
Pedido de prisão do lutador foi indeferido; após agressões, ele chegou a ser preso, mas pagou fiança de R$ 10 mil
Cíntia Silva Maciel foi agredida no dia 18 de agosto (Foto: André Santo)
A Justiça expediu, nessa terça-feira (27), medida protetiva de urgência em favor da médica Cíntia Silva Maciel, de 32 anos, agredida pelo professor de artes marciais Francinei Gonçalvez Farinazo, no dia 18 de agosto. No último dia 23, a médica voltou ao Hospital Ferreira Machado (HFM), com fortes dores, para nova tomografia e exames oftalmológicos. Já o pedido de prisão preventiva do lutador foi indeferido. Após as agressões, Francinei chegou a ser preso, mas a pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado.
Os termos da medida protetiva impõem que as partes mantenham distância recíproca de 300 metros e não mantenham contato, por qualquer meio de comunicação. O requerido não deverá frequentar os seguintes locais: Hospital Álvaro Alvim e São José. As partes deverão, ainda, ser cientificadas de que o não cumprimento da medida poderá ensejar prisão preventiva, na forma do art. 24-A da Lei nº 11.340/06. O decisão prevê também o cumprimento da medida o mais rapidamente possível, em no máximo 72 horas. Cópia do documento foi encaminhado à Patrulha Maria da Penha.
O advogado de Francinei, Amir Moussalen, destacou que o juiz do 1º juizado Especial Criminal de Campos, Cláudio França, indeferiu o pedido de prisão preventiva de professor de artes marciais. A decisão esclarece que “a repercussão do crime ou clamor social não são justificativas legais para a prisão preventiva, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) (…) De fato, inexiste nos autos qualquer elemento concreto dando conta de que a prisão do denunciado é necessária à salvaguarda da ordem púbica, da instrução processual e/ou da aplicação da lei penal.”.
Sobre o caso:
No último dia 18, Cíntia deu entrada no HFM, levada pelo próprio Francinei. Para justificar os ferimentos à equipe médica, ele teria alegado que ambos tinham sofrido um acidente de carro.
Após a agressão, Cíntia falou com exclusividade ao Jornal Terceira Via. Ela contou que se relacionava com o professor de artes marciais há cerca de cinco meses e que a agressão teria acontecido após três fins de semana de brigas consecutivas.
“Estávamos brigando todo fim de semana. Neste sábado, havíamos ido, junto com uma das minhas primas e amigas, a um restaurante de comida japonesa. É um local que frequento há muito tempo e em que todo mundo me conhece. Ele havia bebido muito e ficou irritado depois que um garçom trouxe algo para eu beber”, relata a médica.
Segundo Cíntia, Francinei teria se desentendido com o garçom e saído do local. “Ele foi super-grosso. Deixei o restaurante com minha prima e minhas amigas foram para outro lugar. Ele ficou lá. Mas, daí a pouco, um amigo dele começou a me ligar. Disse que ele estava arrependido e que queria conversar. Eu ouvi ele completamente transtornado do outro lado da linha e disse que não seria boa ideia, mas acabei voltando”.
O professor de artes marciais, então, teria entrado no carro da médica. “Ele já chegou gritando. Disse que ia para outro lugar, depois disse que ia para casa. Estava dirigindo quando ele começou a me golpear. Tentei me proteger com a mão do jeito que pude e não parei de dirigir. Mas não me lembro de tudo”, relata Cíntia.
Fonte:Terceira Via

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