Estima-se que mais de 80 mil crianças em Campos sofram de Síndrome do Respirador Bucal (SRB), segundo dados da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. O mal é ocasionado pela inversão no processo respiratório normal para utilização de uma via alternativa respiratória, a cavidade bucal. As consequências influenciam no crescimento e desenvolvimento da criança, em suas habilidades para práticas esportivas e no aprendizado escolar.
Júlia Alves de Jesus, de 11 anos, apresentava dentes tortos e muita dificuldade para respirar pelo nariz. Segundo a mãe, Telma Helena Alves da Silva, de 48 anos, sua filha apresentava sintomas como noites mal dormidas, inquietação noturna, respiração acelerada e ronco, além de babar demasiadamente durante o sono.
“Tudo isso me incomodava e eu acreditava na intervenção cirúrgica. Sempre a levava a médicos pediatras e otorrinos que me confirmaram a necessidade da retirada das amígdalas e adenoide, para correção do problema respiratório”, contou.
Ao descomprimir o arco dentário superior e a cavidade nasal, ocorreu a melhora da passagem de ar pela cavidade nasal.
“Os sintomas acabaram num período curto de dois ou três semanas de tratamento. As noites de sono passaram a ser tranquilas e com certeza minha filha está bem melhor.” Garante a mãe.
Ao desjuntar a maxila, o fluxo de ar é facilitado para a cavidade nasal, que corretamente irá filtrar, aquecer e umidificar o ar.
O mesmo não acontece quando a criança respira pela boca. A captação do ar “in natura”, ou seja, cheio de impurezas, frio e seco, prejudica o processo de troca gasosa, chamado de hematose, diminuindo assim a concentração de oxigênio no sangue. Por isso, as pessoas também se tornam suscetíveis a outras mazelas, como bronquite, rinite, faringite, otite média recorrentes.
A mudança no arco dentário superior de triangular para uma forma parabólica provoca mudanças faciais, tanto na região de malar (maçã do rosto), quanto no nivelamento da posição dos olhos. E o que aparentemente não tinha jeito, pode se converter numa alternativa para a saúde e influenciar diretamente na autoestima.
Virna Alencar - Estagiária
Ururau

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