sábado, 13 de junho de 2015

Acusado de causar morte de enteada é preso

Criança morreu em consequência de agressões, afirma delegado. Mãe da criança(na foto) falou ao Campos 24 Horas

O pedreiro Marco Antonio Teixeira, de 49 anos, foi preso, na manhã desta sexta-feira (12), em Guarus, por policiais da 134ª DP/Centro, acusado de provocar a morte de sua enteada de sete anos, Natasha Reis Teixeira. De acordo com o delegado titular da 134ª DP/Centro, Geraldo Rangel, a criança morreu em consequência dos espancamentos que sofria.

Natasha morreu na madrugada do último sábado, minutos depois de dar entrada no Hospital Ferreira Machado. Após receber um laudo emitido por um médico legista do Instituto Médico Legal(IML), o delegado Geraldo Rangel concluiu que a morte ocorreu em consequência das constantes agressões e pediu a prisão provisória do acusado.

A mãe da criança, a dona de casa Glaciane Reis Teixeira, de 39 anos (na foto abaixo) moradora no Parque Eldorado, em Guarus, prestou depoimento à polícia na tarde da última segunda-feira(08). Em seguida, falou ao Campos 24 Horas sobre as agressões sofridas por sua filha( veja abaixo).

“Foi decretada a prisão temporária de 30 dias, do Marcos Antônio, em razão dele ter sido indiciado pela morte da Natasha. Há indícios da participação dele no crime, conforme depoimento de familiares e testemunhas. Falta pouco para a conclusão do inquérito. Posso dizer que 90% está concluído. Falta só juntar algumas peças técnicas, ouvir algumas testemunhas para que a gente possa encaminhar o inquérito à Justiça. Segundo a mãe da menina, ele teria batido nela antes da menina passar mal. Além disso, ele batia freqüentemente tanto na Nastasha quanto nas outras crianças. A mãe só ficou sabendo depois. A filha mais velha que contou os fatos, devido ter presenciado as agressões”, afirmou o delegado durante a entrevista coletiva desta tarde.

Segundo ainda o delegado, o acusado já tem passagem pela polícia por acusações de outros crimes.

Confira abaixo
Relembre o caso
O laudo do Instituto Médico Legal(IML) confirmou que a morte da menina Natasha Reis Teixeira, de 7 anos, no último sábado, dia 6, em Campos, foi crime. De acordo com o delegado titular da 134ª DP/Centro, Geraldo Rangel, a investigação agora é no sentido de definir quantas pessoas tiveram participação na morte da menina. O padrasto da menina, de iniciais M.A., figura como suspeito, já que teria agredido a menina.

Natasha morreu na madrugada do último sábado, ao ar entrada no Hospital Ferreira Machado(HFM). Familiares chegaram a suspeitar de negligência médica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA/Guarus), já que a menina recebeu alta médica e depois piorou e foi levada para o Ferreira Machado. Além de febre alta, a menina apresentava marcas de violência, sobretudo no pescoço.

“Estamos apurando as circunstâncias da morte da menina, pois estamos diante de um fato criminoso. Não há dúvidas em relação a isso, tendo vista que o laudo de necropsia confirmou que a causa da morte foi asfixia por sufocação. Estamos apurando quem praticou a conduta, e se foi mais de uma pessoa que praticou e que veio gerar a morte da menina”, disse o delegado.

A mãe da menina, a dona de casa Glaciane Reis Teixeira, de 39 anos, moradora no Parque Eldorado, em Guarus, prestou depoimento à polícia na tarde de segunda-feira(08). Em seguida, falou ao Campos 24 Horas.

“Quem viu tudo foi minha filha mais velha. Eu estava na cozinha lavando louça e em momento nenhum eu vi nada. Ele (se referindo a seu companheiro e padrasto) bateu nela na coxa com o cinto. Estavam as duas meninas brincando e ele achou que o pé da menina de sete anos tinha batido no menino de um ano e cinco meses que estava dormindo. Eu não posso falar nada, pois quem viu foi minha filha. Eu estava na cozinha fazendo o jantar. Com medo do padrasto, a menina mais velha fugiu de casa e foi parar no Fundão sozinha. Na terça-feira, ele tinha dado um tapa nela e ficou com a marca no pescoço. Na quarta-feira, ela foi para a UPA com febre, deu que estava com a garganta inflamada”, afirma a mãe.

A polícia apura o motivo porque Natasha não foi levada para casa após ser atendida na UPA. A mãe resolveu levá-la para a casa da madrinha, no Parque Aurora.

Saiba Mais
Segundo Maria das Graças, de 60 anos (foto ao lado), moradora do Parque Aurora e madrinha de Natasha, o primeiro atendimento médico ocorreu na unidade na última quarta-feira (3) por volta das 21h, na UPA. A médica de plantão teria diagnosticado uma inflamação na garganta e receitado antibiótico e xarope. “A doutora atestou que ela estava com a garganta inflamada. Passou amoxilina e xarope e a mandou para casa”, relatou a madrinha.

Ainda de acordo com Maria das Graças, por volta de 0h deste sábado, a menina teria passado mal novamente em sua casa. Ela foi socorrida e levada para o Hospital Ferreira Machado (HFM), onde não resistiu e morreu.
 Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas/Show Francisco



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