quarta-feira, 21 de março de 2012

Polícia fecha frigorífico que operava ilegalmente em Campos

Fotos: Carlos Grevi
Proprietário de 76 anos afirma ter levado um golpe do genro
Proprietário de 76 anos afirma ter levado um golpe do genro

A Polícia Civil fechou na manhã desta quarta-feira (21/03), o Matadouro e Frigorífico Campos Ltda, na Rua Antônio Castro, no Parque Presidente Vargas, em Campos. A delegada Madeleine Farias Rangel, determinou a interdição do imóvel e a suspensão das atividades de abate e comercialização no local.


O proprietário do frigorífico, suspendeu o CNPJ da empresa, alegando que o sócio, no caso seu neto, proprietário de 30% da empresa, que lhe foram doados pelo avô, arrendou sua parte para o genro, que estaria utilizando empresas de fachada para desviar dinheiro do frigorífico.

A história começou quando João Francisco de Souza, 76 anos, doou 30% de seu frigorífico ao neto, João Guilherme de Souza Barcelos, este, por sua vez, arrendou sua parte a seu pai, Elson de Souza Barcelos. O contrato foi assinado com data de 02/01/2009, sendo ele só se tornou sócio do avô em 04/05 do mesmo ano, desta forma, o contrato não teria validade.

Seu João então passou a administração do frigorífico, informalmente para o genro, mas no decorrer do tempo, ele foi começando a perceber que algo estava errado, já que o abate vinha ocorrendo normalmente e a empresa apresentando dívidas. Segundo seu João, o faturamento estava caindo e a empresa estava operando normalmente, foi quando, segundo ele, foi descoberto o esquema que utilizava empresas de fachada.

Mesmo após a suspensão do CNPJ, que impede o funcionamento da empresa, segundo seu João, o frigorífico estava operando normalmente e na última semana ele foi ‘despejado’ da empresa, por seu genro, que mandou que todas as suas coisas fossem jogadas na rua. O proprietário então registrou o caso na 146ª Delegacia Legal, onde já havia comunicado que as atividades continuavam sendo exercidas na empresa, agora clandestinamente.

Segundo o advogado de “João Manteiga”, como é conhecido, até a Coordenadoria Sanitária Regional já teria suspendido a permissão para abate no local. Na hora em que o abatedouro foi lacrado, havia aproximadamente 150 animais, a maior parte vivos.

Na 146ª Delegacia Legal, seu João chorava muito, contando a história que começou quando ele resolveu presentear o neto. “Eu morro de vergonha do que está acontecendo aqui, eu nunca devi nada a ninguém, eu sou um homem de bem, eu não quero morrer antes de pagar as minhas dívidas”, dizia ele, se referindo às dívidas acumuladas por causa dos desfalques. O caso está em andamento.


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