quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Petrodólares" para protestar



Depois de superar ameaças generalizadas de rebelião em sua base de apoio, principalmente no PT e no PMDB, o governo Dilma Rousseff conseguiu aprovar na noite desta quarta-feira (6), em uma tumultuada sessão no plenário da Câmara dos Deputados, o texto principal do primeiro item do seu pacote de ajuste fiscal com a medida provisória 665, que traz como principal medida o aumento do tempo de trabalho para que a pessoa requeira pela primeira vez o seguro-desemprego: de seis para 12 meses. Antes do final da votação eles foram retirados do plenário após ampliarem os protestos e derrubarem sobre os deputados uma "chuva de petrodólores", réplicas de notas com as fotos de Dilma e do ex-presidente Lula, entre outros, em referência ao escândalo do petrolão.

A oposição cantou nos microfones, após o anúncio do resultado: "O PT pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão." Na votação no plenário, o PT foi bastante atacado pela oposição. Integrantes da Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), ocuparam as galerias e exibiam cartazes de petistas com a expressão "procurados".

— A presidente Dilma deveria mandar para esse Congresso uma medida provisória que tivesse em seu primeiro artigo a proibição de que o chefe de Estado minta. Essa é a reforma que o governo Dilma deveria produzir — discursou o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder da bancada da oposição. Ele resumiu em sua fala o mote de todos os partidos contrários à petista, o de que Dilma promove um estelionato eleitoral ao, diferentemente do que prometeu na campanha, reduzir direitos dos trabalhadores.

Por margem apertada, 252 votos a 227, os deputados federais aprovaram a medida provisória 665. Antes o governo queria originalmente estender o acesso ao seguro-desemprego para 18 meses, mas foi obrigado a recuar.
Fmanha/Show Francisco



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