domingo, 23 de abril de 2017

Vigilância Sanitária alerta para risco de usar produtos químicos clandestinos

Todo produto químico, para ser comercializado, precisa ter o rótulo com o registro de autorização de órgão federal para fabricação, indicando também o responsável técnico
Foto: Divulgação

O gesto que pode parecer inocente de comprar produtos químicos clandestinos em padarias, hortifrutis e outros estabelecimentos comerciais, ou mesmo no portão de casa, pode representar um grande risco à saúde do consumidor e familiares. O alerta é da Vigilância Sanitária Municipal (Visa/Campos), órgão ligado à secretaria de Saúde, que em sua rotina de trabalho, tem encontrado e apreendido produtos como cloro, água sanitária, detergentes e amaciantes sem procedência legal.


— Não podemos aceitar essa coisa de “cultura” e permitir que as pessoas comprem esses produtos sem qualquer orientação. São materiais que podem causar uma série de problemas à saúde de quem compra, sejam respiratórios, alguma irritação ou queimaduras na pele. Não se deve comprar esses produtos clandestinos, mesmo que sejam bem mais baratos — alerta o assessor especial de Fiscalização da Visa/Campos, médico veterinário Márcio Dias Duarte.

De acordo com Duarte, todo produto químico, para ser comercializado, precisa ter o rótulo com o registro de autorização de órgão federal para fabricação, indicando também o responsável técnico. A falta dessas condições indica que é clandestino e não deve ser comprado.

“Recentemente realizamos a apreensão de 300 litros de cloro em barris sendo vendidos de forma fracionada em um estabelecimento e fizemos a apreensão. Em outro local, encontramos dezenas de garrafas pet com cloro, detergente, desinfetante e amaciante, tudo clandestino”, acrescentou.

Ainda segundo Duarte, quando um comerciante é flagrado cometendo essas irregularidades, além de ter os produtos apreendidos, ele é notificado para se adequar à legislação em determinado prazo. “Se persistir na prática irregular, ele pode ser novamente autuado e responder na Justiça por crime contra a saúde pública”, concluiu.

Fonte: Comunicação PMCG

Nenhum comentário: