segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Parada do Orgulho LGBTT colore a Avenida Francisco Lamego



Homossexuais e heterossexuais unidos contra o preconceito em Campos

Uma festa de cor e alegria, assim foi a VI Parada LGBTT de Campos, que aconteceu neste domingo (16/09), na Avenida Francisco Lamego, em Guarus. O Grupo Esperança, Organização não Governamental (Ong) que cuida dos assuntos relacionados ao movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (LGBTT) organizou o evento.
Este ano o movimento realizou três dias de evento, culminando com a parada. Na última sexta-feira (14/09), foram realizadas palestras de conscientização no auditório Reginaldo Rangel do Instituto Federal Fluminense (IFF-Centro); no sábado (15/09) houve uma grande confraternização, que reuniu centenas de pessoas no Automóvel Clube Fluminense.

A deputada estadual Rejane (PC do B), esteve em Campos para participar da parada. “Sou católica, negra e defendo os direitos dos homossexuais. Estou aqui hoje como parlamentar para prestar minha solidariedade a esse movimento. Aqui há pais, mães, jovens, idosos, todos lutando pela diversidade no nosso País”, disse.

Mas a festa não foi só dos homossexuais, centenas de heterossexuais também participaram do evento, para se divertir, ou para se solidarizar com a causa, foi o caso da Rainha do Carnaval, Aline Alves, que destacou que movimentos como esse ainda são necessários, por causa do preconceito que ainda é muito grande.

Sempre presente ao movimento LGBTT, a maquiadora e cabeleireira Grace Kelly, que nasceu Wagner, acredita que o preconceito já foi maior, mas que ainda é necessário que haja muitos atos de conscientização para quebrar de uma vez a resistência das pessoas. “Hoje eu sou respeitada pela minha profissão, mas já sofri demais por causa da minha condição sexual, eu até me emociono em falar nisso, porque meu pai me bateu e até me colocou pra fora de casa, mas hoje sou muito querida pela minha família, meu avô pouco antes de morrer disse que eu era a neta que ele mais gostava, isso não tem preço”, lembra emocionada.

Grace lembra que desde muito pequena não se sentia um menino como os outros de sua idade, aos oito anos já havia percebido que as mulheres não a atraíam. Com 12 anos começou sua transformação numa nova pessoa e aos 17 já era Grace Kelly.  

Lucas, Bruno e Luan Guilherme participaram do evento pela segunda vez e não abrem mão de participar do movimento. “Nós hoje lutamos aqui pelos nossos direitos, dos homossexuais e contra o preconceito em geral, de cor, raça, credo e lutamos também pela liberdade de expressão”, diz Bruno.
 

Nenhum comentário: