Sindicato pede que petroleiros recusem trabalhar sem segurança
Desde domingo (14), a plataforma P-40 paralisou a produção devido a vazamento de gás em uma de suas linhas. A direção do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) em nota “orienta que seja realizada uma reunião extraordinária da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e que seja exercido o Direito de Recusa”, que pode ser exigido caso o trabalhador sinta que corre risco de acidente mortal ou de dano ao equipamento que trabalha.
Os petroleiros da plataforma relataram que na manhã de domingo (14) ocorreram problemas no controle automatizado, seguido de um vazamento de gás em uma linha da plataforma P-40 parando a produção. A diretoria sindical foi informada que o problema é anterior e recorrente.
Dias atrás, aconteceu uma parada de produção nível 3 (shutdown) quando os computadores que controlam a produção travaram e não permitiram a visualização do desligamento do turbo gerador de energia elétrica (TG). Esse shutdown nível 3 ocasionou a perda de dois poços de produção, que foram condicionados com diesel, para voltar à normalidade.
O problema voltou no domingo e a planta da plataforma foi operada manualmente. Os trabalhadores receberam ordem para colocar as Árvores de Natal Molhadas (ANM) dos poços, na posição forçada aberta, que mantém sua produção direta, forçando os geradores há funcionar sem sistema de segurança e com risco de nova parada.
As CPUs foram trocadas, mas o problema continuou agravando a situação com o desligamento do gerador. Isso interrompeu o comando da planta de injeção de água e os poços continuaram subindo sem controle. O gasoduto de P-51 permaneceu aberto, esmo com as bombas de exportação de petróleo desligaram enquanto outras funcionavam com as válvulas de descarga fechadas.
Conforme detalharam os petroleiros, algumas válvulas não abriram, o que proporcionou uma sobrepressão no vaso atmosférico. Com a alta pressão na linha de descarga dessas unidades, houve ruptura de cerca de duas polegadas, abrindo um buraco na linha, provocando por três vezes vazamento de óleo e gás sobre parte do bombordo da unidade.
Ainda no domingo até às 12h, foi realizado um reparo provisório da linha rompida parando a produção mesmo com os vasos cheios de fluidos e com os poços parados e pressurizados usando para isso bloqueios manuais. A coordenação do Sindipetro-NF questionou a Petrobrás que avaliou o vazamento de gás e de óleo pela linha de vent de descarga das PSVs como “não significante (classificação ANP) devido falha na rede de automação.
A Petrobras assegura que “os volumes não foram suficientes para serem enquadrados como eventos comunicáveis à ANP. Não houve impactos em pessoas ou equipamentos”.
Terceira Via/Show Francisco
Tânia Garabini
Desde domingo (14), a plataforma P-40 paralisou a produção devido a vazamento de gás em uma de suas linhas. A direção do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) em nota “orienta que seja realizada uma reunião extraordinária da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e que seja exercido o Direito de Recusa”, que pode ser exigido caso o trabalhador sinta que corre risco de acidente mortal ou de dano ao equipamento que trabalha.
Os petroleiros da plataforma relataram que na manhã de domingo (14) ocorreram problemas no controle automatizado, seguido de um vazamento de gás em uma linha da plataforma P-40 parando a produção. A diretoria sindical foi informada que o problema é anterior e recorrente.
Dias atrás, aconteceu uma parada de produção nível 3 (shutdown) quando os computadores que controlam a produção travaram e não permitiram a visualização do desligamento do turbo gerador de energia elétrica (TG). Esse shutdown nível 3 ocasionou a perda de dois poços de produção, que foram condicionados com diesel, para voltar à normalidade.
O problema voltou no domingo e a planta da plataforma foi operada manualmente. Os trabalhadores receberam ordem para colocar as Árvores de Natal Molhadas (ANM) dos poços, na posição forçada aberta, que mantém sua produção direta, forçando os geradores há funcionar sem sistema de segurança e com risco de nova parada.
As CPUs foram trocadas, mas o problema continuou agravando a situação com o desligamento do gerador. Isso interrompeu o comando da planta de injeção de água e os poços continuaram subindo sem controle. O gasoduto de P-51 permaneceu aberto, esmo com as bombas de exportação de petróleo desligaram enquanto outras funcionavam com as válvulas de descarga fechadas.
Conforme detalharam os petroleiros, algumas válvulas não abriram, o que proporcionou uma sobrepressão no vaso atmosférico. Com a alta pressão na linha de descarga dessas unidades, houve ruptura de cerca de duas polegadas, abrindo um buraco na linha, provocando por três vezes vazamento de óleo e gás sobre parte do bombordo da unidade.
Ainda no domingo até às 12h, foi realizado um reparo provisório da linha rompida parando a produção mesmo com os vasos cheios de fluidos e com os poços parados e pressurizados usando para isso bloqueios manuais. A coordenação do Sindipetro-NF questionou a Petrobrás que avaliou o vazamento de gás e de óleo pela linha de vent de descarga das PSVs como “não significante (classificação ANP) devido falha na rede de automação.
A Petrobras assegura que “os volumes não foram suficientes para serem enquadrados como eventos comunicáveis à ANP. Não houve impactos em pessoas ou equipamentos”.
Terceira Via/Show Francisco
Tânia Garabini



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