"21 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICO E ADMINISTRATIVO"
PARABÉNS!!
SER OU NÃO SER EIS A QUESTÃO...
O território do Município de São Francisco de Itabapoana, quando da divisão do Brasil em capitanias hereditárias, passou a integrar a Capitania de São Tomé, ou Paraíba do Sul, concedida em 1536 a Pero Góis da Silveira. Esse donatário se estabeleceu na área em 1539, escolhendo para implantação do núcleo original o lugar que considerou de solo fértil e abrigado do tempo e dos índios Goitacases, que dominavam a região. Houve um entendimento com os indígenas, possibilitando a primeira plantação de cana-de-açúcar, próxima ao Rio Itabapoana. Após segregar com os locais, retornou a Portugal, ficando em seu lugar alguns portugueses, até que outra expedição comandada pelo seu filho, Gil de Góis aqui aportou. O plantio de cana cresceu, mas também ele teve um desentendimento com as tribos Coroado ao norte e os Goitacases ao sul, e o cultivo foi abandonado. Em 1630, era fundado o povoado de São João Batista da Paraíba do Sul, atual sede do município de São João da Barra, do qual o sertão sanjoanense tem seu território naturalmente separado, ao sul, pelo Rio Paraíba do Sul. O cultivo da cana-de-açúcar foi logo introduzido naquela área, mas o aldeamento não conseguiu progredir rapidamente, devido aos ataques constantes dos indígenas. A região só voltou a ser efetivamente ocupada quando bandeirantes ergueram um pouso de tropas na capitania, em torno do qual a população começou a se aglomerar, edificando uma capela dedicada a São João Batista da Barra. O núcleo urbano foi elevado à condição de freguesia em 1644, ocasionando maior fluxo de colonizadores, o que permitiu maior desenvolvimento para a lavoura canavieira. Na década de 1670, a freguesia teve determinada sua autonomia, recebendo o nome de vila de São João da Praia do Paraíba do Sul. Porém, o município foi anexado à capitania do Espírito Santo em 1753, retornando à Província Fluminense em 1832. No ano de 1995, São Francisco de Itabapoana ganha sua autonomia, desmembrado de São João da Barra, ocupando uma área de 1.117km² tornando-se o segundo maior município do Estado do Rio de Janeiro, usando como gentílico São-Franciscano. Elevado à categoria de município com a denominação de São Francisco de Itabapoana, pela lei estadual nº 2379, de 10-01-1995, desmembrado de São João da Barra. Sede na vila de São Francisco de Paula, do distrito de Barra Seca. Constituído de 3 distritos: São Francisco de Itabapoana, Barra Seca e Maniva. Todos desmembrados de São João da Barra. 1997. Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído de 3 distritos: São Francisco de Itabapoana, Barra Seca e Maniva.(IBGE).
No auge de sua idade completando seus 21 anos, seguimos ainda com dívidas de paralelos, mesmo tendo um povo amigo, respeitador e hospitaleiro, sofremos com as atuações administrativas, dotadas de interferências pontuais e de peso político, para que sempre esteja vivo o processo de política do atraso, da incoerência, e falta de visão temporal e espacial, ainda vivemos com pintura de meio fio, empreguismo, nepotismo, pragmatismo, assistencialismo, e aquele processo de quatro mais quatro, que. Perdemos cada vez mais no Município, sendo loteado por um exército de seguidores, detentores de ajuda de campanha, e que se valem do exigível do direito a cadeira. Mas para isso tudo tem resposta, do absolutismo reinado, da centralização, da oportunidade, do conformismo, e da prática que infelizmente domina os Municípios do Brasil. Sofremos muito, um povo sem esperança, que as cegas escolhem por meios do entusiasmo e possivelmente práticas não convencionais, seus representantes, perdurando mais um ciclo de níveis assustadores, em todos os setores. A população sempre perplexa, é dominada por um exemplo cruel de manobra que ainda se aplica para ser detentor da base eleitoral. Parabéns pelos seus 21 anos de emancipação política onde acompanhamos seus passos minguados, sem expressão, missão e meta do fracasso de gestão onde nas torneiras a água serve para lavar as lágrimas da angústia e sofrimento desse nosso povo, da energia que iluminaria tantas casas, nos telefones que poderiam ser um meio, no banco onde sofremos nas filas, no trânsito caótico e desastroso, no turismo que depende da caneta, da vocação regional na agricultura que deveria ser grandiosa, da educação que caminha a curtos passos, do respeito que falta nos hospitais e postos, na mobilidade que nos envergonha, do precipício que se aproxima, no desespero de ser ouvido, do direito a não ter direito, da voz que silencia, toda vez que o cajado impera, da ambição do poder, dos projetos fracos e equivocados, do meio ambiente sacrificado, explorado, e destruído, pela arrogância e gestão sem conceito. ”Enquanto houver miserabilidade, desigualdade, e falta de ouvidos, a economia será um abismo”. Vivemos localmente, pensamos globalmente, mas padecemos em uma caneta que assina um decreto que hoje contribui para a ruptura de uma povo amigo, trabalhador, honesto, hospitaleiro, capaz, guerreiro que renovará um dia sua esperança para que filhos e netos, possam fazer deste grande quintal sua terra amada e feliz.
“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir... é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.(William Shakespeare)
Ilzomar Soares Vovô Gargaú/Show Francisco
Foto:Divulgação Júlio César






Nenhum comentário:
Postar um comentário