Sem liberação para abate, frigoríficos de Campos já sentem os reflexos
Após paralisação nesta segunda-feira (10/09) e realização de uma assembleia na sede da Secretaria de Agricultura e Agropecuária, em Niterói, a categoria aderiu ao movimento de greve a partir desta terça-feira (11/09), com prazo indeterminado para acabar.
“Estamos há mais de dez anos na luta pelo plano de cargo. A princípio, há dois anos, se chegou a um acordo com o governo e se trabalhou muito na montagem desse processo. Foi até elaborada a lei 5772/2010, que institui o plano de cargo complementar da administração direta e que foi muito necessária, pois beneficiou muitas carreiras. Mas algumas coisas não foram revistas, como o salário de pessoas que já possuem mais de dez anos de trabalho. Temos 227 servidores trabalhando em todo o estado e esse número é muito pouco por conta de todos os estabelecimentos que existem para se fazer a fiscalização.” Disse.
“A aprovação dessas reivindicações precisaria acontecer até o dia 30 de setembro, para que entrem no orçamento de 2013, por isso a greve. O movimento vai se manter até que as reivindicações já acordadas com o governador, sejam cumpridas. Nós relutamos muito para essa situação de greve, porque sabemos a importância e a necessidade do nosso serviço. O diálogo continua aberto e aceitamos negociações para que algo mais concreto seja feito.” Disse Adilson.
Em Campos, o proprietário do Frigorífico Guarus Ltda. Marcos Venícius Gomes, teve dificuldade em liberar uma carta de bois, com cerca de 42 cabeças de gado, que sairia de Macaé e outra em São Francisco de Itabapoana. Nesses locais, não estaria havendo a liberação da Guia de Trânsito de Animais (GTA), documento expedido unicamente por esses profissionais em greve.
Para não amargar prejuízo no estabelecimento, que abate diariamente cerca de 60 animais vindos de São Fidélis, Macaé, Cardoso Moreira, São Francisco do Itabapoana e outros municípios da região, somando cerca de 450 toneladas mensais de carne, que são distribuídas para todo o Estado, o empresário teve que conseguir a liberação no município de Cardoso Moreira.
Daniela Abreu/Priscilla Chiapin
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