Em função da seca, usineiros pediram ao Fundecam prorrogação de prazos de financiamentos

As perspectivas para a safra de cana deste ano não são animadoras para Campos. Por causa da forte estiagem que atingiu a região Norte fluminense, as perdas com a produção de cana - que inicialmente estavam em torno de 15% - subiram e podem chegar até 30%. Com isso, o setor canavieiro - que representa uma significativa parcela da economia regional - já se prepara para uma eventual crise. Presidente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), Frederico Paes confirmou que o processo de moagem foi adiado para julho. Na última quarta-feira (6), o Conselho Gestor do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam) recebeu Paes e o representante da Canabrava, Leonardo Duarte. Os contratantes pediram ao órgão uma prorrogação de prazos de financiamentos de R$ 12 milhões em função da seca.
Segundo o presidente do Fundecam, Otávio Amaral, os dois contratantes vêm mantendo condições regulares de adimplência em relação aos créditos mas, em função das condições hídricas que impactaram a produtividade da cana, foi feita a solicitação de prorrogação de prazos.
A Coagro e a Canabrava vão apresentar estudo técnico com chancela da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) demonstrando os efeitos da seca na produtividade da safra da cana de açúcar. “Nossa expectativa é sempre de que o clima volte à normalidade, mas estamos enfrentando a maior seca dos últimos 94 anos”, disse o presidente da Coagro.
Frederico Paes contou que ainda não sabe quantas toneladas de cana deve processar este ano. “Depois dessa longa estiagem, ainda não temos uma estimativa precisa de quantas toneladas vamos esmagar este ano. Isso vai afetar a economia da região, pois o setor emprega mais de duas mil pessoas. Para este ano, as estimativas não são nada animadoras”, relatou.
Para o representante da Canabrava, a realidade é difícil. “Iniciamos 2015 com uma base de 2014 ruim. O ano passado foi péssimo para o setor. Estamos extremamente preocupados. As dificuldades são inúmeras, tanto para produzir a cana, quanto para vender o açúcar produzido”, disse Duarte.
Diante das perspectivas do mercado do açúcar e preocupação com o clima, os produtores não estão querendo renovar suas lavouras - avalia o presidente do Sindicato Rural de Campos, José do Amaral, “A situação é complicada e desanimadora para nós, produtores, que estamos sem recursos para investir na lavoura”, afirmou.
Patricia Barreto/ Terceira Via/Show Francisco
As perspectivas para a safra de cana deste ano não são animadoras para Campos. Por causa da forte estiagem que atingiu a região Norte fluminense, as perdas com a produção de cana - que inicialmente estavam em torno de 15% - subiram e podem chegar até 30%. Com isso, o setor canavieiro - que representa uma significativa parcela da economia regional - já se prepara para uma eventual crise. Presidente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), Frederico Paes confirmou que o processo de moagem foi adiado para julho. Na última quarta-feira (6), o Conselho Gestor do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam) recebeu Paes e o representante da Canabrava, Leonardo Duarte. Os contratantes pediram ao órgão uma prorrogação de prazos de financiamentos de R$ 12 milhões em função da seca.
Segundo o presidente do Fundecam, Otávio Amaral, os dois contratantes vêm mantendo condições regulares de adimplência em relação aos créditos mas, em função das condições hídricas que impactaram a produtividade da cana, foi feita a solicitação de prorrogação de prazos.
A Coagro e a Canabrava vão apresentar estudo técnico com chancela da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) demonstrando os efeitos da seca na produtividade da safra da cana de açúcar. “Nossa expectativa é sempre de que o clima volte à normalidade, mas estamos enfrentando a maior seca dos últimos 94 anos”, disse o presidente da Coagro.
Frederico Paes contou que ainda não sabe quantas toneladas de cana deve processar este ano. “Depois dessa longa estiagem, ainda não temos uma estimativa precisa de quantas toneladas vamos esmagar este ano. Isso vai afetar a economia da região, pois o setor emprega mais de duas mil pessoas. Para este ano, as estimativas não são nada animadoras”, relatou.
Para o representante da Canabrava, a realidade é difícil. “Iniciamos 2015 com uma base de 2014 ruim. O ano passado foi péssimo para o setor. Estamos extremamente preocupados. As dificuldades são inúmeras, tanto para produzir a cana, quanto para vender o açúcar produzido”, disse Duarte.
Diante das perspectivas do mercado do açúcar e preocupação com o clima, os produtores não estão querendo renovar suas lavouras - avalia o presidente do Sindicato Rural de Campos, José do Amaral, “A situação é complicada e desanimadora para nós, produtores, que estamos sem recursos para investir na lavoura”, afirmou.
Patricia Barreto/ Terceira Via/Show Francisco




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