quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Seca eleva preços no mercado

A forte estiagem que atinge a região já provoca um considerável aumento nos preços dos produtos hortifrúti granjeiros em Campos.

Comerciante se consumidores estão assustados com valores alcançados pelas frutas, verduras e legumes. Feirantes reclamam que estão sendo obrigados a pagar caro pelos produtos. Outra constatação é que, além dos preços altos, a qualidade não está boa e a oferta está bem reduzida. A esperança para mudar o cenário é a possibilidade da chegada de uma frente fria, prevista para o final de semana. Isto é, se ela passar pela região.

Segundo feirantes do Mercado Municipal, a alface, chicória e o tomate dobraram de preço. A salsa teve reajuste de 500%; o pimentão, de 80%; o coentro, de 60%; e o agrião, de 50%. “Todo verão chove e o prejuízo é pequeno. Desta vez, com a seca, perderam plantações, e nós estamos comprando produtos com preços elevado, tendo que repassar para os clientes. Estamos esperando que tudo se normalize o mais rápido possível, porque tem gente que acaba não levando o produto por causa do preço”, destacou o feirante Amaro Santos.

O mesmo está ocorrendo nos hortifrutis da cidade. O produto que mais teve elevação foi a couve-flor, que passou de R$ 2,60 para R$ 6 o kg. Outro produto que está assustando consumidores é a alface, que deu um salto de R$ 0,50 para até R$ 2. “Eu costumo fazer as compras em meia hora. Agora, eu estou levando uma hora, porque tenho que percorrer todas as bancas à procura do melhor preço. O jeito vai ser substituir os produtos em alta por outros que estão com preços mais em conta”, disse a dona de casa Ana Paula Lourenço.

Para o feirante João Carlos Amarantes, hortaliças e legumes devem sofrer escassez momentânea. Segundo ele, as frutas, que são menos perecíveis, não tiveram reajustes tão altos, porque vêm de outras regiões. Amarantes revelou também que muitas plantações foram arrasadas pela seca, e as que restaram, os agricultores estão com dificuldades de escoar a produção. “É a lei da ferta e da procura. A escassez aumenta os preços. Temos que buscar os produtos em regiões distantes, como São Paulo e Espírito Santo. E a primeira consequência disso é a elevação de preços. Temos que fazer isso para não ficar sem o produto”, disse o feirante.

Pesquisa elege a carne bovina como vilã

Com base na primeira pesquisa de 2014, o Procon/Campos aponta uma alta de 1,2% na cesta básica em relação ao mês anterior. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 11 de fevereiro, em cinco supermercados e abrange 80 itens dentre os mais consumidos pelo campista.

O grande vilão desta vez foi a carne bovina, seguida pelo macarrão, arroz, biscoitos, farinha de trigo (pão francês), sal refinado. Dentre os produtos que tiveram recuo nos preços o destaque foi o leite longa vida UHT, café, açúcar cristal (5K) e o óleo de soja.

Alguns itens, tais como a batata inglesa tem variações de mais de 300% em relação a outro supermercado. Outra grande diferença foi encontrada no pacote de fósforo, que em um supermercado custa R$ 1,69 eem outro R$ 3,90, com 250% de diferença. A dúzia de ovos brancos também tem diferença de mais de 100%.



Fonte: Folha da Manhã


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