Nada mais incômodo para um presidente que o país inteiro falar em impeachment
Em 1992, a denúncia da existência de um esquema ilegal de arrecadação – no valor de R$ 15 milhões (estimado e corrigido para valores atuais) – foi suficiente para promover o impeachment do então presidente Fernando Collor.
Passados 23 anos, a sombra do impeachment começa a assustar o Governo. O motivo é um super esquema montado para desviar bilhões de reais da maior estatal do país. Além disso, o país enfrenta três crises: uma hídrica, outra energética e, a terceira, política. Está nos jornais. Dilma alardeia em discursos nada improvisados, lidos em teleprompter, que tem forças para reagir ao que chama de golpismo, mesmo com a popularidade em baixa (como “nunca se viu antes na história desse país”, para usar surrada expressão adotada por seu antecessor e padrinho).
Se Collor não contava com grandes apoios no Congresso – uma vez que pertencia a um partido que mais parecia uma pequena legenda de aluguel – é certo que Dilma deve andar preocupada.
A presidente amarga uma queda de avaliação popular de 42% para 24% em apenas dois meses. O descrédito atinge o calcanhar do poder. Escândalos e crises, ao lado da falta de iniciativa da presidente para evitá-los – porque todos eram evitáveis – levaram a uma situação de desconfiança em relação ao governo.
Mas o que era ruim pode ficar pior.
À frente das presidências do Senado e da Câmara, o PMDB busca se afastar de um Governo envolvido no maior escândalo jamais vivido no Brasil. Renan Calheiros e Eduardo Cunha articulam dificultar a vida do Partido dos Trabalhadores. O objetivo é claro: fortalecer o próprio PMDB diante dos velhos e novos partidos. É estratégia pura.
Crises e o avanço do escândalo do petrolão – não duvide, pois este avançará – arranharão ainda mais a imagem do Governo. Não se sabe até onde – e quais serão as consequências.
Que tenhamos uma boa semana.
Em 1992, a denúncia da existência de um esquema ilegal de arrecadação – no valor de R$ 15 milhões (estimado e corrigido para valores atuais) – foi suficiente para promover o impeachment do então presidente Fernando Collor.
Passados 23 anos, a sombra do impeachment começa a assustar o Governo. O motivo é um super esquema montado para desviar bilhões de reais da maior estatal do país. Além disso, o país enfrenta três crises: uma hídrica, outra energética e, a terceira, política. Está nos jornais. Dilma alardeia em discursos nada improvisados, lidos em teleprompter, que tem forças para reagir ao que chama de golpismo, mesmo com a popularidade em baixa (como “nunca se viu antes na história desse país”, para usar surrada expressão adotada por seu antecessor e padrinho).
Se Collor não contava com grandes apoios no Congresso – uma vez que pertencia a um partido que mais parecia uma pequena legenda de aluguel – é certo que Dilma deve andar preocupada.
A presidente amarga uma queda de avaliação popular de 42% para 24% em apenas dois meses. O descrédito atinge o calcanhar do poder. Escândalos e crises, ao lado da falta de iniciativa da presidente para evitá-los – porque todos eram evitáveis – levaram a uma situação de desconfiança em relação ao governo.
Mas o que era ruim pode ficar pior.
À frente das presidências do Senado e da Câmara, o PMDB busca se afastar de um Governo envolvido no maior escândalo jamais vivido no Brasil. Renan Calheiros e Eduardo Cunha articulam dificultar a vida do Partido dos Trabalhadores. O objetivo é claro: fortalecer o próprio PMDB diante dos velhos e novos partidos. É estratégia pura.
Crises e o avanço do escândalo do petrolão – não duvide, pois este avançará – arranharão ainda mais a imagem do Governo. Não se sabe até onde – e quais serão as consequências.
Que tenhamos uma boa semana.
Terceira Via/Show Francisco




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