Entre 2014 e 2015, foi registrado um prejuízo de R$ 273.433.375,00 somente em Campos
De acordo com o relatório das perdas causadas pela seca e pela salinização na agricultura e na pecuária, foi registrado um prejuízo de R$ 273.433.375,00 entre 2014 e 2015 somente no município de Campos. Além disso, o início da safra de cana de açúcar, que geralmente acontece em maio, teve que ser adiado para o mês de julho e com perda mínima de 50% no lucro. Com o objetivo de ampliar as discussões sobre o que os especialistas consideram “a pior crise da história no setor”, o deputado estadual Bruno Dauaire promoveu uma audiência pública da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (18) na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), em Campos.
Segundo o deputado, foi criada na Alerj a Comissão de Agricultura, Pecuária, Salinização e Seca: Alternativas Viáveis, que visa busca compreender os efeitos na região Norte Fluminense e encontrar soluções para ameniza-los. O meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lúcio de Souza, afirmou que até o mês de outubro o volume de chuvas previsto é baixo e, portanto, é necessário que os agricultores e pecuaristas se adaptem e convivam com essa realidade. "Estamos passando por uma redefinição de clima e temos que estar preparados para o extremo. É possível que chova em dois dias o que era previsto para chover em um mês, por exemplo. Esse é um problema que nem a região Norte, nem o Estado do Rio e nem o Brasil podem resolver”, declarou.
O secretário municipal de Agricultura, Eduardo Crespo, divulgou os números da seca na agricultura e pecuária, em setores como cana de açúcar, abacaxi, mandioca, abóbora, pecuária de corte, pecuária de leite e pecuária mista. De acordo com os dados coletados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater), de janeiro a outubro de 2014, quando foi feito o primeiro levantamento, o prejuízo era de R$ 128.027.450,00. Este mês, os números foram atualizados: de outubro de 2014 a abril de 2015, as perdas totalizavam 145.405.925,00.
O setor da cana de açúcar foi um dos mais prejudicados pela seca. O presidente da Coagro, Frederico Paes, declarou que a região está passando por uma situação de calamidade pública. De acordo com ele, a cana depende de altas temperaturas e de chuva constante para crescer, sendo o verão a estação mais propícia para o plantio. No entanto, no verão 2014/2015 foi marcado pela falta de chuvas e, por esse motivo, a cana não cresceu. Frederico explicou que, como a cana está “raquítica”, a safra teve que ser adiada, mas ainda há o risco de não haver colheita. “Podemos afirmar que essa será uma safra pequena e pouco rentável, com perda mínima de 50% se comparada a do ano passado. Alguns produtores que dependem exclusivamente da lavoura perderam 100% dos seus investimentos. E infelizmente não há nada que possa ser feito neste momento, temos que contar com a sorte. Esse é, sem dúvidas, o pior momento para a agricultura e para a pecuária de toda a história”, afirmou.
Eduardo Crespo e o secretário estadual de Agricultura, Ronaldo Soares apresentaram as ações da Prefeitura de Campos e do Governo do Estado para diminuir os impactos para os pequenos e médios produtores, como o preparo do solo, a limpeza de bebedouros e canais, o transporte de inumes para alimentação do gado e outras atividades preventivas. O prefeito de São Francisco de Itabapoana, também esteve presente na audiência e destacou que o município já decretou estado de emergência. O gerente operacional da Fenorte, Edson Faes, destacou a necessidades das discussões estarem atreladas às ações. “O sentimento é um só: desespero. Já tomaram muitas ações paliativas, mas o que precisamos agora é de atitudes conclusas”, disse.
A Audiência Pública prosseguiu com depoimentos dos produtores rurais e representantes de órgãos relacionados aos setores da agricultura e da pecuária.
Terceira Via/Show Francisco
De acordo com o relatório das perdas causadas pela seca e pela salinização na agricultura e na pecuária, foi registrado um prejuízo de R$ 273.433.375,00 entre 2014 e 2015 somente no município de Campos. Além disso, o início da safra de cana de açúcar, que geralmente acontece em maio, teve que ser adiado para o mês de julho e com perda mínima de 50% no lucro. Com o objetivo de ampliar as discussões sobre o que os especialistas consideram “a pior crise da história no setor”, o deputado estadual Bruno Dauaire promoveu uma audiência pública da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (18) na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), em Campos.
Segundo o deputado, foi criada na Alerj a Comissão de Agricultura, Pecuária, Salinização e Seca: Alternativas Viáveis, que visa busca compreender os efeitos na região Norte Fluminense e encontrar soluções para ameniza-los. O meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lúcio de Souza, afirmou que até o mês de outubro o volume de chuvas previsto é baixo e, portanto, é necessário que os agricultores e pecuaristas se adaptem e convivam com essa realidade. "Estamos passando por uma redefinição de clima e temos que estar preparados para o extremo. É possível que chova em dois dias o que era previsto para chover em um mês, por exemplo. Esse é um problema que nem a região Norte, nem o Estado do Rio e nem o Brasil podem resolver”, declarou.
O secretário municipal de Agricultura, Eduardo Crespo, divulgou os números da seca na agricultura e pecuária, em setores como cana de açúcar, abacaxi, mandioca, abóbora, pecuária de corte, pecuária de leite e pecuária mista. De acordo com os dados coletados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater), de janeiro a outubro de 2014, quando foi feito o primeiro levantamento, o prejuízo era de R$ 128.027.450,00. Este mês, os números foram atualizados: de outubro de 2014 a abril de 2015, as perdas totalizavam 145.405.925,00.
O setor da cana de açúcar foi um dos mais prejudicados pela seca. O presidente da Coagro, Frederico Paes, declarou que a região está passando por uma situação de calamidade pública. De acordo com ele, a cana depende de altas temperaturas e de chuva constante para crescer, sendo o verão a estação mais propícia para o plantio. No entanto, no verão 2014/2015 foi marcado pela falta de chuvas e, por esse motivo, a cana não cresceu. Frederico explicou que, como a cana está “raquítica”, a safra teve que ser adiada, mas ainda há o risco de não haver colheita. “Podemos afirmar que essa será uma safra pequena e pouco rentável, com perda mínima de 50% se comparada a do ano passado. Alguns produtores que dependem exclusivamente da lavoura perderam 100% dos seus investimentos. E infelizmente não há nada que possa ser feito neste momento, temos que contar com a sorte. Esse é, sem dúvidas, o pior momento para a agricultura e para a pecuária de toda a história”, afirmou.
Eduardo Crespo e o secretário estadual de Agricultura, Ronaldo Soares apresentaram as ações da Prefeitura de Campos e do Governo do Estado para diminuir os impactos para os pequenos e médios produtores, como o preparo do solo, a limpeza de bebedouros e canais, o transporte de inumes para alimentação do gado e outras atividades preventivas. O prefeito de São Francisco de Itabapoana, também esteve presente na audiência e destacou que o município já decretou estado de emergência. O gerente operacional da Fenorte, Edson Faes, destacou a necessidades das discussões estarem atreladas às ações. “O sentimento é um só: desespero. Já tomaram muitas ações paliativas, mas o que precisamos agora é de atitudes conclusas”, disse.
A Audiência Pública prosseguiu com depoimentos dos produtores rurais e representantes de órgãos relacionados aos setores da agricultura e da pecuária.
Terceira Via/Show Francisco




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