quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Saúde bucal amplia serviços odontológicos e leva cuidado a diferentes públicos em São Francisco

O trabalho reúne prevenção, tratamento e orientação, atendendo crianças, adultos e também pacientes internados


Em pouco mais de um ano e meio, a rede municipal de saúde bucal passou por avanços que ampliaram o acesso da população aos serviços odontológicos. A atuação envolve diferentes frentes de atendimento, com ações voltadas à prevenção, ao tratamento e à promoção de hábitos que contribuem para uma vida mais saudável.

Um dos destaques é a odontopediatria, que oferece atendimento especializado para as crianças desde os primeiros dentinhos. Entre os procedimentos estão restaurações, profilaxias, aplicação de flúor, extrações, tratamento de canal e orientação de higiene bucal. Cada criança é avaliada de acordo com sua necessidade, garantindo um cuidado adequado e humanizado.

Para a prefeita Yara Cinthia, ampliar o atendimento odontológico é cuidar da saúde e do bem-estar da população em todas as fases da vida. “É muito importante garantir esse cuidado desde os primeiros dentinhos e também oferecer atendimento de qualidade para adultos e pacientes que precisam de cuidados especiais. Queremos que cada pessoa seja acolhida com carinho, atenção e respeito.”

Somente na Clínica da Família, entre janeiro e agosto deste ano, 320 crianças foram atendidas e cerca de 640 procedimentos realizados.


A pequena Kezia Ribeiro, de 3 anos, é uma das crianças atendidas pelo serviço e está realizando tratamento de canal. Para a mãe, Juliana Ribeiro, contar com o atendimento oferecido pelo município faz diferença, especialmente diante do custo de um tratamento particular. Ela também destaca o cuidado da equipe para deixar a filha tranquila durante os procedimentos.

“É muito importante ter esse serviço oferecido pela Prefeitura, principalmente porque nem todo mundo tem condições de pagar por um tratamento assim. O atendimento é muito bom. Elas têm muita paciência com a Kezia, conversam com ela e têm todo aquele cuidado para que ela fique tranquila”, contou.

Para a odontopediatra Dra. Carolaine Ramos, começar o acompanhamento ainda na infância é fundamental para prevenir problemas e criar bons hábitos. “A prevenção é muito importante. Levar a criança ao dentista desde os primeiros dentinhos é fundamental para uma boa saúde bucal. Aqui, a gente atua de forma muito humanizada, respeitando a faixa etária de cada criança.”

O atendimento infantil também está presente nos OdontoMóveis, que percorrem diferentes localidades do município, nas unidades da Estratégia de Saúde da Família e no programa Educar Sorrindo. A iniciativa amplia o acesso aos cuidados odontológicos e leva prevenção e tratamento para mais perto das famílias.

E o cuidado também chegou ao ambiente hospitalar. A odontologia hospitalar já é uma realidade no município, ampliando a assistência aos pacientes internados e integrando o cuidado odontológico ao atendimento hospitalar.

Atendimento para adultos também é ampliado

Além da assistência infantil, a rede municipal oferece atendimento odontológico para adultos, com diferentes tratamentos e especialidades. Entre os serviços estão cirurgias, tratamento de canal, periodontia e atendimento a pacientes com necessidades especiais, ampliando as possibilidades de cuidado oferecidas à população.

A estrutura de atendimento também vem sendo fortalecida. Além dos materiais necessários para o trabalho dos profissionais, o município investiu na aquisição de novos equipamentos, como consultórios odontológicos completos, aparelhos de raio-X e fotopolimerizadores.

Os investimentos contribuem para melhorar as condições de trabalho das equipes e oferecer mais qualidade, segurança e eficiência nos procedimentos.

Da primeira consulta na infância ao atendimento especializado na vida adulta, a odontologia municipal amplia o acesso, fortalece a prevenção e leva mais cuidado à população.
AsCom

Emtransfi divulga alterações no trânsito da área central para desfile cívico

Interdições começam sexta-feira (04/08), às 11h e também envolvem trajeto de caminhões de cana de açúcar



A Empresa Municipal de Trânsito de São Francisco de Itabapoana (Emtransfi) adotará interdições na área central da cidade a partir de 11h de sexta-feira (04/07), em virtude do desfile cívico em honra a Independência do Brasil.

O ato será realizado na Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, com a participação de cerca de 1.200 alunos de 30 unidades escolares. Além dos estudantes, haverá participação de funcionários das escolas e creches e servidores de todos os departamentos e secretarias, como também da Polícia Militar.

Para organização de palco e segurança dos desfilantes, a Emtransfi vai interromper o fluxo de veículos na principal via da cidade, no trecho entre a Drogaria Pacheco e a Shalom Modas. A liberação ocorrerá ao término do desfile, previsto para 18h.

“No período de interdição, os condutores devem seguir pela rua Daud Salomão Acruche. Para ir sentido Campos dos Goytacazes, é necessário trafegar até a rua Júlio Gomes Marinheiro para, assim, acessar a RJ 224”, orientou a presidente da Emtransfi, Ana Carolina Rangel Palhete.

Outra alteração envolverá o trajeto dos caminhões responsáveis por transportar cana de açúcar. Este tipo de veículo não pode trafegar na rua Daud Salomão Acruche. Entretanto, excepcionalmente neste dia, eles serão autorizados a acessar a via, pois o acesso por Fazendinha estará fechado.
AsCom

Em fala sobre investigação da PF no caso Master, Marquinho Bacellar comenta situação de Rodrigo em presídio federal

Hevertton Luna 
Marquinho Bacellar / Reprodução/Câmara de Campos

O vereador Marquinhos Bacellar (União), durante seu discurso no Plenário da Câmara de Campos, nesta quarta-feira (2), comparou a situação de seu irmão e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União), com o suposto envolvimento do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o procurador geral da República, Paulo Gonet, com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O parlamentar comparou a situação de seu irmão e do desembargador Macário Júdice Neto com a de Moraes e Gonet.

“O crime se assemelha, o de vazamento de informação. Mas, Rodrigo não tinha o dever de ter a informação de uma operação policial. Quem tinha o dever da função da operação era o Macário, que também está preso, só que em um presídio comum”, explicou o vereador.

Mais adiante, ele denunciou a situação de Rodrigo no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O ex-presidente foi transferido, em julho deste ano, por conta de um suposto acesso a aparelho celular.

“Até hoje a gente não pode visitar Rodrigo. Ele ainda continua sem banho de sol há mais de um mês. Então são dois pesos de duas medidas”, frisou Marquinho.

Por fim, Marquinho questionou se Moraes terá o mesmo destino de Rodrigo.

“Se essa suspeita for verídica, vocês acham que vai acontecer o quê? Você acha que ele pode vir a parar em algum presídio? Você acha que pode acontecer alguma coisa com ele?”, indagou o parlamentar campista.
Fmanhã

CCJ do Senado aprova PEC que acaba com jornada 6×1

Matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa em dois turnos

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), por votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). A matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa, em dois turnos de votação.

A PEC 221 de 2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.

Dos 27 senadores presentes na comissão, apenas quatro registraram votos contrários: o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

O relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou todas as 36 emendas apresentadas à PEC, incluindo propostas para manter a possibilidade de escalas de 6×1 ou jornadas superiores a 40 horas.

“Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator.

A PEC foi criticada pelo líder da oposição Rogério Marinho, que reclamou do pouco tempo para debater o tema e destacou que a proposta traria inflação para a economia.

“Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, disse o parlamentar potiguar.

Estudos sobre o fim da 6×1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).

Rogério Marinho defendeu uma outra PEC, a que cria um regime trabalhista por hora trabalhada, e defendeu as negociações individuais entre patrões e empregados para definição da escala de trabalho.

“Esse projeto vai na contramão da necessidade de darmos competitividade à população, ao país e à sociedade brasileira”, criticou.

O líder da oposição ainda apresentou um destaque para limitar o descanso remunerado dos trabalhados à apenas um dia na semana. Porém, o destaque foi rejeitado pela CCJ.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos de Rogério Marinho e citou a pressão de empresários contra a PEC por aumentar direitos dos trabalhadores.

“Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente para atender os grandes empresários deste país”, afirmou.

A senadora defendeu que a PEC assegura mais dignidade à vida dos trabalhadores, “sobretudo às mulheres brasileiras, que têm dupla ou tripla jornada de trabalho, e hoje, com a aprovação do fim da escala 6×1, nós vamos dar dignidade, saúde mental e vamos melhorar a produtividade no Brasil”.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reclamou da “falta de mão de obra” no Brasil e defendeu a jornada flexível por hora trabalhada.

“Está difícil a contratação de funcionário. Nós, patrões, queremos que os nossos funcionários estejam com a melhor qualidade de vida”, disse, acrescentando que não tinha como apoiar a PEC.

“Como é que nós vamos reduzir de 44 horas para 40 horas e essa empresa vai ter a mesma produção? Claro que não. Não adianta nós dizermos que não vai aumentar os custos”, completou o senador por Rondônia.

Críticas
O relator da proposta, senador Omar Aziz, lembrou que mesmo o PL, partido da oposição, votou majoritariamente a favor da PEC na Câmara dos Deputados e rejeitou a tese de que a redução da jornada vai “quebrar” a economia.

“Quando se criou o 13º salário, diziam que o Brasil ia quebrar, ia ter problema. Depois que se reduziu de 48 horas para 44 horas, também [apontaram] os mesmos problemas. O Brasil é muito forte e tem uma massa trabalhadora que nos dá muito orgulho”, disse Aziz.

O relator da PEC do fim da 6×1 ainda criticou os acordos individuais entre patrão e trabalhador, argumentando que não há igualdade de condições nessa relação.

“O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é desse jeito ou ele tá fora. Aí uma pessoa que tá precisando desesperadamente daquele trabalho, vai aceitar. Acordo individual é assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, acrescentou.

O relator também rejeitou a emenda que aumentava a regra de transição da PEC de 14 meses para até quatro anos. Foram rejeitadas ainda as sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para uma lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas.

Fonte: Agência Brasil

Incêndio de grandes proporções atinge galpão de empresa no Porto do Açu, em SJB

Não houve feridos, nem danos ambientais

Por Yan Tavares
Imagem: Reprodução/Radar SJB

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Porto do Açu, na tarde desta quarta-feira (2), no município de São João da Barra. A assessoria de imprensa do Complexo Portuário informou ao J3News que o incidente ocorreu em um galpão da empresa OSX e que não houve feridos. As imagens cedidas ao J3 pelo portal Radar SJB mostram sai de controle rapidamente e exige a ação imediata de vários trabalhadores no local.

“O Centro de Operações e Resposta a Emergências (Core) do complexo foi acionado imediatamente e a situação foi prontamente controlada. Não houve feridos nem impactos ambientais. As causas do incidente serão investigadas”, afirmou o Porto do Açu em nota enviada ao jornal.
J3News

Força-tarefa segue com ações de recuperação de área de proteção à margem do Rio Paraíba

Também será feito o isolamento de vãos existentes sob a Ponte Saturnino de Brito, para evitar novas ocupações irregulares

Fotos: Vadinho Ferreira

Após uma semana, a força-tarefa mobilizada pela Prefeitura segue com as ações de reocupação da Área de Proteção Permanente (APP) à margem do Rio do Paraíba do Sul, na descida da ponte Saturnino de Brito, no lado da Lapa. Nesta semana, a limpeza de parte da área chegou a reta final e outras frentes de trabalho serão iniciadas.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Jorge Rangel, a intenção é fazer o replantio de árvores no local.


“Iniciamos na semana passada com uma primeira intervenção integrada com as secretarias de Segurança e Ordem Pública, da Defesa Civil, Meio Ambiente, Posturas e Assistência Social e Cidadania, entre outras. Retiramos o grosso e estamos finalizando a parte de limpeza de um trecho e já começamos no outro lado, com 50 pessoas, pois requer um trabalho mais manual. A nossa intenção, depois de concluída a limpeza e retirada de entulhos, é fazer um plantio nas áreas disponíveis para que a gente possa, definitivamente, manter a parte ambiental. A nossa intenção é limpar a área, preservar e disponibilizar para a comunidade poder usar”, explicou o secretário.

Outra intervenção identificada como necessária é o isolamento de vãos existentes sob a Ponte Saturnino de Brito, para evitar novas ocupações irregulares e reduzir riscos à própria estrutura, principalmente devido ao acúmulo de materiais inflamáveis e à possibilidade de incêndio no local. O bloqueio será feito pela Secretaria de Obras.



“A partir de amanhã já vai estar trabalhando no fechamento desses vãos, para evitar o acesso irregular embaixo da ponte. Acredito que, no máximo em dois dias, vamos estar concluindo o serviço de fechar os vãos. Como essa estrutura da ponte estava sendo utilizada irregularmente como moradia, percebemos que estavam acumulando alguns materiais que podem pegar fogo e afetar a estrutura da ponte”, explicou o subsecretário de Obras, José Fernando Guedes.


O secretário de Segurança e Ordem Pública, Maxwell de Araújo, também acompanhou os trabalhos desta quarta-feira (2). “Estamos aqui para inibir qualquer ato de ocupação irregular do território, já que se trata de uma Área de Proteção Permanente. E também estamos fazendo, juntamente com a Secretaria de Assistência Social, a abordagem de pessoas que queiram um espaço para que elas possam sair daqui e ter um lugar mais digno para ficarem”, disse.

Fonte: Prefeitura de Campos

Equipes do Paraesporte confirmaram presença na Olimpede, em Volta Redonda


Cerca de 2.500 mil pessoas de 111 entidades e instituições estarão presentes neste final de semana, em Volta Redonda para e dicas 2026 das Olimpíada da Pessoa com Deficiência (Olimpede). As equipes dos núcleos Paraesporte de Campos, Maricá e Copacabana também já confirmaram presença. As equipes do Paraesportes vão hoje a noite para Volta Redonda. 

A cerimônia de abertura esta confirmada para esta sexta-feira (4), às 15h, no Clube dos Funcionários, na Vila Santa Cecília. O evento reunirá atletas dos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e do Distrito Federal. 

Para o presidente da Associação Paraesporte, maior projeto sócio-esportivo do país voltado para pessoas com deficiência intelectual e física, Raphael Thuin, este é mais um momento de inclusão dos nossos alunos e de crescimento individual de cada participante. Afinal, muitos estarão só com os professores, mostrando autonomia e desenvolvimento.", explicou. 

A Olimpede tem a organização da Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e tem como proposta promover uma competição esportiva participativa e inclusiva. Durante os três dias do evento estão previstas cerca de 100 provas entre as modalidades de atletismo, natação, bocha, futsal, judô, entre outras, além da estreia da capoeira. 

De acordo com o professor e coordenador geral Paraesporte/Uenf/Enel/GNA, Fábio Coboski, só do Núcleo Campos dos Goytacazes estaremos levando cerca de 120 alunos que vão competir nas modalidades de natação, vôlei especial, atletismo, tênis de mesa, entre outras atividades esportivas. Incluindo os alunos dos núcleos de Maricá e Copacabana que vão estrear na Olimpede. Em 2025 os atletas campistas conquistaram 41 medalhas, sendo 21 de ouro, 4 de prata e 16 de bronze.
Fonte:Jô Siqueira

Homem é morto a tiros em Baixa Grande Caso será investigado pels 134ª DP (Centro)

Por Nelson Nuffer



Um homem foi morto a tiros na tarde desta quarta-feira (2), em Baixa Grande, na Baixada Campista.

De acordo com a Guarda Civil Municipal, uma equipe chegou ao local por volta das 16h45, mas o homem já foi encontrado morto. Os agentes realizaram o isolamento e a preservação da área até a chegada da Polícia Militar e da perícia. O corpo será removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos, e o caso será registrado na 134ª DP (Centro). Ainda não há informações sobre suspeitos ou motivação do crime.
J3News

Pesquisador da UENF defende medidas preventivas em relação aos efeitos do El Niño nos próximos meses

Fenômeno pode provocar ondas de calor, seca, ventos e chuvas irregulares até 2027; planos de contingência no estado do Rio estão em pauta

Por Ocinei Trindade
Geógrafo e pesquisador da Uenf, Marcos Pedlowski (Arquivo)

Campos dos Goytacazes e outros 91 municípios do estado do Rio de Janeiro estão inseridos em um Plano de Contingências do governo estadual, por conta de efeitos e reações do El Niño previstos para os próximos meses. De acordo com especialistas, o fenômeno climático deve provocar ondas de calor intenso, seca, ventos e chuvas irregulares. O geógrafo e pesquisador Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, discorre sobre os impactos do El Niño, além das necessidades de medidas preventivas e combativas ao problema que pode se prolongar até 2027.

O que esperar do El Niño nos próximos meses?

Como geógrafo e pesquisador, eu diria que precisamos partir de uma constatação básica: o El Niño não produz os mesmos efeitos em todo o território brasileiro. Enquanto as regiões Norte e Nordeste tendem a enfrentar mais calor, redução das chuvas, secas e maior risco de incêndios; enquanto a região Sul pode sofrer com chuvas excessivas, enchentes e deslizamentos. As regiões Sudeste e Centro-Oeste também podem enfrentar temperaturas mais altas, irregularidade das chuvas e eventos extremos. Por isso, gestores públicos precisam abandonar respostas genéricas e trabalhar com planejamento territorial, sistemas de alerta, fortalecimento da Defesa Civil, preparação dos serviços de saúde e proteção das populações mais vulneráveis. E para isso funcionar de fato há que existir orçamento específico para as medidas de adaptação e de respostas a processos emergenciais. Entretanto, o que temos visto é que até se fala esporadicamente na necessidade de preparar a adaptação climática, mas raramente há o orçamento necessário para realizar medidas básicas para tornar isso algo concreto no cotidiano das cidades.
Área de Campos alagada (Ilustração/Arquivo)

O que a população precisa atentar sobre esse fenômeno climático?

Para a população, informação e antecipação serão fundamentais, mas precisamos também falar de medidas básicas de sobrevivência ao calor extremo, especialmente para milhões de brasileiros que não dispõem de ar-condicionado. É possível reduzir o aquecimento das moradias bloqueando a entrada direta do sol, favorecendo a ventilação cruzada e utilizando tecidos ou roupas molhadas e recipientes com água diante de ventiladores para produzir algum resfriamento por evaporação, sobretudo quando a umidade do ar não estiver muito elevada. Outra medida simples e relativamente barata consiste em pintar telhados e paredes externas de branco ou de cores claras, aumentando a reflexão da radiação solar e reduzindo a quantidade de energia absorvida pelas edificações. Será fundamental garantir a hidratação constante e atenção especial a crianças, idosos e pessoas que trabalham ao ar livre também serão essenciais.

De forma paralela, a população precisa acompanhar os alertas meteorológicos e conhecer os riscos existentes no lugar onde vive. Nas áreas sujeitas a enchentes, enxurradas e deslizamentos, as famílias precisam conhecer previamente rotas de saída e locais seguros. Nas regiões ameaçadas pela estiagem, será necessário utilizar a água de maneira ainda mais cuidadosa e preparar-se para possíveis problemas de abastecimento.

As mudanças climáticas tornam tudo isso mais urgente. O El Niño é um fenômeno natural, mas agora ocorre sobre um planeta mais quente, e essa condição pode potencializar alguns extremos de temperatura e precipitação. Portanto, não podemos tratar cada seca, enchente ou onda de calor como uma emergência isolada. Especialmente em um ano com um ciclo de El Niño que se antecipa poderá ser muito forte, precisamos acelerar políticas permanentes de adaptação climática, melhorando a drenagem urbana, protegendo encostas e margens de rios, ampliando a segurança hídrica, recuperando a vegetação e impedindo novas ocupações em áreas de risco.
Rio de Janeiro com onda de calor intenso (Arquivo/Ilustração)

Qual o papel dos gestores públicos, sobretudo da administração municipal?

É preciso cobrar dos governos municipais a elaboração e, sobretudo, a implementação de Planos Municipais de Adaptação às Mudanças Climáticas, articulados às diretrizes e aos instrumentos desenvolvidos no plano federal, inclusive o Adapta Brasil. Os municípios precisam identificar suas vulnerabilidades, mapear as populações e os territórios mais expostos e transformar esses diagnósticos em investimentos, protocolos de emergência e políticas permanentes. Afinal, é no plano do município que a onda de calor, a seca, a enchente ou o deslizamento deixam de ser uma projeção climática e passam a afetar concretamente a vida das pessoas.

Outro componente urgente dessa adaptação é a arborização urbana. Os municípios precisam elaborar e implementar planos diretores municipais de arborização que ampliem a cobertura vegetal, principalmente nos bairros mais quentes e menos arborizados. As árvores oferecem sombra e promovem evapotranspiração, contribuindo para reduzir as temperaturas da superfície e do ar e para amenizar as ilhas de calor. A arborização urbana, portanto, precisa deixar de ser tratada apenas como elemento paisagístico e passar a integrar a infra-estrutura municipal de adaptação climática.
Diminuição do volume do Rio Paraíba do Sul em período de estiagem (Ilustração)

Enquanto esses planos não avançam, os governos municipais deveriam adotar uma diretriz clara para evitar a erradicação desnecessária de árvores e impedir podas drásticas, ressalvadas evidentemente as intervenções indispensáveis por razões comprovadas de segurança ou fitossanidade. Essa precaução se torna especialmente importante durante o atual ciclo do El Niño e nos períodos de calor extremo. Não faz sentido reconhecer o aumento do risco térmico e, simultaneamente, eliminar justamente uma das formas mais eficientes e acessíveis de regulação microclimática disponível nas cidades.

O que deve ser destacado como enfrentamento dos problemas provocados a partir do El Niño?

Finalmente, existe uma questão social que não pode ser ignorada. Em um país profundamente desigual, adaptação climática também significa democratizar as condições materiais necessárias para sobreviver ao calor extremo e aos demais eventos climáticos. Não podemos transferir para as famílias a responsabilidade por problemas que exigem políticas públicas e investimentos coletivos. O desafio deixou de ser apenas prever o clima: precisamos preparar nossas cidades, nossos territórios e nossa população para um clima que já está mudando.

Marcos A. Pedlowski é professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico do Centro de Ciências do Homem da UENF

Emoção marca primeira apresentação da Fanfarra da Escola Estelita de Araújo Crespo, em Praça João Pessoa

Desfile reuniu estudantes, famílias e moradores em um momento de integração e valorização da música


Um sonho antigo da comunidade de Praça João Pessoa começou a ganhar vida nesta quarta-feira (02/09). Estudantes da Escola Municipal Estelita de Araújo Crespo fizeram a primeira apresentação da banda de fanfarra, levando música e alegria para a comunidade e proporcionando às famílias um momento especial de orgulho e celebração.


Implantada neste ano pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Tecnologia (SMECT), a fanfarra reúne estudantes de diferentes turmas, que vêm se dedicando aos ensaios desde maio. As atividades acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, sob a orientação do professor Clóvis Barreto Lima.


Para a prefeita Yara Cinthia, a apresentação representa a realização de um sonho e a oportunidade de proporcionar novas experiências aos estudantes.

“Ver esses alunos se apresentando hoje é uma alegria enorme. Esse projeto nasceu de um sonho e, agora, estamos vendo esse sonho acontecer diante das famílias e de toda a comunidade. Quero agradecer a todos que acreditaram e ajudaram a tornar esse momento possível, especialmente à comunidade de Praça João Pessoa, que abraçou a fanfarra, às famílias, aos profissionais da educação e ao Cícero, que esteve à frente dessa ideia e não mediu esforços para que ela saísse do papel. Tenho certeza de que essa é só a primeira de muitas apresentações e conquistas desses jovens”, destacou.


Ao todo, a banda conta com 34 instrumentos, entre liras, bumbos, surdos e pratos. Mais do que o aprendizado musical, a iniciativa estimula a disciplina, a concentração, o trabalho em equipe e a convivência entre os estudantes, além de ampliar o acesso à cultura dentro da própria comunidade.


A aluna e regente-mor da fanfarra, Esther Coutinho, também destacou a emoção de participar desse momento.

“É uma experiência muito diferente, um universo novo para a gente. Desde o início, nos dedicamos muito nos ensaios e sempre pensamos em fazer uma apresentação que fosse especial e inesquecível. Estou muito feliz com o resultado e por poder viver esse momento com meus colegas, minha família e toda a comunidade”, contou.

A apresentação também contou com a participação especial do Colégio Estadual Joaquim Gomes Crespo e da Creche Maria da Conceição Sales, fortalecendo a integração entre as instituições de ensino de Praça João Pessoa.


Para os diretores Cícero Gomes de Lemos Neto, Geiza Patrícia de Oliveira e Ludmila Macedo Cruz, a estreia representa a concretização de um desejo que vinha sendo construído junto à comunidade.

“Para nós, da comunidade de Praça João Pessoa e da Escola Estelita, este momento é um presente. Agradecemos muito à nossa prefeita por ajudar a realizar esse sonho. A última banda que tivemos no Colégio Estadual foi há mais de 40 anos e, hoje, poder ver uma nova geração se apresentando é motivo de muita felicidade. Queríamos que essa primeira apresentação acontecesse aqui, diante das famílias dos alunos. Hoje, eles não são apenas estudantes, são musicistas, e puderam mostrar seu talento para seus familiares e para toda a comunidade”, afirmou.


O momento, que ficará marcado na memória dos estudantes e de toda a comunidade, também contou com a presença do chefe de Gabinete, Jairo Batista, os vereadores Ralphinho do Aipim, Patrícia Cherene e Nelcimar Júnior, além de secretários municipais e chefes de departamentos.

AsCom

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Obra de manutenção provoca congestionamento na BR-101 e reflexos no trânsito de Campos

Reprodução de vídeo

Uma obra de manutenção e drenagem da pista provocou congestionamento na BR-101, em Campos, nesta quarta-feira (2). A intervenção ocorreu no km 63, na altura da Ponte General Dutra, e teve início por volta das 10h30. Imagens recebidas pela Folha mostram o intenso engarrafamento no Trevo do Índio.

De acordo com a Arteris Fluminense, concessionária responsável pela rodovia, os trabalhos foram concluídos por volta das 14h e a faixa que estava interditada já foi liberada para o tráfego. Apesar disso, ainda são registrados cerca de 4 quilômetros de congestionamento na região.

Segundo a concessionária, a retenção pode estar relacionada ao excesso de veículos e também aos reflexos da interdição de uma das faixas durante a realização do serviço.

A Arteris informou ainda que a intervenção não foi incluída no boletim semanal da BR-101 porque se tratava de uma obra de rotina. Segundo a concessionária, serviços dessa natureza não são anunciados no boletim semanal mais amplo da rodovia.
Fmanhã