quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Plano pela recuperação da Usina Sapucaia aprovado por credores

Treze milhões disponibilizados para sanar dívidas de funcionários 
Treze milhões disponibilizados para sanar dívidas de funcionários 

Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (14/08), no ginásio do Automóvel Club Fluminense Olavo Cardoso, em Campos, credores de distintas classes votaram favorável ao plano apresentado pelas três empresas interessadas na recuperação e compra da extinta Usina Sapucaia. Cerca 
de três mil trabalhadores estão sem receber desde o fechamento da usina, há três anos.

Durante a reunião, três grupos de credores compostos pela classe trabalhista, quirografários (fornecedores), além daqueles com garantia real (bancos), votaram após ouvirem as propostas das empresas: Surubin Bill Energia, MPE Participações e Grupo Brasen.




Segundo propôs o Plano 15 de Fevereiro, das empresas interessadas, a partir de agora, as propostas serão colocadas na clausula, para que já venham acompanhadas do guia de depósito, estabelecido em R$ 13 milhões de reais, para pagamento da dívida deixada pela usina. Além disso, novas propostas serão fechadas para serem aprovadas pelos trabalhadores.

“Nós reivindicamos que esse pagamento fosse feito a vista e integralmente, como garantia aos trabalhadores para que eles tenham absoluta certeza de que irão receber”, comentou o advogado que representa alguns credores e também a classe trabalhadora, Jansens Calil Siqueira.

Na última assembleia, realizada no dia 26 de junho, o sindicato trabalhista votou contra a recuperação da Usina Sapucaia. Revoltados, os trabalhadores rurais entraram com uma ação no Ministério Público do Trabalho (MPT) contestando o sindicato. Na oportunidade, o MPT deu causa ganha a classe dos trabalhadores rurais.

“Após a aprovação, as empresas interessadas terão um prazo de 15 dias para apresentarem novas propostas, além da comprovação do depósito estipulado em R$ 13 milhões (O débito palpavel dos servidores esta orçado em R$11.833.021,36). Feito isso, caberá ao juiz da 3ª Vara Civil homologar o plano e dar sequencia no procedimento”, ressaltou o advogado da Usina Sapucaia, Joel Luís Tomás Bastos.

O diretor-tesoureiro da Coplanta, uma das credoras da Usina Sapucaia, Frederico Paes, comentou que sem a aprovação do plano, certamente a usina iria a falência. “Nós votamos a favor da proposta das empresas, porque entendemos que a usina, voltando a funcionar, será a única maneira para viabilizar o recebimento, não só das cooperativas fornecedoras de cana, mas, também dos trabalhadores e dos outros credores da mesma”.

Uma nova data foi marcada para o dia 13 de setembro, às 13h, onde as propostas das empresas serão apresentadas e votadas pelos ex-trabalhadores da usina.



Kelly Maria

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