Fotos: Carlos Grevi / Mauro de Souza
Falta ao trabalho tem como motivação atraso do pagamento
Dois médicos do plantão do Hospital Manoel Carola, em São Francisco de Itabapoana, não compareceram ao trabalho na manhã de desta quinta-feira (13/12) paralisando atendimento da unidade. O motivo do “boicote” seria a falta de pagamento, já que a remuneração do mês
de novembro foi depositada somente a metade. Mediante a crise instalada na Saúde, uma vez que os Postos de Urgências de algumas localidades já haviam sido fechados há mais de 15 dias, o secretário da pasta, Celino Pessanha Gonçalves Filho, pediu exoneração.
De acordo com o diretor do Fundo Municipal de Saúde, Rodrigo Dumas, além dos dois médicos que faltaram, outros dois, do plantão desta sexta-feira (14/12), já teria avisado que não irão trabalhar.
“Estamos com apenas a metade do salário de novembro e sabemos se vamos receber o salário de dezembro”, revelou.
Antes de pedir exoneração, Celino, ainda teria minimizado a falta dos plantonistas, com a convocação de outro profissional do quadro da secretaria para dar continuidade aos trabalhos no hospital. “O secretário de Saúde conseguiu um médico para atendimentos emergenciais, mas a situação não depende dele, mas sim da administração da Prefeitura”, completou Rodrigo.
O impasse na área de Saúde do município não é de agora. Alguns Postos de Urgência, como, por exemplo, o da localidade de Praça João Pessoa, está fechado há mais de 15 dias. A medida teria sido tomada pela Prefeitura após a não aprovação de verba suplementar pela Câmara Municipal. Porém, o presidente do Legislativo, Florentino Cerqueira, mais conhecido como Tininho, revelou que o impasse nas suplementações tem ocorrido devido à falta de prestação de conta por parte do Executivo.
Tininho acrescentou ainda que não há pedido de suplementação da Saúde para ser aprovado na Casa de Leis, que encerra seus trabalhos nesta quinta-feira. “As únicas mensagens que estão na Casa para apreciação dos edis é referente à suplementação da educação (Fundeb) de pouco mais de R$ 1 milhão, o Plano Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDA)”, disse.
No início desta noite, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, entrou em contato com Site Ururau e informou que o prefeito frederico Barbosa Lemos estava reunido com secretário de Saúde, Celino Pessanha Gonçalves Filho, e tentava convencê-lo a não deixar o cargo. Também estava sendo discutida quais medidas seriam tomadas para resolver o problema referente ao pagamento dos funcionários.
Na ocasião, o grupo foi acusado de crimes de corrupção e desvio de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS), estipulado em cerca de R$ 2,5 milhões. A verba teria sido desviada entre os anos de 2009 e 2011.
Com a prisão e cassação do mandato de Beto Azevedo , o vice-prefeito Frederico Barbosa Lemos, assumiu a cadeira no final do mês de março, mas os problemas na área de saúde continuaram, inclusive com paralisação de funcionários e falta de combustíveis para abastecer as ambulâncias.
Ururau

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