Marcelo Esqueff
Expectativa é de chegar a 800 mil toneladas e produção de 1,2 mil sacas de açúcar
Foi aberta oficialmente na tarde desta sexta-feira (13/06) a moagem de cana-de-açúcar da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro). A expectativa é de moer 800 mil toneladas do produto, com produção de cerca de 1,3 milhão sacas de açúcar e 28 milhões de litros de etanol.
Para marcar a data, foi realizada uma cerimônia na sede do parque industrial, situado no distrito de Goitacazes, onde foi apresentada a Licença de Operação (LO), com participação do presidente da Coagro, Frederico Paes, do secretário de Agricultura do Estado, Alberto Mofati, do ex-secretário da pasta e deputado Christino Áureo, além de representantes da Emater, produtores e funcionários da Coagro. O documento, emitido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), torna a unidade como primeira usina antiga do Rio de Janeiro a receber a licença, das 22 que chegaram a existir no Estado.
“Este ano tivemos diversas dificuldades, mas é um motivo de orgulho imenso para nós da Coagro termos conseguido a licença. A usina, considerada velha, a vovozinha, precisou se adaptar a várias coisas para obter a licença. Foi uma conquista muito grande”, disse Frederico Paes, ressaltando que a safra começou na semana passada através de autorização do Conselho Diretor do Inea.
Frederico explicou que a safra deste ano teve uma perspectiva de quebra na ordem de 20%, em função da seca de janeiro e fevereiro, mas acredita-se que vai permanecer em 5 a 10 porcento já que choveu um pouco em abril, maio e junho.
“Atribuímos a quebra de safra principalmente ao clima e até mesmo a falta de capacidade de investimento dos produtores já que estamos com três anos de preço baixo de açúcar e álcool, e consequentemente de cana-de-açúcar, e também a poucos investimentos que os produtores não tiveram recursos pra fazer, mas em contra partida, não vai cair mais devido aos convênios que foram firmados, inclusive com a Secretaria de Agricultura, no tocante ao plantio de cana”, justificou o presidente da Coagro acrescentando que, já plantados, para a safra do ano que vem, 2.500 hectares através de convênio firmado com a Caixa Econômica Federal, Agência Estadual de Fomento (AgeRio) e Secretaria de Agricultura do Estado e, a meta é chegar a 5 mil hectares.

O parque industrial da Coagro possui 10 hectares. Para cada saco de 5kg de açúcar produzido são 50 quilos de cana. A unidade dispõem para sua produção entre tantos equipamentos, o de produção de açúcar branco sem enxofre, componente mais criticado potencialmente perigoso à saúde.

Frederico explicou que a safra deste ano teve uma perspectiva de quebra na ordem de 20%, em função da seca de janeiro e fevereiro, mas acredita-se que vai permanecer em 5 a 10 porcento já que choveu um pouco em abril, maio e junho.
“Atribuímos a quebra de safra principalmente ao clima e até mesmo a falta de capacidade de investimento dos produtores já que estamos com três anos de preço baixo de açúcar e álcool, e consequentemente de cana-de-açúcar, e também a poucos investimentos que os produtores não tiveram recursos pra fazer, mas em contra partida, não vai cair mais devido aos convênios que foram firmados, inclusive com a Secretaria de Agricultura, no tocante ao plantio de cana”, justificou o presidente da Coagro acrescentando que, já plantados, para a safra do ano que vem, 2.500 hectares através de convênio firmado com a Caixa Econômica Federal, Agência Estadual de Fomento (AgeRio) e Secretaria de Agricultura do Estado e, a meta é chegar a 5 mil hectares.
O parque industrial da Coagro possui 10 hectares. Para cada saco de 5kg de açúcar produzido são 50 quilos de cana. A unidade dispõem para sua produção entre tantos equipamentos, o de produção de açúcar branco sem enxofre, componente mais criticado potencialmente perigoso à saúde.
"Olhando o parque industrial vê-se uma estrutura de usina antiga, mas que foi introduzido controle, sistema de dosimetria que associados a tecnologia permite esse funcionamento atual", observou o secretário de Agricultura Alberto Mofati.
A CRISE DO SETOR
O setor sucroalcooleiro do país enfrenta a pior crise do momento. No Estado do Rio de Janeiro, que já chegou a ter 22 usinas, atualmente têm quatro usinas em funcionamento, sendo que três delas estão situadas em Campos: a Coagro, Paraíso e Canabrava.

A CRISE DO SETOR
O setor sucroalcooleiro do país enfrenta a pior crise do momento. No Estado do Rio de Janeiro, que já chegou a ter 22 usinas, atualmente têm quatro usinas em funcionamento, sendo que três delas estão situadas em Campos: a Coagro, Paraíso e Canabrava.
Incentivos como o programa Estrada da Produção e o decreto de redução de alíquota de ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) para 2% são apontados como a salvação das lavouras de cana-de-açúcar. “Este ano tivemos 1.270 quilômetros de estradas recuperadas, onde podemos adentrar a propriedade dos produtores, com acesso as estradas vicinais”.

O secretário de Agricultura do Estado, Alberto Mofati, ressaltou que diferentemente do que vem acontecendo em outros Estados [somente em São Paulo foram fechadas 12 usinas este ano], no Rio passa por um processo de reversão do setor sucroalcooleiro e bioenergia. “A gente tá vendo indústrias abrindo, se consolidando, sendo recuperada, no caso de vocês, com a Sapucaia, o que é muito bom. Uma das condições, quando o governo do Estado abriu mão da receita direta dele para incentivar o setor foi para que houvesse investimento e isso está sendo feito, como compra de novos equipamentos e recuperação de canaviais, pois não adianta ter indústria se não tem canavial”, disse o secretário acrescentando que a questão nacional é conjuntural, pois sabe-se que a atividade de etanol e de açúcar ela volta a ser rentável no Brasil”.

O deputado Christino Áureo observou que com o preço baixo do etanol, dificilmente as indústrias de cana-de-açúcar conseguirá sobreviver. “Quando se fixa o preço da gasolina, automaticamente se determina qual é o preço do etanol. Só compensa colocar etanol no tanque de seu carro, se ele custar no máximo 70% preço do litro da gasolina. No Brasil para se conter a inflação ao invés de se mexer nos grandes fundamentos da economia, se mantém o preço da gasolina congelado. O preço da gasolina deveria estar mais caro do que está, embora isso doa no bolso da gente, mas o fato é que com esse preço do etanol a indústria de cana não vai sobreviver ”, disse Christino.

Segundo o deputado, nos últimos dez anos, o setor sucroalcooleiro na região perdeu 10 mil empregos, e não se fez do ponto de vista da estrutura da política econômica do Brasil nada ou muito pouco para resolver o problema. “Logo quero destacar aqui que essa moagem está sendo possível por causa de cinco pontos que são: o fato de existir em Campos a maior e melhor cooperativa de cana que a Coagro; implementação do imposto do etanol e do açúcar a 2%, já que a média de etanol no país é de 24% e o açúcar não é menos que 7%; a lei que organiza o fim das queimadas de palhas; a parceria na infraestrutura que a Coagro e o Estado, através de convênio colocou máquinas para trabalhar no campo, e por fim a liberação da licença, que foi uma grande luta. O início de safra para nós que amamos a agricultura é um dia sagrado”, enumerou Christino que recebeu uma placa em homenagem aos serviços prestados à classe produtiva de cana-de-açúcar.
PERSPECTIVA DE PREÇO

PERSPECTIVA DE PREÇO
Segundo Frederico, há perspectivas boas de preço do meio para frente da safra. “Há uma quebra de safra no Brasil e mundial na produção de cana e, consequentemente, de açúcar e isso vai fazer com que o preço de açúcar se eleve mundialmente o que trás benefício direto. Na questão do etanol, temos o preço da gasolina que hoje é congelado e prejudica nosso setor diretamente, mas acredito que depois das eleições, do final do ano para início do ano que vem teremos preços melhores para o setor se manter”, disse.
A saca de açúcar atualmente é comercializada a R$ 53,00, mas segundo Frederico o ideal é que fosse R$ 70,00. Já o preço da gasolina está em torno de R$ 3,09, enquanto que o do etanol é de R$ 1,50.
REDUÇÃO DE QUEIMADA
A Coagro pretende chegar a 65% de colheita da cana crua, ou seja, 15% a mais que o exigido pela Lei 5990/11, que determina 50% para 2014. “Para isso está havendo a conscientização dos próprios produtores, a Coagro está incentivando o produtor através do subsídio do corte de cana mecanizado, onde estamos cobrando mais barato até do que a gente gasta, e o produtor sabe que é bom e os benefícios que trás para a lavoura, que é a redução de adubação, herbicida, conservação da umidade do solo entre outros, inclusive a fuligem que incomoda tanto a população”, disse, Frederico ressaltando que o setor não está acabando, mas sim virando uma página. Atualmente a Coagro disponibiliza 12 colheitadeiras.

Ururau/Show Francisco
A saca de açúcar atualmente é comercializada a R$ 53,00, mas segundo Frederico o ideal é que fosse R$ 70,00. Já o preço da gasolina está em torno de R$ 3,09, enquanto que o do etanol é de R$ 1,50.
REDUÇÃO DE QUEIMADA
A Coagro pretende chegar a 65% de colheita da cana crua, ou seja, 15% a mais que o exigido pela Lei 5990/11, que determina 50% para 2014. “Para isso está havendo a conscientização dos próprios produtores, a Coagro está incentivando o produtor através do subsídio do corte de cana mecanizado, onde estamos cobrando mais barato até do que a gente gasta, e o produtor sabe que é bom e os benefícios que trás para a lavoura, que é a redução de adubação, herbicida, conservação da umidade do solo entre outros, inclusive a fuligem que incomoda tanto a população”, disse, Frederico ressaltando que o setor não está acabando, mas sim virando uma página. Atualmente a Coagro disponibiliza 12 colheitadeiras.
Ururau/Show Francisco





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