quinta-feira, 16 de junho de 2016

Santa Casa ameaça fechar as portas



Arnaldo Neto,Foto: Divulgação Fmanhã/Show Francisco

A Santa Casa de Misericórdia, fundada em 1873, emitiu um comunicado nessa terça (14) para informar à população que devido a atrasos no repasse do convênio desde outubro do ano passado, a instituição poderá fechar as portas “em curto prazo”.

Mesmo com atraso nos repasses de outubro a dezembro do ano passado, Prefeitura e Santa Casa firmaram convênio para 2016, até o mês de dezembro. Contudo, segundo nota da instituição, sem repasse até o momento, a situação está insustentável. A municipalidade e a instituição têm acordos firmados desde 2003. A Santa Casa recebe, além do recurso da Prefeitura, por atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A tabela do SUS, segundo hospitais de todas as cidades, está defasada. A Santa Casa reclama também do atraso dos repasses do SUS, agravando a situação.

— A não cobertura financeira da estrutura pelo Poder Municipal, pendentes até hoje, nos trouxe uma dívida certa e tamanha. Iniciamos a desativação do hospital. Não há como suportar tal situação. Ou existe a imediata condição de se repor os valores não pagos, ou nos deparamos com a realidade da paralisação extrema das atividades. 143 anos de vida de uma instituição representam um acervo incontestável para uma cidade. O quadro da deformação de uma Santa Casa por ora vivenciado em São João da Barra, não pode ser encarado com uma simples questão de falta de avaliação — diz nota.

A diretoria da Santa Casa destacou os esforços para manter a instituição em funcionamento e lamentou o desfecho que se desenha: “Estão aqui relatados os acontecimentos e as expectativas que muito machucam o brilho dos esforços de cidadãos sanjoanenses que se destacaram e esmeraram em benefício de manter o Hospital da Santa Casa em funcionamento nesses 143 anos. Lamentável!”.

À imprensa, o secretário de Saúde de SJB, Klaus Lisboa Tavares, informou que não recebeu nenhum comunicado formal por parte da diretoria da entidade. A equipe de reportagem tentou contato com o provedor, Diogo Berto, sem êxito.


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