(Foto: César Ferreira/Divulgação)
Os petroleiros da Bacia de Campos realizaram um dia de
manifestações nesta quinta-feira (15), no heliporto do Farol de São Thomé, em
Campos (foto ao lado), e nos aeroportos de Macaé e Cabo Frio, para lembrar a
passagem dos 11 anos do acidente com a plataforma P-36, que causou a morte de 11
trabalhadores e o afundamento da unidade em março de 2001, na maior tragédia
registrada na Bacia de Campos.
Diretores do
Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), familiares de
vítimas de acidentes de trabalho, petroleiros acidentados e representantes de
movimentos sociais participaram das manifestações. Foram distribuídas
publicações com informações sobre a tragédia da P-36 e sobre a situação de
insegurança da Bacia de Campos, além de camisas com a frase “Jamais
esqueceremos”.
Somente na
Bacia de Campos, 119 trabalhadores do setor petróleo morreram desde 1998. E
apenas em 2011, o sindicato recebeu 1606 Comunicações de Acidente de Trabalho
(CAT).
Durante as
manifestações, foram lidos os nomes dos 11 petroleiros mortos em P-36. Ao final
de cada nome, os participantes gritavam “presente”. Depois da leitura, foi
respeitado um minuto de silêncio.
Para o
coordenador geral do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, que participou do
protesto em Macaé, o papel do sindicato é “lembrar o que a Petrobrás e demais
empresas do setor petróleo querem esquecer”.
“Nós
trazemos aqui depoimentos de familiares das vítimas e até algumas das próprias
vítimas de acidentes de trabalho na indústria do petróleo para que o trabalhador
veja que isso é real, por que a tendência é sempre achar que o acidente nunca
vai acontecer com a gente”, disse Rangel.
O
sindicalista lembrou que, em 2011, no setor petróleo em todo o país, 17
petroleiros morreram em razão de acidentes do trabalho. “Isso não pode ser
considerado normal”, afirmou.
Para ele, o
trabalhador “precisa saber que dispõe de instrumentos para fazer a sua parte, no
Acordo Coletivo e nas Normas Regulamentadoras”, acionando, por meio do
sindicato, os órgãos fiscalizadores como a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e
o Ministério do Trabalho para exercer a fiscalização nas unidades.
O
coordenador geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), João Antônio de
Moraes, participou do ato público no aeroporto de Macaé.

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