Xavante, que está no interior do Brasil. Outro grupo é o Fulni-ô, que está em Pernambuco. Então são grandes representações, quem sabe, de um ex-Goytacá. Não sei. Uns teriam fugido, outros se miscigenado e eles, com certeza, moram em mim”, acolhe Sylvia.

Outras características
Historiadora e, também, Diretora do Museu Histórico de Campos, que está recebendo exposição sobre o tema, Graziela Escocard lembra que os Goitacá sempre foram conhecidos por serem guerreiros. Não aceitavam que seu território fosse invadido. Grazi lembra, também, que os viajantes citam que o Goitacá era um exímio caçador e contavam com uma imensa reserva alimentar.

“Caçavam em bando, pelos campos e matas. Usavam arco e flecha grandes. Há, inclusive, relatos do uso de flechas utilizando as pernas”, segundo um dos viajantes. Sobre as características físicas, segundo citação de Simão de Vasconcelos, os Goitacá tinham “o cabelo no alto da cabeça raspado a modo dos calvos, e os demais crescidos até o ombro, a modo de Cesare”. Já Jean de Léry diz que o goitacá possuía “os cabelos compridos e pendentes até às nádegas”, ao contrário de outros indígenas que cortavam os cabelos na frente e na nuca. “Andavam nus, sem nenhum adereço aparente, tanto que nas escavações arqueológicas [no Sítio Arqueológico do Caju, em Campos] só foi encontrado dentro das urnas conchas, afirmando tal citação”, sinaliza Graziela.
Fonte:J3News

Colisão entre dois veículos deixa seis pessoas feridas e um óbito na RJ224 em São Francisco de Itabapoana


Um grave acidente entre dois veículos deixou um homem morto e seis feridos na noite deste sábado, 15, na RJ-224, entre Imburi de Cacimbas e Morro alegre, em São Francisco de Itabapoana.

Morreu no acidente o motorista de um dos veículos, identificado como Júnior, que é motorista de uma Van (Roxa) autorizada pelo Detro. Ele estava sozinho em um veículo particular. Júnior, filho de Chiquinho Maranhão, residia em Imburi.

No outro veículo estavam seis pessoas, sendo dois casais e duas crianças. Uma mulher, uma menina de 5 anos e um homem foram socorridos em estado grave. As vítimas deste segundo veículo voltavam de um culto evangélico ocorrido em uma igreja de Floresta.

Três equipes do Resgate Municipal e também equipes do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para o local. As seis pessoas feridas foram socorridas pelas equipes do Resgate Municipal. Chovia no momento do acidente, o que dificultou ainda mais o trabalho das equipes.

A passagem ficou em meia pista sendo contornada pela equipe da Entransfi, juntamente com policiais militares do Bprv.
Redação

Homicídio doloso em Volta Redonda São Francisco de Itabapoana RJ


Quando em patrulhamento policiais militares da 3ª Cia de São Francisco de Itabapoana foram acionados pelo sargento de dia por volta de 23 horas deste sábado, 15, para que a viatura procedesse a Rodovia Simão Mansur em Volta Redonda para verificar vítima de paf. 
Em apoio a Guarnição compareceu o PATAMO 3 comandante  da região. 

No local já se encontrava o resgate municipal e uma viatura, que constatou o óbito de Hércules Rangel Nunes, 33 anos. 

Em contato com a testemunha que e sobrinho da vítima que se encontrava no local o mesmo informou que mandaram uma mensagem pra ele dizendo que alguém tinha matado um em Volta Redonda o tal de Herquim irmão de Biliguim. Ele nem respondeu a mensagem e veio ver e constatou que era o seu tio. Foi perguntado ao moradores se alguém viu ou ouviu alguma coisa que possa ajudar para esclarecer o motivo ou autores do crime. Ninguém viu ou ouviram nada. 

Diante dos fatos foi acionado a 147ª DP para as medidas cabíveis. Em apoio a supervisão de oficial compareceu no local. As 00:32 horas chegada da perícia, que informou aparentando uma perfuração na cabeça. Remoção feita pelo Rabecão. 
Diante dos fatos procedemos a 147ª DP.
Fonte: PM

Homicídio doloso em Retiro São Francisco de Itabapoana


Por determinação de 3ª Cia de São Francisco de Itabapoana, policiais militares procederam neste sábado  por volta de 15.30 horas a estrada de Guarixima em Retiro, onde foi confirmado um homicídio, onde dois elementos chegaram em uma moto e adentraram no bar do Chico, próxima a Marquise onde a vítima se encontrava e efetuaram diversos disparos contra o mesmo e em seguida tomaram rumo ignorado.
Fonte:PM

sábado, 15 de abril de 2023

É hoje a grande inauguração do mais novo espaço em São Francisco, CENTRAL DO LAÇO, anexo a casa de show New Open Bar

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Confira a programação do Jardim São Benedito neste final de semana

O espaço é uma das opções para usufruir de um momento de lazer com família e amigos em Campos

O final de semana chegou e o Jardim São Benedito é uma das opções para usufruir de um momento de lazer com família e amigos em Campos. O espaço cria e fortalece conexões ao ar livre, em meio ao ambiente urbano da cidade. Neste sábado (15), os campistas poderão prestigiar a tradicional Feira do Artesão e aproveitar para vacinar seu animal de estimação ou até mesmo adotar um pet na Feira de Adoção do CCZ, que também estará no local no domingo (19). 

A Feira do Artesão funciona das 9h às 17h, e conta com diversos tipos de artesanato, como costura criativa, antiguidades, patchwork e crochê. A iniciativa é do Departamento de Economia Solidária, ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e, também, pela Associação dos Artesãos de Campos.

O jardim também é ponto fixo para a realização da Vacinação Antirrábica e da Feira de Adoção de Cães e Gatos, que acontece aos sábados e domingos, sempre das 9h às 17h. A ação é coordenada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde.

A vacina antirrábica deve ser administrada anualmente e é a principal forma de prevenção e controle da raiva. Estão aptos a receber a vacina animais a partir de três meses de idade e adultos saudáveis, além daqueles que expiraram o ciclo de 12 meses da última dose. Fêmeas gestantes ou amamentando e filhotes menores de quatro meses de vida não são vacinados.
AsCom

Campos segue sem registrar mortes por Covid-19


Raio X Campos / Folha da Manhã
Na noite desta sexta-feira (14), a secretaria municipal de Saúde de Campos divulgou mais um Boletim Coronavírus. Nos últimos sete dias, o município não teve mortes por Covid. No mesmo período, Campos registrou 19 casos da doença.
Desde o início da pandemia, foram confirmados 63.699 casos de Covid-19 e 1.880 mortes pela doença. Ainda segundo a Prefeitura, a taxa de ocupação de leitos clínicos está em 5,9%. Já a de UTI chega a 16,7%.

Até esta sexta, 417.327 pessoas haviam recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19, 366.899 a segunda e 10.650 a dose única. A terceira dose foi aplicada em 225.844, a quarta foi aplicada em 103.740 pessoas. Já a bivalente, 16.615 campistas receberam.
O município está na Fase Branca do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Social. A Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a seguir com as medidas de prevenção como manter o distanciamento social, evitando ambientes com aglomeração, lavar bem as mãos e usar álcool 70%. Recomenda fortemente o uso de máscaras em ambientes fechados públicos ou privados. Em caso de ingresso em unidades de saúde, o uso de máscaras continua obrigatório.
Fonte:Fmanhã

Indulto dado por Bolsonaro beneficia condenados da Chequinho

RODRIGO GONÇALVES 

Ponto Final / Ilustração
Espera em Brasília
Como mostrou a coluna Ponto Final do sábado passado, a aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), movimenta também a política campista. Ex-vereadores condenados na Operação Chequinho recorriam diretamente ao magistrado para serem beneficiados pela mesma decisão, dada por ele, que anulou a condenação imposta pela Justiça Eleitoral a Thiago Ferrugem. O ex-vereador e outros políticos, entre eles o ex-governador Anthony Garotinho (União), foram presos em uma investigação que mirou irregularidades no programa “Cheque Cidadão”, no governo da ex-prefeita Rosinha Garotinho (União), que, segundo denúncia, foi utilizado para compra de votos.

Vitória em Campos
Se em Brasília, por enquanto, as movimentações vão depender da indicação de um novo ministro ao STF, em Campos, condenados da Chequinho foram beneficiados recentemente por decisões do juiz da 76ª Zona Eleitoral, Leonardo Cajueiro D’Azevedo, que tomou como base o Decreto de Indulto nº 11.302/2022, assinado no final do ano passado por Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente beneficiou todos os condenados à prisão por crimes não violentos cuja pena máxima prevista no Código Penal seja inferior a cinco anos de reclusão ou detenção.

Perdão da Justiça
Nas decisões favoráveis dadas pelo juiz foram beneficiados os ex-vereadores Ozeias Azeredo, Miguel Ribeiro (Miguelito) e Cecília Ribeiro Gomes, além das ex-funcionárias da Prefeitura de Campos Ana Alice Ribeiro e Giselle Koch. Os réus foram condenados por crimes eleitorais com penas máximas de quatro anos. “Os crimes não se enquadram nas proibições constitucionais de concessão de indulto e tão pouco nas exceções do próprio decreto”, escreveu o juiz na decisão, concedendo o Indulto Natalino. “Declaro extinta a punibilidade (...) não extensível às penas de multa”.

De volta
A operação Chequinho foi deflagrada em Campos no ano das eleições municipais de 2016, a partir da denúncia de assistentes sociais concursadas da Prefeitura, sobre distribuição sem critérios técnicos do antigo benefício do Cheque Cidadão para compra de voto. A investigação causou uma grande alteração na composição da Câmara Municipal na Legislatura passada, com vereadores eleitos e suplentes sendo cassados. Dos mais de 40 candidatos punidos, a maioria já poderá estar de volta ao cenário eleitoral em 2024.

Fim da inelegibilidade
Quem explica isso é o advogado eleitoral Paulo Roberto de Azeredo, que atuou tanto nas ações que resultaram no benefício do indulto, quanto no pedido feito no STF para a extensão da decisão que anulou a condenação de Ferrugem a outros políticos. Segundo ele, os condenados nas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) estariam, a partir de 2 de outubro de 2024, aptos a concorrer a cargos eletivos. “O prazo de inelegibilidade decorrente da condenação por abuso do poder econômico ou político tem início no dia da eleição em que este se verificou e finda no dia de igual número no oitavo ano seguinte, conforme Súmula nº 19 do TSE”.

Criminal no STF
Como o primeiro turno sempre é marcado para o primeiro domingo de outubro, em 2024 está previsto para dia 6, tendo já vencido o impedimento colocado nas Aijes. E é aí que se explica a grande corrida ao STF, já que para aqueles que foram condenados também na ação criminal a situação é diferente. Primeiro se cumpre a pena imposta (ficando suspensos os direitos políticos) e depois iniciam-se os oito anos de inelegibilidade. Na decisão que anulou a condenação de Ferrugem, em março de 2022, Lewandowski levou em consideração o recurso da defesa que disse terem sido usadas provas ilícitas.

Expectativa
A decisão, por exemplo, não se aplicou automaticamente a outros condenados, entre eles Garotinho, que teve um pedido da sua defesa negado pelo próprio ministro. No entanto, ainda aguardam a avaliação do STF os ex-vereadores Thiago Virgílio, Linda Mara, Kellinho e Jorge Rangel. Se beneficiados, poderiam voltar ao cenário eleitoral do próximo ano ou, no mínimo, assumir cargos na Prefeitura e Câmara, hoje impedidos pela Lei da Ficha Limpa. Ferrugem, ao ser liberado, foi nomeado chefe de gabinete do prefeito. “Com a aposentadoria do relator, o processo deles ficará parado até a indicação do novo ministro por Lula”, disse o advogado Paulo Roberto.

Quem vai entrar?
A expectativa agora é saber quem herdará as ações e quando. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi aconselhado por pessoas próximas a aguardar a aposentadoria da ministra Rosa Weber, prevista para outubro, e fazer um anúncio único de indicações às vagas abertas no STF. No entanto, não deve adiar a indicação para a vaga aberta com a aposentadoria de Lewandowski, o que deve ocorrer na volta da viagem à China. A indicação mais provável e polêmica é de Cristiano Zanin, advogado que defendeu o petista na Lava Jato.
Fonte: Fmanhã

Bandidos caem da moto antes de tentativa de assalto a funcionários de lanchonete de Campos



Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento de uma tentativa de assalto completamente atrapalhada, em Campos. O caso aconteceu no início da madrugada de quinta-feira (13). Dois homens em uma moto chegaram para assaltar funcionários de uma lanchonete, no bairro do Jóquei. Assim que eles chegam, a moto derrapa em uma poça d’água e os bandidos caem. A moto ainda bateu na traseira de um carro que estava estacionado em frente ao estabelecimento.

Após a queda, um dos assaltantes, que estava segurando uma arma, vai até um dos funcionários da lanchonete para tentar pegar algum objeto, mas ele não consegue. Em seguida, o bandido revista o motorista do carro e um outro funcionário da lanchonete, mas também não consegue pegar nada.

De acordo com o proprietário do estabelecimento, Vittor Barbosa, assim que os bandidos caíram, os funcionários jogaram seus pertences para debaixo do carro. Ele disse ainda que os assaltos a estabelecimentos são frequentes na região do Jóquei.

"A mochila que estava com os bandidos é de um funcionário do meu sobrinho, que tem uma lanchonete na rua João Maria. Eles assaltaram o rapaz e vieram assaltar aqui também. Como eles não conseguiram levar nada dos meus funcionários, eles foram tentaram assaltar uma sorveteria que fica em uma rua atrás da gente"

Vitor disse que ainda vai registrar um boletim de ocorrência da tentativa de assalto na delegacia. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi encontrado.
A Polícia Militar informou que não houve acionamento das equipes no momento da ação. A PM disse ainda que assim que tomou conhecimento, o comando do 8º BPM iniciou um trabalho conjunto com a delegacia da área para identificar e localizar os envolvidos na ação. Sobre a reclamação de insegurança no bairro, a Polícia Militar disse que o policiamento também já foi direcionado em reforço àquela região.
Fmanhã