sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Unidades carcerárias de Campos contabilizam casos suspeitos de tuberculose


Vagner Basilio

HFM recebe mensalmente aproximadamente cinco detentos com suspeita da doença
Aproximadamente 48 detentos das três unidades carcerárias de Campos, Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro e o Presídio Feminino Nilza da Silva Santos estão recebendo tratamento médico contra tuberculose no Hospital Ferreira Machado (HFM).

A doença que tem como principal fator de transmissão a aglomeração de pessoas é circulada de forma direta. A má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da tuberculose.

No município, o Hospital Ferreira Machado, que é considerado referência no tratamento de emergências e doenças infecciosas e parasitárias, recebe por mês cerca de cinco detentos com suspeita da doença para o devido tratamento.

De acordo com a nota enviada pela assessoria da unidade hospitalar, o mesmo conta com um setor de Tisiologia, voltado para pacientes com tuberculose. Além disso, sua Unidade de Terapia Intensiva e seu departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias são dotados de leitos de isolamento. O tratamento é feito de acordo com a gravidade de cada caso e vai do atendimento médico com posterior liberação a internação em UTI.

A equipe do Site Ururau entrou em contato com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que informou que todas as unidades contam com médicos e enfermeiros durante os plantões. "Informamos que hoje temos 48 internos em três unidades prisionais de Campos em tratamento de tuberculose em hospital público", disse a Seap por meio de nota.

Para o diretor do Ferreira Machado, Dante Pinto Lucas, o número elevado de pessoas privadas de liberdade com a doença poder ser ausência do tratamento na unidade prisional. "A questão é que esses pacientes oriundos do sistema carcerário não estão recebendo o devido tratamento nas unidades prisionais e acabam tendo seus quadros agravados e com isso, necessitando de atendimento de emergência. O Estado deveria dar o suporte de saúde necessário para esses pacientes, na própria unidade, evitando assim a evolução da doença", disse.

Sobre a declaração do diretor do HFM, a Seap informou que: "Os referidos internos recebem medicamentos periodicamente. Quanto à existência de médicos e enfermeiros, informamos que todas as três unidades contam com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem em plantões de até duas vezes na semana", completou a nota.

Fonte Ururau/Show Francisco



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