Homossexuais e heterossexuais unidos contra o preconceito em Campos
Uma festa de cor e alegria,
assim foi a VI Parada LGBTT de Campos, que aconteceu neste domingo
(16/09), na Avenida Francisco Lamego, em Guarus. O Grupo Esperança,
Organização não Governamental (Ong) que cuida dos assuntos relacionados
ao movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (LGBTT) organizou o evento.
Este ano o movimento realizou três dias de evento, culminando com a
parada. Na última sexta-feira (14/09), foram realizadas palestras de
conscientização no auditório Reginaldo Rangel do Instituto Federal
Fluminense (IFF-Centro); no sábado (15/09) houve uma grande
confraternização, que reuniu centenas de pessoas no Automóvel Clube
Fluminense.
A
deputada estadual Rejane (PC do B), esteve em Campos para participar da
parada. “Sou católica, negra e defendo os direitos dos homossexuais.
Estou aqui hoje como parlamentar para prestar minha solidariedade a esse
movimento. Aqui há pais, mães, jovens, idosos, todos lutando pela
diversidade no nosso País”, disse.
Mas a festa não foi só dos homossexuais, centenas de heterossexuais
também participaram do evento, para se divertir, ou para se solidarizar
com a causa, foi o caso da Rainha do Carnaval, Aline Alves, que destacou
que movimentos como esse ainda são necessários, por causa do
preconceito que ainda é muito grande.
Sempre
presente ao movimento LGBTT, a maquiadora e cabeleireira Grace Kelly,
que nasceu Wagner, acredita que o preconceito já foi maior, mas que
ainda é necessário que haja muitos atos de conscientização para quebrar
de uma vez a resistência das pessoas. “Hoje eu sou respeitada pela minha
profissão, mas já sofri demais por causa da minha condição sexual, eu
até me emociono em falar nisso, porque meu pai me bateu e até me colocou
pra fora de casa, mas hoje sou muito querida pela minha família, meu
avô pouco antes de morrer disse que eu era a neta que ele mais gostava,
isso não tem preço”, lembra emocionada.
Grace
lembra que desde muito pequena não se sentia um menino como os outros
de sua idade, aos oito anos já havia percebido que as mulheres não a
atraíam. Com 12 anos começou sua transformação numa nova pessoa e aos 17
já era Grace Kelly.
Lucas, Bruno e Luan Guilherme participaram do evento pela segunda vez
e não abrem mão de participar do movimento. “Nós hoje lutamos aqui
pelos nossos direitos, dos homossexuais e contra o preconceito em geral,
de cor, raça, credo e lutamos também pela liberdade de expressão”, diz
Bruno.
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