(Foto: Arquivo)
De
acordo com o presidente do INSS, Mauro Hauschild, o objetivo principal
da medida não é reaver o dinheiro, que é pago pelo contribuinte, e sim
ajudar na repressão e na prevenção da violência contra a mulher.
“O
dinheiro é consequência, não a causa. Nós estamos ajudando na repressão
e também, de certa forma, na prevenção. Claro que, no afã do momento,
as pessoas não param para pensar no reflexo daquela violência, que
impactos vai causar. Mas quando a gente fala de ações premeditadas, a
gente tem espaço para fazer quem está planejando um crime pensar que,
agora, ele tem mais uma consequência”.
O
primeiro caso que está sendo analisado é o de Maria da Penha,
farmacêutica que dá nome à lei de combate à violência contra a mulher no
âmbito doméstico ou familiar. A ação deve ser protocolada no dia 7 de
agosto, quando a Lei Maria da Penha completa seis anos.
Hauschild
explica que a ideia das ações regressivas nos casos de violência contra
a mulher veio do Instituto Maria da Penha, que mostrou a possibilidade
como forma de ação afirmativa.
O
presidente do INSS lembra que também está sendo trabalhada uma agenda
de ações em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres e
com a Secretaria de Direitos Humanos no combate à violência doméstica.
“Isso mostra que o Estado não está mais inerte em relação às questões importantes a que a sociedade está exposta”.
As
ações regressivas começaram a ser adotadas pelo INSS em 1991 contra
empresas responsáveis por acidentes de trabalho que levaram ao pagamento
de benefícios a empregados ou pensão por morte aos familiares da
vítima.
As
ações passaram a ser protocoladas em massa a partir de 2008. De acordo
com Hauschild, das duas mil ações julgadas, 92% obtiveram sucesso. No
ano passado, R$ 1 milhão foi restituído ao INSS. A expectativa é
conseguir, ao todo, R$ 600 milhões.
O INSS também começou a entrar com ações regressivas em casos de acidentes de trânsito, mas ainda não há nenhum caso julgado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário