domingo, 13 de setembro de 2026

Saúde de Bom Jesus do Itabapoana confirma caso de febre maculosa com morte

Órgão iniciou investigação e ações de controle; idade, sexo e local provável da infecção não foram divulgados

As equipes de saúde estão atuando de forma integrada (Foto: Divulgação/Prefeitura de Bom Jesus)

A Secretaria Municipal de Saúde de Bom Jesus do Itabapoana confirmou um caso de febre maculosa no município, que evoluiu para morte. A idade e o sexo da vítima, assim como o provável local de infecção, não foram divulgados.

Após a confirmação, equipes da Vigilância em Saúde iniciaram uma investigação para identificar áreas de risco. A família da vítima foi ouvida e acompanhou os profissionais em uma visita ao provável local de infecção. No local, agentes de combate às endemias aplicaram carrapaticida e orientaram sobre cuidados com animais e prevenção de infestações.

A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados e não passa de pessoa para pessoa. A doença pode ocorrer em áreas rurais, periurbanas e urbanas.

Pessoas que tiveram contato com carrapatos e apresentarem febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas ou manchas avermelhadas devem procurar atendimento médico e informar sobre a possível exposição. O tratamento precoce é importante para reduzir o risco de complicações.
J3News

Urna eletrônica amplia recursos de acessibilidade para as Eleições 2026

Telas redesenhadas, sistema de áudio e teclado em braile estão entre os recursos disponíveis para eleitoras e eleitores

(Foto: Divulgação/TRE-RJ)

A Justiça Eleitoral ampliou os recursos voltados para acessibilidade nas urnas eletrônicas para as Eleições 2026, garantindo uma melhor experiência para pessoas cegas ou com baixa visão nas eleições. Entre as ferramentas disponíveis estão o teclado com identificação em braile, a marca de identificação da tecla 5, telas reestruturadas e o sistema de áudio, que orienta o cidadão durante as etapas da votação.

O equipamento passa a utilizar uma nova fonte, com características que favorecem a legibilidade, além de telas redesenhadas e uma barra de progresso que permite acompanhar as etapas da votação. Também foi ampliado o uso de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em diferentes etapas da interação com a urna.

O Brasil possui cerca de 15 milhões de pessoas com deficiência, de acordo com dados preliminares do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Áudio pode ser ativado no local de votação

A eleitora ou o eleitor que precisar utilizar o sistema de áudio pode contar com um fone de ouvido fornecido pela Justiça Eleitoral. O equipamento deve ser conectado à urna pela mesária ou pelo mesário, não sendo permitido o uso de fone de ouvido próprio.

Caso a pessoa não tenha informado previamente à Justiça Eleitoral que necessita do recurso, a presidente ou o presidente da mesa receptora poderá ativar o áudio antes da habilitação da eleitora ou do eleitor. A urna oferecerá orientações sonoras para auxiliar a pessoa durante a votação.

O sistema de áudio permite, ainda, que a própria eleitora ou o próprio eleitor ajuste o volume da orientação sonora de acordo com sua necessidade. Para aumentar o volume, deve ser pressionada a tecla 3 no Terminal do Eleitor. Para diminuí-lo, a tecla 9.

Também é possível ajustar a velocidade da fala. A tecla 6 ativa a fala mais rápida, enquanto a tecla 4 seleciona a fala mais lenta.

Além do sistema de áudio, o teclado da urna possui marca de identificação na tecla 5, recurso que auxilia na localização das demais teclas durante a votação.

Os recursos de acessibilidade integram o conjunto de medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para garantir que eleitoras e eleitores possam exercer o direito ao voto com autonomia e segurança. A nova interface inclui melhorias de legibilidade e organização visual das informações.
J3News

Sistema de prevenção fala e lojas do Shopping Popular pegam fogo

O Corpo de Bombeiros informou que havia identificado irregularidades em vistoria realizada em 20 de janeiro


Notificação|Segundo CBMERJ, o sistema preventivo existente no camelódromo não funcionou

O incêndio de grandes proporções que atingiu o Novo Shopping Popular Michel Haddad, o camelódromo no Centro de Campos, na manhã de quinta-feira (10), colocou em evidência as falhas no sistema e equipamentos de prevenção e combate a incêndios no local.

Em nota ao J3News, o Corpo de Bombeiros informou que havia identificado irregularidades em vistoria realizada em 20 de janeiro deste ano, e a administração responsável pelo espaço, a Companhia de Desenvolvimento de Campos (Codemca), foi notificada sobre a avaliação.

De acordo com o CBMERJ, durante o combate às chamas, o sistema preventivo existente no camelódromo não funcionou. A corporação precisou utilizar equipamentos próprios para realizar o controle das chamas. Ainda não há uma declaração oficial da causa do incêndio.

Irregularidades
Na vistoria de janeiro, os Bombeiros encontraram sprinkles defeituosos, ausência de mangueiras de incêndio e necessidade de novos testes nas unidades já instaladas. Também foi registrada a falta de esguichos e chaves de mangueira, alarmes e luminárias de emergência precisavam de manutenção e extintores necessitavam de recarga.

Apesar da lista de irregularidades, o Shopping Popular possui certificado de aprovação válido até o final de 2027. Após o incêndio da última quinta-feira, o grupamento foi orientado a dar continuidade à fiscalização e uma nova visita de avaliação será realizada.

Codemca aguarda perícia

Em nota a Codemca informou que realiza um levantamento dos permissionários atingidos e dos danos materiais. A companhia afirmou que as circunstâncias e as causas do incêndio ainda estão sendo apuradas. Ainda segundo a nota, “não é possível antecipar conclusões antes da realização da perícia e emissão dos respectivos laudos”.
J3News

Craques do Passado: Jaline do vôlei, de Campos e da Itália

Por Leonardo Barros

Com seus ataques potentes, Jaline conquistou o mundo com o vôlei. Do alto dos seus quase 1,90m, a campista defendeu equipes de diferentes países, mas também deixou a sua marca – e pontos decisivos – no time do Automóvel Clube de Campos do início da década de 2000. Foram dois títulos do Carioca e um terceiro e um quarto lugares da Superliga Feminina de Vôlei (a elite nacional), ao lado de outras grandes jogadoras, como a líbero Fabi e a ponta Soninha, sob o comando do técnico Luizomar de Moura.

O time, que se tornou referência nacional, ainda conquistou outros bons resultados, como os títulos da Copa Sudeste e da Taça Premium, além dos vices do Grand Prix Brasil, da Supercopa e do Torneio Internacional Salonpas Cup. Na região, a ex-oposta (posição de ataque no vôlei) também jogou pelo Macaé, no final da década de 1990, e no projeto Flamengo/Campos, após deixar o Automóvel Clube. No Rio, na temporada 2000, integrou a forte equipe do Vasco, campeã carioca e vice da Superliga.




Antes de ser uma atleta profissional, o início foi ainda na infância em Campos. Aos 12 anos começou na escolinha da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB Campos). Cinco anos depois, entre o sonho e as dificuldades da adolescência, ganhou uma oportunidade de jogar em São Paulo. Na capital paulista, ganhou maturidade ao defender clubes como Tietê Vôlei, Guarulhos e São Bernardo e também foi treinada por José Roberto Guimarães.

“Com 17 anos fui para São Paulo. Ainda era muito jovem, mas me mudei para uma cidade que tinha mais oportunidades no esporte. Me tornei uma atleta profissional e depois fui evoluindo, tendo mais maturidade, foi quando Campos montou um time para a Superliga e fui chamada novamente para jogar a liga adulta pela minha cidade”, lembra Jaline.


Sucesso na trajetória internacional
Mais experiente e com conquistas no vôlei do Brasil, Jaline começou a ganhar oportunidades fora do país. A primeira equipe foi o Club Voleibol Sant Cugat, de Barcelona. Depois, teve uma longa passagem no vôlei italiano, considerado a liga mais forte do mundo. Foram oito anos em clubes como Minerva Volley Pavia, Volley San Vito, Roma Pallavolo, Chateau D’Ax Urbino Volley, AS Rota Volley e Volley Soverato.

“Além de ser um dos melhores campeonatos do mundo até hoje, a Itália me abriu portas, fui uma das melhores opostas da competição. Minha vida mudou financeiramente, conquistei a copa CEV em 2010, um título importante no país”, conta Jaline, lembrando do apoio do pai, Joel, que morreu há quatro anos.
CHATEAU D’AX URBINO – YAMAMAY BUSTO ARSIZIO CAMPIONATO ITALIANO VOLLEY SERIE A1-F 2011-2011 PLAYOFF QUARTI URBINO 09-05-2011 FOTO FILIPPO RUBIN / LVF

A campista ainda passou por outros países – Turquia, Eslovênia, Grécia e França – mas sua principal identificação foi na Itália. Depois da aposentadoria das quadras, Jaline permanece morando no país, onde casou e cria a filha Alyssa. Atualmente, a ex-atleta é técnica da equipe sub-16 do Giorgione Pallavolo.

“Meu pai sempre me dizia: nunca pare de lutar pelos seus sonhos. Faça o seu melhor e acredite em si mesma. Apesar de todas as dificuldades que eu passei no início da minha carreira, eu nunca desisti”.
J3News

IGR Costa Doce elege nova diretoria e retoma articulação regional do turismo

Integração entre cinco municípios fortalece governança e amplia articulação para o desenvolvimento do setor

Por Nelson Nuffer
Foto: Silvana Rust

A Instância de Governança Regional (IGR) Costa Doce avançou em seu processo de reestruturação com eleição, na última quarta-feira (9), da nova composição responsável pela articulação turística entre Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Cardoso Moreira e São Fidélis .

Toda a nova composição reúne os secretários de Turismo de cinco municípios para a reestruturação da IGR. Campos assumiu a presidência, enquanto Cardoso Moreira ficou com a vice-presidência. São Fidélis será responsável pela secretaria, e São João da Barra e São Francisco de Itabapoana integram o Conselho Executivo.
Fernanda Campos (Foto: Josh)

Fernanda Campos, secretária de Turismo de Campos e presidente do IGR, destacou o avanço da reestruturação. “A IGR Costa Doce deu um passo muito importante em direção à formalização da sua existência, buscando conformidade com o que preconizam as portarias estabelecidas pelo Ministério do Turismo”, afirmou. Segundo Fernanda, os próximos passos incluem a revisão documental, elaboração do Plano de Trabalho e inserção da IGR no Sismapa, plataforma federal que mapeia ações de turismo no país. “Saímos desse encontro fortalecidos enquanto região que possui um imenso potencial a ser vivido e explorado em múltiplos cenários”, completa.

A retomada da instância busca fortalecer a atuação conjunta dos cinco municípios, com uma agenda regional voltada à promoção dos destinos, à estruturação de produtos turísticos e à ampliação da representatividade da Costa Doce.

Integração regional
A reunião para a definição da representação da IGR teve a participação, além dos representantes das secretarias municipais de Turismo, do presidente do Costa Doce Convention & Visitors Bureau, Ricardo Menezes.

“A IGR existe desde 2019, mas nunca teve atuação ou relevância. Agora formalizada e atuante, trará novos horizontes para o turismo regional”, afirma Ricardo.
Ricardo Menezes

Ainda segundo Menezes, além da possibilidade de captação de recursos, um dos principais desafios é transformar os atrativos da região em produtos capazes de alcançar públicos de fora dos municípios.

“O mais importante é transformar nossos atrativos e equipamentos turísticos em produtos a serem vendidos além do território, além da construção do turismo receptivo. Todos ganham: poder público, iniciativa privada e população, com desenvolvimento e geração de renda”, destaca.
J3News

Restruturação do Solar dos Airizes ganha fôlego com edital

Prefeitura abriu licitação para contratar a empresa que vai elaborar os projetos necessários à futura restauração do casarão

Por Leonardo Pedrosa
Patrimônio|Construído no século XIX, o Solar possui dois pavimentos e cerca de 1.300 metros quadrados (Fotos: Josh)

O Solar dos Airizes, um dos mais importantes patrimônios históricos de Campos, entra em uma nova etapa para tentar finalmente avançar na recuperação do imóvel. A Prefeitura abriu licitação para contratar a empresa que vai elaborar os projetos executivos necessários à futura restauração do casarão, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1940.

O valor estimado para a contratação é de R$ 342.890,29. A sessão da Concorrência Eletrônica nº 004/2026 está marcada para 29 de outubro. A empresa vencedora terá seis meses, a partir da ordem de serviço, para elaborar os projetos.


O trabalho não corresponde à restauração do prédio em si. De acordo com o edital, antes da obra definitiva, serão feitos levantamentos arquitetônicos, cadastrais, fotográficos e históricos, além de estudos sobre as condições da estrutura e dos materiais. A partir desse diagnóstico, serão definidos os projetos e as intervenções necessárias para preservar as características originais do imóvel.

A iniciativa ocorre enquanto medidas de proteção já são realizadas no local. Em agosto, a Prefeitura informou que iniciou a recuperação com limpeza da área e preparação para o escoramento da estrutura, que possui elementos metálicos e de madeira. O município também havia concluído, em janeiro de 2025, uma cobertura metálica de proteção, com 15 metros de altura e 50 metros de comprimento.


Caso de Justiça

A nova contratação também está relacionada a uma determinação judicial decorrente de audiência realizada em julho de 2025. A expectativa é que os projetos sirvam de base para a próxima fase: a restauração propriamente dita.

O Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam) considera a iniciativa um avanço, mas alerta que ainda há um longo caminho. “É um avanço, mas muito ainda precisa ser feito. De fato o início das obras é animador, mas é um primeiro passo de uma obra muito, muito grande. Manter as características originais do imóvel e garantir a segurança é primordial”, afirmou o jornalista Cássio Peixoto, do conselho.
Cássio Peixoto (Foto: Arquivo)

O Coppam também considera urgente a recuperação. “A recuperação do Solar passa por um sentimento de urgência e de prioridade do poder público. O projeto ainda está em andamento, o que começa agora é uma fase inicial que não pode parar. O acompanhamento [do Solar] é permanente, com visitas ao local, avaliação do andamento das obras e encontros para avaliar o projeto “,completou.

Construído no século XIX, o Solar possui dois pavimentos e cerca de 1.311,80 metros quadrados. O tombamento federal ocorreu em 1940 e o imóvel está inscrito no Livro de Belas Artes do Iphan.

Em nota, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que “aprovou dois projetos de intervenção emergencial para proteção do Solar dos Airizes submetidos pela Prefeitura Municipal Campos dos Goytacazes (RJ): um para instalação de uma sobrecobertura metálica, já realizada; e outro para instalação de escoramentos metálicos nas áreas interna e externa do imóvel, medida ainda não foi executada pelo solicitante”.
J3News

Gargalo na logística atrapalha a economia

 

 Setor produtivo campista sofre com estradas precárias e falta de voos comerciais
Ceramistas|DER não deu previsão para retomadas das obras (Fotos: Silvana Rust)

Campos enfrenta há anos desafios relacionados à mobilidade urbana, com gargalos logísticos e problemas de infraestrutura que impactam a circulação, a conectividade e o desenvolvimento do município. O transporte público também está entre os principais pontos de atenção.

Entre as questões que permanecem sem solução definitiva estão o contorno da BR-101, a ligação da rodovia com a Ponte Alair Ferreira, em Guarus, e a Estrada dos Ceramistas, na Baixada Campista. A suspensão de voos comerciais no Aeroporto Bartolomeu Lisandro também representa um obstáculo para a conectividade da cidade. São demandas que afetam não apenas o deslocamento da população, mas também a logística e a atividade econômica do município.
BR-101|Demandas antigas não devem ser atendidas em curto e médio prazos

BR-101 e os gargalos que não são resolvidos
Uma das questões que mais preocupam Campos quando os assuntos são mobilidade urbana e o sufocamento da competitividade do município por conta dos gargalos logísticos é a concessão da BR-101. A nova concessão, vencida pela Arteris sem concorrência, tem pontos importantes para a cidade. Entre eles, destacam-se o contorno da rodovia no município e a incorporação da Avenida Estilac Leal ao traçado federal, absorvendo a Ponte Alair Ferreira e tirando o fluxo de caminhões da área urbana.

Porém, as duas situações não estão entre os planos mais urgentes da concessão, assinada em 2026 e renovada até 2048. Sobre o contorno de Campos, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) declarou à reportagem que o cronograma contratual tem entrega do Projeto Executivo prevista para o 5º ano de concessão e emissão da licença ambiental no 8º ano de concessão. Sem previsão para execução das obras.

“A efetiva execução das obras e a inclusão do trecho correspondente no contrato de concessão dependerão de deliberação da ANTT e da celebração de termo aditivo, com os respectivos efeitos tarifários incorporados por meio de revisão extraordinária ou quinquenal, com base no projeto executivo aceito. Assim, a execução da obra ainda dependerá das providências e aprovações contratuais mencionadas”, diz a nota. Sobre a incorporação da Av. Estilac Leal à rodovia, fazendo a ligação direta da rodovia à Ponte Alair Ferreira, a população terá que esperar ainda por até seis anos, como informou a Arteris. “A intervenção deverá ser executada até o 6º ano da concessão, o que corresponde ao prazo limite de março de 2032.
Novela|Obras na Estraada dos Ceramistas não têm data de conclusão

Estrada dos Ceramistas sem prazo
Enquanto as intervenções na BR-101 têm prazos, ainda que longos, a Estrada dos Ceramistas sequer tem previsão de conclusão das obras. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) disse ao J3 apenas que as obras na RJ-238 têm previsão de serem retomadas em breve. “O DER-RJ já conduz os procedimentos necessários para a continuidade das intervenções e mantém acompanhamento técnico permanente da rodovia”, disse o órgão.
Suspensos|Aeroporto de Campos não tem mais voos comerciais

Sem acesso também por via aérea
As dificuldades de acesso que afetam Campos passam também pelos ares. Campos não tem voos comerciais desde março de 2025. Não há previsão da Azul, nem da Infra – empresa que administra o aeroporto Bartolomeu Lisandro -, de mudança no cenário. No mês passado, o subsecretário municipal de Turismo, Edvar Chagas Júnior, cobrou por iniciativas para mudança do cenário. Na visão dele, o principal problema do Aeroporto Bartolomeu Lisandro está no modelo de concessão adotado em 2019, com duração de 29 anos e seis meses. Em sua avaliação, foi firmado um contrato de longo prazo com uma empresa que não possui a mesma experiência e expertise de grandes operadores aeroportuários internacionais. A atuação da empresa vai além da gestão da infraestrutura, incluindo a captação de novas rotas, o relacionamento com companhias aéreas e o desenvolvimento econômico dos terminais.

Enquanto isso, Macaé passará a contar com voos diretos para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, a partir de fevereiro de 2027. A operação será realizada pela Latam Airlines e marcará a estreia da companhia no município, conectando a região ao principal hub aéreo do país.
Sérgio Mansur

Município com soluções no radar
Diante deste cenário, o planejamento municipal de mobilidade busca saídas e alternativas, enquanto espera por outras soluções que independem da Prefeitura. As novas possibilidades foram reveladas ao J3News pelo subsecretário de Mobilidade Urbana, Sérgio Mansur. Em entrevista à reportagem, o engenheiro civil revelou que Campos estuda a implantação de uma nova via de ligação entre Travessão e Ururaí, utilizando o leito da antiga linha férrea.

“A proposta busca criar uma alternativa à BR-101, que atualmente corta a área urbana do município de norte a sul e concentra grande parte dos deslocamentos”, comenta Mansur.

O subsecretário de Mobilidade conta ainda que um anteprojeto do município prevê o aproveitamento do antigo leito ferroviário para a implantação de pistas de rolamento e ciclofaixas. “O planejamento também considera a possibilidade futura de utilização do corredor para um sistema de transporte coletivo de maior capacidade. A proposta seria executada por etapas e permitiria ampliar as opções de deslocamento entre diferentes regiões do município, reduzindo a dependência da BR-101”, diz.

Veículo Leve Sobre Pneus
Sobre o transporte, Sérgio Mansur revelou que a Prefeitura recebeu há cerca de duas semanas um urbanista e representante de uma empresa para apresentar a proposta de trazer veículos leves sobre rodas para a cidade. O equipamento é mais conhecido como VLP (Veículo Leve Sobre Pneus). “O município avalia essa possibilidade. Já sabemos, por exemplo, que seria bem mais barato e viável do que o VLT. Esse veículo andaria em vias e faixas exclusivas, sem engarrafamento. Caberia a adaptação de faixas para ele, bem como um estudo de demanda, identificando onde tem maior volume de passageiros e necessidade. Está no nosso radar. Temos que pensar grande pela cidade”, enfatiza.

Um caminho pela antiga ferrovia
Um tema que repercutiu bastante em Campos nos últimos meses foi a situação da antiga ferrovia na cidade. Em maio, o J3News divulgou com exclusividade a retirada de 32 vagões inservíveis da antiga Rede Ferroviária Federal do espaço histórico no município. Os equipamentos foram vendidos e levados para o Espírito Santo. A informação foi confirmada ao jornal à época pela VLI, companhia logística responsável pela gestão da Ferrovia Centro Atlântica (FCA) em todo o país. A FCA teve a sua concessão renovada com a VLI até 2056. Porém, com 3,1 mil km da malha ferroviária sendo devolvida ao Governo Federal. O Corredor Minas-Rio foi incluído neste pacote. Portanto, com Campos incluído no trecho devolvido à União.

A Prefeitura de Campos confirmou ao J3 que a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA/VLI) está em processo de devolução do trecho ferroviário que corta a cidade ao Governo Federal, por desinteresse operacional da concessionária. Atualmente, grande parte da malha ferroviária existente no município encontra-se sem utilização e em estado de abandono. O subsecretário de Mobilidade Urbana, Sérgio Mansur, explica que essa devolução pode ter papel importante para o avanço de novos projetos na cidade.

“Para esse processo ser concluído, é necessário que seja definida e formalizada uma indenização ou compensação por parte da VLI à União. Isso poderia abrir espaço para projetos de mobilidade urbana em Campos. A ponte ferroviária poderia receber o veículo leve sobre rodas, bem como poderia tornar-se solução para ciclistas de Guarus para o Centro. Ela pode ser adaptada de diferentes formas. É um patrimônio histórico e a melhor maneira de preservar um patrimônio é utilizando e cuidando dele”, pontua.

Firjan cobra melhorias e envia propostas a candidatos
A reportagem especial consultou a Firjan sobre o quanto pesa sobre o município toda essa série de dificuldades logísticas enfrentadas há anos. Para o presidente da Firjan Norte Fluminense, Francisco Roberto Siqueira, quando os acessos logísticos não funcionam de forma adequada, o custo recai sobre toda a cadeia produtiva.
Francisco Roberto Siqueira

“A má condição das vias gera impactos diretos para a indústria, para o comércio, para os serviços e para a população. Há impacto na atração de novos investimentos, na eficiência das operações existentes e na capacidade de transformar os ativos regionais em desenvolvimento econômico”, pontua. A entidade enfatiza ainda que entregou nos últimos meses propostas aos candidatos a governador, visando melhorias pelo desenvolvimento da região:

“São muitos os desafios logísticos enfrentados na região. Nos últimos meses divulgamos o estudo Vocações e Potencialidades Econômicas do Rio de Janeiro e produzimos a Agenda de Propostas Firjan para um Rio de Futuro, que reúne sugestões também para o Norte Fluminense, com a intenção de que estes estudos possam se transformar em benefício não apenas para o setor produtivo, mas para toda a sociedade. A Firjan é parceira do Estado e tem feito a entrega do documento com as propostas aos candidatos à eleição apontando fronteiras capazes de transformar a indústria fluminense, gerar empregos e ampliar o desenvolvimento econômico”, conclui Francisco Roberto.
J3News

Obras de pavimentação em Bom Jardim estão 90% concluídas

Intervenções contemplam vias e calçadas com piso intertravado e devem ser concluídas até o fim do mês


Um sonho antigo dos moradores de Bom Jardim está cada vez mais perto de se tornar realidade. Morador da localidade desde que nasceu, Marivaldo Pereira Viana, 46 anos, acompanha de perto o avanço das obras e destaca a importância da intervenção para a comunidade.


“Nesse tempo todo que moro aqui, nunca vi uma obra tão grande como essa. Agradeço muito à Prefeitura por beneficiar nossa comunidade. Agora é cuidar e manter tudo conservado, porque vai ser muito útil para todos nós”, ressaltou.

As obras de pavimentação de cerca de seis vias e construção de calçadas com piso intertravado já chegaram a 90% de execução. Iniciadas em julho pela Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, as intervenções devem ser concluídas até o fim deste mês, conforme as condições climáticas.

“Bom Jardim faz parte da minha história. Nasci aqui e fico muito feliz de ver essa obra tão importante para a comunidade. É uma conquista que vai trazer mais conforto, segurança e qualidade de vida para os moradores”, destacou a prefeita Yara Cinthia.

Atualmente, os trabalhos estão concentrados na finalização da rua principal e avançam simultaneamente em duas vias paralelas. Cerca de 20 trabalhadores atuam na execução da obra, que contempla aproximadamente 1,6 quilômetro de extensão. Entre os equipamentos utilizados estão retroescavadeira, empilhadeira e rolo compactador, utilizado na preparação e compactação do solo.


Além de melhorar as condições de circulação, o piso intertravado proporciona mais segurança e acessibilidade aos pedestres, facilita a manutenção e permite o reaproveitamento das peças em eventuais reparos. O sistema também contribui para a drenagem da água da chuva, ajudando a reduzir o acúmulo de água nas vias.


Proprietário de uma padaria na entrada da localidade, Eduardo Oliveira Silva também aprovou a iniciativa e destacou as mudanças que a pavimentação deve trazer para quem vive e trabalha na região. “Estou achando excelente. Está ficando muito bonito. É muito bom saber que daqui a pouco vamos poder sair de casa sem nos preocupar com lama ou poeira. A gente merece esse conforto”, comentou.

Para o assessor especial do Gabinete, Alex Favoreti, a intervenção representa mais conforto e dignidade para a população. “A conclusão dessa obra vai mudar a rotina dos moradores. Teremos vias sem lama e poeira, mais acessibilidade e segurança, além da valorização dos imóveis. É um trabalho muito aguardado pela comunidade”, afirmou.

Essa é a primeira parte da obra que é realizado em parceria pelas secretarias de Obras, Serviços Públicos e Urbanismo e Desenvolvimento e Planejamento.

AsCom

Procon-SFI sedia 4° Mutirão Estadual de Renegociação de Dívidas

Bancos e concessionárias confirmaram presença nos três dias da quarta edição da iniciativa


Entre os dias 22 e 24 de setembro, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de São Francisco de Itabapoana (Procon-SFI) sediará a quarta edição do Mutirão Estadual de Renegociação de Dívidas e Orientação Financeira, uma parceira com o Procon estadual. A iniciativa vai reunir vários fornecedores, como Enel, Águas dos Rio, Casas Bahia e Bradesco.

“Diversos fornecedores que atuam em nosso Estado estarão disponíveis para atender consumidores em busca de melhores condições de pagamento para negociação e quitação de dividas. Além disso, empresas locais que estiverem interessadas em participar do Mutirão devem comparecer à sede do órgão para realizar cadastramento”, explicou a coordenadora do Procon-SFI, Rita de Cássia Alexim.

Nos três dias de renegociação, os atendimentos serão realizados entre 9h e 17h. É necessário que os consumidores apresentem documentos que evidenciem o débito, como também CPF e comprovante de residência.
AsCom

41ª ExpoAgro: entrada solidária vai beneficiar instituições da cidade

Os donativos serão encaminhados sob supervisão da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH)



Durante a 41ª edição da Exposição Agropecuária de São Francisco de Itabapoana, moradores e turistas estão convidados a doar um quilo de alimento não perecível nos acessos do Parque de Exposições Raul Henriques Lemos, em Praça João Pessoa.

As doações serão encaminhadas para entidades do município, como a Associação dos Evangélicos e as paróquias São Francisco de Paula; e Imaculada Conceição e São Sebastião. O trabalho acontecerá mediante supervisão da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH).

O secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Denival Neto, reforça o convite, mas esclarece que ninguém será impedido de aproveitar os quatro dias de evento caso esqueça ou não leva a doação. “A iniciativa busca unir o ambiente de negócios e festa à solidariedade”, pontuou.

A 41ª Expoagro é realizada pela Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Multti Entretenimento e com o apoio da Turis Rio, Secretaria de Estado de Turismo, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Ministério do Turismo, por meio do Sesc e Senac.
AsCom