O cotidiano atual de Carla não condiz com a vida que levava até meados do ano passado. Ela, que estudou até o ensino médio, trabalhava como auxiliar administrativo em uma clínica médica, frequentava reuniões familiares e era vista como uma mulher animada. Mas sempre viveu à sombra de traumas do passado. Conforme eles foram se tornando mais pesados, a doença se agravou: Carla pediu demissão e passou a ficar reclusa. Somente depois de uma tentativa de suicídio Carla conseguiu revelar à família a origem de suas angústias: durante boa parte da infância, entre 3 e 11 anos, foi estuprada pelo tio, irmão do seu pai.
Na época, ao expor a situação para os parentes, conseguiu um vídeo de confissão do abusador.
Na gravação, o homem confirma para a esposa que as acusações são verdadeiras. No entanto, Carla nunca viu o tio pagar pelos seus atos: a denúncia foi feita após a prescrição crime. No caso dela, de acordo com Ariel de Castro Alves, advogado especialista em direitos da infância e da juventude, o tempo de prescrição seria 16 anos. Para ser levada a julgamento, portanto, a denúncia deveria ter sido feita até os 27 anos. O advogado confirma que, mesmo com a confissão, não é mais possível punir o abusador de acordo com a legislação brasileira.
Aqui Notícia/Show Francisco



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