segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Em falta na rede pública, pais pagam pela vacina BCG

Distribuição feita pelo Ministério da Saúde está atrasada há meses


Desembolso Sem dose na rede pública, Ellen Alves teve que pagar para vacinar a filha Alícia (foto: divulgação)


baixíssimo estoque de vacinas, inclusive a BCG, deve-se ao atraso no envio pelo Ministério da Saúde (foto: Antonio Leudo / SECOM PMCG)PreviousNext

João Gabriel Fernandes

O Ministério da Saúde continua atrasando o envio de vacinas em todo o país, dentre elas a BCG — que protege contra a tuberculose, que deve ser tomada nas primeiras horas de vida, e que deixa aquela tradicional marquinha no braço. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde de Campos voltou a suspender a aplicação das doses nas maternidades do município. A Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, do governo federal, enviou novo comunicado justificando as faltas, que se arrastam há meses, e, em alguns casos, desde 2013.

A BCG é obrigatória. Para que não falte a vacina, o município de Campos voltou a seguir o plano de contingência montado pela Direção de Vigilância em Saúde, a fim de racionalizar a dispensação das mesmas e garantir que os casos mais urgentes sejam priorizados. “Os pais dos recém-nascidos devem agendar a vacinação nos Centros de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente 1 e 2 (CRTCA)”, disse secretário de Saúde Geraldo Venâncio.


Nas farmácias custo de R$ 80 a R$ 100

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, por ano, em Campos, são 8 mil nascidos/vivos. Com a falta de doses da vacina BCG, repassadas pelo Ministério da Saúde, já há crianças agendadas para março no CRTCA 2, na antiga Apic.

Mães pagam - A vacina BCG custa de R$ 80 a R$ 100 nas farmácias. A dona de casa Bárbara Manhães, de 27 anos, que teve uma menina há duas semanas, disse que teve que pagar a vacina “Como a vacina estava em falta, paguei R$ 80, pois não posso corre o risco de deixar o meu bebê sem a vacina”, falou Bárbara.

A empregada doméstica Ellen Alves, de 22 anos, que é mãe de uma menina, de duas semanas disse que também teve que recorrer à rede particular para conseguir vacinar a filha “Como não tinha a vacina na rede pública tive que desembolsar R$ 100, para vacinar a minha filha”, relatou Ellen.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que chegou a oferecer a vacina BCG nas maternidades do município para os recém-nascidos novamente, dentro das ações do Projeto Nascer em Campos, do Programa Municipal de Assistência Integral à Saúde da Criança e do Adolescente (PAISCA). A descentralização, que vinha sendo garantida desde 2013 pela Secretaria, foi interrompida no ano passado, em razão do desabastecimento das vacinas.

Ainda segundo o documento do Ministério da Saúde, outros imunobiológicos estão em falta como HIB (influenza tipo B), Tetraviral, DTPa CRIE, soro antirrábico, imunoglobulina antirrábica, soro antitetânico e soros antivenosos.

O Diário/Show Francisco




Nenhum comentário: