quarta-feira, 21 de março de 2012

Síndrome de Down: O privilégio de conviver com pessoas especiais

Fotos: Carlos Grevi
21 de março: Pela primeira vez 103 países da ONU comemoram a data
21 de março: Pela primeira vez 103 países da ONU comemoram a data

Nesta quarta-feira (21/03) é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, desta vez a diferença está no calendário internacional. A partir deste ano a data, escolhida em alusão a trissomia do cromossomo 21, presente somente duas vezes naqueles que não tem síndrome, entrou para o calendário oficial dos 103 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

O objetivo do dia é disseminar informações sobre a síndrome de Down e conscientizar a população sobre a importância da promoção do direito inerente à essas pessoas, a fim de desfrutar uma vida plena e digna, como membros ativos e valorizados em suas comunidades e na sociedade.

Cláudia Márcia Barbosa Rangel, 45 anos, mãe de Ibrahim Séfer Rangel Aquino de Souza, de 3 anos apóia o reconhecimento da data.

“Acho importante a mídia divulgar o reconhecimento desta data especial. Desta forma, mães ou até mesmo futuras mães podem buscar mecanismos para educar melhor seus filhos. Esta novidade mostra que a sociedade está aceitando mais os Downs e que as pessoas estão conscientes de que eles são capazes e podem levar uma vida independente, basta receber estímulos e atenção,” destacou a mãe.

A síndrome de Down é uma ocorrência cromossômica natural e universal estando presente em todos os gêneros, raças e classes sociais. Ela afeta 1 em cada 800 nascidos vivos, embora haja variações consideráveis em todo o mundo. A síndrome geralmente provoca diferentes graus de deficiência intelectual e física e problemas médicos associados.

Segundo a Psicóloga da Associação de Proteção e Orientação aos Excepcionais (APOE), Fernanda Schwartz, apostar em exercícios físicos, motores e neurológicos, além da inclusão em escolas comuns podem ser fatores decisivos no futuro dessas crianças.

“Pais e educadores precisam estar qualificados para estimular e saber lidar com o Down em todas as fases da vida. É importante que se realize um trabalho psicológico não só com eles, mas com a família, principalmente as mães que idealizam a criança durante todo o período de gestação,” explicou a psicóloga.

O casal Bruno Rosa Francisco, 22 anos e Fernanda Albernaz Dias, 20 anos, se conheceram na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e com cinco anos de namoro esbanjam amor e talento.



“Ambos participam do grupo de dança “Rompendo Limites”, uma das atividades oferecidas nas oficinas pedagógicas. Nosso objetivo é oferecer atendimento educacional para facilitar o aprendizado através do lúdico. Por isso fechamos parcerias com escolas municipais para no contra turno darmos esse suporte,” contou a Coordenadora Pedagógica da APAE, Gerlane Oliveira.

Ricardo Barreto Pereira, mais conhecido como “Godinho”, de 59 anos, mostra que o Dia do Down pode ser todo dia. A síndrome e o avanço da idade não interferem na qualidade de vida.

“Sua maior paixão é o esporte, gosta de nadar, assistir competições e programas esportivos, quem quiser encontrar o “Godinho", basta ir aos jogos de futebol no campo do Goytacaz! Gosta de realizar os trabalhos domésticos e é uma pessoa organizada. É um privilégio conviver com essas pessoas especiais, capazes de apaziguar o ambiente trazendo sempre alegria e satisfação para toda a família, contou a cunhada, Sílvia Menezes de Faria Pereira.



ESTÍMULO ÀS CAPACIDADES
Há 47 anos, as salas de aula da Associação de Proteção e Orientação ao Excepcional (APOE) viraram sala de recurso para atendimentos especializados. Cerca de 400 Downs entre eles bebês e idosos de 62 anos receberem estímulos, atendimento educacional especializado, aulas de informática, educação física, atendimento ambulatorial que engloba fonoaudiologia, hidroterapia, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, entre outros atendimentos.



“Neste dia fala-se muito em inclusão social e igualdade social, mas vale levantar o seguinte questionamento: até que ponto é aceitável essa igualdade se está na diferença a possibilidade do Down alcançar os seus direitos? Não cabe a família e ao profissional determinar limites, eles colocam os próprios limites. Isso vale tanto para a aplicação de uma prova escolar quanto de uma Lei, que garantem a inclusão no mercado de trabalho,” finalizou a psicóloga da APOE, Fernanda ressaltando a importância da qualificação no atendimento ao Down.




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