Com as obras previstas na região do Mercado Municipal de Campos, comerciantes do local convivem com a incerteza da data de transferência e do local provisório. Segundo eles, ainda não há informações sobre a data, gerando insegurança e preocupação com o futuro. Porém, eles já sentem o reflexo da mudança dos camelôs e alegam queda no movimento. Segundo o comerciante Emilson da Silva Guedes, 63 anos, a falta de informação preocupa.
— Até o momento não fomos comunicados de nada. Já sentimos a queda do movimento com a saída dos camelôs. A preocupação é de que caia ainda mais — disse Guedes.
Para Claudivan Rosalvo de Souza, 50, não é diferente. “Sabemos da mudança, mas não o local. Para nós que trabalhamos com alimentos, tem que ser um local limpo. Meu movi-mento já caiu em cerca de 50%. Colocaram o tapume para fechar o local do camelô e tirou a visão de tudo. O prejuízo é grande”.
Um comerciante que preferiu não se identificar relatou que todos estão perdidos. “Precisamos de um local adequado. Temos uma estrutura. Não podemos ir para um local que não tenha rede de esgoto e pia. A própria vigilância sanitária não irá aprovar qualquer local. Queremos sair junto com os feirantes para não termos mais prejuízos”.
— Até o momento não fomos comunicados de nada. Já sentimos a queda do movimento com a saída dos camelôs. A preocupação é de que caia ainda mais — disse Guedes.
Para Claudivan Rosalvo de Souza, 50, não é diferente. “Sabemos da mudança, mas não o local. Para nós que trabalhamos com alimentos, tem que ser um local limpo. Meu movi-mento já caiu em cerca de 50%. Colocaram o tapume para fechar o local do camelô e tirou a visão de tudo. O prejuízo é grande”.
Um comerciante que preferiu não se identificar relatou que todos estão perdidos. “Precisamos de um local adequado. Temos uma estrutura. Não podemos ir para um local que não tenha rede de esgoto e pia. A própria vigilância sanitária não irá aprovar qualquer local. Queremos sair junto com os feirantes para não termos mais prejuízos”.
A equipe de reportagem da Folha da Manhã tentou contato por telefone com o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) e secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Wainer Teixeira, nos dias 6 e 7, mas as ligações caíram na caixa postal. A equipe também enviou e-mail para a assessoria da prefeitura nos dias 6, 7 e 8, mas até o fechamento desta matéria, não pronunciaram sobre o assunto.
Mudança de camelôs gerou manifestações
Também no site oficial, Wainer Teixeira destacou que 390 permissionários do Shopping Popular Michel Haddad já se encontram no espaço provisório, localizado no Parque Alberto Sampaio. Mais 126 camelôs do Centro da cidade e Pelinca têm o prazo até o dia 13 de maio para realizar a mudança.
A transferência dos permissionários do Shopping Popular – iniciada no dia 10 de março até o dia 13 do mesmo mês – gerou várias reclamações e até manifestações. Na mesma semana da mudança, no dia 14, em horário de rush, o tráfego de veículos da avenida José Alves de Azevedo foi interrompido por meia hora. Os manifestantes, que fizeram uma barreira de lixo na via pública, reivindicaram a implantação de uma faixa de pedestres em frente ao local provisório, para facilitar o acesso de clientes ao local.
No dia 8 de abril aconteceu outra manifestação para contestar uma espécie de contêiner onde os lixos eram jogados. Ainda segundo os permissionários, uma água suja e podre escorria deixando o ambiente com forte odor. Outra reivindicação era em relação às motocicletas que foram estacionadas na parte interna do Parque Alberto Sampaio e agentes da Guarda Civil Municipal teriam dado o prazo de 10 minutos para a retirada.
Reforma está orçada em R$ 14 milhões
A reforma do Mercado Municipal, orçada em R$ 14,4 milhões, prevê reparos na alvenaria, rede de esgoto, elétrica e hidráulica, no piso, na estrutura e vigamento que suporta o telhado, substituição das telhas desgastas e também a preservação de detalhes de época como o antigo relógio e os braços de sustentação de ferro fundido.
A fachada ficará próxima do projeto original, inaugurado no dia 15 de setembro de 1921. O estilo da arquitetura francesa seria baseado no mercado de Nice. Informações históricas contam que o prefeito Luiz Sobral teria feito uma viagem à França, gostado e instalado em Campos.
O Mercado Municipal passou por grandes reformas, sendo a última e maior delas na década de 70. A construção é promessa de campanha do governo Rosinha e de governo anteriores.
Ao site oficial da prefeitura, Wainer Teixeira, ressaltou que os principais símbolos históricos da cidade vêm passando por um processo de revitalização. Entre eles o chafariz belga e o Centro Histórico. “O Mercado Municipal tem um belo projeto. Estamos construindo um abrigo provisório, digno, como nunca feito na cidade, para os comerciantes que sustentam suas famílias há décadas, possam continuar trabalhando durante as obras”, contou.
Fonte: Folha da Manha/Show Francisco



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