domingo, 22 de setembro de 2013

Dia Mundial do Alzheimer: aprenda identificar a doença e como tratá-la


Estudos compravam que exercícios físicos auxiliam no tratamento da doença
Reprodução / Mauro de Souza

Existem cerca de 15 milhões de pessoas no Brasil com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas sofrem da Doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Nos Estados Unidos, essa doença é a quarta causa de morte em idosos entre 75 e 80 anos, perdendo para infarto, derrame e câncer. O dia 21 de setembro é comemorado o Dia Mundia do Alzheimer.

A doença reduz as capacidades de trabalho e relação social e interfere no comportamento e na personalidade. De acordo com o Ministério da Saúde, quanto mais os efeitos do Alzheimer avançam no corpo, mais o paciente tende a se afastar completamente do convívio social e tornar-se dependente de outras pessoas.

Diferentes estudos comprovam os benefícios dos exercícios físicos na melhora de algumas doenças, na qual está inserida o Alzheimer, que é uma enfermidade degenerativa, considerada incurável, e trata-se da perda progressiva de memória associada ao envelhecimento. A doença promove a morte das células nervosas do cérebro (os neurônios) de forma progressiva. Quando a família percebe que um parente idoso apresenta déficit de memória, provavelmente a doença já exista há no mínimo 3 anos.

A doença apresenta três fases: leve, moderada e avançada. Em sua fase avançada já compromete quase que por inteiro a memória do paciente que pode até apresentar dificuldade para andar, ou seja, a doença ao longo de seu desenvolvimento faz com que o indivíduo perca sua funcionalidade.

Com o passar dos anos e avanço de novas tecnologias, a doença agregou uma diversidade de tratamentos, e mesmo não apresentando cura, hoje é possível que seus portadores possam retardar o declínio cognitivo, tratando os sintomas, tais como alterações de comportamento, e assim proporcionar mais conforto e qualidade de vida, não só aos idosos, mas à sua família também.

Após o diagnóstico, onde o especialista poderá verificar as partes do cérebro que foram afetadas, é traçado um tratamento, que inclui reabilitação cognitiva, medicamentos e exercícios físicos.

De acordo com o Benjamim Apter, médico especialista em medicina esportiva, fisiologia do exercício e diretor da rede de academias B-Active, para se prescrever um programa de exercícios e eles apresentarem resultados positivos, o paciente acometido pelo Alzheimer deve realizar exercícios físicos com duração mínima de 20 minutos e máximo de 1 hora, de moderada intensidade, realizados três vezes por semana, sempre com acompanhamento.

“Estudos em grandes centros mostram que os exercícios mais seguros e indicados aos idosos portadores da doença referem-se às atividades de fortalecimento muscular, onde o paciente realiza sentado no equipamento de forma que os profissionais controlem a intensidade e amplitude dos movimentos realizados”, completa Apter.

Além dos benefícios do esporte para o aumento da qualidade de vida dos portadores do Alzheimer, a ciência tem comprovado que a prática regular de exercícios físicos monitorados em pessoas saudáveis, podem também prevenir a doença, pois estimula o hipocampo, estrutura cerebral responsável pela memória.

“Associamos o fortalecimento muscular com outras atividades como equilíbrio, alongamento e propriocepção. Os exercícios fazem com que várias partes do cérebro sejam estimuladas, desde a fala, aos sentidos, visão e tato, além de trabalhar o equilíbrio, a postura, fazendo com que o idoso vá registrando toda a atividade e assim promovendo a ligação entre as células do cérebro”, finaliza o médico. 

Postado por: VALQUÍRIA AZEVEDO
Fonte :Ururau

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