domingo, 22 de maio de 2016

Meningococcemia é confirmada em Jairo



Marcus Pinheiro e Mário Sérgio Junior/Foto: Folha da Manhã

A assessoria de imprensa do Hospital Ferreira Machado (HFM) confirmou o diagnóstico de meningococcemia no paciente Jairo Machado de Carvalho Salve, 21 anos, que permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Até o fechamento da edição, o estado de saúde dele, segundo a família, vinha se agravando. Quem também segue internada no HFM é a menina Maria Vitória, de 1 ano e três meses, com suspeita de H1N1.

Na noite da última segunda-feira, a irmã de Jairo, a advogada Janielli Machado de Carvalho Salve, aguardou por mais de sete horas na sede da secretaria municipal de Saúde a chegada dos frascos de Rifampicina líquida, vindos do Rio de Janeiro, para a profilaxia de seis crianças de sua família que tiveram contato com o paciente. A advogada, que chegou às 15h no órgão, somente recebeu os medicamentos às 22h30. Segundo a secretaria estadual de Saúde, que fornece o medicamento, o remédio foi repassado na manhã da última quinta-feira.

Janielli Machado peregrinou por sete dias na secretaria de Saúde de Campos, e teve que denunciar o caso à Folha da Manhã na última terça-feira (17) para conseguir o medicamento.

Segundo a assessoria de imprensa do HFM, Jairo já está com meningococcemia confirmada e com infecção generalizada. Esse diagnóstico também é apontado pela secretaria de Saúde como possível causa da morte das irmãs Joyci e Ana Vitória na semana passada (12). De acordo com Janielle, que teme que outras pessoas de sua família sejam contaminadas, um dos médicos que atenderam seu irmão informou que administração do remédio na versão líquida é importante para a preservação da saúde de seus familiares com idades inferiores a 10 anos.

Maria Vitória — Ainda de acordo com a assessoria do HFM, a menina Maria Vitória apresentou uma evolução positiva de seu quadro, porém, ainda inspira cuidados.

A criança deu entrada no Hospital Geral de Guarus (HGG) na última segunda-feira, e somente após denúncias de funcionários do próprio hospital, de que a menina teria sido atendida sem isolamento respiratório em uma enfermaria pediátrica comum, e contestação da Folha, a criança foi transferida para o HFM.
Fmanha/Show Francisco


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