sábado, 9 de maio de 2015

Sepe nega infiltrados da oposição e Câmara confirma denuncia

Diretor do Sepe nega infiltrados de partidos no movimento dos professores. Já o vice-presidente da Câmara reafirma denuncia de infiltrados


“Infiltrados queriam acampar, depredar e tocar terror”,
 diz vice-presidente do Legislativo

Por: Fabiano Venancio


Na última quarta-feira(06), após receber denuncias de que pessoas ligadas a partidos políticos de oposição poderiam se infiltrar no movimento dos professores municipais e promover atos de vandalismo no interior da Câmara Municipal, o presidente da Casa, Edson Batista, por precaução, resolveu suspender a sessão legislativa em que membros dos sindicatos dos professores e dos servidores públicos, Sepe e Siprosep, respectivamente, se manifestariam em plenário sobre o Plano de Cargos e Salários concedido pela prefeita Rosinha, que beneficiou cerca de 15 mil servidores, aposentados e pensionistas.

Após a suspensão da sessão, dois atos foram realizados diante da Câmara. Centenas de servidores públicos municipais comemoraram a conquista do Plano de Cargos e Salários. Em um trio elétrico, o presidente do Sindicato da categoria, Sérgio Almeida, e vereadores discursaram sobre a importância do plano de cargos, que desde 2002 havia sido publicado, mas não foi implantado. Enquanto isso, um grupo de professores, liderados pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), realizou um ato diante da sede do Legislativo, utilizando um trio elétrico do presidente do diretório municipal do Partido Republicano Progressista(PRP), para protestar contra a suspensão da sessão.

O Campos 24 Horas ouviu representantes do Sepe e da Câmara sobre o episódio. O diretor jurídico do Sepe, Sandro Fabiano de Paula, disse que não havia infiltrados de partidos políticos no movimento dos professores e repudiou as declarações do presidente da Legislativo, Edson Batista, de que havia risco até de depredações.
Já o vice-presidente do Legislativo, vereador Thiago Virgílio(PTC), reafirmou nesta sexta-feira ao Campos 24 Horas que a Câmara recebeu inúmeras denuncias e está levantando os nomes dos possíveis envolvidos ligados a partidos políticos de oposição que planejavam tumultos e atos de vandalismo no interior da Câmara. Confira:

Diretor do Sepe, Sandro Fabiano de Paula diz que
 movimento é apartidário


“Na verdade, o que deixou a classe chateada, é que a gente teria um espaço na Câmara e usou-se desses argumentos para impedir-nos de ter um espaço ali para a chamada tribuna livre. Da nossa parte não, acredito que não, só se da parte Governo tinha. As pessoas são livres para ter filiação em partidos, mas a gente não pauta a questão em partido político. Como em qualquer movimento governista, também haverá membros de partidos políticos, principalmente de partidos da chamada base de sustentação do governo municipal. É óbvio que, num movimento oposicionista, pode ser que exista algum filiado de partidos políticos, mas não nos pautamos como partidos políticos. Reafirmo, o movimento é apartidário. Risco há tanto da parte do governo quanto da parte de algum movimento”, afirmou o diretor do Sepe, que acrescentou.

“Não havia vândalos no movimento, que é apartidário. É lamentável a posição do presidente da Câmara que sugeriu, não afirmou com todas as letras, e colocou como risco de recebermos na dentro da Câmara, sob a condição de possíveis atos de vandalismo. Quero reiterar e repudiar essa afirmação do presidente da Câmara. O movimento é, na sua essência, apartidário”, declarou.

Sandro Fabiano finaliza destacando um dos ítens da pauta de reivindicações da categoria.

“Uma coisa que o governo ainda não consegue cumprir é a questão de um terço para planejamento das aulas. Por exemplo, um professor de 20 horas de sala de aula, ele hoje faz 16 horas. A lei federal de 2008 preconiza que o professor tenha um terço da carga horária para planejamento. Então, é só fazer a conta para ver que o governo não está cumprindo isso.”

Vice-presidente da Câmara Municipal fala sobre denuncias

O vice-presidente da Câmara, Thiago Virgílio, confirma o recebimento da denuncia dando conta de que havia pessoas de partidos de oposição infiltradas no movimento dos professores.

“Chegaram informações ao Doutor Edson Batista, através de redes sociais e mensagens, informando que algumas pessoas que não fazem parte da categoria dos professores tentariam tumultuar, dizendo que iriam acampar na Câmara para depredar, tocar terror e usar de violência”, disse Thiago, que acrescentou.

“Tudo isso chegou ao conhecimento dos vereadores. Ficaram sabendo que eram pessoas da oposição que estavam se infiltrando no movimento dos professores e contaminando o ato legítimo que existia com a intenção de lutar pela categoria”, destacou o vice-presidente do Legislativo.

Para Thiago Virgílio, realizar um ato público, e não uma sessão legislativa, foi uma atitude acertada do presidente do Legislativo, Edson Batista.

“Até um rapaz do Sindipetro veio com intuito de tumultuar. Estamos tomando as devidas providencias em relação a esta tentativa que ocorreu nos dois dias. Eu não sei os nomes, mas estão chegando muitos e-mails para a presidência de postagens de pessoas que se envolveram nesses últimos dias e tentaram se infiltrar nesse movimento legítimo que foi feito pelos professores. Por isso, foi uma atitude certa fazer uma audiência em praça pública. Estamos abertos para quem quiser. Uma recomendação que eu faço ao Sepe, com respeito, é que não deixe pessoas ligadas a partidos políticos, com o intuito de tumultuar, participarem do movimento dos professores”, afirma Thiago Virgílio.

Thiago Virgílio finalizou destacando a importância do Plano de Cargos e Salários para os servidores.

“Parabenizo o presidente do Siprosep, Sérgio Almeida, pois sabemos que ele lutou bastante. Quero parabenizar também a prefeita Rosinha, que realizou esse sonho do servidor. Eu acredito que assim que o servidor tiver seu contra-cheque no final do mês, vai se alegrar”, finalizou
 
Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas, Isaias Fernandes/O Diário e Facebook/Show Francisco



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