Distribuição feita pelo Ministério da Saúde está atrasada há meses

Desembolso Sem dose na rede pública, Ellen Alves teve que pagar para vacinar a filha Alícia (foto: divulgação)
baixíssimo estoque de vacinas, inclusive a BCG, deve-se ao atraso no envio pelo Ministério da Saúde (foto: Antonio Leudo / SECOM PMCG)PreviousNext
João Gabriel Fernandes
O Ministério da Saúde continua atrasando o envio de vacinas em todo o país, dentre elas a BCG — que protege contra a tuberculose, que deve ser tomada nas primeiras horas de vida, e que deixa aquela tradicional marquinha no braço. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde de Campos voltou a suspender a aplicação das doses nas maternidades do município. A Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, do governo federal, enviou novo comunicado justificando as faltas, que se arrastam há meses, e, em alguns casos, desde 2013.
A BCG é obrigatória. Para que não falte a vacina, o município de Campos voltou a seguir o plano de contingência montado pela Direção de Vigilância em Saúde, a fim de racionalizar a dispensação das mesmas e garantir que os casos mais urgentes sejam priorizados. “Os pais dos recém-nascidos devem agendar a vacinação nos Centros de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente 1 e 2 (CRTCA)”, disse secretário de Saúde Geraldo Venâncio.
Nas farmácias custo de R$ 80 a R$ 100
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, por ano, em Campos, são 8 mil nascidos/vivos. Com a falta de doses da vacina BCG, repassadas pelo Ministério da Saúde, já há crianças agendadas para março no CRTCA 2, na antiga Apic.
Mães pagam - A vacina BCG custa de R$ 80 a R$ 100 nas farmácias. A dona de casa Bárbara Manhães, de 27 anos, que teve uma menina há duas semanas, disse que teve que pagar a vacina “Como a vacina estava em falta, paguei R$ 80, pois não posso corre o risco de deixar o meu bebê sem a vacina”, falou Bárbara.
A empregada doméstica Ellen Alves, de 22 anos, que é mãe de uma menina, de duas semanas disse que também teve que recorrer à rede particular para conseguir vacinar a filha “Como não tinha a vacina na rede pública tive que desembolsar R$ 100, para vacinar a minha filha”, relatou Ellen.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que chegou a oferecer a vacina BCG nas maternidades do município para os recém-nascidos novamente, dentro das ações do Projeto Nascer em Campos, do Programa Municipal de Assistência Integral à Saúde da Criança e do Adolescente (PAISCA). A descentralização, que vinha sendo garantida desde 2013 pela Secretaria, foi interrompida no ano passado, em razão do desabastecimento das vacinas.
Ainda segundo o documento do Ministério da Saúde, outros imunobiológicos estão em falta como HIB (influenza tipo B), Tetraviral, DTPa CRIE, soro antirrábico, imunoglobulina antirrábica, soro antitetânico e soros antivenosos.
O Diário/Show Francisco
Desembolso Sem dose na rede pública, Ellen Alves teve que pagar para vacinar a filha Alícia (foto: divulgação)
baixíssimo estoque de vacinas, inclusive a BCG, deve-se ao atraso no envio pelo Ministério da Saúde (foto: Antonio Leudo / SECOM PMCG)PreviousNext
João Gabriel Fernandes
O Ministério da Saúde continua atrasando o envio de vacinas em todo o país, dentre elas a BCG — que protege contra a tuberculose, que deve ser tomada nas primeiras horas de vida, e que deixa aquela tradicional marquinha no braço. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde de Campos voltou a suspender a aplicação das doses nas maternidades do município. A Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, do governo federal, enviou novo comunicado justificando as faltas, que se arrastam há meses, e, em alguns casos, desde 2013.
A BCG é obrigatória. Para que não falte a vacina, o município de Campos voltou a seguir o plano de contingência montado pela Direção de Vigilância em Saúde, a fim de racionalizar a dispensação das mesmas e garantir que os casos mais urgentes sejam priorizados. “Os pais dos recém-nascidos devem agendar a vacinação nos Centros de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente 1 e 2 (CRTCA)”, disse secretário de Saúde Geraldo Venâncio.
Nas farmácias custo de R$ 80 a R$ 100
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, por ano, em Campos, são 8 mil nascidos/vivos. Com a falta de doses da vacina BCG, repassadas pelo Ministério da Saúde, já há crianças agendadas para março no CRTCA 2, na antiga Apic.
Mães pagam - A vacina BCG custa de R$ 80 a R$ 100 nas farmácias. A dona de casa Bárbara Manhães, de 27 anos, que teve uma menina há duas semanas, disse que teve que pagar a vacina “Como a vacina estava em falta, paguei R$ 80, pois não posso corre o risco de deixar o meu bebê sem a vacina”, falou Bárbara.
A empregada doméstica Ellen Alves, de 22 anos, que é mãe de uma menina, de duas semanas disse que também teve que recorrer à rede particular para conseguir vacinar a filha “Como não tinha a vacina na rede pública tive que desembolsar R$ 100, para vacinar a minha filha”, relatou Ellen.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que chegou a oferecer a vacina BCG nas maternidades do município para os recém-nascidos novamente, dentro das ações do Projeto Nascer em Campos, do Programa Municipal de Assistência Integral à Saúde da Criança e do Adolescente (PAISCA). A descentralização, que vinha sendo garantida desde 2013 pela Secretaria, foi interrompida no ano passado, em razão do desabastecimento das vacinas.
Ainda segundo o documento do Ministério da Saúde, outros imunobiológicos estão em falta como HIB (influenza tipo B), Tetraviral, DTPa CRIE, soro antirrábico, imunoglobulina antirrábica, soro antitetânico e soros antivenosos.
O Diário/Show Francisco





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