A descontração na coletiva de ontem não impediu o técnico Felipão ou o craque Neymar de falarem sério sobre o jogo de abertura de hoje, contra a Croácia: “Chegou a hora!” (foto de Jefferson Bernardes -Vipcomm)
Desde 30 de outubro de 2007, quando o então presidente Lula comemorou como torcedor mais fanático a escolha do Brasil para sede da Copa em 2014, muita coisa mudou. Mas se ninguém mais acredita que o governo brasileiro atinja um dia o tal padrão Fifa, ou cumpra com sua população as promessas de um legado de infraestrutura para além de qualquer evento esportivo, estes últimos sete anos não foram capazes de alterar o amor do brasileiro pelo futebol. Após muita expectativa, protestos e debates, essa paixão finalmente entra em campo hoje, encarnada sobretudo nos pés de Neymar, quando o Brasil enfrenta a Croácia, a partir das 17h, na recém-construída arena do Itaquerão, em São Paulo, pontapé inicial da Copa do Mundo cuja festa de abertura terá início desde as 15h.
Mesmo com todas as dúvidas sobre os mandatários do Brasil, da CBF e da Fifa deidamente mantidas fora do campo, dentro dele a certeza por uma vitória brasileira diminuiu desde o último amistoso do time de Felipão, no qual derrotou a Sérvia pelo placar mínimo, com um gol sentado de Fred, no jogo duro do último dia 6. Como os sérvios são vizinhos dos croatas em território e no estilo de jogar futebol, todos reunidos até os anos 1990 na antiga Iugoslávia, as dificuldades encontradas no último amistoso do Brasil passaram a preocupar para a primeira partida oficial de hoje.
Bem verdade que a Croácia não terá em campo seu principal goleador e líder de assistências nas eliminatórias europeias: o atacante Mandzukic, suspenso no primeiro jogo da Copa por ter sido expulso na última partida oficial da sua seleção. O nome mais provável para substituí-lo é Jelavic, que não tem o mesmo nível do titular. O ataque será completo por Perisic pela direita e Olic pela esquerda. Mas a grande força da Croácia vem dos seus hábeis meias: Modric, titular inquestionável do Real Madri, e Raktic, contratado esta semana pelo Barcelona.
Após muita especulação sobre a entrada de Willian no lugar de Oscar, como seu meia ofensivo titular, Felipão optou pelo segundo ao confirmar que repetirá a escalação do mesmo time que derrotou a Espanha, por 3 a 0, no final da Copa das Confederações, quase um ano atrás. A tática brasileira também será a mesma, marcando forte no campo do adversário, no começo da partida.
Se o gol brasileiro sair nessa pressão inicial, a exigente torcida paulista vai junto. Caso contrário, será fundamental não só paciência, como atenção à advertência de Paulo Vinícius Coelho, maior craque da crônica esportiva brasileira: “Se o Brasil repetir as mesmas chances que deu a Sérvia, dificilmente a Croácia deixará de marcar”.
Como Neymar e Felipão repetiram em coro na coletiva de ontem: “Chegou a hora!”
Fonte: Folha da Manhã/Show Francisco
Desde 30 de outubro de 2007, quando o então presidente Lula comemorou como torcedor mais fanático a escolha do Brasil para sede da Copa em 2014, muita coisa mudou. Mas se ninguém mais acredita que o governo brasileiro atinja um dia o tal padrão Fifa, ou cumpra com sua população as promessas de um legado de infraestrutura para além de qualquer evento esportivo, estes últimos sete anos não foram capazes de alterar o amor do brasileiro pelo futebol. Após muita expectativa, protestos e debates, essa paixão finalmente entra em campo hoje, encarnada sobretudo nos pés de Neymar, quando o Brasil enfrenta a Croácia, a partir das 17h, na recém-construída arena do Itaquerão, em São Paulo, pontapé inicial da Copa do Mundo cuja festa de abertura terá início desde as 15h.
Mesmo com todas as dúvidas sobre os mandatários do Brasil, da CBF e da Fifa deidamente mantidas fora do campo, dentro dele a certeza por uma vitória brasileira diminuiu desde o último amistoso do time de Felipão, no qual derrotou a Sérvia pelo placar mínimo, com um gol sentado de Fred, no jogo duro do último dia 6. Como os sérvios são vizinhos dos croatas em território e no estilo de jogar futebol, todos reunidos até os anos 1990 na antiga Iugoslávia, as dificuldades encontradas no último amistoso do Brasil passaram a preocupar para a primeira partida oficial de hoje.
Bem verdade que a Croácia não terá em campo seu principal goleador e líder de assistências nas eliminatórias europeias: o atacante Mandzukic, suspenso no primeiro jogo da Copa por ter sido expulso na última partida oficial da sua seleção. O nome mais provável para substituí-lo é Jelavic, que não tem o mesmo nível do titular. O ataque será completo por Perisic pela direita e Olic pela esquerda. Mas a grande força da Croácia vem dos seus hábeis meias: Modric, titular inquestionável do Real Madri, e Raktic, contratado esta semana pelo Barcelona.
Após muita especulação sobre a entrada de Willian no lugar de Oscar, como seu meia ofensivo titular, Felipão optou pelo segundo ao confirmar que repetirá a escalação do mesmo time que derrotou a Espanha, por 3 a 0, no final da Copa das Confederações, quase um ano atrás. A tática brasileira também será a mesma, marcando forte no campo do adversário, no começo da partida.
Se o gol brasileiro sair nessa pressão inicial, a exigente torcida paulista vai junto. Caso contrário, será fundamental não só paciência, como atenção à advertência de Paulo Vinícius Coelho, maior craque da crônica esportiva brasileira: “Se o Brasil repetir as mesmas chances que deu a Sérvia, dificilmente a Croácia deixará de marcar”.
Como Neymar e Felipão repetiram em coro na coletiva de ontem: “Chegou a hora!”
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