segunda-feira, 22 de junho de 2015

Crimes contra idosos ainda são desconhecidos pela Superintendência

O superintendente de Direito do Idoso, Gilson Gomes, acredita que os casos estão diminuindo 
Frágeis e dependentes, muitos idosos têm sido atingidos pelo aumento da criminalidade que assola a região. O último caso registrado em Campos foi nesta quinta-feira (19), quando um idoso, aparentando ter 80 anos, foi encontrado morto com um ferimento no peito, no bairro Novo Jockey. O último Dossiê da Pessoa Idosa do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro foi divulgado em 2013. Sem dados estatísticos é impossível descrever a realidade vivida pelas vítimas.

O superintendente de Direito do Idoso, Gilson Gomes, acredita que os números da violência estão diminuindo. “Desconhecemos as estatísticas. A média de atendimento, que no ano passado era de três a quatro casos por dia, tem reduzido a zero. Creio que essa diminuição é resultado das ações de conscientização que fazemos”, informou.

Gomes observa que o abandono ainda é o tipo mais comum de crime. “Os autores estão no seio da família, onde o idoso deveria ser retribuído por tudo que já fez. Este ano atendemos a quatro casos. O último foi no bairro da Penha, onde um casal de idosos com mais de 80 anos moravam sozinhos. Acionamos os familiares para informar sobre o Estatuto do Idoso e a responsabilidade deles. Em casos mais antigos, ouvimos as partes e encaminhamos um relatório para o Ministério Público, que toma as devidas providências”.

Em todo Brasil os idosos são vítimas de vários tipos de violência. A mais comum delas, depois do abandono, é a financeira. “Ela acontece quando o próprio parente se apodera do cartão da aposentadoria e saca o valor do benefício. Ao invés de gastar com o idoso, a pessoa usa o dinheiro em benefício próprio”, esclarece Gomes.

O superintendente esclarece ainda que um dos direitos mais desrespeitados é o da gratuidade. “Já notificamos algumas empresas de ônibus de Campos para tomar providências. O atendimento prioritário também não acontece como deveria. A lei diz que o idoso deve ser atendido rápido. Não diz o tempo de atendimento. O idoso deve ser atendido quando chega à fila, isso é prioridade. Se acontecer diferente, ele deve procurar o gerente e exigir que se cumpra a lei”.

Gomes explica que se o gerente não tomar providência, o idoso deve acionar a Superintendência do Idoso pelo telefone (22) 2731-6898. Denúncias podem ser feitas ao órgão, que está localizado na Rua dos Goytacazes, 605, no Centro. “Garantimos o sigilo da identidade do denunciante”.

De acordo com a assessoria de imprensa do ISP, os dados que compõem o Dossiê da Pessoa Idosa estão sendo atualizados. A estatística, que revela dados sobre crimes envolvendo o idoso deve ser divulgada ainda esse ano.  

Terceira Via/Show Francisco
Cláudia dos Santos




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