segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Comandante do 8º BPM fala sobre criminalidade e novos desafios


Tenente-coronel Louzada pede confiança para a população campista no trabalho da PM

Há duas semanas a frente do 8º Batalhão de Polícia Militar de Campos, o tenente-coronel Marco Aurélio Pires Louzada, fala sobre sua experiência na PM, a criminalidade no país e seus objetivos e desafios no comando do batalhão. O 8ºBPM atua nas cidades de Campos, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana e São João da Barra.

Terceira Via: Coronel, de onde o senhor vem, qual o seu histórico na PM?

Comandante: Estou vindo do Comando de Policiamento Especializado (CPE). Um comando de nível intermediário que coordena várias unidades da corporação especializadas, por exemplo, a Polícia Rodoviária Estadual (BPRv). Só que eu não era comandante, era chefe de estado maior.

Terceira Via: Como o senhor avalia a criminalidade no estado do Rio de Janeiro e no país?

Comandante: Estamos vivendo um momento muito difícil, porque muitas das vezes a criminalidade é fruto da dificuldade, é fruto de meios que o criminoso vive. Nós vivemos uma situação muito complexa no Rio de Janeiro e no país. Um momento muito difícil que a gente -como órgão de segurança - tem se adaptar muito rápido, tem que ter uma dinâmica muito grande. Porque a cada instante é um crime diferente, uma forma diferente de cometer o crime e a gente tem que procurar se antecipar. Quando não conseguimos, temos que procurar a reação correta.

Terceira Via: Qual o desafio de atuar em Campos e Região?

Comandante: O desafio é não conhecer o lugar. Porque realmente eu não conhecia Campos. Nunca parei em Campos, nunca andei em Campos, então o maior desafio para mim é esse. Mas, diuturnamente eu tenho procurado sair, estar na rua. Primeiramente para conhecer a região e estabelecer um diagnostico correto do que é necessário para poder atuar.

Terceira Via: Quais são suas metas em relação à criminalidade?

Comandante: As principais metas são cumprir as metas estabelecidas pela Secretaria de Segurança. Saíram agora os índices, os indicadores até junho. Então, nós temos letalidade violenta, nós temos roubo à pessoa e roubo de veículo. Já estão estipuladas essas metas. E nosso objetivo é atingir a expectativa da Secretaria de Segurança. Assim como atender a necessidade da população. Não deixando essas metas extrapolarem, atuando principalmente de forma preventiva e adequando nosso policiamento de acordo com a análise que é feita em cima de cada delito. Diariamente é feita essa analise.

Terceira Via: Quais as áreas – localidades – mais preocupantes?

Comandante: Existe um mapeamento, mas não foi feito em meu comando. Esse é a segunda semana efetiva do meu comando aqui. O que tem mapeado - estou conhecendo ainda - é a região de Guarus. Mas, em determinados pontos e locais específicos, onde marginais ainda insistem em não cumprir a lei e colocam em risco a população de bem. Guarus é uma região repleta de moradores de bem, que às vezes ficam refém desses poucos bandidos que não querem cumprir a lei.

Terceira Via: Qual está, digamos, “sob controle”?

Comandante: Aos pouquinhos estou conhecendo. Não tem como citar porque ainda estou conhecendo.

Terceira Via: O senhor tem números?

Comandante: Os números que tenho são comparativos do ano passado até hoje. Por exemplo, o número de homicídios reduziu muito. Tanto que a nossa meta para homicídios nesse mês de janeiro é prevenir para chegar ao máximo de 25 homicídios. Mas, ainda não fiz um estudo nesse sentido.

Terceira Via: Qual será a sua estratégia na região?

Comandante: Com certeza eu vou usar uma estratégia. Só não vou dar detalhes nesse momento. Ainda estou acabando o diagnostico inicial, baseado na experiência de outros locais que tive passagem, baseado nas técnicas que tenho e na norma. Estamos desenvolvendo um projeto para que essa estratégia possa se colocada em prática efetivamente após o carnaval. Mas, não é nada muito diferente do que está acontecendo e dando certo.

Terceira Via: O senhor não acha que existe uma rotatividade grande no comando da PM? Isso é bom ou ruim?

Comandante: Isso eu vejo de forma saudável. Meu antecessor fez várias obras, vários trabalhos. Colocou os tijolinhos dele. Eu estou chegando e vou continuar aquilo de bom que ele fez e colocar os meus tijolinhos para melhorar. Quem vai me suceder é a mesma coisa.

Terceira Via: Que mensagem o senhor enviaria para o cidadão campista?

Comandante: Quero deixar uma mensagem de confiança. Confiança na Policia Militar. Confiança no 8ºBPM e nos policiais. Eu já reparei uma característica muito boa aqui. A maioria da minha tropa é de Campos e da região, então com certeza eles vão atuar, não só para a sociedade - que já era obrigação - mas para a família deles também. Confiança principalmente na minha tropa do 8º BPM.

Terceira Via: E que mensagem o senhor enviaria para os criminosos?

Comandante: Deixem de ser criminosos e cumpram a lei porque vamos corre atrás. Vim aqui para trabalhar e para atuar dentro da legalidade. Mas, principalmente para dar segurança a população de bem. Independente de onde quer que morem. Pode ser no bairro nobre ou em uma periferia. É população de bem, moradores de bem. Vim para dar proteção e segurança para eles. Essa é a mensagem que quero passar para os criminosos. Em não pensar em cometer crimes.

Terceira Via/Show Francisco



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