Segundo levantamento da prefeitura, estima-se que atualmente 1.200 famílias tirem seu sustento da atividade pesqueira, contribuindo para aquecer a economia do município e abrindo centenas de outros empregos indiretos em atividades relacionadas, como lojas de equipamentos, fábricas de gelo e postos de combustível, entre outras.
Seja no mar ou em água doce, o vai e vem de barcos e canoas é diário, respeitando os períodos do defeso e intensificando os trabalhos em época de pico da produção. “Hoje a pesca em São João da Barra engloba a de interior em pequena escala, que chamamos de pesca artesanal em água doce, além da pesca costeira marítima e da pesca oceânica, em alto mar. As duas últimas, podemos afirmar que representam 60% da produção, que vive seu período mais intenso entre os meses de fevereiro e setembro”, explica Eleilton Meireles, subsecretário municipal de Pesca.
Atento à importância do setor pesqueiro, a prefeitura desenvolve ações que possam contribuir no aumento do lucro mensal e interferir na qualidade de vida de cada profissional e de seus familiares. O Programa Municipal de Saúde e Segurança do Pescador oferece gratuitamente atendimentos médico e odontológico na Colônia Z-2, em Atafona. “A meta é desenvolver um enfrentamento aos problemas de saúde e segurança. Isso envolve palestras, estimulando os profissionais refletirem sobre seu trabalho e a importância da utilização de equipamentos de proteção. Serão distribuídos kits com mochila, capa de chuva, luvas, protetor auricular, óculos de segurança, boné e protetor solar”, destacou a secretária municipal de Saúde, Denise Esteves.
Maior parte da produção vai para o Rio
A maior parte da produção pesqueira do município vai para o Rio de Janeiro. Pa-ra agregar valor ao trabalho dos pescadores, a prefeitura disponibiliza, a custo zero, um caminhão frigorífico com capacidade para seis toneladas para o transporte ate a central de abastecimento no Rio.
A economia com o valor do frete e a vantagem de vender o produto, sem a participação do atravessador, tem o resultado final no orçamento de cada um dos pescadoresa. “Graças ao caminhão, nossa margem de lucro aumentou e, com esse dinheiro que nós economizamos, investimos em combustível para o barco e material de pesca, para aumentar a produção e gerar mais lucro”, diz Thiago Cardoso, um dos pescadores favorecidos, que faz em média três viagens por semana e tem toda manutenção, combustível e motorista custeados pela prefeitura.
Pescador artesanal tem financiamento
Em parceria com as secretarias de estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, e com a Fundação Instituto da Pesca do Estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura de São João da Barra desenvolve um trabalho de atendimento a pescadores e aquicultores na emissão de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e no fornecimento de informações sobre políticas públicas e assistência técnica voltadas para a classe pesqueira do município.
Segundo o subsecretário municipal de Pesca, Eleneiton Medeiros, através do Pronaf os pescadores são informados sobre as linhas de crédito disponibilizadas pelo governo federal, possibilitando aos pescadores artesanais melhorar suas embarcações e investir na compra de equipamentos para aumentar a produção.
Ele adiantou que a emissão da DAP poderá ser feita na ho-ra do atendimento. “ A parceria com a Fundação Instituto da Pesca está trazendo vários benefícios para os pescadores artesanais de São João da Barra, que poderão esclarecer dúvidas e receber assistência técnica gratuita”, explicou Medeiros, acrescentando que a procura pelo atendimento tem sido grande.
AN
Fotos: Secom / divulgação



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