Grupo com mais de 100 pessoas tenta desconto com direção de instituição em pelo menos 30%, mas sem sucesso

Mensalidades escolar em tempo de pandemia desafia pais de alunos (Foto: Carlos Grevi/Ilustração)
A crise sanitária por causa do novo coronavírus atinge a sociedade de várias maneiras. A pandemia do Covid-19 fez com que muitas pessoas se afastassem do trabalho ou fossem dispensadas por empresas que entraram no período de quarentena. Com aulas suspensas, escolas tentam se adaptar à nova realidade com atividades à distância com uso da internet. Porém, muitos pais de estudantes não estão satisfeitos com a situação, sobretudo com o valor das mensalidades que continua o mesmo. Em Campos, um grupo com mais de 100 pessoas se mobiliza para pedir de 10 a 50% de descontos. Eles alegam que muitas famílias perderam emprego ou tiveram salários reduzidos.

Mariana Ferraz e outras dezenas de pais de alunos tentam redução de mensalidade escolar (Foto: Divulgação)
De acordo com com a psicóloga Mariana Ferraz, mãe de um aluno de 12 anos, do oitavo ano, matriculado no Externato Campista, 137 pais de alunos se reuniram e solicitaram apoio de uma advogada para pedir redução da mensalidade de 30%. “A escola se mostrou irredutível e não aceitou desconto. Foi oferecido a nós parcelar em 12 vezes no cartão de crédito a mensalidade escolar. Acreditamos que, com a escola fechada, despesas de água e luz foram reduzidas. As aulas on line utilizam uma plataforma digital gratuita. Não há custos nem para o ensino à distância. Houve divergência, pois os professores dos alunos não deram aulas, mas os da plataforma. Meu filho e os colegas estranharam”, comenta.
A advogada Jéssica Lopes tem uma filha de cinco anos matriculada no terceiro período escolar. Desde 16 de março, as aulas presenciais foram convertidas em aulas on line a partir de abril. “Eu assinei um contrato para aula em período integral e presencial. Minha filha recebe vídeos de dois ou cinco minutos com atividades para serem feitas com os pais. As aulas bilingues só acontecem duas vezes por semana e por até 40 minutos. Entendo a situação da pandemia, mas eu e meu marido tivemos diminuição de rendimentos de 50%. Não é pedir muito um abatimento de 30% na mensalidade, acredito”.
Quem também tentou negociar abatimento nas mensalidades foi a nutricionista Paloma Porreca, mãe de dois filhos, matriculados no Externato. “Meu filho mais velho tem TDH, e depende de uma atenção especial no acompanhamento do ensino. Com aula à distância isto não é possível. Me sinto prejudicada nas finanças, mas ele é o mais afetado. Creio que faltou empatia da direção da escola em apoiar os pais com redução de pelo menos 30% nas mensalidade”, explica.

Escolas de Campos vazias em período de quarentena (Foto: Arquivo/Ilustração)
A servidora pública Kíssila Gonçalves paga cerca de R$1.500 de mensalidade para o filho de 12 anos que está na 6ª série. Ela enfrenta queda de rendimentos em torno de 40% desde que o decreto que exige isolamento social passou a vigorar. “Sei que a crise econômica por causa da pandemia é mundial. Que eu saiba, funcionários da escola não foram demitidos e há suporte do governo para complementar salários nesse período de emergência. Pelo contrato que os pais assinaram, as aulas devem ser presenciais. Porém, entendemos a situação. Acredito que o ensino on line não substitui o presencial. Eu sou psicopedagoga e não considero satisfatório o modelo aplicado de ensino à distância. Diminuir o valor da mensalidade é necessário para nós que estamos em dificuldades financeiras”, diz.
A reportagem procurou pela direção do Externato Campista e do Pequeno Polegar por meio de telefone da escola, telefones celulares, mensagens de texto e pelo aplicativo Messenger. Até a publicação da matéria, não obtivemos respostas sobre a reivindicação dos pais de estudantes.

Mensalidades escolar em tempo de pandemia desafia pais de alunos (Foto: Carlos Grevi/Ilustração)
A crise sanitária por causa do novo coronavírus atinge a sociedade de várias maneiras. A pandemia do Covid-19 fez com que muitas pessoas se afastassem do trabalho ou fossem dispensadas por empresas que entraram no período de quarentena. Com aulas suspensas, escolas tentam se adaptar à nova realidade com atividades à distância com uso da internet. Porém, muitos pais de estudantes não estão satisfeitos com a situação, sobretudo com o valor das mensalidades que continua o mesmo. Em Campos, um grupo com mais de 100 pessoas se mobiliza para pedir de 10 a 50% de descontos. Eles alegam que muitas famílias perderam emprego ou tiveram salários reduzidos.

Mariana Ferraz e outras dezenas de pais de alunos tentam redução de mensalidade escolar (Foto: Divulgação)
De acordo com com a psicóloga Mariana Ferraz, mãe de um aluno de 12 anos, do oitavo ano, matriculado no Externato Campista, 137 pais de alunos se reuniram e solicitaram apoio de uma advogada para pedir redução da mensalidade de 30%. “A escola se mostrou irredutível e não aceitou desconto. Foi oferecido a nós parcelar em 12 vezes no cartão de crédito a mensalidade escolar. Acreditamos que, com a escola fechada, despesas de água e luz foram reduzidas. As aulas on line utilizam uma plataforma digital gratuita. Não há custos nem para o ensino à distância. Houve divergência, pois os professores dos alunos não deram aulas, mas os da plataforma. Meu filho e os colegas estranharam”, comenta.
A advogada Jéssica Lopes tem uma filha de cinco anos matriculada no terceiro período escolar. Desde 16 de março, as aulas presenciais foram convertidas em aulas on line a partir de abril. “Eu assinei um contrato para aula em período integral e presencial. Minha filha recebe vídeos de dois ou cinco minutos com atividades para serem feitas com os pais. As aulas bilingues só acontecem duas vezes por semana e por até 40 minutos. Entendo a situação da pandemia, mas eu e meu marido tivemos diminuição de rendimentos de 50%. Não é pedir muito um abatimento de 30% na mensalidade, acredito”.
Quem também tentou negociar abatimento nas mensalidades foi a nutricionista Paloma Porreca, mãe de dois filhos, matriculados no Externato. “Meu filho mais velho tem TDH, e depende de uma atenção especial no acompanhamento do ensino. Com aula à distância isto não é possível. Me sinto prejudicada nas finanças, mas ele é o mais afetado. Creio que faltou empatia da direção da escola em apoiar os pais com redução de pelo menos 30% nas mensalidade”, explica.

Escolas de Campos vazias em período de quarentena (Foto: Arquivo/Ilustração)
A servidora pública Kíssila Gonçalves paga cerca de R$1.500 de mensalidade para o filho de 12 anos que está na 6ª série. Ela enfrenta queda de rendimentos em torno de 40% desde que o decreto que exige isolamento social passou a vigorar. “Sei que a crise econômica por causa da pandemia é mundial. Que eu saiba, funcionários da escola não foram demitidos e há suporte do governo para complementar salários nesse período de emergência. Pelo contrato que os pais assinaram, as aulas devem ser presenciais. Porém, entendemos a situação. Acredito que o ensino on line não substitui o presencial. Eu sou psicopedagoga e não considero satisfatório o modelo aplicado de ensino à distância. Diminuir o valor da mensalidade é necessário para nós que estamos em dificuldades financeiras”, diz.
A reportagem procurou pela direção do Externato Campista e do Pequeno Polegar por meio de telefone da escola, telefones celulares, mensagens de texto e pelo aplicativo Messenger. Até a publicação da matéria, não obtivemos respostas sobre a reivindicação dos pais de estudantes.
Fonte:Terceira Via


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