domingo, 9 de novembro de 2025

Após 11 anos, a Cultura volta ao Palácio

Espaço reinaugurado durante o 6º Festival Doces Palavras será a casa definitiva da Fundação Cultural, da Biblioteca Municipal e do CETEC

Por Nelson Nuffer
Fotos: Silvana Rust

O Palácio da Cultura reabriu as portas na última quarta-feira (5), após 11 anos fechado para reformas. A reinauguração aconteceu junto da 6ª edição do Festival Doces Palavras (FDP!), que aconteceu no espaço até este domingo (9). Mais do que o fim de uma longa espera, a reabertura marca o recomeço para instituições que estavam sem sede própria, além do retorno da Biblioteca Municipal Nilo Peçanha, desativada há uma década.


A saga pela reabertura do Palácio da Cultura foi longa e conturbada. O J3News noticiou ao longo dos anos as diversas fases, desde a paralisação das obras e embargos judiciais até discussões sobre a destinação do espaço. Com a revitalização, foram criadas e reformadas salas administrativas, espaço de atendimento, sala de reuniões, mini-auditório e áreas destinadas a coworking. A biblioteca, com seção infantil, e um espaço para exposições também integraram as intervenções. O novo projeto contempla mais usos do espaço de formas inovadoras para o lazer, com uma pista de caminhada que contorna a estrutura.
Solenidade|Reinauguração aconteceu no dia 5 de novembro

Fernanda Campos

“É muito gratificante conseguir reabrir esse espaço, realizando um sonho da comunidade campista. Tenho certeza de que será muito bem frequentado por quem ama cultura, literatura e tecnologia”, destacou o prefeito Wladimir Garotinho, adiantando ainda que o será implantado o cinema popular no novo Palácio da Cultura.

A sensação de retorno à casa é destacada pela presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Fernanda Campos. “Voltar para casa, traz um gás muito maior pra gente, um fôlego novo”, disse. Ela revela que a ideia de reinaugurar o espaço durante o Festival Doces Palavras surgiu em reuniões de planejamento e foi abraçada pelo prefeito, Wladimir Garotinho. “Acatou e falou ‘vamos fazer junto’, e está sendo um sucesso”, conta.
Carlos Augusto Alencar (Foto: Nelson Nuffer)

Para o presidente da Academia Pedralva de Letras e Artes (APLA), Carlos Augusto Alencar, a reabertura é uma grande conquista. “Esses mais de dez anos que nós ficamos sem o Palácio da Cultura foi muito ruim para as instituições. Não fosse a atitude de alguns heróis da cultura, muitas teriam fechado ou teriam graves consequências para a sua existência”, afirma Alencar, que viu a Pedralva ter que se abrigar no Museu Histórico de Campos para realizar suas reuniões.

“A comunidade cultural de Campos merece esse espaço. O Palácio da Cultura aberto significa a volta de instituições para cá, significa espaços que podem ser usados para exposição, palestra, cursos, enfim, voltados à cultura”, comemora.
Ronaldo Júnior (Foto: Nelson Nuffer)

Nova missão do Palácio da Cultura
Ronaldo Júnior, presidente da Academia Campista de Letras (ACL), reflete sobre a “lacuna enorme” que a ausência do equipamento causou nos movimentos culturais da cidade ao longo dos últimos 11 anos. Ele também aponta para o duplo desafio que aparece para o Palácio: resgatar as memórias afetivas dos campistas mais antigos e, ao mesmo tempo, criar novas referências para uma geração que nunca frequentou o local. “Como vamos criar novas memórias com novos campistas que ainda não tiveram essa oportunidade de vir aqui? Acho que isso é muito por meio da mídia, do boca-a-boca, das memórias, de falarmos sobre esse espaço, de nos apropriarmos dele”, pontua.

Para Ronaldo, o Festival Doces Palavras cumpre um papel simbólico crucial nesse processo de reapropriação. “O Festival acaba cumprindo uma função maravilhosa, que é de ocupar, simbólica e factualmente, um Palácio da Cultura que tenha esse desafio, essa dimensão da identidade daqui pra frente”, diz.

O dia seguinte ao FDP!
Com o encerramento do Festival Doces Palavras, se levanta a pergunta sobre a rotina do Palácio da Cultura. A presidente da FCJOL adianta que os próximos dias serão de muito trabalho e anuncia a publicação de um edital de chamamento para ocupação do Salão de Artes. “Nós vamos ter atividades culturais, esportivas”, enumera Fernanda Campos.


Um dos principais pontos da reabertura do Palácio da Cultura é o retorno da Biblioteca Municipal Nilo Peçanha, que já está funcionando com um programa de doação de livros para recompor seu acervo. “A Biblioteca Municipal está aberta, inclusive com um programa já de doação de livros, então quem puder e quiser doar livros para nova configuração da biblioteca, a gente já está recebendo esses exemplares”, convida.

Carlos Augusto Alencar reconhece que a biblioteca volta “ainda debilitada”, mas enxerga isso como um ponto de partida essencial. “É alguma coisa, e nós temos que começar, mesmo que voltando muitas casas, mas agora temos um caminho de novo. O Palácio da Cultura nos dá esse caminho”, comenta.


Novidade
Outra novidade é a convivência no mesmo espaço com o Centro de Educação, Tecnologia e Ciência (CETEC), vinculado à Secretaria Municipal de Educação, e seus programas, o Mais Ciência, Mais Ciência na Escola e StartUp Campos, além da Escola de Formação de Educadores Municipais. Fernanda Campos garante que a divisão será sinônimo de colaboração, e não de fragmentação. “A gente está dividindo esse espaço, mas não é um espaço repartido, no sentido de ser excludente, muito pelo contrário. Nós vamos ter muitos e muitos momentos de trabalhos conjuntos, de projetos que unam a educação, a cultura, a tecnologia e a ciência”, explica.
J3News

Comodidade com atenção redobrada

Bicicletas elétricas estão no auge de popularidade, e seus perigos também

Por Nelson Nuffer
Números|Acidentes envolvendo bicicletas elétricas seguem em alta (Fotos: Silvana Rust)

Velozes e silenciosas, as bicicletas elétricas estão em alta e a cada dia é possível vê-las se multiplicando pelas ruas de Campos, trazendo mais tecnologia e comodidade para a mobilidade urbana, mas também novos desafios para a segurança no trânsito. Dados do Hospital Ferreira Machado (HFM) mostram que os acidentes envolvendo ciclistas, sem distinção entre os modelos convencionais e elétricos, se mantiveram altos nos cinco primeiros meses do ano, com 432 registros, sendo maio o pico de atendimentos, com 108.

Para o professor e instrutor de trânsito do Sest/Senat, Eduardo Lugão, a popularização desses veículos é um fenômeno nacional. “Por ser um veículo leve e fácil, muitas pessoas se sentem encorajadas a conduzir. Infelizmente, a maioria dessas pessoas sem nenhuma noção da legislação de trânsito e conhecimento da direção defensiva, tornando o trânsito extremamente perigoso”, alerta.
Pedro Borges

Perigos diários e invisíveis
Com a crescente no número de bicicletas elétricas, quem sente essa mudança na pele é o auxiliar jurídico Pedro Borges, que utiliza uma bicicleta comum para seus deslocamentos diários. Para ele, a tecnologia não é o problema, mas a falta de preparo. “Eu acho que se houvesse educação e política pública não seria um problema. Eu já quase fui tombado por uma dessas na ciclovia da Av. 28, porque elas não fazem barulho e passam a mil e não têm onde andar. O espaço que o ciclista comum tem, que já é pouco, se torna menor ainda”, relata.
Thaynara Souza

A advogada Thaynara Souza está no lado dos que adotaram a tecnologia. A escolha foi feita pelo lado financeiro, mas, mesmo como adepta das bicicletas elétricas, ela enxerga os problemas. “Eu estava pensando em pegar uma Biz ou uma moto elétrica, mas o custo com licenciamento, IPVA, gasolina não compensaria para mim no momento. Essas bicicletas têm a possibilidade de desbloqueio, então acaba que muita gente exerce a velocidade maior do que deveria”, critica.

Thaynara também comenta sobre o espaço compartilhado. “Acaba que não tem muito espaço no trânsito, então se invade o espaço do outro. Eu acredito em uma regulamentação, principalmente daquelas de porte maior, que acabam usando também a ciclofaixa ou a ciclovia para poder andar. Eu uso a ciclofaixa, mas evito usar a ciclovia”. Consciente das novas regras que entram em vigor em 2026, ela confirma que, apesar de já possuir a CNH, não precisa fazer ajustes no veículo. “A minha não vai precisar emplacar, porque ficou dentro do padrão do que vai ser exigido”, conta.

Educação e fiscalização
Em nota enviada para à reportagem do J3News, o Detran-RJ destaca que a segurança viária é preocupação constante. “O departamento realiza campanhas educativas de conscientização com frequência, sempre dando ênfase a motociclistas, ciclistas e pedestres, com distribuição de material educativo e palestras em escolas e empresas”, pontua o órgão, que ressalta que a regulamentação e fiscalização das bicicletas elétricas é competência das prefeituras.

Nesse caminho, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) informou que prepara uma campanha e nova sinalização voltada especialmente para ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos (patinetes elétricos, skates elétricos e bicicletas elétricas).

Novas regras em 2026
“Precisaríamos passar por um processo de reeducação para que o trânsito se torne mais seguro”, defende o instrutor Lugão. Para acelerar esse processo educativo, mudanças significativas chegam na virada do ano. A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor o prazo final para que os ciclomotores (elétricos ou a combustão) estejam devidamente registrados, licenciados e emplacados, exigindo de seus condutores habilitação de, no mínimo, categoria ACC.

Já as bicicletas elétricas e os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos permanecem dispensados desses requisitos. A circulação nas ciclovias e ciclofaixas para esses veículos mais leves não é proibida em nível nacional, mas está sujeita à regulamentação de velocidade que caberá aos municípios estabelecer. O uso de capacete, já obrigatório para ciclomotores, segue como um dos mais importantes itens de segurança e recomendados para todos os usuários.
J3News

CDL traz soluções para revitalização do Centro

Fórum sobre o tema foi realizado na entidade empresarial, que reuniu especialistas

Por Ocinei Trindade
Debate|Luciano Falcão, Marcelo Haddad, Fábio Paes, André Português e Vicente Loureiro (Fotos: Silvana Rust)

Campos dos Goytacazes voltou a reunir empresários, arquitetos, urbanistas, pesquisadores, autoridades e especialistas a fim de discutir a recuperação da degradada área central da cidade. O Fórum Requalificar o Centro – Diálogos para Transformação Urbana, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), na primeira semana do mês, contou com palestrantes ilustres. Eles apresentaram exemplos exitosos na recuperação do espaço urbano. O evento aconteceu um ano após o 1º Seminário de Revitalização de Centros Urbanos, também idealizado pela CDL-Campos, em parceria com várias instituições. A deterioração do Centro Histórico de Campos preocupa parte da população que depende de ações públicas.

O presidente da CDL, Fábio Paes, explicou a importância do Fórum:
“Ele é consequência do seminário que realizamos em 2024, no Centro de Convenções da Uenf, com urbanistas e pesquisadores do Brasil e do exterior. Este encontro é mais voltado para a discussão com especialistas em técnicas de revitalização de centros urbanos. Além de trazer a participação do governo para o processo de revitalização, trouxemos para Campos a inteligência do que está acontecendo em outros centros comerciais do Estado, do país e do mundo inteiro. É um ambiente de ideias, planejamento e aplicação. Reunimos formadores de opinião aqui, e isso reverbera na sociedade. A cidade consegue ter um clamor maior pela revitalização de uma área tão importante para o comércio e para a história de Campos”, diz.
Fábio Paes|Enfatizou a importância de propostas que sejam incorporadas de forma efetiva na agenda do poder público

Exemplos práticos
A manutenção de parte do Centro da cidade do Rio de Janeiro tem contado com propostas e ações de setores da iniciativa privada. É o caso do Grupo Aliança, que percorre uma área de 45 km², em 147 ruas da capital, toda semana, reportando aos sistemas da Prefeitura e do Governo do Estado todas as ocorrências de zeladoria, ordem urbana, segurança pública, iluminação e assim por diante. O CEO Marcelo Haddad, em sua palestra na CDL, exemplificou práticas que também podem ser aplicadas para requalificar o Centro de Campos:
Marcelo Haddad|Exemplificou práticas que podem ser aplicadas para requalificar o Centro de Campos

“A primeira iniciativa passa por sermos capazes de gerar inteligência sobre os problemas que acontecem no território. A partir disso, cobrar ativamente a atuação do poder público. Temos um nível de granularidade sobre o que acontece no Centro maior do que a própria Prefeitura. Por isso, fomos convidados a ser a primeira entidade não governamental a integrar o Centro de Operações. O segundo elemento é o que chamamos de advocacy. Este é um espaço onde sociedade, comunidade local, autoridades e empresários refletem juntos sobre o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer em determinada área.”

Haddad citou um modelo aplicado no mundo inteiro há mais de 40 anos, reconhecido como Business Improvement Districts (BIDs). “No Brasil, adaptamos para ‘Áreas de Revitalização Econômica’. São quatro pilares: limpeza adicional, segurança adicional, embelezamento e paisagismo, e promoção comercial daquele destino. O que fazemos é evidenciar problemas e orientar a ação pública; falar sobre o local e promover o destino; trazer uma proposta consolidada internacionalmente”, diz.

Planejamento e mobilidade
Especialista em planejamento urbano e conselheiro da Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Vicente Loureiro também palestrou no Fórum da CDL. Ele falou sobre mudanças importantes no modo como as cidades e as pessoas se comportam. “Falo de transição demográfica. Campos, por exemplo, cresceu pouco — cerca de 4% entre 2000 e 2022 —, mas outros fatores não acompanharam essa estagnação. Houve um crescimento expressivo do estoque imobiliário e um aumento muito grande no uso do automóvel. Isso impacta diretamente a área central, ao mesmo tempo em que novas centralidades surgem e novas formas de uso da cidade se consolidam”, define.
Vicente Loureiro|Destacou mudanças no modo como as cidades e as pessoas se comportam

Para Loureiro, outro ponto importante é o crescimento da população idosa em médias e grandes cidades do país. “Esse envelhecimento exige novas formas de prestar serviços e oferecer comodidade nos espaços públicos. Reflito as transformações no modo de fazer e agir das pessoas na cidade, como isso repercute no Centro e como esse território precisa se ajustar aos novos tempos. Acredito que há um espaço importante para atrair o setor privado a participar da gestão de algumas funções públicas. Isso é possível, desde que existam condições que garantam a continuidade da operação — seja custeando parte dela, seja criando mecanismos mais sofisticados, como fundos garantidores.” O especialista complementa:
“O poder público não tem capacidade de arcar sozinho com todas essas mudanças e seus impactos. É preciso dividir tarefas e, sobretudo, investimentos”, diz.

Miguel Pereira
Durante oito anos, André Português foi prefeito de Miguel Pereira, no Sul Fluminense. Atualmente, preside a Miguel Pereira Tour. A pequena cidade, que tinha baixíssimo orçamento, passou a ser referência em turismo, lazer e gastronomia em menos de uma década. O parque temático sobre dinossauros atrai milhares de visitantes. Tudo começou com a requalificação e a revitalização da área central, parcerias público-privadas e empreendedorismo. Essas ações foram compartilhadas durante o Fórum da CDL.
André Português|Falou sobre o êxito na revitalização do centro de Miguel Pereira

“Não sou um gestor político, mas um gestor empreendedor. Trouxe muito do espírito privado para o público. Fiz um grande projeto inovador, no qual executei a padronização das fachadas de todas as lojas da cidade. Enviei um projeto de lei para a Câmara para que o empresário que executasse a reforma tivesse cinco anos de isenção de IPTU. Miguel Pereira tinha o mesmo problema das cidades do Brasil: cresceu sem nenhum tipo de planejamento. É preciso trazer uniformidade para a cidade. Com isso, as pessoas se sentem mais confortáveis, o que gera mais empregos, aquece a economia e atrai recursos novos.”

André Português comentou a relevância da iniciativa privada na revitalização de áreas centrais. “O Brasil precisa discutir menos política e mais projetos e planejamento. Não existe cidade decretada a não crescer; o que existe é cidade sem projeto e sem planejamento. Parcerias público-privadas são fundamentais. Enquanto políticos tratarem empresários como inimigos, o país não vai crescer. A saída é transformar a prefeitura numa empresa. E, como toda empresa privada dá lucro, a empresa pública precisa dar resultado para a população.”
Luciano Falcão

Repercussão

Durante o Fórum Requalificar o Centro, alguns participantes puderam comentar e sugerir propostas para revitalizar e recuperar a área urbana da cidade. O coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Instituto Federal Fluminense (IFF), Luciano Falcão, moderou um debate com os palestrantes. “É muito positivo trazer conhecimento externo dos problemas que se repetem aqui. Claro que temos particularidades, questões locais. Reunimos agentes de várias tipologias, tanto do poder público quanto do poder privado, todos com o mesmo objetivo, e isso é muito importante.”
Cláudio Valadares

O subsecretário de Urbanismo de Campos, Cláudio Valadares, participou do evento. “É um momento muito importante, no qual se criou um debate que já vínhamos construindo há bastante tempo. Já temos um projeto, mas agora é preciso ampliar a sinergia de interesses, como foi dito aqui, somando as experiências de todos os envolvidos. É essencial manter esse tipo de diálogo para que as ações se transformem, de fato, em progresso. Acredito plenamente na recuperação das áreas centrais. Existem exemplos no Brasil e no mundo que mostram que é possível revitalizar.”

Outro representante da Prefeitura de Campos no encontro, o subsecretário de Turismo Edvar Júnior, defende a revitalização do Centro. “Achei as palestras sensacionais. Precisamos direcionar nossos pensamentos e projetos, com diálogo sempre aberto entre o empresariado e o poder público, para consolidar esse crescimento. Há projetos importantes de reocupação do Centro, inclusive na área do Rio Paraíba, pensando em moradia e equipamentos municipais”, comenta.

O presidente da CDL Campos, Fábio Paes, disse que é preciso avançar nas discussões de solução para o Centro. “As soluções existem e estão sendo aplicadas em outros municípios. O que queremos, a partir das ações que estamos desenvolvendo, é transformar essas ideias em um plano concreto. Queremos que as propostas sejam incorporadas de forma efetiva na agenda do poder público e que se tornem políticas contínuas, independentemente de gestão. Nosso objetivo é construir um caminho que permita iniciar um processo real de revitalização, com etapas claras, metas definidas e participação ativa da sociedade”, conclui.
J3News

Manobras radicais da equipe Louro Jhow encantam o público no Moto Fest

O Moto Fest em São Francisco de Itabapoana levou emoção ao público neste sábado (8), com uma apresentação cheia de adrenalina da equipe “Sem Limites”, comandada por Louro Jhow. O destaque ficou por conta do Wheeling — esporte radical com manobras e acrobacias feitas sobre apenas uma roda.


A prefeita Yara Cinthia prestigiou o evento e foi além: subiu na garupa de Louro Jhow e participou de algumas manobras, arrancando aplausos do público.

“É sempre emocionante! Esta já é a segunda vez que a equipe do Louro Jhow participa de um evento aqui no município, e sempre com muita adrenalina e alegria. É um show que encanta o público”, destacou.


“Quero agradecer à prefeita pelo apoio. Ter esse espaço é fundamental para fortalecer o esporte e a cultura no município”, afirmou Louro Jhow.


Motoclubes de vários estados prestigiam o evento, entre eles o motoclube Street Rebels, de Marataízes (ES). Wendell Luiz, integrante do grupo, elogiou o evento.

“Fizemos um bate-volta só para prestigiar o evento e ficamos muito impressionados com a estrutura, o espaço e, principalmente, com o apoio da Prefeitura. Sem esse tipo de incentivo, eventos assim não acontecem. Estão todos de parabéns”, afirmou.


Estiveram presentes o presidente da Câmara, Alexandre Barrão, e os vereadores Daniel Abílio e Sorriso.
AsCom

Muito rock e energia boa marcaram a penúltima noite do Moto Fest

A noite deste sábado (8) foi embalada por muito rock e clássicos inesquecíveis no segundo dia do Moto Fest. O cantor Rick Duarte e as bandas Acústico Drive e Projeto Paralelo 80 animaram o público com repertórios que misturaram sucessos nacionais e internacionais.


Abrindo a noite, Rick Duarte trouxe hits dos anos 80 como "Jogar Fora no Lixo", de Sandra de Sá, e Bwana",de Rita Lee. O show teve um momento especial para o casal Flávio e Cleia Bins, de Jaguaré (ES), que comemoraram 25 anos de casamento no evento. “Isso aqui é a nossa cara. Não tinha lugar melhor pra comemorar”, disse Cleia, emocionada ao receber os parabéns do cantor no palco.


Entre os destaques da plateia, a pequena Luna, de apenas 2 anos, encantou com seu estilo — laço rosa, colete de couro, vestido de oncinha e pulseiras coloridas — e seus passinhos cheios de energia. “Ela já nasceu no rock, ama música”, contou a mãe, Joana Veiga.


A banda Acústico Drive deu sequência à noite. Com show incrível a banda colocou o público dançar e cantar!


Encerrando a programação musical, a banda Projeto Paralelo 80 levou o público à nostalgia com sucessos dos Titãs e Ultraje a Rigor, como "Lugar Nenhum"* e "Nós Vamos Invadir Sua Praia"

Estiveram presentes o vice-prefeito Renato Roxinho, o deputado estadual Vitor Júnior, o presidente da Câmara Alexandre Barrão e os vereadores Mazinho Lava-Jato e Nelcimar Júnior.
AsCom

sábado, 8 de novembro de 2025

Tour São Francisco: Prova "Contrarrelógio" agita a tarde em Buena

A prova "Contrarrelógio", considerada uma das mais desafiadoras pelos atletas, foi realizada na tarde deste sábado (8), em Buena, localidade do município, como parte da programação do 1º Tour São Francisco. Ao todo, 119 competidores encararam o percurso.

O desafio da prova está no formato: cada atleta compete sozinho, contra o próprio tempo e o dos demais. A largada é individual, com intervalos de um minuto entre os participantes, exigindo concentração, resistência e estratégia.


Entre os competidores estava o campista Neilson Mendonça, da categoria C1. Com experiência desde 2007, ele elogiou a estrutura do evento. “O percurso é excelente, a organização está de parabéns e o apoio da Prefeitura faz toda a diferença. Torço para que o Tour São Francisco continue crescendo”, destacou.
AsCom

Tour São Francisco começa com provas de até 75 km, em Buena

O Tour São Francisco de Itabapoana começou neste sábado (8) com muita emoção. Logo cedo, os atletas se concentraram na Praça dos Três Poderes, em frente à sede da Prefeitura, fizeram um lanche e em seguida assinaram a súmula e pegaram o chip para dar início à primeira etapa da competição.


Em um momento de fé e união, um grupo de atletas participou de uma oração pedindo proteção a Deus antes da largada.

Da entrada da cidade, os ciclistas seguiram até a localidade de Buena, onde ocorreu a primeira prova oficial (1ª Bateria). Os percursos variam: para as categorias Feminina, Masculina e Master C, D e E, são 65 km; já para as categorias Elite, Sub-23, Júnior, Sub-30, A e B, o desafio é maior, 75 km, considerando a Largada Controlada.


A ciclista Eduarda Ferreira de Souza, de Leopoldina (MG), vai competir na Sub-23. Em apenas um ano, ela participou de 25 competições e conquistou quatro pódios. “O Tour é muito importante por causa do ranking, e a premiação também é muito boa. Por tudo que vi aqui de estrutura a competição tem tudo pra ser um sucesso, a prefeitura tá de parabéns, comentou.


Já o sanfranciscano Toni Silva, campeão estadual no Espírito Santo e atleta há dois anos, celebrou o evento: “Estou muito feliz. Competir em casa é muito gratificante. A estrutura está top bem organizado, isso dá gosto pra gente participar, a prefeitura preparou tudo com muito capricho”, afirmou.

Ainda neste sábado, ocorre a segunda etapa: a prova de Contrarrelógio, também com saída de Buena em direção ao Instituto Pinóquio, em Lagoa Doce. Nela, atletas das categorias Infantil e Infanto-Juvenil encaram um trajeto de 13 km. A largada é individual, com um intervalo de um minuto entre os participantes, seguindo a ordem de classificação da prova anterior.
AsCom