A 16 ª edição da Campanha de Vacinação contra a Gripe foi prorrogada até o dia 17 de maio. A mudança tem como objetivo atingir a meta inicial do Ministério da Saúde, que é imunizar 80% dos grupos prioritários no Rio de Janeiro, o que representa aproximadamente 4,1 milhões de pessoas. Até a manhã desta quinta-feira (08/05), apenas 30% do público-alvo havia se vacinado no estado.
"Com isso, os moradores não precisam se deslocar para o Centro da cidade. A Secretaria Municipal de Saúde imunizou quase 19 mil pessoas contra a gripe, desde o início da campanha, em 24 de abril. Deste total, 6.800 são crianças, 2.450 são trabalhadores da saúde, 1.100 gestantes, 230 puérperas, 8.250 mil idosos e 150 acamados", afirmou o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão.
A campanha deste ano recebeu o slogan "Vacinação contra a gripe: você não pode faltar”. Estão sendo vacinados os integrantes do grupo prioritário, formado por pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de cinco anos, indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias do parto, população carcerária, profissionais de saúde e profissionais que trabalham no sistema prisional, além de doentes crônicos.
As únicas contraindicações são a alergia aos componentes da vacina, principalmente à proteína do ovo, e os portadores de doenças neurológicas em atividade. Vale ressaltar que pessoas que podem comer ovo frito, pão, bolo ou macarrão não têm essa alergia. Quem estiver com gripe ou apresentado estado febril ou sintomas de dengue, o recomendado é esperar melhorar, para depois se vacinar.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação é a forma mais eficaz para prevenir a gripe e suas complicações. Provocada pelo vírus Influenza, a gripe ataca todos os anos entre 10 e 20% da população do planeta – algo em torno de 600 milhões de pessoas. Se não for tratada, pode gerar complicações que provocam entre 250 mil e 500 mil mortes por ano e milhões de internações. As complicações mais comuns são pneumonia, infecção no ouvido (otite) e inflamação nos brônquios (bronquite).
A campanha está mobilizando 1.500 postos de saúde em todo o estado. A Região Litoral Sul Fluminense, formada pelos municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba e Parati, é a que mais vacinou contra a gripe no estado até agora: a cobertura é de 37,81%. Já a Região Metropolitana II, formada pelos municípios de Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tanguá, é a que tem a menor cobertura: 21,70%.
"A população tem que se conscientizar sobre a importância dessa campanha. A vacina é muito importante para imunizar as pessoas dos grupos prioritários, mais suscetíveis às complicações da gripe. Com isso, evitamos principalmente os casos graves, em especial em gestantes, crianças e idosos", reforça a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES, Hellen Miyamoto.
EM CAMPOS HÁ 63 SALAS FIXAS DE VACINAÇÃO
As doses da vacina contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza B estão sendo oferecidas em 63 salas fixas de vacinação. A medida é parte da estratégia municipal para atender a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. São unidades de saúde espalhadas pela cidade, de Norte a Sul do município, como em Morro do Coco, Travessão, Palmares, Guandu, Morangaba, Tocos, Santa Maria, Conselheiro Josino, Dores de Macabu, Vila Nova, São Sebastião e Santa Cruz, entre outros.
Em Campos, de acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, a estratégia é diferenciada, e inclui vacinação dos presidiários, detentos, profissionais de saúde e acamados. “As pessoas podem agendar a imunização dos acamados pelos telefones (22) 27261378, 27220805 ou 27332820”, explicou.
A meta é imunizar aproximadamente, 111 mil pessoas em Campos, sendo 9.032 crianças, 11.572 trabalhadores de saúde, 4.516 gestantes, 742 puérperas, 56.058 idosos e 30.011 pacientes crônicos, além de indígenas e presos.
SOBRE A CAMPANHA
As novidades deste ano são a ampliação da idade para vacinação das crianças, que até o ano passado era de seis meses a menores de dois anos de idade e que agora foi estendida até os menores de cinco anos, e a inclusão da vacinação para pessoas que trabalham no sistema prisional.
Em 2013, o estado do Rio de Janeiro atingiu 81% de cobertura, ultrapassando a meta do Ministério, e todos os grupos alcançaram a meta prevista.
CONTRAINDICAÇÃO
O imunizante deve ser tomado todos os anos. A escolha pelo período do outono para a aplicação é estratégica, pois a vacina precisa de duas semanas para induzir alguma proteção e de quatro a seis semanas para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é período de maior circulação do vírus, tomando a vacina no outono garante-se máxima proteção no período de maior circulação do vírus.
Fonte: Ururau/Show Francisco
Foto: Carlos Grevi


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