Na nova publicação, Fábio destaca que os problemas enfrentados pelo comércio campista não são isolados, mas reflexo de uma crise nacional
Por Nelson Nuffer
Para Fábio, a culpa do fechamento e da crise do comércio físico não está inteiramente no crescimento de vendas pela internet. Para ele, essa justificativa mantém a inércia do poder público, que deixa de cumprir seu papel em áreas essenciais para atrair consumidores a áreas comerciais importantes, como o Centro Histórico de Campos. “O que a gente precisa é fazer o dever de casa. Precisamos de um Centro que proporcione experiências positivas para o consumidor, que o estimule a vir ao Centro, seja para tomar um sorvete, passear, comer alguma coisa, para consumir. Ele precisa ter acesso, transporte público, limpeza, segurança, iluminação adequada, estacionamento e mobilidade. São pequenas coisas que são dever de casa do poder público”, afirma.
Fábio destaca o aumento do endividamento público, que dobrou de 0,7% para 1,4% do PIB, e a taxa Selic, em 14% ao ano, que encarece o crédito para os lojistas. “Quando a gente olha para essa crise, meio que sistêmica na economia nacional, a gente não tem como negar um reflexo de uma gestão pública federal no impacto dos negócios na escala nacional. Quem tem a caneta na mão, quem coloca as diretrizes, quem publica as normas, quem faz as alterações, quem cobra impostos e não entrega uma contrapartida adequada, são os governos. Então a gente tem que cobrar do governo”, pontua Fábio, que também fala sobre 9,1 milhões de empresas negativadas no Brasil, sendo 8,5 milhões micro e pequenas empresas.
“Campos tem os próprios problemas. A gente precisa sempre qualificar as pessoas que trabalham no comércio, qualificar os empregadores, os empresários e as CDLs, as associações comerciais, os SEBRAEs que estão aí fazendo isso o tempo inteiro. Mas não é só isso. A gente precisa olhar no geral e apoiar a economia local”, finaliza Fábio.







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